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AutorLafis
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Ano2026
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
A produção brasileira de café para 2026 está
estimada em 64,1 milhões de sacas, segundo o IBGE, um avanço de 11,5% em
relação a 2025 e pode configurar um novo recorde da série histórica. O crescimento é impulsionado
principalmente pelo café arábica, beneficiado pela bienalidade positiva e por
condições climáticas mais favoráveis no Centro-Sul, com destaque para Minas
Gerais. Por outro lado, o café canéfora apresenta leve recuo, refletindo
ajustes regionais na produção.
No campo externo, a expectativa de uma safra recorde
tende a ampliar a oferta brasileira no mercado internacional, reforçando o
protagonismo do país nas exportações. Contudo, esse aumento de oferta pode exercer
pressão sobre os preços, especialmente em um cenário de demanda estável. Ainda
assim, o nível de comercialização segue elevado, com grandes importadores como
Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Bélgica e outros. O que contribui para
sustentar as receitas do setor.
Entretanto, fatores geopolíticos recentes, como a
intensificação dos conflitos no Oriente Médio, têm alterado essa dinâmica. O risco de interrupções
logísticas, especialmente no Estreito de Ormuz, aliado à valorização do dólar,
voltou a impulsionar os preços internacionais do café. Além de que há
preocupação de que cafés produzidos na Ásia enfrentem dificuldades para chegar
aos mercados ocidentais, segundo informações do Cepea (Centro de Estudos
Avançados em Economia Aplicada).
Esse cenário pode
beneficiar o Brasil no curto prazo com a alta do preço mesmo diante de uma
safra robusta. Ainda assim, o contexto externo é marcado por maior volatilidade
e incertezas no comércio global, exigindo maior cautela e gestão de risco
por parte dos agentes do setor.
Analista Responsável Larissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2026
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
Em 2025, o preço do café
voltou a atingir patamares históricos no Brasil, após mais de duas décadas,
conforme dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da
USP).
No início do ano, o café arábica
atingiu a média registrada de R$ 2.565,41 por saca de 60kg, o maior valor real
da série histórica iniciada em 1999. Já o café canéfora também renovou
recordes reais, atingindo R$ 2.001,42 por saca, recorde desde 2001, início do
acompanhamento do Cepea. Os preços se mantiveram elevados em quase todo o ano,
com valores acima de R$ 2 mil a saca. A exceção ocorreu em julho com o anúncio
das tarifas dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros.
O clima irregular
(chuvas irregulares e calor intenso no primeiro trimestre do ano) também
influenciou no campo, comprometendo o desenvolvimento das lavouras. Além disso,
a restrição de oferta global, com estoques ajustados, baixos e expectativas de
menor produção de café robusta no Vietnã, ajudaram a sustentar as cotações.
Internamente, dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estimam a
produção de café em 56,5 milhões de sacas em 2025, resultado positivo em anos
de bienalidade negativa do arábica, mas insuficiente para aliviar as pressões
nos preços.
Nos meses finais de 2025, as
incertezas climáticas no Brasil e no Vietnã voltaram a influenciar o mercado,
mantendo o ambiente de instabilidades nos mercados.
Analista Responsável Larissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2025
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
No dia 1º de outubro marca o "Dia Internacional
do Café", instituído pela Organização Internacional do Café (OIC) para celebrar o
grão e toda a cadeia produtiva. Além de refletir sobre a jornada dos
cafeicultores e a resiliência diante das adversidades. O café é uma cultura de
representatividade no agronegócio brasileiro, mas também conecta pessoas e
promove experiências no mercado nacional e internacional. O Brasil é o maior
produtor e exportador do grão e um dos maiores consumidores.
No acumulado do ano (janeiro até agosto de 2025), as
receitas
das exportações de café registraram US$ 9,12 bilhões, um aumento de 38,5% quando
comparado com igual período de 2024 (US$ 6,58 bilhões). Em agosto, as receitas
de vendas externas de café foram de US$ 0,88 bilhão, queda de 15,4% mensal e
avanço de 1,15% anual.
Embora apresente queda mensal nas exportações de
café, o desempenho anual segue positivo, reafirmando a competitividade do café
brasileiro no mercado internacional e o bom momento da cadeia produtiva nacional. Especialmente
para os cafés especiais e sustentáveis, que vêm ganhando espaço em mercados
exigentes – como países europeus e asiáticos. Como fatores de riscos,
ressaltam-se as instabilidades climáticas e a volatilidade dos mercados
internacionais.
Analista Responsável Larissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2025
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Categoria
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
Em um ano de bienalidade negativa, a estimativa da Conab
(Companhia Nacional de Abastecimento) para safra brasileira de café em 2025 é
de 55,7 milhões de sacas beneficiadas (arábica + conilon). Isso representa um
aumento de 2,7% ou 1,5 milhão de sacas acima do volume produzido em 2024, comportando
como a maior produção da série histórica de baixa bienalidade. Quando comparado
a safra de 2023, também de bienalidade negativa, o avanço será de 1,1%.
Paralelamente ao aumento da produção, o setor
cafeeiro brasileiro tem investido fortemente em cafés especiais, com perfis de sabor,
rastreabilidade e valorizar a “história por trás da xícara”. Segundo a
Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), o consumo de cafés premium,
caracterizados por processos de cultivo e torrefação diferenciados, tende
aumentar até 2026. Tal estratégia agrega valor ao produto e fortalece a conexão
com consumidores por qualidade e narrativa de origem.
Caso confirmado, o setor cafeeiro caminha
para mais um ano de recordes. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária
(MAPA), o Valor Bruto da Produção (VBP) está estimado em R$ 126,07 bilhões, um
avanço de 58,3% comparado a 2024. O desempenho reforça o protagonismo setorial
no país e no cenário mundial. Assim, o crescimento da receita se atrela a
combinação de bons preços, aumento da demanda e estabilidade produtiva, mesmo
com desafios climáticos e logísticos.
Analista Responsável Larissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2025
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
Comemorado em 14 de abril, o Dia Mundial do Café é mais do que uma homenagem ao
aroma que embala as manhãs dos brasileiros – é também uma celebração do
protagonismo do Brasil no mercado global da bebida. Ainda mais, o país segue
como um dos maiores exportadores mundiais do café, movimentando bilhões em
receitas e conquistando paladares de todos os continentes.
Em março de 2025, as exportações brasileiras de café não
torrado
somaram US$ 1,424 bilhão, um salto de quase 93% em relação ao mesmo mês de
2024, impulsionado, principalmente, pela valorização internacional do grão. A
tonelada do café cru chegou a ser negociada por mais de US$ 6.500, refletindo o
aumento da demanda e a menor oferta global, dados do MDIC (Ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
Mesmo com o aumento expressivo na receita, os
embarques totais de café (em sacas de 60 kg) caíram 24,6% em volume em março,
segundo dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Isso se
deve, em parte, aos gargalos logísticos nos portos e à perspectiva de uma safra
menor em 2025/26. Para o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), a produção de café de espécies arábica e canephora tem estimativa de 3,2 milhões de toneladas de
sacas de 60 kg em 2025.
Ainda assim, o café brasileiro mantém sua valorização nos
mercados exteriores. No acumulado da safra 2024/25 (julho a março), o Brasil embarcou 36,8
milhões de sacas, com receita recorde de US$ 11,095 bilhões, impulsionada
principalmente pela exportação de cafés especiais. Esse segmento representou
30,2% da receita total do país nos primeiros três meses de 2025, dados do
Cecafé. A sólida reputação do café nacional, aliada a práticas de
rastreabilidade, sustentabilidade e ESG, tem sido fundamental para ampliar o
acesso a mercados exigentes e valorizar ainda mais o produto.
Mesmo diante dos desafios climáticos, econômicos e
logísticos, o Brasil mantém sua posição de destaque no setor cafeeiro global.
Com um mercado em constante valorização e práticas cada vez mais sustentáveis,
o café
brasileiro continua a conquistar o mundo – e o coração dos brasileiros.
Analista Responsável Larissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2025
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
O preço do café moído teve um aumento
de quase 40% em 2024, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA). A tendência de alta nos preços deve persistir nos primeiros meses
de 2025, impulsionada por diversos fatores estruturais e conjunturais.
Entre as principais razões
estão o nível baixo dos estoques, as incertezas quanto ao potencial produtivo
da safra 2025/2026, a alta nas exportações e a desvalorização do real frente ao
dólar. Os estoques reduzidos refletem a falta de chuva e as altas temperaturas
observadas em 2024, que não apenas diminuem a produtividade, mas também elevam
os custos de manutenção das lavouras. Para 2025, as incertezas relacionadas ao
clima para a produção do grão reforçam o aumento do preço, que deve seguir em
alta nos próximos meses.
Apesar das expectativas de
queda na produção brasileira de café arábica em 2025, o presidente do Conselho
Nacional do Café (CNC) expressou otimismo, afirmando que, caso as chuvas
regulares persistam como estão no início do ano até a colheita, o Brasil deverá
suprir tanto o consumo interno quanto as exportações.
Outro elemento crucial no
aumento do preço é o volume recorde de exportação do grão em 2024. No ano, as
exportações atingiram 50,5 milhões de sacas, uma alta de 28,8% em relação ao
ano anterior, segundo dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A forte cotação dos grãos arábica e
robusta no mercado internacional, impulsionada por problemas climáticos
enfrentados por outros grandes produtores, como o Vietnã, sustentou esse
movimento de exportação.
Apesar do otimismo expressado
pela CNC, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima uma
queda de 6,8% na produção em 2025, com 53,2 milhões de sacas previstas no
total. Além disso, a Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic) estima
que nos primeiros meses do ano deve haver mais reajustes nos preços ao
consumidor, em torno de 10% a 15%.
Assim, o mercado de café em
2025 deve se manter em um cenário desafiador, marcado pela volatilidade dos
preços, incertezas climáticas e forte influência do mercado externo.
Especialista do Setor Yasmin Adorno.
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AutorLafis
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Ano2024
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
O ano de 2024 deve registrar uma produção de
58,8 milhões de sacas de café beneficiado, representando um aumento de 5,5% em
relação à colheita de 2023. Mesmo com as incertezas climáticas – que são riscos
reais, de fato - espera-se para este ano um ganho significativo na
produtividade, com estimativas apontando para 26,7 sacas por hectare no café
arábica, um crescimento de 2% em comparação à safra de 2023, e 44,3 sacas por
hectare no café conilon, um aumento de 6,2% em relação à safra anterior.
No mercado global de café, as exportações
continuam sendo um componente vital para a economia brasileira. Até agosto de
2024, o valor em dólares acumulado das exportações de café brasileiras atingiu
6,6 bilhões, um incremento surpreendente de 48,4% em relação ao mesmo período
do ano passado. Com a demanda global firme e problemas de oferta ocorridos na
Ásia – sobretudo devido a questões climáticas -, os preços vêm apresentando
escalada ascendente. Além disso, as desvalorizações cambiais verificadas ao
longo do ano propiciam tais resultados vistosos.
Com relação ao nosso mercado interno, pode-se
dizer que o consumo de café no Brasil apresenta características únicas. Com o
crescimento econômico projetado em torno de 3% e a taxa de desemprego abaixo de
7%, a população brasileira dispõe de maior poder aquisitivo, o que favorece a
demanda interna. O café é uma bebida profundamente enraizada na cultura
brasileira, e a alta predileção por este produto impulsiona um mercado de
consumo vigoroso. O aumento da renda média contribui para uma maior
diversificação no consumo, com crescimento nas categorias premium e gourmet, à
medida que os consumidores buscam por produtos de maior qualidade e
experiências diferenciadas.
Tal cenário reforça as ótimas perspectivas de
produção e faturamento para o café brasileiro em 2024. O país deverá se manter
tranquilamente na liderança mundial, sendo impulsionado, também, por um
dinâmico mercado interno e uma produtividade crescente. Entretanto, riscos
logísticos e ambientais seguem como as maiores preocupações no horizonte de
curto e médio prazo, devendo ser tratados com precaução.
Especialista do Setor Henrique Pavan.
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AutorLafis
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Ano2024
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
Em relatório divulgado no atual mês de julho
de 2024, a Secretaria de Política Agrícola do MAPA (Ministério da Agricultura e
Pecuária), estima que a tanto a produção mundial quanto a brasileira devem
aumentar para a safra 2024/25. A seguir algumas informações sobre o mercado
global.
Com relação ao café arábica, projeta-se um
volume de aproximadamente 99,9 milhões de sacas de 60kg, o que indica um
aumento esperado de 4,4% na produção global dessa espécie em relação à safra anterior,
que foi de 95,7 milhões de sacas. Quanto ao café robusta/conilon, a produção
mundial foi estimada em 76,4 milhões de sacas, o que significaria igualmente um
acréscimo: neste caso de 4% na comparação com a safra passada, a qual registrou
um volume produzido de 73,5 milhões de sacas.
Com isso, a safra total mundial de café
estimada para o próximo ciclo produtivo deverá totalizar um montante de 176,2
milhões de sacas, com o café arábica representando 57% do total, e o
robusta/conilon ocupando os restantes 43%.
Beneficiado por quebras de safra e por
problemas climáticos em concorrentes como o Vietnã e Indonésia, o Brasil deve registrar uma safra total de
58,81 milhões de sacas, sendo 42,10 milhões de sacas de arábica e 16,70 milhões
de robusta/conilon. Com isso, o país mantém a dianteira na produção mundial,
ocupando 33,3% do mercado. Em segundo lugar aparece o Vietnã, que deve produzir
um total de 29,1 milhões de sacas, sendo 27,9 milhões de robusta/conilon e
apenas 1,2 milhão de arábica. Tais indicadores colocam o país com participação
de 16,5% no mercado global. Por fim, a Colômbia – terceira maior produtora - deverá
registrar 12,4 milhões de sacas de café arábica, sua única variedade,
garantindo-lhe uma proporção de 7% na produção mundial.
Tais números indicam a permanência de bons
resultados do complexo cafeeiro brasileiro. Há, efetivamente, boa capacidade de
distribuição, diversificação de mercados e incrementos de produtividade. Como
riscos de cenário, deve-se observar o andamento dos eventos climáticos, os
quais podem gerar imprevistos na produção.
Especialista do Setor Henrique Pavan.
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AutorLafis
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Ano2024
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
A consultoria Brainy Insights realizou um
estudo prospectivo sobre o mercado de cafés especiais até 2030. Segundo ela,
tal mercado pode atingir a marca de US$ 152,62 bilhões, o que representa um
aumento de 12,32% em relação aos números desde 2021. Este crescimento é impulsionado
pelo aumento do consumo da bebida em casa, à medida que os consumidores finais
se tornam mais curiosos e seletivos em seus gostos.
Segundo a pesquisa, a Europa é destacada como
um importante mercado para os cafés especiais, contribuindo com 46,21% da
receita registrada em 2021. Vale ressaltar que este continente é o principal
destino das exportações de café do Brasil, representando mais de 50% dos
embarques.
Por sua vez, a América do Norte é
identificada como uma região com potencial de crescimento significativo nos
próximos anos. Isso se deve à popularidade de cafeterias e lojas na região, bem
como ao impulso que as novas tecnologias podem trazer para o mercado.
Vale enfatizar que, à medida em que a renda
da população cresce, a demanda por produtos diferenciados tende a acompanhar
tal crescimento, o que pode favorecer a predileção por cafés gourmet e
especiais. Assim sendo, mercados emergentes também podem ser atraentes neste
sentido. Estima-se que ao redor de 10% de todo o consumo de café no Brasil seja
de produtos especiais, segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais
(BSCA, sigla em inglês).
Há, portanto, um grande mercado a ser
explorado. Aos produtores e aos gestores públicos cabem apostar em medidas que
incentivem a inovação com vistas na diversificação da produção, bem como nas
cadeias de comercialização. O brasileiro, em linhas gerais, é resistente e
ainda prefere o tradicional café forte açucarado, algo que até faz parte da
memória afetiva doméstica nacional. Além disso, é preciso que a economia entre
em uma trilha virtuosa de desenvolvimento para o robustecimento do mercado
interno. De qualquer modo, há perspectivas de que este caminho possa acontecer,
ainda que a passos moderados.
Especialista do Setor Henrique Pavan.
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AutorLafis
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Ano2024
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Categoria
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
A estimativa inicial para a produção da safra
de café do Brasil no ano-cafeeiro de 2024 é de um volume físico de
aproximadamente 58,08 milhões de sacas de 60kg, representando um aumento de
cerca de 5,5% em comparação com a colheita total do ano anterior. Esse volume
compreende 40,74 milhões de sacas do tipo arábica, equivalente a 70% da safra
nacional prevista, e mais 17,34 milhões de sacas de café robusta e conilon,
correspondendo a 30% da produção total, caso esses números sejam confirmados em
nível nacional.
Apesar dessas perspectivas, vale mencionar
que desafios pairam no horizonte. Os efeitos do El Niño devem permanecer até
meados de 2024, significando períodos de temperaturas mais elevadas com chuvas
irregulares. A colheita da variedade robusta da safra 2023/24 não tem sido
satisfatória, já que as instabilidades climáticas afetaram consideravelmente o
Espírito Santo, principal estado produtor desta variedade.
Ao mesmo tempo, os mesmos constrangimentos
ambientais têm afetado os concorrentes do café brasileiro, algo que deverá
contribuir para uma rigidez para cima dos preços. Rigidez essa também reforçada
pelas dificuldades logísticas na região do Mar Vermelho, o que força os navios
do Vietnã – segundo maior produtor mundial – a contornarem o Cabo da Boa
Esperança, elevando assim seus custos e preços finais.
Diante de tais fatores, os produtores
brasileiros ainda devem ganhar espaço em volume, área produzida e no mercado
internacional. Entretanto, não se espera um incremento estável e contínuo, até
por conta das já mencionadas incertezas climáticas que, ao fim e ao cabo, devem
gerar cautela aos produtores.
Especialista do Setor Henrique Pavan.
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AutorLafis
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Ano2023
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Categoria
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem
precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios
significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de
consumo dos clientes.
Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas
estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que
surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise
setorial.
Compreender as tendências do mercado, as mudanças de
comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se
posicionar de forma inteligente e competitiva.
Este texto explora a importância da análise setorial como uma
poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial
pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar
decisões informadas que impulsionem seu crescimento.
Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise
setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a
um novo patamar de sucesso.
Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial
Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a
retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.
No entanto, é importante compreender que o cenário econômico
atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas
dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.
As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto
precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do
mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um
papel fundamental.
A análise setorial permite que as empresas compreendam em
profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise
macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento,
identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem
durante a retomada econômica.
Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do
setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e
serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.
Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem
a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas
estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias
diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma
vantagem competitiva.
Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à
frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões
fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta
valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e
impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.
A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de
decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia.
Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando
o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão
inseridas e se posicionem de maneira estratégica.
Benefícios da Análise Setorial para as empresas
Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão
das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens
significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:
Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as
empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados
– o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o
desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades
específicas dos clientes.
Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e
informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões
estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às
mudanças do mercado.
Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar
os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que
podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma
única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que
seus concorrentes.
Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e
ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses
desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e
estar preparadas para enfrentar obstáculos.
Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem
se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem,
ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas
demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.
A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas
que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.
Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos,
adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as
empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o
sucesso.
Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer
uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo.
Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um
apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.
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AutorLafis
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Ano2023
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Categoria
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2022
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Ano2022
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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Ano2021
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Ano2021
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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Ano2021
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2020
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2020
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2020
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2019
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2017
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2016
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2015
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Categoria
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
A indústria cafeeira é um dos setores mais tradicionais e
bem sucedido na história da agricultura brasileira, sendo, inclusive, um dos
principais motores do crescimento da agroindústria por diversos anos. No
entanto, recentemente a cultura passou a enfrentar sérios problemas de
rentabilidade, o que vem prejudicando o setor.
O setor vem enfrentando diversos problemas, como o
aumento dos custos da produção, dado o encarecimento da mão de obra – observado
na agricultura como um todo - , os preços de fertilizantes e da renovação
dos cafezais; outro fator crucial é a
proliferação de pragas mais resistentes, como a broca em diversas regiões
produtoras do País, como em Minas Gerais.
O setor vem enfrentando diversos problemas climáticos nos últimos dois
anos, o que, inclusive, acarretou na quebra do ciclo bianual do café no ano
passado. Por fim, um fator mais relacionado com a demanda brasileira por café,
que vem se mostrando mais estável mas com uma leve tendência de queda, muito em
vista a competição de outros tipos de bebidas, como refrigerantes e outros, e
mudanças nos costumes de consumo.
Assim, apesar de ser um setor muito importante e dinâmico
da agricultura brasileira, o setor vem enfrentando problemas que estão reduzindo
consideravelmente a rentabilidade do café. As perspectivas não são muito boas,
especialmente em termos do aumento de custos envolvendo fertilizantes – com a
tendência de desvalorização do real, que encarecerá ainda mais a importação dos
mesmos - , das flutuações do clima e da demanda interna mais contida.
Portanto, o faturamento do setor deverá continuar
enfrentando limitações, e até mesmo cair em alguns anos posteriores à
2015.
Analista do Setor: Ricardo Quirino
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Ano2013
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Ano2013
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Ano2013
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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Ano2012
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Ano2012
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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Ano2012
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
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Ano2011
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
A compra do grupo mineiro faz parte de uma estratégia importante: a Café Fino Grão é a segunda marca mais consumida no estado e é a décima maior indústria do setor no Brasil; com a aquisição a 3Corações se torna a principal indústria cafeeira do estado. Além disso, Minas Gerais consome aproximadamente 12% do total de café demandado no país e produz cerca de 50% do volume produzido no Brasil.
A aquisição do Grupo 3Corações fortalece a empresa como segunda maior indústria do Brasil no setor. Este movimento já vinha sendo percebido quando da compra da Café Damasco pela Sara Lee no final de 2010 e pode se tornar uma tendência entre as gigantes do setor. Ademais, grupos considerados pequenos ou até mesmo médios podem se tornar alvos de disputas por estas companhias em virtude de estarem pouco capitalizados fruto das margens reduzidas que o setor vem apresentando nos últimos anos
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Ano2010
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
A finalização do negócio faz parte da estratégia da Sara Lee para aumentar sua penetração nos mercados da região Sul e do Nordeste brasileiro. A empresa paranaense possui as marcas Maracanã e Negresco que tem mercado no Paraná e a Pacheco que tem visibilidade no Rio Grande do Sul. Soma-se a isso a aquisição da fábrica no Nordeste que deverá aumentar a competitividade visto que será possível produzir e distribuir na região.
A aquisição da Sara Lee só veio confirmar a grande presença de empresas estrangeiras no segmento cafeeiro. Atualmente consolidada como a maior fatia do mercado (21%), a empresa vê de perto a segunda colocada no mercado, a 3Corações, joint-venture entre a brasileira Santa Clara e a israelense Strauss; no terceiro posto segue a alemã Melitta para só depois surgirem empresas nacionais como a café Maratá e a café Cacique. Existe a possibilidade de que compras ou de fusões das gigantes com empresas menores direcionem a trajetória do setor no médio prazo, principalmente.
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