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    No segmento de bicicletas, a produção no Polo Industrial de Manaus deve alcançar 350 mil unidades em 2026, crescimento de 4,3% em relação a 2025, conforme projeção da Abraciclo. A entidade atribui o avanço à recomposição gradual da demanda e à normalização dos estoques após os ajustes observados nos últimos anos. Paralelamente, a Aliança Bike destaca que o mercado de bicicletas elétricas segue em expansão, tendo movimentado aproximadamente R$ 511 milhões no último levantamento consolidado, com crescimento de 7,2%, impulsionado pelo interesse crescente por soluções de mobilidade sustentável. Segundo a associação, o varejo também registra maior participação das bicicletas de entrada e dos serviços de manutenção, refletindo um consumidor ainda cauteloso, mas mais atento ao custo-benefício e ao uso da bicicleta como alternativa de transporte e lazer.

    A indústria de motocicletas, por sua vez, atravessa um dos melhores momentos de sua história recente. Dados da Abraciclo mostram que, no primeiro semestre de 2026, a produção nacional ultrapassou 1,06 milhão de unidades, alta de 6,3% em comparação ao mesmo período de 2025. Já os números da Fenabrave indicam que os licenciamentos somaram aproximadamente 1,17 milhão de motocicletas, avanço de 14,1% e recorde histórico para um primeiro semestre. De acordo com as duas entidades, o desempenho é sustentado principalmente pela elevada demanda por modelos de baixa cilindrada, amplamente utilizados na mobilidade urbana e nos serviços de entrega, além da expansão gradual dos segmentos de média e alta cilindrada. A Abraciclo projeta que a produção nacional deverá superar 2 milhões de motocicletas em 2026, enquanto os emplacamentos podem atingir cerca de 2,3 milhões de unidades até o encerramento do ano.

    As perspectivas para o restante de 2026 permanecem favoráveis, sustentadas pela recuperação do consumo, investimentos industriais e fortalecimento da mobilidade sustentável.

    Na avaliação da Abraciclo, a produção de motocicletas deverá seguir aquecida, impulsionada pelo crédito mais acessível, renovação da frota e crescimento dos serviços de logística urbana. Para o segmento de bicicletas, a Aliança Bike avalia que a expansão continuará sendo gradual, apoiada no avanço das bicicletas elétricas, na ampliação do cicloturismo e em políticas públicas voltadas à mobilidade ativa, embora persistam desafios relacionados à elevada carga tributária, à concorrência com produtos importados e à necessidade de estímulos ao consumo. Em conjunto, as análises de Abraciclo, Aliança Bike e Fenabrave apontam que 2026 tende a consolidar o setor de duas rodas como um dos mais resilientes e dinâmicos da indústria brasileira.

    Analista Responsável Thais Virga.