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    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A bienalidade positiva do café vem produzindo resultados positivos expressivos em 2020. De janeiro a maio, o Brasil exportou 16,6 milhões de sacas de café, com destaque para o crescimento de 19,2% nas exportações de café na comparação com o mesmo período de 2019. A receita cambial gerada foi de US$ 2,2 bilhões e o preço médio de US$ 133,06, registrando um aumento de 4,8%. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), 81,7% deste volume saiu do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Em 2019, no mesmo período, o cais santista era responsável por 79% do embarque de café do país. 

    O IBGE destaca que “os preços do produto se recuperaram a partir do final de 2019, o que deve incentivar os produtores a aumentarem os investimentos em tratos culturais e adubação. Até o presente momento, não se tem notícias de maiores problemas com o clima nas principais regiões de produção cafeeira do País, o que deve também refletir na produção”. Além disso, o consumo de café deve crescer cerca de 2,5% no Brasil, de acordo com projeção da Euromonitor. A estimativa da consultoria é de que cada brasileiro consuma, em média, 890 xícaras no ano, e que em 2024, o volume ultrapasse as 1.000 xícaras anuais, expandindo os investimentos, não apenas na lavoura, mas em toda uma indústria que envolve da tecnologia do preparo aos serviços dos chamados cafés “gourmetizados”.

    A bebida possui importância histórica no país e no mundo e, a despeito da pandemia de Covid-19, seu consumo não deve sofrer grandes alterações. A mudança de hábitos dos consumidores, diante do isolamento social, faz com que estes optem pela bebida menos elaborada, preparada em casa. Portanto, o setor de serviços ligado ao café deverá absorver em maior medida os impactos negativos; as exportações, por sua vez, seguem em alta. O principal destino do café brasileiro continua sendo os Estados Unidos com 19,8% do total das exportações, seguido pela Alemanha (17,6%) e da Itália (8,8%).

    Especialista do Setor Marcos Henrique