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    No mês de outubro, o setor de telefonia móvel experimentou um aumento significativo, com mais de 1,27 milhão de novas ativações em todo o território brasileiro, marcando o melhor desempenho do ano. O impulso foi liderado pelas linhas tradicionais de celular, conhecidas como "padrão", excluindo as tecnologias M2M e PoS.

    Conforme relatado pela Anatel, as operadoras adicionaram 978 mil novas linhas de celular tradicionais em outubro, representando um aumento de 167% em comparação com setembro, quando o crescimento no segmento "padrão" foi de 366 mil assinantes.

    Os acessos de comunicação do tipo machine to machine (M2M) e terminais de ponto de serviço (PoS), presentes em dispositivos como máquinas de cartão, cresceram em um ritmo mais moderado em outubro. Durante esse período, o setor adicionou 292 mil novas linhas para IoT, totalizando 42,3 milhões de linhas.

    De acordo com a Anatel, o número de assinantes na quinta geração da tecnologia móvel ultrapassou os 17,5 milhões no Brasil, impulsionado pela adição de 1,4 milhão de acessos à rede em outubro. Isso representa um aumento de 9,2% em relação a setembro.

    A Lafis destaca que o ritmo de adoção do 5G tem sido superior a curva de crescimento das gerações anteriores, resultado que se deve em grande medida as características do leilão de quinta geração, com um maior foco em exigências de cobertura e investimentos por parte das operadoras e menor priorização da arrecadação.

     Analista Responsável Marcel Tau

     


    Dados recém divulgados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) mostraram a continuidade do péssimo desempenho da fabricação de aparelhos de comunicação, que inclui a produção de celulares. Considerando dados desde janeiro de 2012, a produção setorial de equipamentos de comunicação está em seu menor patamar, ao acumularmos os dados em 12 meses até junho de 2023. Na comparação do primeiro semestre deste ano com igual período de 2022, a produção de equipamentos de comunicação recuou 20%.
    Especificamente considerando o mercado de celulares, esta queda está associada a diversos fatores, tais como:1) prorrogação da troca de aparelhos pelos consumidores, considerando que nenhuma tecnologia nova e disruptiva impulsiona a demanda por aparelhos novos quando os antigos ainda funcionam; 2) poder de compra da população segue pressionado pela alta taxa de juros, que se traduz em parcelas maiores dos aparelhos e pela inflação elevada, embora em queda, que pressiona o custo de vida das famílias e 3) com a retomada das atividades presenciais, foi observado um maior direcionamento dos gastos das pessoas em serviços em detrimento de bens duráveis, considerando que durante a pandemia foi observado o comportamento oposto pelos consumidores, que diante da impossibilidade de realizarem diversos serviços, direcionaram seus gastos para compra de bens.
    A Lafis destaca que estudos recentes, como a matéria publica da no Valor Econômico no dia primeiro de agosto e intitulada “Vendas de smartphone 5G devem se equiparar as de 4G em 2024, prevê GfK” apontaram um avanço das vendas de aparelhos 5G, mas dados recentes da Gartner e da própria matéria mostraram que esse avanço está relacionado com a redução do ticket médio de aparelhos com a nova tecnologia móvel e o aumento do número de modelos de celulares 5G disponíveis no mercado. Assim, embora os aparelhos da quinta geração estejam ganhando participação dentro do mercado, tais vendas não compensaram a retração da venda de outras tecnologias de celular.
    Prova disso, é que a própria matéria apontou que o total de smartphones vendidos no primeiro semestre (incluindo 3G, 4G e 5G) foi aproximadamente de 14 milhões de unidades, enquanto no segundo semestre de 2022 alcançou cerca de 16 milhões de unidades.

    Analista Responsável Marcel Tau


    A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de consumo dos clientes.

    Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise setorial.

    Compreender as tendências do mercado, as mudanças de comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se posicionar de forma inteligente e competitiva.

    Este texto explora a importância da análise setorial como uma poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar decisões informadas que impulsionem seu crescimento.

    Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a um novo patamar de sucesso.

     

    Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial

     

    Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.

    No entanto, é importante compreender que o cenário econômico atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.

    As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um papel fundamental.

    A análise setorial permite que as empresas compreendam em profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento, identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem durante a retomada econômica.

    Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.

    Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma vantagem competitiva.

    Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.

    A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia. Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão inseridas e se posicionem de maneira estratégica.

     

    Benefícios da Análise Setorial para as empresas

     

    Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:

     

    Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados – o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades específicas dos clientes.

     

    Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às mudanças do mercado.

     

     

    Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que seus concorrentes.

     

    Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e estar preparadas para enfrentar obstáculos.

     

    Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem, ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.

     

    A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.

    Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos, adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o sucesso.

    Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo. Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.


    O mercado de celulares teve uma queda relevante em 2022. Neste último ano o Brasil vendeu 6,93% a menos de aparelhos do que no ano anterior, refletindo, financeiramente, em uma receita de R$ 77,09 bilhões, 1,7% menor que em 2021. 

    A consultoria IDC Brasil divulgou um estudo que mostra que em 2022 foram vendidos 42.606.344 aparelhos, sendo que 40.681.302 eram smartphones e 1.925.042 eram feature phones (aparelhos comuns). 

    Esses números representam reduções de 6,31% e 18,28%, respectivamente, em comparação com o ano de 2021.

    Para 2023, se por um lado as vendas de celulares têm um impulso pelo avanço do 5G e a necessidade dos consumidores em comprarem aparelhos mais modernos aptos a utilizarem essa tecnologia, por outro lado, o cenário econômico desafiador desfavorece as vendas de celulares.

    Cabe pontuar que a perspectiva para economia em 2023 é de baixo crescimento, com manutenção de um elevado patamar de juros e endividamento das famílias, além de um mercado de crédito restrito, com o objetivo dos bancos em frearem o avanço da inadimplência e inflação acima do teto da meta. Tal cenário se traduz em um menor poder de compra da população e uma tendência de postergação da troca de celulares, sobretudo nos cenários em que a compra for motivada pela atualização tecnológica. 

    Ao considerarmos todos esses fatores, a Lafis considera que a troca de celulares para as pessoas se adaptarem ao 5G podem não ser suficientes para compensar o cenário macroeconômico desafiador, o que deve resultar na manutenção de um patamar de vendas em 2023 similar ao observado nos últimos dois anos.

    No entanto, um fator que pode favorecer as vendas de celulares em 2023 e levar o setor a um desempenho melhor que o cenário base é justamente a postergação da compra observada em anos anteriores em decorrência da pandemia e do cenário econômico dos últimos anos, o que pode ter contribuído para um aumento da idade média dos celulares e favorecer as compras ao longo dos próximos trimestres.

    Analista Responsável Marcel Tau


    Ao olharmos a série histórica de vendas de celulares observamos uma retração significativa do número de aparelhos comercializados nos últimos anos em relação ao pico, observado em 2014. Naquele ano, 70,3 milhões de aparelhos foram vendidos no Brasil, enquanto entre janeiro de 2015 e julho de 2022 (dado mais recente disponível) o patamar de vendas se manteve abaixo de 50 milhões de unidades por ano.

    A seguir, pontuaremos alguns dos fatores que ajudam e entender esse movimento:

    1) Baixo dinamismo da economia brasileira observado nos últimos anos, alternando anos de retração com anos de baixo crescimento do PIB, associado ao cenário conturbado do ponto de vista macroeconômico de uma maneira mais ampla, com inflação elevada na média dos últimos anos, com altas taxas de desemprego e desvalorização cambial.

    2) Ganho de relevância dos smartphones e em relação aos celulares tradicionais e aumento da vida útil dos aparelhos. No começo de 2014, as vendas de smartphones representavam somente 58% do mercado brasileiro de celulares, com 42% das vendas vindas de aparelhos comuns naquele período, enquanto desde 2018 as vendas de smartphones representam, em média, mais de 95% do mercado de celulares no Brasil.

    Com aparelhos mais caros e que executam muitas funções que os celulares comuns não executam, as pessoas passaram a adquirir celulares com menos frequência que anteriormente, elevando a vida útil dos aparelhos.

    3) Lançamentos com menos diferenciais.  Em 2007, Steve Jobs realizou uma apresentação histórica do primeiro iphone, marcando o surgimento do primeiro smartphone funcional do mercado, trazendo um novo conceito de celular, com funções muito superiores aos modelos até então dominantes.

    Com o passar do tempo e com outras empresas inovando nesse mercado, além da própria Apple, os aparelhos passaram a contar com câmaras integradas de alta resolução, possibilidade de acessar a internet de maneira rápida e criou-se um mercado de aplicativos cada vez mais amplo.

    Nos dias de hoje, embora as empresas do setor continuem a investir em inovação e no lançamento de novos aparelhos, os avanços tecnológicos podem ser considerados tímidos em relação a ruptura tecnológica que ocorreu entre os celulares comuns e os smartphones. Nesse sentido, embora seja um mercado muito relevante no Brasil e no mundo, as inovações menos disruptivas dos aparelhos modernos não impulsionam as vendas da mesma maneira que impulsionaram lá atrás.

    A implementação do 5G pode impulsionar as vendas de celulares no curto e médio prazo, ainda que não em magnitude suficiente para retomar os níveis de vendas observado em 2014, considerando todas as questões apontadas anteriormente.

    Analista Responsável Marcel Tau


    Desde terça-feira (22), notebooks, tablets e celulares tiveram um corte de 10% na alíquota do imposto sobre importação. A medida foi anunciada pela Câmara de Comércio Exterior. Com a nova redução, notebooks, tablets, celulares e equipamento industrial agora têm queda acumulada de 20% na alíquota de imposto sobre importação.

    Com a decisão de ontem, um produto cuja alíquota do imposto de importação era de 14% antes da redução realizada em 2021 passará a ter, com a segunda redução agora aprovada, alíquota de 11,2%; em outro exemplo, um produto cuja alíquota era de 10% até março do ano passado, passará a ter, a partir da vigência da medida aprovada hoje, alíquota de 8% de imposto de importação.

    De acordo com a pasta, o corte abrange quase mil códigos tarifários e busca também “aumentar a produtividade e a competitividade da economia brasileira”. Esses produtos são considerados pelo Ministério da Economia como de “importância estratégica”.

    A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) criticou a redução em 10% do Imposto de Importação sobre bens de informática e telecomunicações, que afeta diretamente os valores de dispositivos como tablets, PCs e smartphones. Na visão da associação, a decisão do Ministério da Economia está na contramão dos movimentos de Estados Unidos e Europa, que promovem investimentos para mitigar à dependência da China.

    A Lafis considera que a redução do imposto representa um risco aos fabricantes nacionais no curto prazo, uma vez que torna a competição com o produto importando mais acirrada, o que pode levar a um aumento das importações em detrimento da produção local.

    No entanto, considerando que a redução só é valida até de 2022, os impactos devem ser menores, pois consideramos que por ser uma medida temporária, os incentivos para importações de celulares também deverão ser momentâneos.

    Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro

    Nesta semana a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou o edital para a licitação de radiofrequências nas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz - reservadas à exploração de serviços móveis com uso da tecnologia de quinta geração (5G).

    O leilão será realizado no dia 4 de novembro e a expectativa é que ele movimente R$ 50 bilhões, sendo R$ 10,6 bilhões para as outorgas (dinheiro pago ao Governo) e o restante para investimentos.

    Estima-se investimentos de aproximadamente R$ 7,6 bi para levar internet a escolas públicas. Além disso outras metas que constam no edital são: cobrir 31 mil km de malha rodoviária federal com serviços 4G; levar serviços de telefonia e dados a 9,5 mil cidades, povoados e vilarejos que estão, hoje, isolados do mundo digital; construir uma rede privada segura para o governo; e instalar infraestrutura capaz de conectar a Amazônia à malha nacional de telecomunicações.

    Nas contas da Anatel, o total de investimentos exigidos pela implementação de 5G pode chegar a R$ 163 bilhões no período de 20 anos, isto porque além da outorga e das obrigações contratuais, as operadoras de telecomunicações terão que investir em infraestrutura de telecomunicações.

    É importante destacar que o 5G deverá se traduzir em um ganho de velocidade e redução de latência nos serviços de comunicação, o que poderá desencadear uma série de outros investimentos, além dos previstos diretamente para o setor de telecomunicações, isto porque, assim como outros setores de infraestrutura, a melhoria dos serviços neste setor propicia oportunidades para o desenvolvimento de diversos outros setor, o que inclusive explica o fato do leilão ter um foco maior em investimentos e obrigações ao invés de focar na arrecadação pela outorga.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    Apesar da queda, a venda de celulares no Brasil apresentou desempenho melhor que o esperado em 2020, diante dos efeitos da pandemia. Segundo dados da IDC Brasil, 48,7 milhões de celulares foram vendidos no país em 2020 (-8,0% em relação a 2019), se recuperando parcialmente do cenário projetado diante do péssimo segundo trimestre do ano, quando a consultoria esperava retração próxima a 20% no ano. Cabe destacar que na comparação do segundo trimestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019 houve retração de 32,6% nas vendas de celulares, com o número de celulares vendidos recuando de 12,98 milhões para 8,74 milhões na comparação entre os trimestres (diminuição de 4,23 milhões de unidades).

    A injeção de recursos do auxílio emergencial e a necessidade impulsionada pela pandemia por aparelhos celulares para trabalho, comunicação, educação, lazer ou qualquer outro fim contribuíram para a recuperação parcial do setor.

    A receita total do mercado foi de R$ 71,7 bilhões, alta de 16% ante o acumulado de 2019. A categoria de celular mais vendida de 2020 foram os da faixa de preço entre R$ 1,1 mil e R$ 2 mil (crescimento de 83% sobre 2019) e de R$ 2 mil e R$ 3 mil (88% ante o ano anterior), indicando que o consumidor brasileiro foi atrás de aparelhos mais caros e, portanto, com mais recursos. Além disso, a forte desvalorização cambial pode ter contribuído para o aumento dos preços médios dos celulares vendidos em 2020.

    Para 2021, a Lafis considera que o cenário pandêmico e dificuldades enfrentadas na atividade econômica e no mercado de trabalho, além da forte desvalorização cambial são fatores que representam risco para a venda de celulares. A IDC Brasil projeta expansão de 3% das vendas de celulares, número que a Lafis considera que representa uma boa tendência para o setor em 2021, sobretudo considerando os fatores citados anteriormente e a fraca base de comparação.
     
    Analista Responsável Marcel Tau 


    Segundo dados retirados da Sondagem de Conjuntura do Setor Eletroeletrônico, disponibilizados ao público pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica), todos os indicadores abordados apontaram para uma situação mais favorável dos setores compreendidos dentro dessa cadeia de produção.

    A pesquisa consiste basicamente em perguntar para as empresas do setor algumas questões, cujo as respostas podem ser basicamente três: se houve melhor desempenho, estabilidade ou piora. Alguns resultados apresentados pela sondagem para o mês de setembro de 2020: 

    Vendas/Encomendas em relação ao mesmo mês do ano passado: cresceram = 67%, estáveis = 14% e diminuíram = 19%;

    Vendas/Encomendas em relação ao mês imediatamente anterior: cresceram = 57%, estáveis = 25% e diminuíram = 18%;

    Nível de Emprego: cresceu = 25%, estável = 72% e diminuiu = 3%;

    Situação dos estoques de insumos e matérias-primas: normal = 59%, acima = 12% e abaixo = 29%;

    Situação dos estoques de produtos acabados: normal = 47%, acima = 18%, abaixo = 35%.

    De maneira resumida, os resultados acima retratam uma melhor situação do setor eletroeletrônico, pois houve maior número de empresas apresentando melhoria das vendas/ encomendas e mais empresas contratando. 

    Outra questão que chamou atenção desta última sondagem foi o elevado número de empresas com estoques tanto de insumos e matérias-primas, como de produtos acabados abaixo do que seria necessário, demonstrando questões que o noticiário vem destacando: a falta de insumos e descompasso entre oferta e demanda em alguns setores, como uma das consequências da crise do coronavírus e sua atual recuperação.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    No primeiro semestre de 2020 a fabricação de equipamentos de comunicação apresentou retração de 18,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O mês de junho foi o único mês do semestre que apresentou crescimento na comparação entre 2020 e 2019 (+9,75%), o que pode representar uma retomada do setor em linha com a reabertura das atividades econômicas em diversos locais.

    No que diz respeito aos preços de venda dos smartphones, dados do TechTudo coletados pelo comparador de preços Zoom revelaram um aumento de até 19% em julho, na comparação com os cinco meses anteriores – entre janeiro e junho de 2020. Oito dos dez telefones mais buscados ficaram mais caros e apenas dois passaram a custar menos.

    Além dos preços dos mesmos aparelhos terem apresentado aumento ao longo do ano, influenciados pela desvalorização do real frente ao dólar, é importante observar que uma tendência já observada nos últimos anos é aquisição de celulares mais caros e mais sofisticados, evidenciando a busca pelos consumidores de aparelhos que apresentem maior durabilidade e eficiência.

    Neste sentido, considerando a conjuntura econômica e o comportamento dos consumidores, a Lafis espera que ao longo de 2020 o ticket médio dos aparelhos adquiridos pelos brasileiros apresente crescimento em relação ao ano anterior, mitigando a perda de receita esperada em função da retração da produção e das vendas ao longo do acumulado do ano, afetadas pelo fraco desempenho do primeiro semestre.

    Especialista do Setor Marcel Tau.

    A produção global de smartphones deve cair um recorde de 16,5%, para 287 milhões de unidades neste segundo trimestre em relação ao ano anterior, com a pandemia de coronavírus atingindo a demanda, informou a TrendForce, apesar das cadeias de fornecimento terem sido retomadas após semanas de paralisação.

    A TrendForce reduziu sua previsão de produção anual para 1,24 bilhão de smartphones, queda de 11,3% em relação a 2019, de 1,35 bilhão de unidades.

    No Brasil, assim como apontado pela pesquisa em relação ao esperado para a produção mundial, deve-se observar uma queda acima de dois dígitos na produção de smartphones, com retração ainda mais significativa no segundo trimestre do ano, considerando ser este o período de maior restrição econômica, com medidas de distanciamento social impostas pelas autoridades para reduzir a curva de contágio e mortos pelo Covid-19.

    Além disso, com parte significativa dos componentes importados de outros países, a desvalorização cambial observada ao longo dos últimos meses deverá se traduzir em aumento dos custos de produção. Diante de uma demanda deprimida, as empresas poderão limitar o repasse de custos aos consumidores ou repassar esses custos e observar uma retração ainda maior da compra de smartphones no Brasil.

    Desta maneira, a Lafis considera que o desempenho do setor será frustrado em 2020, pois, apesar da essencialidade dos smartphones na rotina de parcela significativa dos brasileiros, diante das dificuldades econômicas, devemos observar a postergação da compra de um novo aparelho por parte dos consumidores. 

    Especialista do Setor Marcel Tau

    De acordo com dados do IBGE, a produção de equipamentos de comunicação, que incluem equipamentos transmissores de comunicação e aparelhos telefônicos e de outros equipamentos de comunicação, recuou 10,6% no acumulado de 12 meses até novembro de 2019. 

    As vendas de celulares também recuaram na comparação de 12 meses (-0,3%) até outubro de 2019 (dados mais atuais disponibilizados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee).

    Dados dos últimos anos mostraram uma interessante tendência quanto ao comportamento dos consumidores de smatphones no Brasil e no mundo: a preferência pela compra de celulares mais caros e com mais funcionalidade e redução da frequência de compra, resultando em aumento do ticket médio e faturamento do setor e menor volume de vendas. Neste sentido, a Lafis destaca como estratégia de grandes fabricantes mundiais de smartphones a venda de produtos complementares e a prestação de serviços, respondendo ao comportamento do mercado e reduzindo a participação das vendas de celulares no total do faturamento e elevando de outros produtos e serviços.

    Quanto ao segmento de infraestrutura do setor de telecomunicações, existe uma grande expectativa quanto ao desenvolvimento da tecnologia 5G no mundo nos próximos anos, que exigirá investimentos robustos por parte das companhias de telecomunicações. No Brasil, segundo notícias recentes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) tal tecnologia será implementada somente a partir de 2022.


    Especialista do Setor Marcel Tau

    De janeiro a julho de 2019, a produção de equipamentos de comunicação*, segundo dados do IBGE, apresentou retração de 9,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, acentuando a tendência de desaceleração da produção setorial observada desde o final de 2017. Desde janeiro de 2019 a produção de equipamentos de comunicação registra queda no acumulado de 12 meses em relação aos 12 meses anteriores, alcançando -9,9% em julho.

    A base de comparação, a desaceleração da atividade econômica e as mudanças nos hábitos dos consumidores ajudam a explicar a tendência descrita acima. Um comportamento do consumidor que tem afetado as vendas de celulares no Brasil e no mundo é a postergação da troca de aparelhos, movimento que reflete também na aquisição de aparelhos mais caros e com melhores atributos, diluindo o valor do aparelho ao longo do tempo.

    O acirramento da competição global em torno dos smartphones e a ampla penetração nos mais distintos mercados levou empresas a buscarem alternativas para continuarem relevantes. O exemplo que mais tem se comentado no mercado é o da Apple, que diante deste cenário vem dando grande relevâncias aos braços de serviços (como música e pagamentos) e produtos (como a Apple TV e o Apple Smartwatch).

    (*) Este grupo compreende a fabricação de telefones e equipamentos de comunicação de transmissão de sinais e dados por meio de cabos ou ondas eletromagnéticas, tais como os equipamentos de emissão de imagens e sons (televisão e rádio) e outros equipamentos de comunicação sem fios.

    Especialista do Setor: Marcel Tau

    De acordo com informações do site Tele.Síntese, estudo da fabricante de equipamentos de rede Cisco publicado no dia 19, indica que o consumo de vídeo em dispositivos móveis não vai parar de crescer pelos próximos anos. A projeção da empresa é que esse tipo de conteúdo passe de 61% do tráfego em 2017 para 81% do tráfego móvel de dados no ano de 2022. A informação consta do Visual Networking Index (VNI). O relatório que traça tendências de consumo em redes de telecomunicações.

    A mesma publicação mostra que no Brasil, o volume de tráfego de dados móveis vai aumentar seis vezes de 2017 até 2022 e representará 21% de todo o tráfego de dados nas redes (móveis ou fixas) locais. Em 2017, representava 7%. Significa, conforme a Cisco, que a expansão móvel será 3,4x mais rápida que a fixa. 

    A Lafis considera que o aumento do tráfego de dados e do consumo de vídeos representa uma perspectiva favorável para expansão das receitas no setor de telecomunicações por meio da melhoria das ofertas de pacotes de dados e também para o setor de telequipamentos, tanto no que diz respeito a ampliação da infraestrutura necessária ao avanço da telecomunicações como no que diz respeito a tendência de aumento do ticket médio dos celulares vendidos, com melhores resoluções, capacidade de armazenamento de dados, velocidade, dentre outras características. 

    Especialista do Setor Marcel Tau

    A longa novela sobre licença para instalação de antenas de telecomunicações no Brasil começa a chegar ao fim. A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei nº 13.116/2015, conhecida como Lei Geral das Antenas, publicada no "Diário Oficial da União". Polêmica durante anos de discussões, o assunto gerou ainda debates por causa de vetos da presidente ao texto. A lei deverá pôr fim a uma luta das operadoras contra a burocracia. Atualmente existem mais de 300 leis municipais com regras próprias para a instalação de antenas, inclusive proibição. Até o momento não havia um prazo definido e a demora passa de um ano para muitos casos.

    O grande impacto da lei se dará por facilitar a realização de investimento pelas operadoras de telecomunicações é unificar as regras de licenciamento de infraestrutura (linhas de transmissão, fibras óticas, comutadores, antenas e transmissores), cuja emissão da licença estará sujeita a um único orgão para cada estado (e DF). As licenças terão prazo de 10 anos (e poderão ser renovadas), e estarão condicionadas a simples regras na instalação de equipamentos para a rede de telecomunicações em área urbana: não obstruir a circulação de veículos, pedestres ou ciclistas, não contrariar parâmetros urbanísticos e paisagísticos aprovados para a área, não prejudicar o uso de praças e parques, e não colocar em risco a segurança de terceiros e de edificações vizinhas.  

    Adverte-se que a legislação deverá ser complementada por outras leis e regulamentos a fim de estabelecer os orgãos que realizarão o licenciamento, ou seja, ainda tomará tempo para a Lei Geral das Antenas ser plenamente efetiva. No mais, destaca-se que isso facilita a realização de investimentos pelas operadoras, mas a queda da demanda por serviços de comunicação influencia negativamente a se tomar esse tipo de decisão. 

    Analista Responsável pelo Setor: Francisco Lira.


    A Nokia vai comprar a Alcatel-Lucent em um acordo composto exclusivamente de ações que avalia sua rival francesa de menor porte em 15,6 bilhões de euros (16,6 bilhões de dólares), fortalecendo seu negócio de equipamentos de telecomunicações para competir com a líder de mercado Ericsson. A aquisição da Alcatel-Lucent pela Nokia refedinirá o setor, que sofre com perspectivas de crescimento fraco e pressão das empresas chinesas de baixo custo Huawei e ZTE. A companhia combinada terá cerca de 114 mil funcionários e vendas totais de cerca de 26 bilhões de euros. No setor de equipamentos móveis, ela ficará em segundo lugar, com participação no mercado global de 35 por cento, atrás dos 40 por cento da sueca Ericsson e acima dos 20 por cento da Huawei, segundo a Bernstein Research.

    A compra da Alcatel-Lucent pela Nokia criará um novo player no mercado de equipamentos de comunicação, especialmente na parte de infraestrutura (ERB's, linhas, comutadores), e isso é uma tendência natural num mercado que tem se mostrado cada vez mais competitivo, ainda mais com o avanço da tecnologia (daqui a pouco as redes 4G não serão mais as de última geração). O novo player terá maior musculatura financeira e envolverá a sinergia de duas áreas: comunicações fixas e móveis. A francesa Alcatel-Lucent especializou-se na fixa (equipamentos de transmissão IP, roteamento IP, infraestrutura de banda larga de cobre até fibra óptica, small cells, software e serviços gerenciados e de desenho e de aperfeiçoamento de rede), enquanto a finlandesa Nokia, dedicou-se mais à móvel (antenas e centrais de comutação). Porém, adverte-se que o choque entre as culturas corporativas francesa e finlandesa mostra-se um desafio para a integração das operações, conforme muitos salientam. 

    O reflexo disso no Brasil é que a nova companhia possui uma grande possibilidade de quebrar o duopólio entre a Ericsson e Huawei, e assim, elevar a competição no mercado. Cabe destacar que essa aquisição afetará a companhia Nokia Networks do Brasil, a parte da Nokia que não foi vendida à Microsoft, que comprou o segmento de aparelhos telefônicos (smartphones) em 2013. 

    Analista Responsável pelo Setor: Francisco Lira


    O governo prorrogou, por quatro anos, a alíquota zero do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes na venda de computadores e smartphones. Previsto para acabar no fim deste ano, o benefício foi estendido até 31 de dezembro de 2018.

    A medida também abrange dispositivos como tablets, modems e roteadores digitais. De acordo com o Ministério da Fazenda, o governo deixará de arrecadar com a medida R$ 5 bilhões neste ano e R$ 7,5 bilhões no próximo. No entanto, a pasta alega que a renúncia fiscal é mais do que compensada pelo aumento da produção, das vendas e do emprego no setor.

    A renovação dessa medida pelo Governo demonstra-se como uma vantagem para o setor de telequipamentos, o qual está geralmente desguarnecido de benefícios pela legislação em comparação com o setor de informática, onde a legislação fornece vantagens através da Lei de Informática, por exemplo. Dentro do ambiente de intensa concorrência com bens importados, a isenção de PIS/Confins auxilia na fabricação nacional de telequipamentos ao favorecer a inserção de investimentos diretos, conforme a Huawei está demonstrando ao construir instalações de pesquisa e de produção de fibra ótica no nordeste brasileiro.

    Analista Setorial de Telequipamentos: Francisco Lira

    Diante da dificuldade crescente para cumprir a meta de superávit fiscal do ano, o governo decidiu abrir mão de boa parte das exigências de investimentos que seriam impostas aos vencedores do leilão da quarta geração de celular (4G), marcado para este ano. Além disso, a equipe econômica estuda a criação de uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para garantir que esses recursos sejam convertidos em "bônus fiscal" para 2014. Antes das mudanças, o leilão chegou a ser considerado o ponto central da estratégia do governo de impulsionar a instalação de fibras ópticas. O plano propunha levar essas redes de alta capacidade de tráfego de dados à grande parte de centrais telefônicas pelas quais as operadoras chegam até à proximidade das casas de clientes.

    O Governo Federal está optando para que a licitação seja pautada mais pelo valor do ágio do que pelas condições de melhor preço e técnica do serviço a ser prestado, ou seja, o leilão terá como ponto decisivo o quanto a empresa está disposta a oferecer de dinheiro, para conquistar a concessão do serviço 4G. Isto tem um importante impacto sobre a demanda de equipamentos de comunicação, pois se a licitação não for escolher o vencedor com base na qualidade do serviço, as empresas não terão incentivos a investir em tantos equipamentos. Logo, o diagnóstico sobre a demanda nesse setor para os próximos anos pode desacelerar se, dependendo do resultado da licitação. 


    Os analistas do JP Morgan cortaram recomendação das ações da Oi após a divulgação do investimento de 897 milhões de euros da Portugal Telecom (PT) em papéis de dívida da Rioforte, que pertence ao Grupo Espírito Santo, maior acionista da operadora europeia. "Rebaixamos a recomendação de neutra para underweight (abaixo da média de mercado) devido à deterioração percebida na governança corporativa, ao risco de mercado deste empréstimo e aos múltiplos da companhia", destacaram os analistas do banco de investimentos. Além disso, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou as notas de crédito da Oi e da Portugal Telecom (PT) na última quarta feira. As companhias tiveram suas avaliações "BBB-" revistas para baixo e agora têm nota "BB+", com perspectiva estável. Essa nota é a primeira fora do grau de investimento, e a primeira dentro do nível chamado de "junk" (grau especulativo). A perspectiva estável significa que a nota não será revista logo.
     
    O embróglio da fusão entre a Oi e Portugal Telecom, com problemas financeiros nesta última que fazem esta ter sua participação reduzida na nova empresa de telecom, sinaliza que o horizonte de investimentos para a nova Oi seja menor, ao ter em vista tais dificuldades na concretização da fusão. O rebaixamento da nota de classificação de crédito da nova empresa traz dificuldades de captação de crédito para a empresa, o que pode atrapalhar a compra de telequipamentos, e isto ampliado pelo fato da empresa possuir 20% do mercado, isto é, o impacto não é desprezível no setor. 


    O governador do estado de Alagoas visitou esta semana a região de Marechal Deodoro (AL), onde será construída uma fábrica da ZTT. A empresa chinesa, especializada na produção de material de fibra óptica, vai investir R$ 20 milhões no estado, o que gerará 85 empregos diretos. Com esse investimento, ainda para o primeiro ano, o faturamento previsto é de R$ 70 milhões, com a fabricação de fios, cabos e condutores elétricos isolados, equipamentos e instrumentos ópticos, peças e acessórios. 

    A instalação da fábrica, cuja inauguração está prevista para outubro deste ano, foi facilitada pelos incentivos fiscais, creditícios e locacionais do Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado de Alagoas (Prodesin). Os benefícios foram concedidos pelo Governo de Alagoas, por meio do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (Conedes). 

    Esse investimento reforça a ideia de que a área de telequipamentos está concentrando-se mais em bens de investimento (comumente chamados de bens de capital na ciência econômica - produtos que produzem ou dão suporte na produção de outros bens) do que no consumo.  Além disso, mostra que as oportunidades nesse setor estão materializando-se em forma de investimento diretos (greenfield investment), o que reforça a ideia de que a demanda nesse setor não tem retraído-se, apesar das incertezas da economia brasileira. 


    Nesta semana, a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto que, segundo informações do "Diário Oficial da União", aparelhos que custam até R$ 1.500 serão isentos de PIS/Cofins. Com esta medida, o Governo afirma que os aparelhos de comunicação inteligente podem chegar ter queda nos preços de até 30%. Por outro lado, a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) estima que a redução no preço ficará na faixa dos 7%.

    Esta medida estimulará a venda desse tipo de aparelho em 2013. Vale destacar que em 2012, foram vendidos 16 milhões de celulares inteligentes no país, 78% a mais que em 2011.

    Além disso, o ministro Paulo Bernardo afirmou que esta medida visa o aumento maciço de investimentos das empresas do setor em projetos de expansão de telecomunicação. Os investimentos devem ser antecipados após o decreto da redução de impostos, acelerando a construção de infraestrutura de telecomunicação, seja ela por fibra óptica, redes de rádio, serviços de  internet ou TV por assinatura (que vem associada à internet). A concorrência tende a se acirrar gerando uma melhora em relação aos preços para o consumidor.


    A Huawei anunciou no dia 30 de maio, em São Paulo, a inauguração de um centro de distribuição na cidade de Sorocaba. O empreendimento recebeu investimento inicial de R$ 123 milhões e será utilizado para armazenar terminais, estações rádio-base e outros produtos que a empresa e suas parceiras fabricam no País, este que deve ser o maior centro de distribuição na América Latina.

    O novo centro de distribuição, que tem capacidade para entregar até 10 mil produtos, está em uma localização estratégica, distante 3,5 km do centro de fabricação da Huawei, perto de trechos ferroviários e do Porto de Santos que deverão melhorar a eficiência da entrega de produtos da fabricante.

    Fornecedora de soluções de telecomunicações, a Huawei atende 45 das 50 maiores operadoras mundiais de telefonia móvel. A empresa fornece produtos para mais de 100 países. No Brasil atua há mais de 10 anos e conta com 4 mil colaboradores em unidades instaladas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Campinas.


    O Google anunciou no último dia 15/08 acordo para a aquisição da fabricante de celulares Motorola Mobility numa transação de aproximadamente US$ 12,5 bilhões. O objetivo da empresa com a transação é fortalecer o mercado para o sistema operacional Android diante do aumento da concorrência na computação móvel.

    A aquisição faz parte da estratégia da empresa para o Android, sistema operacional utilizado na maioria dos smartphones disponíveis atualmente no mundo, processo que pode acelerar as inovações da empresa com ganho de fôlego na disputa com a concorrente Apple e também contra a parceria Nokia/Microsoft. Com a aquisição o Google passa a controlar também cerca de 17 mil patentes ligadas à tecnologia que ajudarão a defender seus negócios em um momento em que crescem os processos judiciais no setor.

    Apesar de colocar pressão sobre a concorrência o negocio poderá abrir espaço para outros sistemas operacionais, como o Windows Phone. Isto porque empresas fabricantes que utilizam o Android podem retaliar a empresa com receio de que os aparelhos da Motorola passem a ter vantagens no mercado depois deste acordo.

    Com esta aquisição o mercado brasileiro deve ganhar destaque dentro dos planos de atuação global do Google. A Motorola tem só duas fábricas no mundo: uma na China e a outra no Brasil, em Jaguariúna (SP). Hoje no país a venda de smartphones está em franca expansão e deverá se sustentar nos próximos anos dada a baixa taxa de penetração destes no mercado.

    A negociação foi aprovada por unanimidade pelo conselho de diretores das duas empresas. A transação está sujeita à aprovação das autoridades dos Estados Unidos e da União Européia. O acordo tem previsão de conclusão para o fim de 2011 ou início de 2012.