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  • chocolates, bombom, segmento chocolates, setor chocolates, economia, macroeconomia, balas, doce, setor balas, segmento balas
    Grandes players globais do setor de chocolates têm investido em inovação de novos produtos aproveitando mais o cacau, destacam-se as ações: da Nestlé, que utiliza as amêndoas e a polpa da fruta como únicos ingredientes, sem a adição de açúcar industrializado; e a Barry Callebaut, que está lançando uma linha de produtos feitos com todo o fruto do cacau.

    A Nestlé planeja lançar em diversos países no próximo ano, através de suas marcas mais populares o chocolate a partir desse novo processo inovador, que não utiliza somente a amêndoa do fruto cacau, mas também a polpa, que é doce, e será utilizada para adoçar naturalmente o chocolate.

    A fabricante global Barry Callebaut também anunciou que írá lançar uma linha de produtos feitos utilizando 100% do fruto do cacau. A Mondelez International será a primeira empresa a testar essa linha da Barry Callebaut;

    Tais iniciativas consistem em uma produção mais sustentável, pois cerca de 70% do fruto do cacau acaba sendo desperdiçado na fabricação comum do chocolate. 
    Por fim, a Lafis estima que tais inovações também deverão contribuir para o aumento do valor agregado das vendas do setor de chocolates.

    Analista do Setor Laís Soares.

    De acordo com a Associação Brasileira de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), o volume da produção de ovos e produtos de Páscoa em 2018 apresentou um crescimento de 26% em relação a 2017, e atingiu um total de 11 mil toneladas de chocolates. Contudo, vale ressaltar, que este resultado interrompeu três anos consecutivos de queda, ou seja, o volume ainda ficou distante do resultado de 2015, quando a indústria produziu 19,7 mil toneladas para a Páscoa.

    A entidade está otimista e espera um novo crescimento das vendas de ovos e chocolates na Páscoa de 2019, pois, as vendas de panetones no final de 2018 já se mostraram mais aquecida.

    No cenário da Lafis, a Páscoa de 2019 ainda deverá ter um movimento baixo, mas o setor de chocolates de modo geral, deverá apresentar crescimento, uma vez que, ainda no cenário de retomada gradual da economia, os chocolates passaram a ser consumido como presentes de baixo custo. O crescimento da demanda para essa finalidade, “presentear” deve contribuir para o crescimento do faturamento do setor.

    Além disso, a busca por renda extra, por aqueles que perderam seus empregos ao longo da crise nos últimos anos e ainda enfrentam dificuldades para recolocação no mercado de trabalho formal, tem incentivado o crescimento da confeitaria artesanal, o que eleva a demanda de chocolates para fins culinários. 

    Por fim, com base nesse movimento a Lafis projeta um crescimento para o faturamento do setor de chocolates e balas de 8,3% em 2019, atingindo cerca de 15,9 bilhões de reais.

    Especialista do Setor  Laís Soares

    Próximo à Páscoa, a expectativa dos fabricantes de chocolates é que haja um crescimento da produção assim como das vendas entre 5% a 20%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). 

    De acordo com a associação, alguns fatores são relevantes para o otimismo dos fabricantes, como a melhora da condição financeira das famílias, a recuperação do mercado de trabalho assim como o aumento da intenção de consumo. 

    Outro fator importante, de acordo com o IBGE, foi a queda em 9,02% nos preços de barras e bombons no período entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018. 

    Além disso, empresas do setor apostam na diversificação dos seus produtos, em especial os voltados para a linha infantil. Assim, a expectativa de vendas de chocolates é positiva, impulsionada principalmente durante a Páscoa. 

    Especialista do Setor Fernanda Mansano.


    O faturamento do setor de chocolates e balas cresce com o a expansão da participação do segmento premium no País. Embora, a crise econômica tenha impactado o consumo das famílias brasileiras desde 2014, de modo geral, o consumidor reduziu a quantidade consumida, mas manteve a apreciação por produtos de categorias premium.

    Esse movimento pode ser compreendido pode ser observado a partir de diversos fatos, tanto pela expansão das franquias de chocolates, como pela entrada no final de 2016, de uma nova concorrente das fabricantes de balas e gomas no País, a Haribo, fabricante de balas de gelatina, segmento que conta com expressiva expansão no País, e apresenta maior valor agregado. Além disso, o consumo de chocolates importados no País em 2017 apresentou uma significativa retomada.

    De acordo com o balanço da Associação Brasileira de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), no primeiro semestre de 2017, a indústria brasileira responsável pela produção de chocolate apresentou se relativamente estável, com uma leve queda de 0,4% da produção em volume, em relação ao mesmo período de 2016.

    Por fim, com base nesse movimento a Lafis projeta um crescimento para o faturamento do setor em 2017 de 9,8%, atingindo cerca de 14,8 bilhões de reais.

    Especialista do Setor: Laís Soares.


    A quebra da safra de cacau na Bahia devido a seca histórica pela qual passou o Estado no último ano compromete a oferta de cacau no Brasil. A queda na oferta e a elevação do preço do principal insumo dos chocolates já preocupa as grandes e pequenas fabricantes do setor.

    Desde abril, o início da safra 2016/17 do cacau, o volume de que os produtores baianos entregaram às indústrias processadoras foi o menor desde a temporada 1973/74. De acordo com o levantamento da TH Consultoria, no acumulado desta safra até 10/07, o volume entregue pelos produtores para a indústria que processa o produto foi de 17,4 milhões de toneladas, bem abaixo dos 51,5 milhões que havia sido entregue no mesmo período da safra anterior.

    Assim, as fabricantes de chocolates já começaram a se mobilizar para garantir o cacau da produção nos próximos meses. O volume de grãos de cacau importado de Gana, Indonésia e Costa do Marfim deverá crescer nos próximos meses, todavia tendo em vista o atual patamar do câmbio, o preço dos chocolates no País poderão amargar um aumento. 

    Todavia, a atual conjuntura econômica, que já refletiu na redução do consumo de chocolates, pela queda do rendimento das famílias brasileiras e elevação do desemprego no País, não constitui um bom momento para absorção da elevação de preços pelo consumidor, assim a elevação de custos do produção poderá impactar as margens de lucro e o faturamento do setor.

    Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares


    No acumulado do ano de 2015, de janeiro a julho as exportações de chocolates e balas no País sofreu uma retração em volume de aproximadamente, 19% e 12%, respectivamente. Por outro lado, as importações de chocolates cresceram 22%, o que demonstra que apesar da desaceleração econômica, o consumo de chocolates premium no País se manteve em alta.

    A forte desvalorização do real aumenta a competitividade do produto nacional no mercado externo, contudo, o setor não conseguiu aproveitar essa oportunidade. De acordo com a Abicab, associação responsável pelo setor, as exportações brasileiras de chocolate sofrem com as dificuldades de negociações com os países vizinhos, como Argentina e Venezuela, e também pela queda na demanda de alguns países africanos.

    Nesta primeira semana de setembro, a Lindt – fabricante suiça de chocolates especiais – anunciou busca por novas aquisições no mercado brasileiro, pois a desvalorização do real, torna as aquisições atrativas. No ano passado, a empresa formou uma joint venture com o grupo CRM, fabricante local de chocolates nobres, na tentativa de fortalecer a marca Lindt no Brasil. A companhia afirmou que considera o mercado brasileiro estratégico para expansão da marca, devido a sua importância e representatividade no mercado mundial de chocolates.

    As perspectivas da Lafis para o faturamento do setor em 2015, apesar das projeções de queda na produção, são de crescimento de 3%. Para o próximo biênio, as estimativas são de 5,8% e 9,2%, respectivamente.

    Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares


    O presidente da rede de chocolates finos Cacau Show, anunciou a criação da holding Cacau Par. Esse novo negócio com investimentos de US$ 50 milhões, nasceu da fusão da própria Cacau Show e a aquisição de 50,1% da rede Brigaderia, da empresária Taciana Kalili.

    A rede Brigaderia - reconhecida como grife do brigadeiro-, a maior rede de lojas de brigadeiros do país passa a fazer parte da holding junto com a Cacau Show.  De acordo com o presidente que anunciou a fusão, o objetivo é aproveitar a experiência de anos da Cacau Show e colaborar com o crescimento do setor de alimentos premium, investindo em negócios mais exclusivos. 

    Os investimentos do setor, seguem as expextativas de crescimento do setor. Segundo as pesquisas da Abicab, o segmento gourmet e premium é um dos que mais crescem no Brasil, cerca de 20% ao ano.


    O Grupo CRM, dono das marcas Kopenhagen, Chocolates Brasil Cacau e Dan Top, anunciou investimentos de R$ 70 milhões até 2015 na ampliação de sua fábrica e um novo centro de distribuição. Os recursos virão própria e de financiamento do BNDES. 

    Os investimentos na fábrica e no centro de distribuição estão programados para atender a demanda das lojas das redes Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau.

    Serão investidos R$ 30 milhões num centro de distribuição robotizado anexo à unidade de Extrema (MG), tendo em vista que o mercado mineiro é ainda pouco explorado. Os R$ 40 milhões restantes serão utilizados para ampliar a linha de produção. 

    O anúncio do Grupo, segue as expectativas de crescimento do setor, tendo em vista o potencial aumento do consumo per capita de chocolates no país. Recentemente, a Harald e a nova holding Cacau Par, também anunciaram investimentos em expansão.


    A Arcor realizou um investimento de R$ 50 milhões em sua fábrica de chocolates localizada em Bragança Paulista, para expansão da sua capacidade de produção. A empresa ainda prevê mais R$ 25 milhões de investimentos em marketing na área de chocolates até o final deste ano.

    O segmento vêm ganhando espaço no portfólio da empresa, dado o potencial de  crescimento do setor de chocolates, em relação a tendência de queda do consumo de balas. A divisão de chocolates já responde por 25% das vendas da fabricante.Tais ações fazem parte do plano de investimentos da empresa de aumentar o faturamento até 2016, através das inovações, incorporando as mudanças de hábitos dos consumidores.

    De acordo com as últimas pesquisas do mercado, o Brasil destacou se com o aumento do consumo per capita nos últimos anos, e ainda segue com um elevado potencial de consumo, principalmente no novo mercado gourmet.


    A fabricante de chocolates, alimentos e rações para animais anunciou investimento de R$ 140 milhões para a primeira fase da construção de uma nova unidade, em Ponta Grossa (PR).

    A empresa busca com esse investimento melhorar o atendimento na região Sul do país. A Mars também iniciou uma ampliação de sua unidade de Guararema, no interior de São Paulo, para aumentar a produção dos produtos da marcas M&Ms e Twix, distribuídos para todo País. 

    O anúncio da Mars na expansão da produção está em sintonia com a última publicação da Abicab que demonstra aumento do consumo de chocolates per capita no Brasil, e as perspectivas de crescimento nos próximos anos no setor.


    A Harald, maior fabricante de cobertura de chocolate do país, anunciou a construção de sua segunda fábrica no interior de São Paulo. O investimento está atrelada as expectativas de expansão da demanda com o novo mercado gourmet.

    As obras da nova fábrica terão início no último trimestre deste ano e a conclusão é prevista para o final de 2014. Ainda neste ano, a empresa irá investir R$ 20 milhões em equipamentos para aumento de capacidade e lançamentos, usando financiamentos de longo prazo de bancos. Outros R$ 10 milhões, oriundos de recursos próprios e previstos no orçamento, serão gastos em marketing e recursos humanos. 

    O anúncio da Harald na expansão da produção está em sintonia com a última publicação da Abicab que demonstra aumento do consumo de chocolates per capita no Brasil.


    A norte americana General Mills, proprietária da marca de sorvetes Häagen-Dazs no Brasil, anunciou a aquisição da produtora brasileira de alimentos Yoki por aproximadamente R$ 1,75 bilhões mais R$ 200 milhões em dívidas da empresa. A conclusão do negócio deverá ser realizada ainda em 2012.

    A General Mills acredita que a adição da empresa brasileira ao seu portfólio poderá dobrar suas vendas na América Latina atingindo valores próximos à US$ 1 bilhão. Para tanto, a empresa buscará fortalecer marcas fortes do grupo como Yoki e Kitano além da expansão das marcas norte americanas do grupo, bem como a introdução de novos produtos no mercado brasileiro.

    A investida da General Mills corrobora com a perspectiva de crescimento do setor nacional de alimentos nos médio e longo prazos. Os ganhos salariais que as classes C/D/E vem auferindo nos últimos anos somada à busca por diversificação da cesta de consumo deste extrato social, tende a garantir bons retornos a este setor.


    Responsável por cerca de 10% do engarrafamento e distribuição de refrigerantes no país, o grupo Vonpar anunciou investimentos no segmento de chocolates, por meio de sua marca Neugebauer, adquirida em 2010. Para isso, anunciou a construção de uma fábrica de chocolates em Arroio do Meio (RS), que demandará cerca de R$ 118 milhões para sua concretização, até 2013.

    A Vonpar alimentos possui mais de 60 marcas, 20 categorias de produtos, 3 fábricas e cerca de mil funcionários, faturando em torno de R$ 250 milhões no ano, apenas na categoria doces. Como estratégia, o grupo quer utilizar a identidade local (gaúcha) como forma de ganhar mercado na região para, posteriormente, distribuir em outros locais.

    A marca Neugebauer foi criada em 1891 em território nacional e, desde então, já passou pelo controle do Grupo Fenícia, Parmalat e Florestal. Como meta, o grupo Vonpar quer dobrar o faturamento da marca em 5 anos e para isso investe em sua ampliação de capacidade e modernização dos processos envolvidos na fabricação dos doces.


    Com o objetivo de aumentar seu market-share no setor de chocolates, a Arcor investirá R$ 100 milhões no Brasil em 2012. Além de investir em ações de marketing, a multinacional Argentina irá aumentar a produtividade de suas fábricas em Bragança Paulista e Rio das Pedras, ambas no estado de São Paulo. Desta maneira, a empresa visa tirar proveito das boas perspectivas para o segmento nos próximos anos.

    Segundo a companhia,  40%  de suas receitas de vendas são provenientes de balas, pirulitos e chicletes, segmentos que geralmente estão associadas a produtos de menor valor agregado. Portanto, a iniciativa de reestruturar seu portfólio no intuito de depender menos deste segmento é bastante compreensível. Pois, segundo estimativas da Lafis, o faturamento do segmento de chocolates deve apresentar significativa alta  8,6% e 7,3% em 2012 e 2013, respectivamente.

    Dentro do valor anunciado, a Arcor investirá também R$ 25 milhões em ações de marketing voltadas à sua linha de chocolate. Os investimentos da multinacional Argentina, que possui cinco plantas no país e emprega 4 mil pessoas, possuem um caráter arrojado, pois a mesma visa aumentar em 13% o seu faturamento no país neste ano, rumo à marca de  R$ 1,8 bilhão.


    O grupo britânico Associated British Foods (ABF), que possui a marca do achocolatado Ovomaltine, anunciou investimentos no Brasil.

    Ao todo serão R$ 40 milhões de reais, o maior valor do grupo desde que a empresa passou a se estruturar em São Paulo, em 2007. O objetivo do investimento é tornar o Brasil o terceiro maior mercado da marca, seguido de Suíça e Tailândia. Por conta disso, a Ovomaltine fará propagandas e investimentos em novas categorias, como o achocolatado pronto para beber.

    Tradicionalmente, o grupo ABF não costuma investir em publicidade no Brasil, mas depois de 17 anos da Ovomaltine no país, foi tomada esta decisão. Além disso, a empresa ampliará suas vendas por meio de aumento dos canais de distribuição e parcerias, feitas com possíveis marcas consagradas, como a Bauducco, a Danone e a Hershey´s.

    O grupo britânico Associated British Foods (ABF), que possui a marca do achocolatado Ovomaltine, anunciou investimentos no Brasil.

    Ao todo serão R$ 40 milhões de reais, o maior valor do grupo desde que a empresa passou a se estruturar em São Paulo, em 2007. O objetivo do investimento é tornar o Brasil o terceiro maior mercado da marca, seguido de Suíça e Tailândia. Por conta disso, a Ovomaltine fará propagandas e investimentos em novas categorias, como o achocolatado pronto para beber.

    Tradicionalmente, o grupo ABF não costuma investir em publicidade no Brasil, mas depois de 17 anos da Ovomaltine no país, foi tomada esta decisão. Além disso, a empresa ampliará suas vendas por meio de aumento dos canais de distribuição e parcerias, feitas com possíveis marcas consagradas, como a Bauducco, a Danone e a Hershey´s.

    A Kraft Foods investirá cerca de US$ 120 milhões no país. A notícia foi anunciada pouco antes da inauguração da fábrica em Pernambuco, em Vitória do Santo Antão, que contou com mais U$ 80 milhões em recursos. Essa unidade aumentará a produção de chocolates e refrescos em pó, sendo futuramente ampliada em 2012 para produzir biscoitos.

    Trata-se do maior investimento já feito pela empresa no país, que já somam R$ 200 milhões em 2011. Após a compra da Cadbury a empresa fatura no Brasil cerca de R$ 3 bilhões, aumento de 36,4% em relação a 2008.

    Com esta inauguração, a Kraft será representada por 6 fábricas, sendo 3 na região de Curitiba (chocolate, queijo e produtos em pó), uma na região de Piracicaba (biscoitos) e outra em Bauru, que pertencia a Cadbury.

    Na esteira de uma dinâmica favorável da demanda interna, a Nestlé aumentou sua intenção de investimentos no Brasil em 2011. Em 2010, os investimentos da corporação no país ficaram em torno de R$ 800 milhões; já para 2011 a empresa planeja investir R$ 1 bilhão no mercado nacional. E os projetos já começaram. A empresa anunciou a construção duas novas fábricas: uma na região serrana do Rio de Janeiro, para a qual serão destinados R$ 200 milhões e outra fábrica na região centro-sul do estado, que demandará cerca de R$ 100 milhões.

    O objetivo explícito da multinacional é crescer o dobro da expansão do PIB brasileiro no ano. Para cumprir esse objetivo, a empresa planeja investir no aumento da sua capacidade produtiva, aplicando recursos em ampliação e construção de novas fábricas, tecnologia, inovações, e, até mesmo, possíveis aquisições, a fim de atender ao crescente mercado interno. Além disso, os investimentos em diversificação de produtos e na sua divulgação poderão apresentar relevância crescente nos planos de investimentos da multinacional.

    O Brasil é o segundo maior mercado da Nestlé no mundo e atualmente onde a corporação mais cresce, segundo Ivan Zurita, presidente da empresa no país. Assim, a ampliação dos investimentos direcionados ao Brasil reflete a percepção otimista das grandes empresas acerca do mercado brasileiro para os próximos anos. De fato, a dinâmica do mercado de trabalho, com níveis de desemprego consideravelmente abaixo dos patamares históricos, a maior distribuição da renda, com o conseqüente crescimento da classe média e a relativa estabilidade inflacionária, tem indicado tendência favorável ao mercado de bens de consumo.

    A Harald, fornecedora de chocolates e coberturas para grandes empresas dos segmentos de chocolate artesanal/profissional, food services (panificação e confeitaria) e industrial, dentre elas a Bauducco, Kibon e Mc Donald's, prevê faturamento de R$ 440 milhões em 2010 e crescimento de 20% em 2011 em virtude da maior procura por parte de seus clientes que, por sua vez, possuem demanda fortemente atrelada a ganhos no poder de compra da população posto que atuam diretamente no varejo.

    Visando acompanhar o crescimento desse mercado, a Harald está concluindo investimento de R$ 50 milhões realizado nos últimos 5 anos na construção de uma fábrica em Santana de Parnaíba (SP). Para o próximo ano, pretende obter financiamento para a aquisição de outra empresa do setor com objetivo explícito de aumentar a sua produção de 66 mil toneladas por ano para 100 mil toneladas em 2012. A maior fabricante nacional de chocolates industriais almeja obter ganhos de market share no seu nicho de atuação, onde disputa participação com a Cargill Chocolates, entre outras. Segundo a imprensa, a companhia detém cerca de 27% do mercado de chocolates industriais e 65% do de coberturas. No entanto, a corporação afirma não ser estratégico expandir a sua atuação para o segmento varejista, uma vez que passaria a concorrer com alguns dos seus clientes.

    A empresa também atua no mercado externo, que responde por cerca de 6% do seu faturamento e pretende aumentar essa proporção para 12%. A ampliação das suas receitas de exportações poderá ser alcançada através do direcionamento para mercados emergentes, onde o consumo é mais dinâmico do que em mercados maduros. A demanda per capita por chocolates na Europa e Estados Unidos não deve crescer expressivamente nos próximos anos, uma vez que tais mercados já estão saturados, com alto consumo per capita de chocolate. Países emergentes, como Brasil e China, por outro lado, possuem baixos níveis de consumo per capita do produto e amplo contingente populacional, o que favorece a uma tendência crescente do consumo de chocolates e derivados nesses países.


    A Kraft Foods, que recentemente fechou uma transação milionária com a compra da Cadbury, sinalizou a necessidade de ampliar a capacidade produtiva de todas as suas fábricas no país, uma vez que todos os segmentos em que atua (chocolates, biscoitos, gomas e balas, entre outros) apresentam considerável crescimento no país.

    A empresa acaba de investir cerca de R$ 10 milhões para ampliar sua participação no segmento de biscoitos saudáveis onde o Brasil será a plataforma para o desenvolvimento da linha de biscoitos com cereais. A presença da Kraft no segmento de biscoitos é notada através das marcas Club Social, Trakinas, Nabisco, entre outras. A decisão de investir na linha de biscoitos funcionais no Brasil pode ter sido influenciada, em grande parte, pela tendência à sofisticação dos hábitos de consumo dos brasileiros, o que sinaliza forte potencial de mercado nestes nichos específicos de maior valor agregado. Inicialmente essa nova linha de produtos será comercializada na região Sul, devido a características diferenciadas desse mercado consumidor.

    Nas regiões Norte e Nordeste, a prioridade declarada é a nova unidade fabril em Vitória de Santo Antão (PE), em construção e orçada em R$ 100 milhões com previsão de início das operações para o primeiro semestre de 2011. Essa unidade responderá pela produção de sucos em pó e  chocolates visando atender aos consumidores dessas regiões, onde o consumo cresce a taxas aceleradas.


    Depois de quatro meses de negociação, a norte-americana Kraft Foods finalmente conseguiu fazer uma proposta (US$ 19,4 bilhões) que convencesse o presidente da Cadbury, Roger Carr, a recomendar a aquisição aos acionistas. Apesar de quase certo, o acordo ainda não foi assinado, pois, apesar de remota existe possibilidade de contra-proposta até 2 de fevereiro.

    No Brasil, a compra implicaria numa elevação do faturamento da Kraft de R$ 1 bilhão, totalizando R$ 5 bilhões. Apesar da grande dimensão, o negócio não deverá ser barrado pelo Cade, uma vez que as empresas atuam em diferentes segmentos de mercado: a Kraft é a segunda maior fabricante instalada em território nacional de chocolate, enquanto a Cadbury é líder nas vendas de balas.


    Após adquirir três empresas gaúchas do setor alimentício, quais sejam, Mu-Mu, Wallerius e Neugebauer, a Vonpar, franqueada da Coca-Cola e distribuidora do portfólio Femsa no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, criou sua Divisão de Alimentos, marcando o início da diversificação dos segmentos de atuação da organização.

    O novo braço da organização já nasce internacionalizado, pois tanto a Wallerius e a Neugebauer têm presença em mais de 30 países. As três unidades produtivas empregarão mais de 1.000 funcionários e totalizarão um faturamento de aproximadamente R$ 300 milhões.

    Tal estratégia de diversificação mostrou-se bem sucedida no caso da PepsiCo., que ingressou no segmento de salgadinhos (Elma Chips e Lucky), achocolatados (Toddy e Toddynho), bebidas esportivas (Gatorade e Propel), pescados (Coqueiro) e água de coco (Trop Coco e Kero Coco). Por usufruírem redes de distribuição similares e por poderem compartilhar alguns insumos, é possível a ocorrência de ganhos de sinergia, com significativa redução de custos.