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    De acordo com a última Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, o volume de vendas no comércio varejista restrito¹ recuou 2,5% em março deste ano em relação ao mês anterior, sendo este o pior resultado para o respectivo mês desde 2003 (-2,7%). Na comparação com o mesmo período de 2019, o volume sofreu uma que de 1,2%, interrompendo uma sequência de onzes taxas positivas e consecutivas nesta base de comparação. Por fim, o crescimento acumulado no ano perdeu força, passando de 3,0% em fevereiro para 1,6% no primeiro trimestre de 2020.

    Os resultados mostram claramente os efeitos das medidas de combate ao novo coronavírus, que determinou o fechamento, parcial ou total, de lojas e comércios presenciais enquadrados como não essenciais em diversas regiões do Brasil, em sua maioria a partir da segunda quinzena de março. Ainda que muitas empresas tenham recorrido ao comércio eletrônico como alternativa às medidas de isolamento, a participação deste canal ainda é pequena frente ao comércio físico e insuficiente para manter o nível de vendas do setor.

    Das oito atividades avaliadas na pesquisa, seis apresentaram queda em março, em relação ao mês anterior, com destaque para “Tecidos, vestuário e calçados” (-42,2%), “Móveis e eletrodomésticos” (-25,9%) e “Combustíveis e lubrificantes” (-12,5%). Neste último caso, ainda que as empresas do setor não tenham sido enquadradas nas medidas de isolamento, podendo funcionar neste período, seu desempenho foi fortemente afetado pela queda na circulação de pessoas e, consequentemente, queda no consumo de combustíveis a partir da segunda quinzena de março.

    Assim como os postos de abastecimento, a atividade “Hiper., super., alimentos, bebidas e fumo” também foi autorizada a funcionar durante o período de quarentena devido à comercialização de itens essenciais para a cesta de consumo das famílias. Com isso, houve um significativo crescimento mensal de 14,6% no volume de vendas desta atividade. Tendo em vista a elevada participação desta atividade no resultado global do comércio, que chegou a 55% no período, o crescimento nas vendas dos supermercados impediu uma queda ainda mais drástica das vendas do comércio como um todo. De forma semelhante, as farmácias também mantiveram suas portas abertas neste período, o que levou a um crescimento de 1,3% em seu volume de vendas no mês de março de 2020.

    Desta forma, a Lafis espera que este recuo nas vendas se dê de forma mais acentuada em abril, tendo em vista o fechamento dos empreendimentos ao longo de todo o mês, principalmente em Estados com grande concentração de lojas físicas, como São Paulo e Rio de Janeiro e suas respectivas regiões metropolitanas.

     não contempla a venda de veículos, motos, peças e materiais para construção.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues