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  • celulose, empresas do setor celulose, empresas do segmento celulose, setor celulose, segmento celulose, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável

    Foi anunciado durante a primeira semana de dezembro que a produção de celulose de fibra curta da indústria brasileira alcançou 12,85 milhões de toneladas, fazendo com que o país alcançasse a 4ª colocação no ranking mundial, superando em 2,4% a produção da Finlândia e 3,2% da Suécia.
    Ao longo do segundo semestre de 2008 o preço internacional da celulose de fibra curta encerrou sua trajetória de alta iniciada ao término de 2005. Após cinco meses de estabilidade da cotação internacional (abr-ago), setembro já apresentou significativa desvalorização (-2,4%/ago), quando os estoques mundiais do produto encontravam-se elevados. A partir daí, com o volume de encomendas em baixa, a indústria brasileira começou a reduzir pontualmente sua produção, a fim de encontrar nos próximos meses ambiente favorável para a venda da fibra curta.
    No entanto, outubro acentuou grandemente a desvalorização da celulose, em linha com a confirmação de que a crise mundial já havia alcançado o consumo, com apreensão especial para a economia chinesa, grande responsável pela demanda por fibra curta. Naquele mês a desvalorização do produto foi de 5,5% e novembro, -8,9%.
    O cenário é preocupante para o setor ao redor do mundo, com os produtores lançando mão de descontos e facilidades de pagamento, a fim de manter contratos de entrega em meio ao desaquecimento da demanda. Justamente esta realidade garantiu ao Brasil vantagens sobre seus concorrentes, devido a reconhecida vantagem comparativa que possui, baseado especialmente sobre sua base florestal de destaque.
    Portanto, apesar de sofrer com a aguda deterioração de seu mercado internacional, a celulose de fibra curta brasileira possui meios para ganhar maior destaque, superando com seu reforçado parque industrial o desempenho de países tradicionais.
    Vale lembrar que, paralelo ao comportamento atual do mercado, a demanda por celulose de fibra curta tem ganhado espaço sobre a longa ao redor do mundo, o que representa mais um boa notícia ao Brasil e suas grandes áreas plantadas de eucalipto (mais produtiva que as de pinus, utilizadas para a fibra longa).