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  • atacadistas, empresas do setor atacadistas, empresas do segmento atacadistas, setor atacadistas, segmento atacadistas, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    Em 2019, 667 empresas do setor atacadista distribuidor participaram do Ranking ABAD/Nielsen 2020, elaborado pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD). A partir destes dados amostrais, a associação estima um faturamento total do setor de R$ 273,5 bilhões no ano passado, o que significa um crescimento nominal de 4,5% em relação a 2018. Em termos reais, contudo, houve um pequeno avanço de 0,19% ao descontar a inflação do período.

    Assim, o setor como um todo apresenta uma área de armazém de 5,2 milhões de m² e frota própria de veículos de 18,2 mil unidades, empregando um total de 180,2 mil pessoas, além de 19,1 mil vendedores diretos e 27,3 mil vendedores indiretos. Com este desempenho, o setor atacadista distribuidor foi responsável pela distribuição de 53,0% do que foi comercializado pelo varejo em 2019, um ano que somou R$ 516,2 bilhões. Desde 2005, o segmento vem conseguindo manter sua participação no total comercializado no mercado mercearil, sendo responsável pela distribuição de pouco mais da metade do valor comercializado pelo varejo anualmente. A sustentação de tal presença é explicada em grande parte pelo crescimento dos pequenos e médios varejistas, causado principalmente pela descentralização e interiorização da economia brasileira.

    Para 2020, porém, tal desempenho se dará em uma intensidade muito menor tendo em vista o cenário de pandemia instaurado no País desde o final do primeiro trimestre deste ano. Ainda que o setor atacadista distribuidor seja um dos poucos segmentos da economia a não sofrer tão drasticamente com as medidas de isolamento social, sendo beneficiado pela manutenção de suas atividades em razão do caráter de essencialidade, é importante ressaltar que o setor não está a salvo da crise econômica gerada pela pandemia.

    Além da tendência de redução nas compras de abastecimento e aumento na procura de itens apenas para reposição em meio à flexibilização das medidas de isolamento, a alta instabilidade no mercado de trabalho e o aumento expressivo no número de desocupados afetarão diretamente a renda das famílias, que se tornarão cada vez mais racionais e cautelosas quanto à expansão de seus gastos até o final do ano. Outro ponto de muita atenção para o setor atacadista distribuidor é a retomada das atividades abastecidas pelo setor, como bares e restaurantes. A reabertura gradual destes estabelecimentos ficará comprometida também pela disposição das famílias em consumir estes serviços nos próximos meses, uma vez que a renda encontra-se fragilizada neste contexto de pandemia.

    Desta forma, a Lafis espera que, em 2020, o faturamento nominal do setor apresente um crescimento igual a 0,8%, alcançando R$ 275,8 bilhões.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.