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    De acordo com a última Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, o volume de vendas no comércio varejista restrito¹ avançou 0,9% em outubro deste ano em relação ao mês anterior, sendo esta a sexta taxa positiva e consecutiva nesta base de comparação; isto fez com que o volume de vendas do comércio nacional alcançasse um novo patamar recorde.

    No que diz respeito às atividades especificamente, 7 das 8 avaliadas na pesquisa apresentaram crescimento no mês de outubro, em relação ao mês anterior, com destaque para “Tecidos, vestuário e calçados” (6,6%), “Livros, jornais, revistas e papelaria” (6,6%) e “Equip. e mat. para escritório, informática e comunicação” (3,7%), beneficiadas pela flexibilização das medidas de isolamento social. Já “Móveis e eletrodomésticos” (-1,1%) foi o segmento do comércio que apresentou queda no período. Neste último caso, este foi o segundo recuo consecutivo da categoria, devolvendo pequena parte do crescimento significativo acumulado entre maio e agosto deste ano (109,1%).

    Desta forma, o resultado acumulado no ano até o referente mês saiu do campo negativo após seis meses e apresentou crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2019, confirmando a desaceleração no ritmo de queda desta trajetória observada nos meses anteriores (-4,0% até maio; -3,2% até junho; -2,0% até julho; -0,9% até agosto; e 0,0% até setembro). Ou seja, após o comércio nacional ter vivido seu o pior momento em abril deste ano, sua recuperação vem ocorrendo de forma consistente desde o mês de maio em consonância com a flexibilização das medidas de restrição na circulação de pessoas. Somado a isso, a concessão do auxílio emergencial permitiu um incremento na renda das famílias e, consequentemente, a expansão dos gastos para além do consumo de itens considerados essenciais.

    A expectativa para o último bimestre deste ano, porém, é de uma desaceleração neste ritmo de recuperação, uma vez que o mercado de trabalho segue instável, o valor do auxílio emergencial sofreu um corte pela metade, e a persistente pressão da inflação relacionada a alimentos. Neste último caso, o segmento de supermercados representa quase metade das vendas do comércio varejista restrito, de modo que, um aumento no preço dos alimentos poderá levar a uma queda desta atividade, seja pela redução na quantidade consumida, seja pela substituição por produtos mais baratos, limitando o crescimento das vendas do setor como um todo.

    ¹ não contempla a venda de veículos, motos, peças e materiais para construção.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues