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    Na semana em que o presidente Jair Bolsonaro foi Fórum Econômico Mundial em Davos para apresentar ao mundo seu plano de transformar o Brasil num grande player do comércio internacional, a Arábia Saudita resolveu suspender parte das importações de carne de frango do país. Principal destino do frango brasileiro em 2018, o país árabe foi responsável por 13,7% das compras, seguido por China (13,6%) e Japão (12,05%).

    Entre as razões ainda não totalmente detalhadas, os desdobramentos da operação Carne Fraca no que se refere às regras sanitárias, explicam, em parte, a suspensão. Além disso, desde a deflagração da operação da Polícia Federal em 2017, a Arábia Saudita deixou de habilitar frigoríficos brasileiros no sistema “pre-listing”, onde apenas amostras são inspecionadas e não todas as fábricas. 

    Por outro lado, outra hipótese para explicar o evento não pode ser destacada, a saber, a simpatia do governo brasileiro por seguir Donald Trump e também transferir a embaixada em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém. Para o mundo árabe, caso isso se confirme, será interpretado como uma agressão a preceitos internacionalmente aceitos; como o Brasil não é os EUA, é sempre bom lembrar que tem muito mais a perder do que os norte-americanos. Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, país de religião oficial muçulmana também, foi o quarto importador de frango brasileiro em 2018, responsável por uma receita de US$ 496 milhões.

    A BRF, maior exportadora de carne halal  no mundo, amargou perdas importantes no Ibovespa no momento do anúncio. No entanto, é preciso destacar que das 58 plantas habilitadas a exportar para a Arábia, 25 ainda estão em conformidade para exportar. Resta saber se haverá desdobramentos, seja de outros países ou do mesmo para outros produtos. No que se refere à carne bovina, Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes representaram em exportações, em 2018, 14,7% das receitas do setor.

    Especialista do Setor Marcos Henrique.