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    Em fevereiro de 2021, o volume de vendas no comércio varejista restrito¹ avançou 0,6% na série com ajuste sazonal, em relação ao mês anterior, devolvendo a queda observada em janeiro (-0,2%). Este resultado é reflexo de uma volta à normalidade do orçamento familiar, passado o período de maior comprometimento da renda com o pagamento de impostos como IPVA e IPTU, por exemplo, típicas do início de ano.

    Em relação ao mesmo período do ano anterior, porém, o resultado segue negativo e igual a 3,8%, segunda queda consecutiva nesta base de comparação e a mais intensa desde maio de 2020 (-7,4%). Com isso, o comércio varejista restrito acumula queda de 2,1% neste primeiro bimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, contribuindo para uma desaceleração na trajetória do crescimento acumulado nos últimos 12 meses, passando de 1,0% até janeiro para 0,4% até fevereiro de 2021.

    Em relação às atividades, 4 das 8 avaliadas pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, avançaram no mês, com destaque para “Livro, jornais, revistas e papelaria” (15,4%), “Móveis e eletrodomésticos” (9,3%) e “Tecido, vestuário e calçados” (7,8%). Apesar da baixa base de comparação e do fim do auxílio emergencial, tais atividades foram, de certa forma, beneficiadas pela flexibilização das medidas de isolamento social no período, o que permitiu a reabertura do comércio físico e uma maior circulação de pessoas. No caso de “Livro, jornais, revistas e papelaria”, especificamente, o desempenho mensal positivo teve ainda uma influência sazonal, com as compras de material escolar diante do início do ano letivo. É preciso ressaltar, porém, que a conturbada volta às aulas presenciais e manutenção do ensino à distância, diante da persistente crise sanitária, ainda afetam negativamente esta atividade ao substituir livros didáticos e outros artigos de papelaria por dispositivos eletrônicos.

    Destaque também para o crescimento nas vendas dos “Hiper., super., alimentos, bebidas e fumo” (0,8%) mesmo com o cancelamento do carnaval 2021, impactando diretamente a venda de bebidas alcoólicas e outros itens relacionados à data. A alta inflação de alimentos, porém, segue impactando negativamente esta atividade – considerando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o item alimentação e bebidas apresentou, em fevereiro de 2021, aumento de 0,27% em relação ao mês anterior, acumulando alta de 1,29% no primeiro bimestre deste ano.

    Após recuperar as drásticas perdas observadas em 2020, o comércio varejista nacional ainda sofre os efeitos da persistente crise sanitária, em meio às oscilações entre flexibilizações e endurecimentos das medidas de isolamento social nos últimos meses e em diversas regiões do país. A maior preocupação agora é superar o novo momento mais crítico da pandemia, vivido desde março deste ano, após um ano da chegada do vírus. Portanto, mesmo com uma nova rodada do auxílio emergencial, com início apenas em abril, a expectativa do setor é que as vendas do comércio voltem a cair no mês de março diante do recrudescimento da pandemia e rigorosas restrições ao funcionamento do varejo físico.

    ¹ não contempla a venda de veículos, motos, peças e materiais para construção.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues