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    De acordo com a última Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, o volume de vendas no comércio varejista restrito¹ recuou 16,8% em abril deste ano em relação ao mês anterior, sendo esta a maior queda da série histórica iniciada em janeiro de 2000. Este foi o segundo recuo consecutivo, acumulando uma queda de 18,6% nestes últimos dois meses da pesquisa. De forma semelhante, na comparação com abril de 2019, o volume de vendas sofreu uma queda de 16,8%, a mais intensa já observada desde o início da PMC, acumulando um resultado negativo e igual a 3,0% no primeiro quadrimestre de 2020, o que interrompe uma sequência de 33 taxas positivas e consecutivas nesta base de comparação.

    Tais resultados refletem claramente os efeitos das medidas de combate ao novo coronavírus, se dando de forma mais intensa em abril deste ano, já que contemplou 30 dias de isolamento social, com o fechamento parcial ou total de lojas e comércios presenciais enquadrados como não essenciais em diversas regiões do Brasil. Em março, porém, estas medidas foram implantadas apenas nos últimos 10 dias do mês, o que justifica um recuo mais brando.

    A queda foi generalizada entre as oito atividades avaliadas na pesquisa, incluindo aquelas consideradas essenciais e que tiveram seu funcionamento liberado ao longo destes dias de isolamento, como supermercados e farmácias. Desta forma, tem-se: “Tecidos, vestuário e calçados” (-60,6%), “Livros, jornais, revistas e papelaria” (-43,4%), “Outros artigos de uso pessoal e doméstico” (-29,5%), “Equip. e material para escritório, informática e comunicação”  (-29,5%), “Móveis e eletrodomésticos” (-20,1%), “Artigos farmacêuticos, méd., ortop, e de perfumaria” (-17,0%), “Combustíveis e lubrificantes” (-15,1%) e “Hiper., super., alimentos, bebidas e fumo” (-11,8%).

    Diante deste cenário, o nível de vendas do comércio varejista restrito atingiu um distanciamento recorde em relação ao ponto mais alto da série (-22,7%), observado em outubro de 2014. Assim, a Lafis acredita que os próximos meses serão desafiadores para a retomada do nível de vendas do comércio nacional, uma vez que está inserido em uma conjuntura macroeconômica desfavorável, com alta instabilidade no mercado de trabalho e queda drástica na confiança das famílias, impedindo uma expansão consistente do consumo.

    ¹ não contempla a venda de veículos, motos, peças e materiais para construção.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues