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    De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), as operações contratadas com recursos da caderneta de poupança para construção, aquisição e reforma de imóveis e material de construção foram as maiores da série histórica considerando dados entre janeiro e setembro de 2021. No período, 499.115 unidades foram financiadas, das quais 333.721 para aquisição de imóveis e 165.394 para construção. Em valores, foram destinados, respectivamente, R$ 94,4 bilhões para aquisição e R$ 21,5 bilhões para construção. Para efeitos de comparação, antes de 2021, o ano em que mais unidades foram financiadas com recursos da poupança foi 2014 (306.976 unidades).

    Os dados acima demonstram que o mercado imobiliário vive um de seus melhores momentos em termos de volume de negócios, ainda que existam diversos desafios para o setor, com destaque para a escalada dos preços de insumos, que deve levar a repasses no valor total das obras ou, nos piores cenários, redução das margens e até prejuízos.

    Outro importante risco de cenário para o setor de construção é a perspectiva de aumento da taxa básica de juros. Considerando que os valores dos financiamentos imobiliários são diretamente afetados pela taxa de juros, deveremos observar uma expansão dos custos dos financiamentos no médio e longo prazo, o que pode levar a uma retração das contratações para aquisição e construção nos próximos anos.

    Assim, da mesma forma que é relevante observarmos que a conjuntura do setor é favorável em termos de volume de negócios, também é importante percebemos que existem fatores que podem mudar esse cenário no médio prazo e a percepção destas mudanças com antecedência pode evitar uma sobreoferta no mercado imobiliário e prejuízos para as empresas e investidores do setor.

    Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro