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AutorLafis
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Ano2026
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Categoria
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
A indústria de calçados no Brasil atravessa um
momento de transição marcado por desafios estruturais e reconfiguração de
mercados. Em 2025, o setor exportou mais de 103 milhões de pares, com leve
queda de 1,8% na receita, evidenciando perda de valor agregado mesmo com
aumento de volume . Ao mesmo tempo, houve forte crescimento das importações,
sobretudo de países asiáticos como Vietnã, China e Indonésia, ampliando a
concorrência interna. Soma-se a isso o impacto de barreiras comerciais, como a
sobretaxa dos Estados Unidos, historicamente principal destino das exportações
brasileiras, pressionando margens e forçando empresas a buscar mercados
alternativos.
Nesse cenário já desafiador, a atual escalada da
guerra envolvendo o Irã adiciona uma camada de incerteza indireta ao setor,
porém relevante. O principal canal de impacto ocorre via aumento do preço do
petróleo, que subiu rapidamente após o início do conflito, elevando custos
logísticos e de transporte em toda a cadeia produtiva . Para a indústria
calçadista, altamente dependente de insumos petroquímicos (como borracha
sintética e plásticos) e de transporte rodoviário, isso pode significar aumento
de custos e redução de competitividade. Ademais, tensões no Oriente Médio
afetam rotas comerciais estratégicas e mercados importadores, o que pode
desorganizar fluxos de exportação e encarecer fretes internacionais.
Diante desse quadro, a indústria brasileira de
calçados se vê pressionada simultaneamente por fatores internos e externos:
concorrência global crescente, barreiras comerciais e instabilidade
geopolítica. A guerra no Irã, embora distante geograficamente, ilustra como
eventos globais impactam cadeias produtivas locais em um mundo interconectado.
Nesse contexto, o futuro do setor dependerá da capacidade de inovação,
diversificação de mercados e ganho de eficiência, sob pena de perder ainda mais
espaço em um mercado internacional cada vez mais competitivo e sensível a
choques externos.
Especialista do Setor Thais Virga
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AutorLafis
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Ano2026
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
A
indústria calçadista brasileira atravessa um período de forte retração
estrutural, resultado da sobreposição de choques externos e internos. A perda
de mais de 4 mil postos de trabalho em novembro de 2025 evidencia o agravamento
de um processo já em curso, marcado pela concorrência considerada desleal com
calçados asiáticos que ingressam no mercado nacional a preços
significativamente inferiores aos custos médios de produção doméstica. Esse
fenômeno pressiona margens, reduz volumes de produção e força ajustes severos
no nível de emprego, especialmente em polos industriais altamente dependentes
do setor.
Paralelamente,
o cenário externo vem se deteriorando de forma relevante com o endurecimento da
política comercial dos Estados Unidos. O chamado “tarifaço” dos EUA a diversos
produtos industriais do Brasil (incluso calçados) impactou diretamente as
exportações brasileiras de calçados, tradicionalmente concentradas naquele
mercado, reduzindo competitividade, cancelando pedidos e comprimindo receitas.
O resultado foi o pior desempenho para o mês de outubro em uma década, segundo
dados setoriais, sinalizando que o problema deixou de ser conjuntural e passou
a ter características estruturais, com efeitos claros sobre capacidade
instalada e fluxo de caixa das empresas.
A
combinação desses fatores — pressão competitiva no mercado interno e barreiras
comerciais no principal destino externo — cria um ambiente de dupla restrição
para a indústria calçadista. De um lado, a substituição do produto nacional por
importados de baixo preço; de outro, a dificuldade de compensar perdas internas
via exportações. Esse desequilíbrio reduz investimentos, acelera processos de
desindustrialização regional e compromete a sustentabilidade de cadeias
produtivas intensivas em mão de obra.
A
crise da indústria calçadista brasileira decorre da interação entre
concorrência externa predatória e choques comerciais internacionais adversos,
com impactos diretos sobre emprego, produção e competitividade. Sem
instrumentos eficazes de defesa comercial, política industrial e diversificação
de mercados, a tendência é de aprofundamento da retração setorial no curto e
médio prazos.
Especialista
do SetorThais Virga
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AutorLafis
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Ano2025
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
O
setor calçadista brasileiro apresenta um desempenho robusto em 2024, com
recuperação contínua após os impactos da pandemia. De acordo com dados mais
recentes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), o
Brasil produziu cerca de 930 milhões de pares de calçados em 2024, com um
aumento importante nas exportações; as quais atingiram US$ 1,7 bilhão,
superando os índices pré-pandemia. Ainda, o setor emprega aproximadamente 280
mil trabalhadores, apesar da automação crescente e das mudanças no
comportamento do consumidor. A pesquisa da Produção Industrial Mensal (PIM) do
IBGE também aponta uma recuperação gradual da produção industrial, com destaque
para a manufatura de calçados, refletindo uma adaptação das indústrias às novas
exigências do mercado global.
Mais
recentemente, iniciativas de ressocialização de presidiários têm se destacado
dentro desse cenário, especialmente no Rio Grande do Sul. Programas como o
"Mãos que Reconstroem", que incluem a criação de linhas de produção
dentro de unidades prisionais, têm gerado resultados positivos tanto no setor
calçadista quanto na reintegração social dos apenados. Um exemplo recente é a
inauguração de uma linha de produção dentro da Penitenciária Estadual de
Charqueadas II, que, além de oferecer qualificação profissional, cria
oportunidades de trabalho e contribui para a redução da reincidência criminal.
O modelo tem se expandido para outras unidades do estado, criando uma rede de
apoio para a inclusão de ex-detentos no mercado formal.
A
integração do setor calçadista com a ressocialização no sistema prisional é uma
estratégia eficaz que contribui para a sustentabilidade do setor enquanto
promove a justiça social. De acordo com reportagens locais, o número de
trabalhadores em presídios gaúchos ligados à produção de calçados superou a
marca de 120 apenados em 2024, consolidando a relevância do programa no estado.
Esse modelo de produção, além de proporcionar um impacto positivo nas
estatísticas do setor, reflete a importância da colaboração entre a indústria e
as políticas públicas de reintegração social, criando um ciclo virtuoso de
emprego, qualificação e redução da criminalidade.
Especialista
do Setor Thais Virga
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AutorLafis
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Ano2025
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
A
indústria de calçados do Brasil vive um momento de recuperação gradual após os
impactos severos da pandemia da COVID-19. A produção, que havia caído de 898
milhões de pares em 2019 para 746 milhões em 2020, voltou a crescer nos anos
seguintes, atingindo 855 milhões em 2021, 886 milhões em 2022 e 865 milhões em
2023. Para 2024, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados
(Abicalçados) projeta uma produção entre 890 e 893 milhões de pares, o que
representa um crescimento de 1,9 % a 3,2 %. A tendência é de continuidade em
2025, com estimativa de até 904 milhões de pares produzidos. Esse desempenho
está ancorado principalmente na força do mercado interno, que consumiu
89,5 % da produção nacional em 2024, beneficiado pela queda do desemprego (em
torno de 6,2 %) e pelo aumento da renda média mensal dos brasileiros, que
chegou a R$ 3.318 no primeiro trimestre de 2025 — o maior valor já registrado,
segundo o IBGE e a própria Abicalçados.
Entretanto,
as exportações seguem como um ponto de atenção. Em 2024, o volume
exportado até outubro foi de apenas 81,2 milhões de pares, o que representou
uma retração de 20,7 % em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para
2025, a expectativa é de estabilização entre 100 e 101 milhões de pares
exportados, representando algo entre 11 % e 15 % da produção total. A forte
concorrência de países asiáticos, como China, Vietnã e Indonésia — que produzem
com custos significativamente mais baixos — continua pressionando o setor
brasileiro. Embora medidas antidumping contra os calçados chineses estejam em
vigor desde 2010, com sobretaxa de US$ 10,22 por par importado, os empresários
têm demandado ações mais amplas para conter o avanço das importações predatórias.
Soma-se a isso o ambiente doméstico desafiador, com juros ainda elevados (a
taxa Selic estava em torno de 12,25 % no fim de 2024), reoneração da folha de
pagamentos e uma carga tributária que compromete a competitividade
internacional da indústria nacional.
Diante
desse cenário, as perspectivas para os próximos anos se concentram na
modernização e no ganho de produtividade. O programa “Nova Indústria
Brasil”, do governo federal, destina R$ 300 bilhões até 2026 para apoiar a
reindustrialização, com foco em tecnologia e inovação, por meio de instituições
como BNDES, Finep e Embrapii. Especificamente no setor calçadista, a Abicalçados
prevê investimentos de R$ 1,7 bilhão em 2025, sendo metade voltada à automação
e renovação de maquinário. Além disso, o setor tem avançado em práticas
sustentáveis, como o uso de materiais orgânicos e recicláveis por marcas como
Cariuma, e a adesão crescente ao selo “Origem Sustentável”, desenvolvido em
parceria com a Assintecal. Com a combinação de incentivos à inovação, câmbio favorável,
crédito direcionado e ampliação dos canais de exportação via ApexBrasil, a
indústria brasileira de calçados caminha para consolidar seu crescimento,
recuperar competitividade e ultrapassar, já em 2025, os níveis de produção
pré-pandemia..
Especialista
do Setor Thais Virga
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AutorLafis
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Ano2025
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
A indústria calçadista
brasileira enfrenta uma série de desafios que comprometem sua competitividade
global, como o aumento das tarifas de insumos, a escassez de mão de obra
qualificada e as flutuações cambiais que impactam negativamente os custos de
produção. Além disso, a necessidade de adaptar-se rapidamente a tendências de
consumo e à pressão por soluções sustentáveis torna o cenário ainda mais
complexo. As fábricas precisam investir continuamente em inovação e
modernização para atender à demanda por produtos de alta qualidade e baixo
custo, enquanto lidam com a concorrência acirrada de mercados internacionais, em
especial, asiáticos.
Apesar desses obstáculos, também
vem surgindo oportunidades com potencial de impulsionar o crescimento do setor.
A demanda crescente por calçados sustentáveis e personalizados tem incentivado
os investimentos em novas tecnologias e processos de produção mais eficientes.
A ampliação da presença da indústria no mercado interno, especialmente no Norte
e Nordeste do Brasil, também se configura como uma área promissora. A ampliação
da produção e o fortalecimento da cadeia de fornecedores regionais podem
permitir maior capacidade de resposta e redução de custos logísticos, ao mesmo
tempo em que contribuem para o desenvolvimento local.
Exemplo dessa tendência é o
movimento estratégico de uma fabricante de componentes para calçados, que
anunciou a triplicação de sua produção na região Nordeste. Trata-se da
espanhola Zahonero, especializada em espumas poliméricas, e, a qual atende
marcas de calçados esportivos como Nike e Adidas, está ampliando fábrica em
Quixeramobim/CE. Essa expansão não só reforça o potencial da indústria
calçadista no Nordeste, como também evidencia uma mudança de paradigma, com
foco em otimizar a cadeia produtiva e fortalecer as relações comerciais locais.
A expansão de fábricas na região traz consigo, inclusive, a criação de empregos
e potenciais de estímulo ao desenvolvimento econômico regional.
Concomitantemente, também atende à crescente demanda do mercado por produtos de
maior qualidade e competitividade.
Analista
Responsável Thais Virga
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AutorLafis
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Ano2024
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
Os dados de produção média para Fabricação de Calçados
em 2024 referentes ao período de janeiro a outubro deste ano mostram um
crescimento de 5,09% ante o registrado nos primeiros dez meses de 2023.
Todavia, apesar do aumento nesse comparativo, a média do índice mostra-se 7,4%
abaixo da registrada no mesmo período de 2019, último ano antes da pandemia.
Quanto à produção industrial relativa à Preparação de
couro, fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados, também
houve crescimento de 5,02% na média entre janeiro e outubro de 2024 (comparado
ao mesmo período de 2023). Resultado esse que também se mostra abaixo do
registrado no mesmo período de 2019 (-11,09%).
Por outro lado, de acordo com os últimos dados
divulgados pela Abicalçados, até novembro de 2024, as exportações de calçados
do Brasil totalizaram 89,6 milhões de pares, gerando US$ 903,68 milhões,
representando quedas de 19,2% em volume e 17,4% em receita em relação ao ano
anterior.
Apesar disso, houve uma leve recuperação nos últimos
meses, especialmente devido ao aumento das exportações para a Argentina,
impulsionado pela melhora das reservas internacionais do país e mudanças nas
políticas de câmbio. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino dos
calçados brasileiros, embora também tenham registrado quedas nas exportações,
enquanto a Argentina experimentou um aumento nas importações em novembro, com
crescimento significativo em volume.
Analista
Responsável Thais Virga
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AutorLafis
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Ano2024
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
Os dados de produção média para Fabricação de
Calçados em 2024 referentes ao período de janeiro a julho deste ano mostram um
crescimento de 3,87% ante o registrado nos primeiros sete meses de 2023.
Todavia, apesar do aumento nesse comparativo, a média do índice mostra-se 7,4%
abaixo da registrada no mesmo período de 2019, último ano antes da pandemia.
Também com relação à produção industrial “Preparação
de couro, fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados”,
também houve crescimento de 4,34% na média entre janeiro e julho de 2024 (ante
os sete primeiros meses de 2023). E igualmente à questão comparativa com o
pré-pandemia, esse resultado se mostra abaixo do registrado no mesmo período de
2019 (-10,3%).
Ainda assim, e em linha aos resultados
consolidados de produção industrial até o mês de julho, a Lafis julgou adequado
aumentar a estimativa de produção setorial em 2024. Por outro lado, com quedas
mais proeminentes registradas quanto às exportações brasileiras de calçados, em
pares, houve redução da estimativa dessa variável comparativamente à última
atualização setorial.
Especialista do Setor Thais Virga.
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Ano2024
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
De
acordo com recentes informações divulgadas pela Associação Brasileira das
Indústrias de Calçados (Abicalçados), países da Ásia continuam ampliando suas
vendas de calçados ao Brasil no acumulado deste ano até o mês de julho; com
dois deles – Camboja e Mianmar se destacado mais recentemente.
A
saber, esses ampliaram em mais de 100% suas exportações de calçados ao País,
sendo que de janeiro a julho de 2024, o Camboja enviou 546 mil pares importados
(crescimento de 121,2% comparado ao mesmo período do ano passado); e, Mianmar
comercializou com o Brasil cerca de 197,84 mil pares, uma alta de 157,4% na
mesma base comparativa. Segundo a entidade de classe, esses dois países que
“anos atrás eram pouco representativos nas importações, apareceram entre as
principais origens em 2024 e acenderam a ‘luz de alerta’ da indústria calçadista
nacional”.
E se
de um lado, as exportações brasileiras de calçados permanecem em situação de encerrar
o ano de 2024 em queda, as importações totais de calçados no acumulado do ano
vem apresentando crescimento em volume, apesar de queda em valor. De janeiro a
julho, as importações somaram 20,85 milhões de pares e US$ 258,8 milhões, respectivamente,
apontando à: expansão de 10,2% (em volume) e queda de 5,5% em receita no
comparativo com o mesmo período de 2023.
Nesse
âmbito, a Abicalçados recém evidencia que os asiáticos seguem como principais
origens das importações de calçados pelo Brasil, sendo que nos sete primeiros
meses do ano, a principal origem dos calçados importados foi o Vietnã
(exportando para o Brasil 6,58 milhões de pares a US$ 122,53 milhões; aumento
de 11,6% em volume e queda de 8,5% em receita ante 2023 no mesmo período). Na sequência,
destacam-se a Indonésia (2,9 milhões de pares e US$ 50,8 milhões, + 15,4% e - 0,5%,
nessa ordem e na mesma base); e, a China (enviando ao Brasil 7,4 milhões de
pares a US$ 25,1 milhões; o que representa quedas de 6,3% em volume e de 23% em
receita na mesma base).
Analista
Responsável Thais Virga
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Ano2024
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
Após encerrar
o ano de 2023 apresentando uma queda de 16,6% em volume e de 10,3% em receita,
a balança comercial do setor de calçados começou 2024 com reduções ainda mais
expressivas nas exportações nos dois primeiros meses deste ano, isto é, no
acumulado de janeiro e fevereiro. De acordo com últimos dados consolidados e
divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados),
o primeiro bimestre de 2024 trouxe dados preocupantes à indústria calçadista
brasileira. No âmbito das vendas nacionais ao exterior, as exportações somaram
18,38 milhões de pares nos dois primeiros meses de 2024 e US$ 169,66 milhões no
mesmo período, evidenciando quedas tanto em volume (-31,3%) quanto em receita
(-22,8%) em relação ao primeiro bimestre de 2023.
Os resultados
das exportações para o primeiro bimestre de 2024 configuraram-se como o pior de
toda a série histórica da Associação iniciada em 1997, com esse registro
ampliando o alerta ao setor calçadista nacional. Segundo Haroldo Ferreira,
presidente executivo da Abicalçados, ao ressaltar a absorção da America Latina
de mais 50% das exportações brasileiras de calçados, o mesmo aponta que:
“Existem instabilidades e processos inflacionários graves nos principais
mercados do mundo. É claro que tem impacto. Mas penso que o impacto maior está
sendo o retorno de uma China mais agressiva ao mercado, tirando espaços dos
seus concorrentes internacionais, principalmente na América Latina”.
Também quanto
a esse primeiro bimestre de 2024, convém especificar o caso distinto de dois
países quanto à performance das exportações de calçados no período. Primeiro, o
executivo contrabalanceia, e, favoravelmente aos Estados Unidos, sendo esse o
principal destino internacional do calçado brasileiro, o qual vem apresentando
quedas cada vez menos significativas. Já quanto à vizinha Argentina, Ferreira
avalia que: “A Argentina apresentou, no ano passado, dois semestres
consecutivos de elevação na taxa de pobreza, alcançando mais de 40% da
população. O impacto da crise argentina é sentida fortemente pelos calçadistas
brasileiros”.
Já no âmbito
das compras externas, as importações em
valor seguem em elevação no início de 2024. A saber, no acumulado do 1°
bimestre, as importações de calçados pelo Brasil somaram 6,9 milhões de pares e
US$ 90,6 milhões, respectivamente, mostrando queda de 9% em volume e aumento de
4,4% em receita em comparação ao mesmo período do ano passado. Destacando-se as
principais origens, essas continuam sendo os países asiáticos, os quais
respondem por mais de 80% de todos os calçados que entram no País.
Apontando as
três principais origens das importações no primeiro bimestre de 2013, constam:
o Vietnã — com as importações de calçados vietnamitas chegando a 2 milhões de
pares e US$ 43,87 milhões no período (+5% em pares e -0,9% em receita ante o
mesmo período de 2023); a Indonésia — na
mesma base comparativa, somando 1 milhão de pares e US$ 17,17 milhões (+34,3% e
+ 10,2%, respectivamente); e, a China, completando o ranking, cujas importações
de calçados somaram 2,75 milhões de pares e US$ 9,58 milhões, apesar de
mostrarem recuos de 36,2% e 16,3%, nessa ordem ante 2023.
Ainda assim e
por outro lado, o presidente da Abicalçados aponta à melhores perspectivas para
o setor de calçados a partir do degundo semestre deste ano. Haroldo Ferreira
destaca que “com o processo de desaceleração da inflação mundial e manutenção
de taxas positivas de crescimento econômico em mercados como Estados Unidos e
Europa, as exportações brasileiras devem apresentar um melhor desempenho no
segundo semestre do ano. A estimativa é, no entanto, que se encerre 2024 com
números menores dos que os registrados no ano passado”.
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AutorLafis
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Ano2023
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
Na
última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu vetar
integralmente o projeto até então aprovado pelo Congresso Nacional, o qual
prorrogava a desoneração da folha de pagamentos dos 17 setores da economia que
mais empregam no País; e, dentre esses destaca-se a indústria calçadista. A
decisão de veto presidencial causou surpresas entre fabricantes nacionais de
calçados, centrais sindicais e para a principal associação do setor, a Associação
Brasileira das Indústrias de Calçados - Abicalçados, uma vez que esses atores
apontam que a reoneração da folha provocará demissões no setor.
De
acordo com a Abicalçados, a reoneração deve ampliar em R$ 720 milhões a carga
tributária das indústrias calçadistas por ano; o que trará impactos na produção
e, consequentemente, à geração de empregos. A entidade calcula que cerca de 20
mil empregos” podem desaparecer no próximo ano por conta do custo extra”. O
presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o impacto
imediato do fim da desoneração é dessa perda de empregos “já no primeiro ano”.
Importante
destacar que a desoneração é uma política que auxilia a manutenção do empregos
na atividade, a qual vem passando por relevantes dificuldades, especialmente
diante da isenção de impostos de remessas internacionais das plataformas digitais
sob os setores de calçados, além de também têxteis e confecções. Segundo atenta
o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira: "O que já
estava complicado deve piorar a partir do próximo ano se a medida não for
revertida no Congresso Nacional. Estamos tomando os trabalhos para evitar que o
pior aconteça". Também o executivo sublinha que “Taxar a geração de
empregos vai de encontro à desejada política de reindustrialização do País".
Apesar
do Congresso Nacional já vir articulando formas de vetar a decisão
presidencial, há algumas análises críticas em torno da desoneração da
folha de pagamentos, tal como ela é realizada até então no Brasil, isto é, voltada a 17 setores bastante empregadores no Brasil[1]. Um primeiro rol de
críticas diz respeito ao fato da política de desoneração ser cara e
apresentar ineficiências.
Aqui se
destacam, por exemplo, pesquisa discutida em artigo do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) com base em dados da Pnad Contínua, mostrando que
outros setores empregam mais que estes 17, além de evidenciar que os
desonerados vem cortando postos formais nos últimos dez anos, na contramão dos
demais. No artigo do IPEA mostra-se que na Pnad de 2022, nenhum dos setores
desonerados constavam entre os sete que ocupam mais da metade dos trabalhadores
no Brasil [2]. Também sobre os
pontos “caro” e ineficiente da desoneração sobre folha de pagamento, o economista-chefe
da Ryo Asset, Gabriel de Barros, aponta que: “Ao invés de exceções para um
grupo de setores econômicos, o mais correto do ponto de vista econômico é que a
política seja horizontal, valha para todos, sem exceção”.
Já no âmbito
de “correções de distorções tributárias”, conforme explicitado pelo Ministro
da Fazenda, Fernando Haddad, o veto presidencial faz parte de uma “correção
de distorções tributárias para recompor base que foi erodida ao longo dos
últimos anos”. E isso, ao ressaltar que a União perdeu 1,5% do PIB com
gastos tributários, e, o fato da desoneração vetada envolver R$ 25 bilhões em
renúncias fiscais.
Enfim,
se de um lado, seja legítima a demanda dos 17 setores “beneficiados” pela
desoneração e que operam com uma grande intensidade de mão de obra; de outro
lado, muitas pesquisas vem evidenciando a baixa efetividade dessa política. A
ver cenas do próximo capítulo, em breve.
Analista
Responsável
Thais Virga
[1] Os 17 setores são: confecção
e vestuário; calçados; construção
civil; call center; comunicação; contracto e obras de infraestrutura; couro;
fabricação de veículos e carroçarias; maquinas e equipamentos; proteína animal;
têxtil; tecnologia da informação (TI); tecnologia da informação e comunicação
(TIC); projeto de circuitos integrados; transporte metroferroviário de
passageiros; transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de carga.
[2] Entre os setores que concentram a maioria dos contribuintes
da Previdência Social, apenas o relativo ao transporte terrestre tem folha
desonerada.
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AutorLafis
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Ano2023
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem
precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios
significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de
consumo dos clientes.
Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas
estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que
surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise
setorial.
Compreender as tendências do mercado, as mudanças de
comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se
posicionar de forma inteligente e competitiva.
Este texto explora a importância da análise setorial como uma
poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial
pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar
decisões informadas que impulsionem seu crescimento.
Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise
setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a
um novo patamar de sucesso.
Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial
Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a
retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.
No entanto, é importante compreender que o cenário econômico
atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas
dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.
As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto
precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do
mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um
papel fundamental.
A análise setorial permite que as empresas compreendam em
profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise
macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento,
identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem
durante a retomada econômica.
Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do
setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e
serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.
Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem
a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas
estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias
diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma
vantagem competitiva.
Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à
frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões
fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta
valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e
impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.
A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de
decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia.
Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando
o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão
inseridas e se posicionem de maneira estratégica.
Benefícios da Análise Setorial para as empresas
Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão
das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens
significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:
Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as
empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados
– o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o
desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades
específicas dos clientes.
Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e
informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões
estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às
mudanças do mercado.
Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar
os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que
podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma
única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que
seus concorrentes.
Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e
ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses
desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e
estar preparadas para enfrentar obstáculos.
Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem
se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem,
ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas
demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.
A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas
que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.
Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos,
adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as
empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o
sucesso.
Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer
uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo.
Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um
apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.
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AutorLafis
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Ano2023
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
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Ano2023
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
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Ano2022
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
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Ano2022
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Ano2022
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Ano2022
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Ano2021
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Ano2021
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Ano2021
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
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Ano2021
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Ano2020
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Ano2019
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Ano2019
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Ano2015
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Ano2015
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Ano2015
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Ano2014
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Ano2014
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Ano2013
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Ano2013
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Ano2012
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Ano2011
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
A Alpargatas, dona das marcas Mizuno, Topper e Havaianas, entre outras, anunciou a construção de uma fábrica em Montes Claros (MG). Espera-se que a unidade entre em operação no segundo semestre de 2012, com capacidade de produção de 105 milhões de pares por ano, o que representa um incremento de 30% no atual nível de produção da empresa. O investimento, de R$ 177 milhões, poderá gerar 2,2 mil empregos diretos e mais de 3 mil indiretos na esteira de um processo de expansão da empresa, que contempla a expansão do seu faturamento de R$ 2,6 bilhões em 2010 para R$ 5,5 bilhões em 2014.
A cidade de Montes Claros foi escolhida por aspectos como a disponibilidade de mão de obra, condições de infraestrutura e maior proximidade com os mercados consumidor e fornecedor, quando comparadas com plantas localizadas no Nordeste. Além disso, o governo mineiro ofereceu benefícios fiscais para a instalação da fábrica no estado, o que contribuiu para a deliberação da empresa.
A decisão por abrir a nova fábrica no Brasil é considerada estratégica para a preservação da personalidade das marcas da companhia, especialmente no mercado externo. Embora o Real se encontre consideravelmente apreciado em relação ao Dólar, reduzindo a competitividade do produto nacional no mercado externo e prejudicando as receitas dos exportadores, a empresa considera que, por outro lado, os preços de importação de insumos são barateados. No que diz respeito à forte concorrência com os importados no segmento, o presidente da empresa ressalta que as medidas antidumping adotadas contra a China (e contornadas por meio da triangulação de mercadorias) apenas adiariam um processo de adaptação da indústria nacional a novos padrões concorrências.
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AutorLafis
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Ano2011
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
Além do Brasil, a empresa já possui operações na Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia e Peru e amplia a sua internacionalização na Índia com o objetivo explícito de obter ganhos em termos de competitividade. Aspecto crucial a ser considerado é que a atividade em questão é intensiva em mão de obra; entretanto, internamente, o mercado de trabalho nacional se encontra aquecido, com escassez de mão de obra especializada em diversos setores, o que exerce pressões sobre os salários. Por outro lado, os custos relativos à mão de obra na Índia são considerados muito competitivos, o que justifica a transferência da parte mais intensiva em mão de obra da cadeia produtiva de tênis para o país.
A maior concorrência no mercado interno com produtos importados, mais acentuadamente da China, estimula ainda mais essa busca por melhores condições de competitividade. A fabricação do próprio insumo (cabedais), que indica uma maior integração da cadeia produtiva, aponta para esse sentido. Além disso, uma atuação mais intensa na Índia poderá permitir maior acesso ao mercado local, cujo mercado consumidor possui potencial de crescimento bastante atrativo. Outros aspectos, alguns estruturais, como alta carga tributária, e outros mais conjunturais, como a taxa de câmbio apreciada, afetam negativamente a competitividade da indústria nacional, tanto em âmbito interno quanto no internacional, estimulando uma maior transferência das empresas nacionais para outros países.
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Ano2010
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
A ampliação da sobretaxa imposta aos calçados chineses, postergada por mais cinco anos a partir do dia 04 março, já trouxe benesses para aos fabricantes nacionais. Segundo os representantes, executivos e legislativos, das cidades produtoras, a medida, durante seus seis primeiros meses, impediu a entrada de mais de 30 milhões de pares de calçados ao país, o que significa uma receita aproximada de US$ 195 milhões direcionada ao mercado nacional. Além de ampliar o prazo de duração, a Camex (Câmara de Comércio Exterior) elevou o valor da taxa de US$ 12,47 para US$ 13,85, possivelmente considerando as vantagens cambiais que a China possui.
A medida trouxe impactos, quase que imediatos. A Vulcabrás já programou, ainda no mês de março, a ampliação das fábricas da Bahia e Ceará e encomendou equipamentos visando a ampliação tecnológica, o que proporcionará maior valor agregado para os seus produtos. A fabricante gaúcha, Bottero iniciará as operações de sua quinta planta, ainda em março, enquanto a Piccadilly, fabricante de calçados femininos, vai ampliar a capacidade de produção da matriz em Igrejinha, também no Rio Grande do Sul, e das filiais em Rolante e Teutônia em 75%, passando a produzir 70 mil pares por dia até o fim do ano. Os investimentos fazem parte de um projeto orçado em R$ 6 milhões pela Picadilly.
Após resultados desfavoráveis ao longo de 2009, o setor calçadista conta com a expectativa renovada para um bom desempenho nos anos que se seguem. A sobretaxa trouxe impacto positivo diminuindo as importações e conseqüentemente ampliando a participação do calçado nacional na demanda ao passo em que novos investimentos já antecipam a possibilidade de esgotamento da capacidade produtiva, previsto para dois anos, permitindo que a oferta supra adequadamente o crescimento do mercado. No entanto, acredita-se que os preços dos calçados para o consumidor devam subir um indicativo desfavorável, principalmente considerando o resultado da inflação no primeiro bimestre de 2010.
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