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    Em setembro de 2021, o volume de vendas no comércio varejista restrito¹ recuou 1,3% em relação ao mês anterior, segunda queda consecutiva nesta base de comparação, ainda que em menor intensidade. De forma semelhante, as vendas do setor também recuaram (-5,5%) em relação ao mesmo período do ano passado, desta vez com queda mais acentuada que a observada em agosto (-4,1%). Apesar disso, o volume de vendas do comércio nacional acumulou um crescimento de 3,8% em 2021, e alta de 3,9% no acumulado dos últimos 12 meses até setembro deste ano.

    No que diz respeito às atividades, 6 das 8 avaliadas pela pesquisa apresentaram queda mensal nas vendas de setembro deste ano, com destaque para “Equipamentos, material de escritório, informática e comunicação” (-3,6%) e “Móveis e eletrodomésticos” (-3,5%). Enquanto isso, “Livros, jornais, revistas e papelaria” (0,0%) e “Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos” (-0,1%) permaneceram estáveis na passagem entre agosto e setembro deste ano.

    Esta volatilidade nos resultados do comércio nacional desde o início do ano passado pode ser explicada pelas drásticas quedas ocasionadas pela pandemia e fechamento das lojas físicas em diversas regiões do país em meados do segundo trimestre de 2020; seguidas por uma rápida recuperação ao longo dos demais meses conforme se promovia uma flexibilização das medidas de restrições sanitárias, em conjunto com a concessão do auxílio emergencial, que garantiu não apenas a manutenção do consumo das famílias, mas também a expansão dos gastos com cestas de maior valor agregado, como artigos eletrônicos.

    Porém, com o avanço da vacinação e abertura definitiva do comércio presencial, o setor passa por um novo desafio neste último trimestre de 2021: a escalada da inflação. O aumento no preço de itens com importante peso na pesquisa, como alimentos e combustíveis, restringe seu consumo, o que pode ser observado pela dinâmica de resultados entre volume de vendas e receita. No caso de “Combustíveis e lubrificantes”, o volume de venda recuou 2,3% no mês de setembro, enquanto sua receita permaneceu praticamente estável (-0,1%); o mesmo pode ser observado em “Hiper., super., alimentos, bebidas e fumo”, com queda de 1,5% nas vendas, enquanto a receita apresentou estabilidade (0,1%).

    ¹ não contempla a venda de veículos, motos, peças e materiais para construção.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues