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    A média do preço da arroba do boi no primeiro semestre situou-se 31,2% acima do observado no mesmo período de 2019. Após a forte inflação ocorrida nos meses finais do ano passado, o preço da arroba havia caído para abaixo de R$ 200 no primeiro bimestre de 2020. No entanto, após a volta da atividade econômica na China e em alguns países da Europa, os preços voltaram a subir para além daquele patamar; em julho, antes do encerramento do mês, a arroba do boi gordo está cotada em R$ 220, patamar bastante atrativo aos produtores. As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada seguem em ritmo forte e podem registrar em julho o segundo maior resultado da série histórica.

    Com a carne suína o movimento não foi diferente. Neste mês de julho, a alta nas cotações tem sido reforçada pela baixa oferta de animais em peso ideal para abate, informou o órgão de pesquisa. O preço médio entre janeiro e julho apresentou um crescimento aproximado de 17,3% ante o mesmo período de 2019, o que reforça a tese da forte pressão de demanda que tem contribuído positivamente para o setor produtor/exportador. 

    Somente a China, principal parceira comercial do Brasil, importou 400 mil toneladas de carne suína em junho, alta de 128,4% na comparação anual, continuando uma série de compras que já dura meses, com importadores tentando suprir o mercado em meio à escassez de oferta doméstica do produto. A peste suína africana reduziu o rebanho de porcos no país asiático em torno de 40%, reduzindo a produção de carne suína e levando os preços da carne preferida no país para níveis recorde. Neste caso, o Brasil se torna um dos principais fornecedores.

    Em ritmo menos intenso, estão as exportações de frango, que ainda se recuperam dos efeitos negativos de 2018. As exportações desta proteína tiveram recuo de 13,2% no volume e 32,2% na receita no mês de junho. No acumulado do ano, a receita acumula queda de 7,6% em relação ao primeiro semestre de 2019, enquanto o volume apresenta alta de 2%. 

    De todo modo, a despeito da pandemia global que paralisou a economia mundial, o setor agropecuário brasileiro, especialmente o de proteína animal, deverá ter um dos melhores desempenhos da sua história.

    Especialista do Setor Marcos Henrique.