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    De acordo com a Pesquisa Anual do Comércio Varejista 2019 da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas Aliança Bike , realizada no final de agosto com varejistas de bicicletas de todo o Brasil e divulgado neste início de outubro, cerca de 90% dos entrevistados apontaram que reduzir os impostos das bicicletas e seus componentes é uma medida importante para ampliar o uso de bicicletas no país, mas além disso, 80% apontaram que é importante aumentar a oferta de estrutura cicloviária (ciclovias, ciclofaixas e bicicletários).

    A falta de estrutura cicloviária aumentam os riscos dos ciclistas nas cidades e desincentivam o uso da bicicleta como transporte. De acordo com os Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) a média anual de ciclistas mortos no trânsito é de 1,4 mil, e isso decorre das falhas nas políticas públicas a fim de promover o desenvolvimento e sustentação do transporte cicloviário no Brasil.

    A Lei 13.724/2018, que instituiu o Programa Bicicleta Brasil (PBB) é uma tentativa de melhorar as condições gerais da mobilidade urbana brasileira, caracterizada pelo fluxo intenso de veículos motorizados. Entretanto, neste mês de outubro de 2019, a legislação completou um ano, e não saiu do papel, apesar do governo já ter anunciado início das discussões com vistas à sua regulamentação, com apoio das esferas estaduais, municipais, empresas privadas e organizações não governamentais.

    De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), as fabricantes de bicicletas instaladas no Polo industrial de Manaus a produção de bicicletas no acumulado do ano até agosto atingiu cerca de 593 mil unidades, um crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2018. Há um aumento da demanda pela expansão do uso da bicicleta como meio de transporte.

    No ano, destacam-se a performance das categorias Mountain Bike (MTB), com 47,9% de participação e Urbana (37,7%), que juntas representaram cerca de 85% do total das bicicletas fabricadas. De acordo com a entidade, a categoria Mountain Bike tem sido preferida até mesmo para o uso nos centros urbanos, pois embora seu uso original seja para trilhas e terrenos acidentados, alguns ciclistas passaram a utilizar esse tipo de bicicleta nas grandes cidades, pelas funcionalidades como suspensões, marchas e freios hidráulicos que garantem maior conforto e segurança.

    Por fim, pode-se dizer que é imprescindível a atuação governamental para assegurar a melhoria da infra-estrutura cicloviária no País afim de que o crescimento do uso e produção das bicicletas se mantenham.

    Analista do Setor Laís Soares.