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    O abate de animais tem crescido de maneira sistemática no Brasil nos últimos anos, cuja pecuária assume lugar de destaque na produção interna. Por outro lado, conjunturalmente, de acordo com o IBGE, as estatísticas parciais da Pesquisa de Abate Trimestral, mostram que, no 4º trimestre de 2020, o Brasil registrou abate de bovinos 8,5% abaixo do observado em 2019, enquanto houve crescimento no que diz respeito a frangos e suínos. 

    No que diz respeito ao gado bovino, foram 29,7 milhões de cabeças abatidas sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal. A redução ocorreu após três anos de crescimento. Desta forma, o resultado voltou ao patamar de 2016 (29,7 milhões). Em 2017 foram 30,8 milhões; em 2018, 32 milhões; e em 2019, foram abatidas 32,4 milhões de cabeças bovinas. De acordo com o gerente de pesquisa do IBGE, “estamos no chamado ciclo de alta na bovinocultura após um período de baixa. A arroba subiu de preço, o bezerro, um dos principais insumos de produção, está escasso e valorizado. Isso quer dizer que quem tem fêmea, retém para criação de mais bezerros”.

    Por outro lado, a pesquisa também identificou que, em 2020, o abate de frangos e suínos seguiu a tendência de alta. Com aumento desde 2005, o abate de suínos cresceu 6,4% no ano passado, totalizando 49,3 milhões de cabeças abatidas, o que representa um novo recorde. Já o abate de frangos cresceu 3,3% e chegou a 6 bilhões de cabeças, novo recorde da série histórica. Em parte, o que explica as altas, além da demanda externa com a retomada pós-bloqueios, é o preço da arroba bovina que disparou, transformando em substitutos à mesa do brasileiro as duas carnes em destaque.

    Desta forma, de acordo com as projeções da Lafis, o setor deverá ter mais um ano de resultados positivos, com possibilidade de novos recordes no que diz respeito às receitas de exportação. O câmbio desvalorizado e o apetite da China são os fatores mais relevantes.
     
    Analista responsável Marcos Henrique