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  • atacadistas, empresas do setor atacadistas, empresas do segmento atacadistas, setor atacadistas, segmento atacadistas, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    De acordo com a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD), o faturamento nominal do setor atacadista cresceu 2,84% em fevereiro de 2019, acumulando uma alta de 3,82% no primeiro bimestre deste ano, ambos em comparação com o mesmo período do ano anterior. Na variação mensal houve recuo de 6,93% entre janeiro e fevereiro de 2019. Estes resultados apontam para uma recuperação gradual do setor diante de um consumidor mais racional, que ainda segue cauteloso, apesar dos sinais de recuperação econômica.

    A busca por preços mais baixos e maior custo-benefício levou as famílias brasileiras a realizar compras no modelo conhecido como atacarejo, uma mistura entre o varejo tradicional (hipermercados e supermercados) e o atacadista. Este comportamento sustentou o crescimento do setor supermercadista, já que, em 2018, o avanço de 12,8% nas vendas do atacarejo mais que compensou a queda em outros formatos, garantindo uma alta de 2,07% do setor como um todo (Nielsen, 2019).

    Líderes do setor e donos das redes atacadistas Atacadão e Assaí, respectivamente, os grupos Carrefour e Pão de Açúcar já divulgaram seu plano de expansão e, em ambos os casos, o foco é a expansão das lojas no modelo atacadista, seja pela modernização daquelas já existentes, quanto pela inauguração de novos empreendimentos. Tal otimismo leva em consideração a aprovação da reforma da previdência, acreditando-se que um ajuste fiscal viabilizará novos investimentos, gerando empregos para que as famílias retomem o nível de consumo observado no período pré-crise.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2018
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    De acordo com a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD), o setor apresentou crescimento real igual a 5,91% em outubro deste ano em relação ao mês anterior, após queda de 6,0% em setembro na mesma análise. Além disso, acumulou queda de 2,95% até outubro em comparação com o mesmo período de 2017, com perda de ritmo desde maio de 2018. Estes resultados mostram que o ano de 2018 tem sido desafiador para o setor atacadista nacional e que seu ritmo de recuperação tem se dado de forma mais lenta do que o esperado.

    A expectativa de crescimento nominal nas vendas de final de ano vem aumentando a confiança dos atacadistas para encerrar 2018 com resultado positivo. No setor supermercadista, por exemplo, um dos principais canais abastecidos pelo setor distribuidor, espera-se um crescimento igual a 10,0% nas vendas de final de ano em comparação com o mesmo período do ano passado (Abras). Além disso, as confraternizações de final de ano, como festas empresariais, amigo secreto e outras festividades, devem movimentar bares e restaurantes abastecidos pelo setor de distribuição.

    Desta forma, a Lafis espera que o setor atacadista mantenha sua rota de crescimento devido à procura de preços competitivos em relação ao comércio varejista, principalmente diante de um cenário: (i) de manutenção da taxa de juros em patamar reduzido, o que facilita a tomada de crédito pelas famílias estimulando seu consumo; (ii) de perspectiva de uma melhora, gradual, no mercado de trabalho; e (iii) de controle da inflação.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2018
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    No último dia 08 de agosto, entrou em vigor a nova norma de rastreabilidade de vegetais frescos. A medida tem como objetivo assegurar ao consumidor produtos vegetais sem irregularidades, tanto no uso de agrotóxicos, quanto contaminantes. Neste caso, produtores e/ou revendedores devem fornecer informações detalhadas sobre o produto e sua procedência, como nome, variedade, endereço completo, quantidade, lote, data de produção, fornecedor e identificação.

    Para isso, o setor nacional de distribuição realizou movimentações para se adaptar à nova norma. Uma delas foi o investimento em novas tecnologias de rastreabilidade, como etiquetas inteligentes e códigos bidimensionais capazes de armazenar informações descritivas dos produtos, muito mais detalhadas quando comparadas às simples etiquetas impressas.

    Desta forma, a padronização das informações de produtos vegetais facilitará a retirada de produtos irregulares do mercado e, com o auxílio destas novas tecnologias, tal processo poderá ser feito de forma muito mais ágil e com o mínimo efeito sobre o consumidor.

    Especialista do Setor  Fernanda Rodrigues.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2018
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    Segundo a Euromonitor Internacional, o atacarejo no Brasil cresceu 11% em 2017, movimentando R$ 48,4 bilhões em vendas para o consumidor final, enquanto que o varejo alimentar (hipermercados, supermercados e lojas de conveniência) cresceu 3,7%. A previsão da consultoria aponta para um crescimento médio anual das vendas de 6% até 2022.

    A principal motivação para este crescimento pode ser explicada pelo movimento das grandes redes de supermercados tradicionais, para transformar parte de suas lojas no formato de atacarejo. Essa decisão foi baseada em um ambiente macroeconômico mais favorável ao consumo das famílias, com baixa inflação e queda nos juros ao consumidor, permitindo um aumento da confiança tanto do consumidor quanto dos empresários do setor, o que gera melhores perspectivas para 2018.

    Diante deste cenário, a maior rede supermercadista do Brasil, o grupo Carrefour, anunciou que manterá seus investimentos na implantação do modelo de multiformato. O plano estratégico, estruturado até 2022, contempla a abertura de 20 novas lojas da bandeira Atacadão e a conversão de 5 hipermercados para o modelo de atacarejo, ambas com início já em 2018. O objetivo do plano é promover uma simplificação da estrutura, além de obter ganhos de produtividade e competitividade. No último trimestre de 2017, o crescimento da empresa foi impulsionado principalmente pelas vendas nas lojas Atacadão, quando a divisão alcançou R$ 8,46 bilhões em vendas líquidas (crescimento de 6,8% em relação ao mesmo período de 2016), enquanto a área de supermercados gerou R$ 4,59 bilhões.

    Especialista do Setor  Fernanda Rodrigues.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2018
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    Ao longo dos últimos 10 anos, o modelo de negócio denominado “atacarejo” ganhou espaço no mercado brasileiro principalmente pela mudança no perfil de consumo das famílias. Buscando uma maior economia, o consumidor passou a realizar compras de abastecimento, de maior volume, no atacarejo e aquelas de reposição (semanais ou diárias) continuam sendo feitas no varejo de vizinhança. De acordo com a Revista Super Hiper (2017), o atacarejo já conta com uma participação de 32,3% nos lares brasileiros e teve um crescimento, em 2016, de 14,8% no volume de vendas e 11,3% na receita, se consolidando como importante canal de abastecimento das famílias.

    Neste sentido, a fim de promover a diversificação deste modelo, bem como sua expansão e modernização para atender às mudanças no perfil do consumidor, o setor pretende manter ou até mesmo ampliar seus investimentos para os próximos anos. De acordo com o Ranking ABAD/Nielsen 2017, as áreas que devem receber maior volume de investimentos são as de tecnologias de gestão e de sistemas de informação, assim como investir na compra de empilhadeiras motorizadas, armazenagem e telemarketing. O foco das empresas é a eficiência operacional e gestão, capazes de garantir maior competitividade em tempos de crise.

    Especialista do Setor: Fernanda Rodrigues.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2016
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    Em meio à crise, os varejistas buscando meios para atrair os consumidores às lojas. Uma das estratégias em alta desde o ano passado são as marcas próprias, que possibilitam ampliar a gama de produtos disponíveis a preços mais baixos. A estratégia de marketing é outro ponto de destaque na definição do plano estratégico.

    De acordo com a consultoria Nilsen, no ano passado 44% das famílias trocaram as marcas famosas pelos rótulos próprios disponibilizados pelas redes varejistas e do Atacado. Além disso, 77% delas admite que se houvesse maior variedade de itens aumentariam o volume de compras desses produtos. Pensando nisso, as grandes redes como GPA e Carrefour estão investindo em parcerias com fornecedores e melhoria na logística, visando obter o máximo de eficiência no sistema e convertê-lo em preços baixos ao consumidor final.

    Outro ponto relevante no comércio são as estratégias de marketing e a percepção de “quem” é seu público-alvo. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, nos Estados Unidos os chamados millennials – população entre 15 e 35 anos, também conhecida como Geração Y – já representam 26% da população consumidora. O comportamento desse público, segundo Terra, é multicomportamental e com fortes tendências culturais, rejeitando características típicas do mercado brasileiro, como filas, preenchimento de cadastros, entre outras. O uso de multicanais, como smartphones, lojas virtuais e redes sociais é predominante.

    Contudo, não se deve perder o foco no mercado de interesse como um todo. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Mintel, 25% dos consumidores da Classe C afirmam prestar mais atenção na mídia tradicional, vinculadas em redes de TV, do que em anúncios online. Além disso, 20% dos entrevistados dizem pedir conselhos a amigos e familiares antes de efetuarem as compras, não dando atenção a propagandas, independente do meio de vinculação.

    Todas essas questões se apresentam como um desafio às empresas do Varejo e Atacado. Para alavancar as vendas em 2016 e evitar novas quedas no faturamento será necessário um mix de estratégias capazes de alcançar os diferentes segmentos consumidores, com foco nos perfis de consumo (gênero, idade, poder aquisitivo, entre outros).

    Analista Responsável: Robson Poleto


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    A tradicional ceia de Natal com amigos e familiares esta mais pesada no bolso dos brasileiros em 2015. Diante da crise econômica, redução da renda e aumento do desemprego, as famílias estão mais cautelosas com os gastos neste fim de ano. A falta de perspectiva clara sobre o futuro influenciam os cortes nos gastos supérfluos, o que incluí alguns itens tradicionais do cardápio natalino.

    Pensando nisso, varejistas em geral estão buscando novas maneiras de atrair os consumidores e incentivá-los a manter seus hábitos de consumo. Entre as estratégias, estão as promoções relâmpago e o pagamento parcelado para itens da cesta de natal. Isso possibilita ao consumidor manter os costumes sem comprometer sobremaneira a renda. Outra estratégia é a oferta de produtos próprios, que podem substituir as marcas famosas por um preço mais acessível.

    Varias redes , tanto do varejo quanto do atacado, estão adotando essas ações para atrair os clientes e tentar “salvar” as vendas de Natal. Mesmo com a alta tributação sobre os produtos natalinos – que em alguns casos supera os 50% do valor final – o importante é tentar convencer as famílias de que a crise econômica não deve subjugar as tradições. Existem boas alternativas para manter a comilança em família enquanto esperamos pelo “bom velhinho”.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    De acordo com a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), o faturamento bruto do setor atacadista reduziu 8,27% em setembro, comparado com o mesmo mês de 2014. No acumulado até o referido mês, a queda chega a 9,6% em relação a igual período do ano anterior. A crise econômica abalou a confiança do consumidor, bom como seus hábitos de consumo, e diante disso, resta aos atacadistas se “reinventar” para reduzir as perdas.

    Os dados do setor mostram que há meses o faturamento do setor atacadista distribuidor vem apresentando retração em comparação a 2014. Com aumento do desemprego e da inflação, somados à redução na renda média das famílias, os consumidores estão revendo suas cestas de consumo e cortando os gastos supérfluos, como lazer, e reduzindo os essenciais, como alimentação. Isso impactou diretamente os tradicionais clientes do atacado, os chamados “transformadores”, como restaurantes, mercearias e outras categorias de consumo de bens e serviços voltados às famílias.

    Com esse cenário ruim e a baixa expectativa de recuperação no curto prazo, os atacadistas devem buscar alternativas de manter o consumidor nas lojas, buscando negociações com fornecedores, disponibilizando opções mais econômicas de compra, e apostando nos “Atacarejos”, que tem apresentado crescimento nas vendas por conta dos preços mais baixos para o consumidor final em relação ao setor supermercadista convencional.

    Analista Responsável: Robson Poleto


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    Mesmo com a queda no setor de comércio – que concentra boa parte da demanda do Atacado – os Atacarejos mantêm taxas de crescimento significativas no primeiro semestre de 2015. O motivo por trás desse crescimento é o movimento de recomposição no perfil do consumidor deste segmento.

    Segundo dados da Nielsen, o Atacarejo – também conhecido como atacado Cash&Carry – apresentou entre janeiro a abril um aumento de 7,5% em volume de vendas e 5,8% em faturamento, já descontada a inflação do período. Este crescimento se deve a maior participação das famílias, que estão trocando os super e hipermercados pelos Atacarejos como forma de redução nos gastos domésticos, visto que a redução nos preços chega em média a 15%, segundo estimativas de mercado.

    Estes dados sinalizam a tendência de crescimento da participação do atacado de autosserviço no faturamento total do setor, podendo inclusive colaborar para contrabalancear as perdas em 2015 advindas da queda na demanda de comerciantes e transformadores em geral.

    Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    Acaba de ser formalizada a criação de uma nova associação representante do atacado de autosserviço, também conhecido como atacarejo. A Abaas (Associação Brasileira do Atacado de Autosserviço) surgiu com o objetivo de atender a demandas distintas entre os diferentes canais de comercialização, pautado na discussão que coloca em posição conflitante atacadistas e representantes do atacarejo. 

    A divergência ocorre na sugestão da Abad (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores) de tornar obrigatória a identificação do comprador do atacarejo, com a inclusão do CPF na nota fiscal. No momento, é permitido ao atacarejo vender sem a identificação, enquanto o atacado é autorizado vender apenas mediante a inscrição do CNPJ do comprador. O atacado tradicional é favorável à obrigatoriedade da identificação para a compra no atacarejo, pois acreditam que a falta desta acarreta em redução do faturamento dos atacadistas.  

    Dessa forma, a nova associação foi criada com o objetivo do segmento de autosserviço ganhar maior representatividade, e será composta por nove redes, sendo essas: Assaí, Atacadão, Makro, MartMinas, Maxxi, Roldão, Spani, Tenda e Villeforte. O movimento de criação da Abaas, reforça a importância que o atacarejo vem ganhando ao longo dos anos, o qual deve faturar R$ 47 bilhões em 2014, além de empregar 70 mil funcionários e composto por 400 lojas.     

    Analista do Setor Atacadista: Amanda de Brito Andriotta


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    Mesmo com as expectativas de crescimento reduzidas para o próximo ano no ramo de atacado, as grandes redes atacadistas e distribuidores brasileiros planejam manter os gastos com investimentos. A decisão tem como objetivo impedir que concorrentes ganhem espaço no mercado. Entre os projetos estão a abertura de novas lojas e centros de distribuição, renovação de frotas e melhorias em sistemas de tecnologia.

    Grandes redes já fizeram seus anúncios de investimento. O Grupo Martins, de Minas Gerais, anunciou investimentos de R$ 60 milhões em 2014, o dobro da quantia gasta em 2013 e projeta um crescimento nominal de 13% de sua receita, frente ao ano anterior. Já a Tenda Atacado, especializada no segmento de autosserviço, mais conhecido como "atacarejo", abrirá quatro lojas neste ano, prevendo alta de 10% a 15% no faturamento sobre o resultado de 2013.

    A manutenção dos investimentos ocorrem em um momento de mudanças na conjuntura setorial, com um desempenho do primeiro semestre abaixo das expectativas e com uma deflação no atacado que é uma das mais longas em 15 anos, quando analisadas as séries dos Índices Gerais de Preços (IGPs), com queda de preços tanto no atacado agrícola como industrial.           

    Analista do Setor de Atacado: Amanda de Brito Andriotta

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues

    Nos últimos dias, foram anunciados investimentos de importantes varejistas, direcionados, especialmente, à Região Nordeste.  O Magazine Luiza anunciou investimentos em 60 novas lojas na região, após um ano da aquisição das Lojas Maia, transação que marcou a entrada da varejista no mercado nordestino; as Lojas Americanas anunciaram abertura de novas lojas em Pernambuco (além do Mato Grosso do Sul), no âmbito do programa Mais Brasil; o Grupo Pão de Açúcar anunciou investimentos na sua primeira unidade da rede Assaí, braço atacadista do grupo, em Maceió (AL) e, por fim, o Walmart  inaugurou sua terceira unidade em Arapiraca (AL), após investimentos de mais de R$ 4 milhões. Nesse ínterim, é pertinente fazer algumas pontuações acerca do desempenho do comércio varejista na região, uma vez que a expansão dos investimentos no Nordeste reflete os bons resultados que tais redes vem obtendo nas suas atividades locais, além das perspectivas favoráveis quanto a este mercado nos próximos anos.

    Além da região,  os perfis dos investimentos anunciados também possuem contornos similares. Parte dos investimentos supramencionados busca maior proximidade com o "consumidor emergente", voltados, portanto, às classes C e D, por meio de uma maior capilaridade das suas redes de distribuição e atendimento. 

    Não é sem justificativa esse direcionamento das redes varejistas e distribuidores para a região. De acordo com dados do IBGE, em 2010, o volume comercializado no varejo apresentou crescimento de 10,0% na média nacional, enquanto, considerando somente as vendas no nordeste, a alta atingiu 16,9%. A mesma dinâmica pode ser observada quanto às receitas: enquanto os índices, na média nacional, apontam crescimento de 15,5% das receitas do varejo, somente no nordeste o crescimento foi de 22,9%, não obstante as taxas de inflação bastante próximas. Nos primeiros meses de 2011, tal dinâmica permanece: no nordeste, o volume de vendas e as receitas do comércio varejista apresentaram crescimento de 5,0% e 6,9%, respectivamente (média nacional: 2,2% e 3,5%, nessa ordem).

    O desempenho do comércio no Nordeste advém de diversos fatores que estimulam a demanda por bens de consumo na região. Podem ser considerados fatores determinantes para essa dinâmica a maior distribuição de renda verificada nos últimos anos, refletindo o aumento consistente do rendimento médio da população, menores índices de desemprego e a adoção de programas de distribuição de renda. Além disso, a alta propensão a consumir da população, grande parte devido à existência de uma forte demanda reprimida advinda de longos períodos de recessão no passado recente, estimula ainda mais o consumo na região, que deverá manter taxas de crescimento bastante favoráveis nos próximos anos.
     


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Fernanda Rodrigues
    A Walmart, maior rede varejista do mundo e terceira maior no Brasil, quando analisado somente o mercado nacional, anunciou seu plano de investimento de R$ 1,2 bilhão para 2011, por meio de capital próprio. Esse montante será direcionado, principalmente, à abertura de 80 novas lojas nos 18 estados onde já atua. Concretizando-se os investimentos previstos, a rede contará com 560 lojas no país.

    A empresa espera crescimento nos cinco formatos em que atua: Hipermercados, Supermercados, Todo Dia (instalado em periferias e cidades pequenas), Maxxi (lojas de atacado) e Sams Club (rede clube de compras). Além da abertura das novas lojas, o investimento deverá abranger também a reforma de unidades antigas, melhorias no sistema logístico e de tecnologia. Ao todo, espera-se que tais investimentos gerem mais de 7 mil empregos diretos e mais de 20 indiretos.

    A ação possui, explicitamente, foco estratégico na classe média emergente, em plena expansão no país. No curto prazo, observam-se condições favoráveis de crescimento da demanda, embora menos intenso que o potencial, em virtude, essencialmente, do comportamento da inflação, bem como da trajetória da taxa de juros e das medidas de contenção do crédito que vêm sendo adotadas pelo Banco Central; estes últimos podendo afetar mais acentuadamente a venda de bens de consumo duráveis, como os eletroeletrônicos, cujas vendas são mais dependentes de crédito.

    As perspectivas macroeconômicas de longo prazo, tais como queda no nível geral de desemprego, inflação controlada, além da redução da desigualdade social, que amplia e diversifica a base de consumidores, contribuem para que sejam formuladas tendências bastante favoráveis para o setor de bens de consumo em geral, no médio e longo prazos, o que favorece consideravelmente a realização de investimentos desta natureza.