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  • alumínio, empresas do setor alumínio, empresas do segmento alumínio, setor alumínio, segmento alumínio, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    No período entre janeiro e agosto de 2023, as exportações de alumínio primário registraram um avanço significativo de 20,3% em volume, totalizando 197 mil toneladas. Paralelamente, as importações do produto apresentaram uma queda expressiva de 35,2%, equivalente a 141 mil toneladas. Dessa forma, o saldo comercial acumulado até agosto de 2023 atingiu 56 mil toneladas.

    Ao considerarmos o contexto histórico da balança comercial do alumínio desde 2006, observamos uma perda significativa de dinamismo nesse setor. Em 2006, o saldo era superavitário em 822 mil toneladas, mas ano após ano, esse volume foi reduzindo até se tornar negativo em 2014. Tal inversão decorreu da expressiva queda nas exportações e do aumento igualmente relevante nas importações, refletindo a perda de competitividade da indústria brasileira.

    A produção de alumínio primário e o comércio internacional são grandemente influenciados por duas variáveis-chave: o preço da energia elétrica e a taxa de câmbio. Assim, a perda de dinamismo nas exportações e o aumento nas importações observados desde 2006 foram em resposta ao aumento do custo da energia elétrica e à manutenção de uma taxa de câmbio excessivamente valorizada. Isso se traduziu em maiores custos de produção e receitas mais baixas provenientes das exportações.

    Recentemente, a melhoria nos níveis dos reservatórios de energia elétrica resultou em uma redução expressiva no preço da energia elétrica no mercado livre, conforme refletido pelo Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). Além disso, desde 2020, os desdobramentos causados pela pandemia levaram a uma significativa desvalorização do real, favorecendo as exportações e tornando as importações mais dispendiosas.

    A retomada da produção da Alumar, nesse contexto apresentado, também desempenha um papel crucial na explicação do superávit no segmento de alumínio primário até agosto de 2023.

    Dessa forma, embora distante dos níveis mais elevados observados quase duas décadas atrás, é finalmente esperado um superávit comercial no segmento para 2023. Espera-se o melhor desempenho nas exportações desde 2016 e o menor nível de importações desde 2013.

     

    Analista Responsável Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A proposta da reforma tributária de criar um imposto estadual sobre matérias-primas básicas e produtos parcialmente processados teria um impacto negativo na competitividade das companhias brasileiras, prejudicando o intento de revitalizar o setor industrial do país.

    No começo de julho, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, visando simplificar o sistema tributário vigente referente à tributação sobre o consumo. Durante as últimas etapas de negociação, o relator da PEC, deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), introduziu um artigo permitindo que os estados instituam uma taxa sobre produtos relacionados à agricultura, mineração e petróleo.

    Essa ação não foi bem recebida por representantes de diversos setores, como a cadeia produtiva do alumínio. O principal receio dessas atividades é que a introdução de um novo imposto aumente os custos da produção interna e, consequentemente, enfraqueça a competitividade do agronegócio e da indústria nacional na busca por mercados internacionais.

    Sobre esse tema, Janaina Donas, diretora executiva da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), destacou: "Além de resultar em acúmulo de encargos e encarecer as exportações, essa medida afetaria diretamente a capacidade competitiva da indústria local, desmotivando a realização de investimentos e freando o processo de conversão e reindustrialização nacional", ela enfatiza.

    Economista Responsável Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A pandemia da COVID-19 causou uma reviravolta econômica sem precedentes em todo o mundo. Empresas de todos os setores enfrentaram desafios significativos, desde restrições de operação até mudanças nos hábitos de consumo dos clientes.

    Nesse cenário de recuperação, é crucial que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgem. E uma ferramenta valiosa para essa preparação estratégica é a análise setorial.

    Compreender as tendências do mercado, as mudanças de comportamento do consumidor e as demandas emergentes torna-se essencial para se posicionar de forma inteligente e competitiva.

    Este texto explora a importância da análise setorial como uma poderosa aliada das empresas na retomada econômica, e como a análise setorial pode ajudar as organizações a identificar oportunidades, mitigar riscos e tomar decisões informadas que impulsionem seu crescimento.

    Prepare-se para desvendar os segredos por trás da análise setorial e descubra como essa ferramenta estratégica pode levar sua empresa a um novo patamar de sucesso.

     

    Entendendo a retomada da economia e o papel da Análise Setorial

     

    Após um período desafiador de incertezas e instabilidades, a retomada econômica pós-pandemia já se tornou uma realidade.

    No entanto, é importante compreender que o cenário econômico atual é marcado por mudanças significativas nos comportamentos de consumo, nas dinâmicas de mercado e nas demandas dos clientes.

    As empresas que desejam se destacar nesse novo contexto precisam adotar uma abordagem estratégica, antecipando-se às transformações do mercado e se adaptando rapidamente. É aqui que a análise setorial desempenha um papel fundamental.

    A análise setorial permite que as empresas compreendam em profundidade o panorama do seu setor de atuação. Ela vai além da análise macroeconômica geral e mergulha nas especificidades de cada segmento, identificando as principais tendências, desafios e oportunidades que surgem durante a retomada econômica.

    Ao entender os fatores-chave que impulsionam o crescimento do setor, as empresas podem ajustar suas estratégias, reposicionar seus produtos e serviços e se adaptar às novas demandas dos consumidores.

    Além disso, a análise setorial ajuda as empresas a avaliarem a competitividade do mercado, identificando os principais concorrentes e suas estratégias. Com base nessas informações, é possível desenvolver estratégias diferenciadas, encontrar nichos de mercado pouco explorados e conquistar uma vantagem competitiva.

    Em suma, a análise setorial permite que as empresas estejam à frente da curva, antecipando-se às mudanças do mercado e tomando decisões fundamentadas. Na próxima seção, exploraremos em detalhes como essa ferramenta valiosa pode ser aplicada de forma eficaz, fornecendo vantagens estratégicas e impulsionando o crescimento empresarial na retomada econômica pós-pandemia.

    A análise setorial desempenha um papel crucial na tomada de decisões estratégicas das empresas durante a retomada econômica pós-pandemia. Ela oferece uma visão aprofundada das tendências e mudanças que estão moldando o mercado, permitindo que as empresas compreendam o cenário em que estão inseridas e se posicionem de maneira estratégica.

     

    Benefícios da Análise Setorial para as empresas

     

    Ao adotar uma abordagem estratégica baseada na compreensão das tendências e mudanças do mercado, as empresas podem obter vantagens significativas. Vejamos alguns dos benefícios-chave da análise setorial:

     

    Identificação de oportunidades de crescimento: permite que as empresas identifiquem oportunidades emergentes e nichos de mercado pouco explorados – o que permite a possibilidade de direcionar seus recursos e esforços para o desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, atendendo às necessidades específicas dos clientes.

     

    Tomada de decisões informadas: Com acesso a dados e informações precisas sobre o setor, as empresas podem tomar decisões estratégicas fundamentadas, permitindo que empresas se adaptem rapidamente às mudanças do mercado.

     

     

    Vantagem competitiva: A análise setorial ajuda a identificar os pontos fortes e fracos dos concorrentes, bem como as lacunas no mercado que podem ser aproveitadas. Isso permite que as empresas se posicionem de forma única, atendendo às necessidades dos clientes de maneira mais eficaz do que seus concorrentes.

     

    Mitigação de riscos: auxilia na identificação de riscos e ameaças que podem afetar o desempenho das empresas. Ao antecipar esses desafios, as empresas podem desenvolver estratégias de mitigação adequadas e estar preparadas para enfrentar obstáculos.

     

    Aproveitamento das tendências de mercado: as empresas podem se adaptar de maneira proativa e capitalizar as oportunidades que surgem, ajustando-se rapidamente às mudanças nos comportamentos do consumidor, nas demandas de mercado e nas inovações tecnológicas.

     

    A análise setorial é uma ferramenta poderosa para as empresas que deseja estar sempre prontas aos desafios do seu mercado.

    Ao identificar oportunidades de crescimento, mitigar riscos, adaptar a estratégia de negócios e conquistar uma vantagem competitiva, as empresas estarão bem posicionadas para se destacar no mercado e alcançar o sucesso.

    Lembre-se de que a implementação da análise setorial requer uma coleta cuidadosa de dados, análises aprofundadas e monitoramento contínuo. Além disso, contar com especialistas nessa área, como a LAFIS, pode fornecer um apoio valioso na interpretação dos dados e na orientação estratégica.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2023
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A Lafis projeta que a produção interna de alumínio primário possa atingir cerca de 875 mil toneladas em 2023. Tal perspectiva, considera um crescimento de 7,7% da produção setorial e se concretizado marcaria o quarto ano, seguido, de expansão da produção do setor. 

    O aumento da produção está relacionado à maior competitividade da indústria nacional diante da perspectiva de baixo custo da energia elétrica no mercado livre de energia, puxada por estimativas de bons níveis dos reservatórios no País. 

    Além disso, a desvalorização do real também contribui para que o produto fabricado internamente tenha maior competitividade em relação aos importados, algo observado em outras indústrias para além da cadeia de produção do setor de alumínio. 

    É importante destacar que o Brasil é um relevante produtor mundial de alumina (encontrado na bauxita), produto que, em conjunto com a energia elétrica, compõem os principais custos da produção de alumínio primário.

    Além disso, a retomada da produção da Alumar também é um importante fator que fez com que a Lafis elevasse a perspectiva de produção de alumínio em 2023.

    Por sua vez, a Lafis projeta crescimento módico das exportações e redução significativa das importações de alumínio primário em 2023, considerando a perspectiva do aumento da oferta do produto fabricado nacionalmente, conforme antes descrito. Assim, projetamos crescimento de 2,6% das exportações e queda de 14,4% nas importações de alumínio neste ano.

    Apesar do cenário descrito acima, a Lafis projeta retração do faturamento do setor, principalmente devido à queda da cotação do alumínio no mercado internacional observada no início do ano, mantendo a tendência observada no segundo semestre de 2022. Cabe pontuar que essa queda do preço do produto se deve à forte base de comparação, considerando que, nos primeiros meses de 2022, foram registradas as maiores cotações do alumínio no mercado internacional da série histórica (em termos nominais).

    Desta maneira, a Lafis projeta retração de 4,8% do faturamento do setor em 2023.

    Analista Responsável Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2022
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    O preço do alumínio vem se sustentando em um elevado patamar ao longo dos últimos meses, embora abaixo do pico apresentado nos primeiros meses de 2022. 

    Por sua vez, embora a produção de alumínio primário no acumulado de janeiro a julho de 2022 (último dado disponível) tenha apresentado recuo em relação ao mesmo período de 2021, o nível de produção se manteve acima do período pré-pandemia. Além disso, é importante destacar que no mês de julho a produção foi a maior para um único mês desde março de 2015, sinalizando uma possível melhora de produção até o fim do ano. 

    Ademais, é importante pontuarmos que ao longo de 2022 foi observada uma tendência de aumento das exportações de alumina e retração das importações de alumínio primário, aumento o gap das exportações do setor em relação as importações, que se fechou ao longo de 2021.

    A característica comercial do setor em relação ao mundo no setor de alumínio é estrutural, ou seja, exportamos mais alumina (principal componente para fabricação de alumínio) e importamos mais alumínio, processo semelhante ao encontrado em uma série de setores no Brasil, onde exportamos insumos e importamos o produto acabado. 

    Cabe destacar que isso é observado devido a elevada competitividade do setor extrativo no Brasil e da baixa competitividade da indústria de transformação nacional, que explica a redução da produção de alumínio primário ao longo dos anos no País, além do aumento da produção de alumínio a partir da sucata, considerando que o Brasil é referência mundial na reciclagem de latas.

    Especialista do Setor Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2022
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Ao longo dos últimos meses, em linha com a desaceleração esperada para economia mundial, diante do aumento da taxa de juros em diversos países e lockdowns realizados pela China para impedir novas cepas do coronavírus, diversas commodities apresentaram retração em seus preços. 

    O alumínio acompanhou tal movimento, recuando de valores que ultrapassaram os US$ 3.500 por tonelada em março de 2022 para uma média de US$ 2.400 por tonelada em julho. Desta maneira, com os preços voltando para próximo das médias históricas, o setor deverá apresentar piora nos resultados no terceiro trimestre, após bom desempenho reportado por empresas do setor no primeiro e segundo trimestres.

    Analista Responsável Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2022
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A cotação do alumínio atingiu ontem (24) o valor máximo histórico, a 3.382,50 dólares por tonelada, após o início da invasão militar russa contra a Ucrânia.

    De maneira geral o aumento do preço do alumínio pode ser considerado positivo para o setor, considerando que deve resultar em aumento do faturamento e das margens do setor, pressionadas por muitos anos pelo elevado custo da energia elétrica no Brasil (principal insumo para fabricação de alumínio primário).

    No entanto, o aumento de preços não só do alumínio, mas do petróleo e de outras commodities, de maneira agregada pode levar a uma aceleração da inflação e expansão dos juros acima do esperado incialmente pelo mercado e pela Lafis, o que pode pressionar os custos de diversas atividades econômicas, inclusive no próprio setor de alumínio.

    Por sua vez, para os demandantes de alumínio e transformados de alumínio, o avanço do preço do produto no mercado internacional representa um risco, uma vez que o custo dos insumos representa na maioria dos setores industriais a parte mais relevante dos custos totais de produção. 

    Cabe pontuar ainda, que o recorde da cotação de alumínio associado a uma taxa de câmbio acima de R$/US$ 5,0 resulta em um dos maiores patamares de preço do alumínio quando convertido em reais, portanto a parte da cadeia produtiva do setor para além da fabricação do alumínio primário e secundário (reciclados) vivencia um momento de pressão de custos, que podem resultar em perda de margem nos casos em que esse aumento não possa ser repassado integralmente aos clientes finais.   

    Desta maneira, apesar do impacto positivo em termos de faturamento total do setor de alumínio, os impactos nos diversos elos da cadeia produtiva são diversos.

    Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    No primeiro semestre de 2021, segundo dados da ABAL (Associação Brasileira do Alumínio), a produção de alumínio primário avançou 18,6% em relação ao ano de 2020. Além disso, embora distante das máximas históricas (menos da metade da produção), a fabricação de alumínio primário foi a maior para a primeira metade do ano desde 2017.

    O avanço da produção setorial em relação ao ano anterior está diretamente relacionado com o melhor desempenho de setores demandantes, como os segmentos de embalagens, construção e veículos, que somados representam mais de 60% de toda a demanda por alumínio no Brasil.

    O forte aumento no preço do alumínio observado desde meados de 2020 é uma outra importante tendência observada no setor. Entre janeiro e outubro de 2021, a cotação média do alumínio foi de US$ 2.466, enquanto no mesmo período de 2020, o produto estava cotado a US$ 1.644 em média. Mantida essa média de preços, o alumínio encerrará o ano no patamar mais elevado de preço desde 2008.

    O crescimento da demanda mundial por alumínio marcado pela retomada do dinamismo econômico mundial, em paralelo ao avanço da vacinação contra o coronavírus, está por trás desse movimento de valorização do alumínio (assim como de diversos outros produtos).

    Além do aumento do preço do alumínio no mercado internacional, a desvalorização da taxa de câmbio no Brasil observada desde o início de 2021 é mais um fator que eleva o preço do produto em reais, o que implica em uma perspectiva favorável para o faturamento do setor de alumínio neste ano, resultando também no aumento dos preços de transformados de alumínio e expansão dos custos para as indústrias demandantes do setor. 

    Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A dificuldade de produzir alumínio a níveis competitivos internacionalmente se relaciona ao alto custo energético no País, que vem sofrendo reajustes e, consequentemente, afeta diretamente o setor, a qual se caracteriza como uma indústria eletrointensiva. Todavia, a questão de robustos capitais para a ampliação da capacidade produtiva e do excedente do setor, no âmbito internacional, também afeta a competitividade da indústria nacional.

    O setor de alumínio experimentou uma queda significativa da produção nos últimos anos e em um passado recente também foi afetado pelas restrições impostas pela justiça à empresa Hydro Alunorte, que produz matéria prima para a fábrica da Albras. 

    No entanto, apesar deste histórico e mesmo com a crise sanitária, a produção de alumínio apresentou crescimento em 2020, devido a fraca base de comparação e o bom desempenho de segmentos demandantes, com destaque para as latas de alumínio, que apresenta tendência de substituir, em parte, a utilização de outros materiais. A Lafis considera que essa tendência será mantida em 2021 e que a produção de alumínio primário não avançará mais devido à falta de competitividade da indústria nacional nesse segmento.

    Quanto ao preço do alumínio no mercado internacional, a Lafis projeta crescimento significativo em 2021 em relação ao ano anterior, considerando a fraca base de comparação devido aos impactos no preço do produto observados durante o segundo trimestre de 2020. Além disso, a perspectiva de crescimento da economia global e de incentivos monetários e fiscais ao redor do mundo são fatores que contribuem para esse cenário, embora o combate ao covid-19 ainda represente um fator de risco para a economia mundial no curto prazo.

    Assim, as perspectivas para o faturamento setorial são positivas para o curto prazo, apesar das dificuldades estruturais do setor, sobretudo no segmento de alumínio primário, devido a pouca competitividade da indústria local, como mencionado anteriormente.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    O setor de alumínio experimentou uma queda significativa da produção nos últimos anos e em um passado recente também foi afetado pelas restrições impostas pela justiça à empresa Hydro Alunorte, que produz matéria prima para a fábrica da Albras. 

    Desta maneira, apesar da crise do Covid-19 que restringiu a demanda por alumínio, dado o impacto em setores demandantes relevantes, como o de embalagens e automotivo, por exemplo, a Lafis estima que a produção setorial de alumínio apresentou expansão em 2020, considerando principalmente uma fraca base de comparação, crescimento das exportações já observado e melhoria da atividade econômica e do desempenho dos setores compradores de alumínio no segundo semestre. 

    Para 2021, as perspectivas são favoráveis para o setor, com um cenário prospectivo de aumento da produção e do faturamento setorial, impactando também por uma expectativa de cotação média do alumínio em 2021 acima do observado em 2020, considerando que o preço do produto foi depreciado entre os meses de março e junho do ano passado em função da crise internacional provocada pela disseminação do Covid-19.

    É importante destacar que apesar do bom desempenho esperado para o ano de 2021 em relação ao ano anterior, a produção de alumínio primário (produzido a partir do óxido de alumínio, também conhecido como alumina) no Brasil esteve nos últimos anos em um patamar muito aquém do observado no passado e apresentou tendência de retração ao longo do tempo. Para efeito de comparação, enquanto em 2008 e 2009 foram produzidas mais de 1.500 mil toneladas anuais do produto, na média entre 2018 e 2020 (considerando os dados mais atualizados), a produção média permaneceu abaixo de 700 mil toneladas ao ano, menos da metade do observado no auge do setor.

    Diversos fatores podem ser apontados como justificativa para este movimento, dentre eles o aumento do preço da energia elétrica nos últimos anos que impacta sobremaneira o setor de alumínio e principalmente a produção de alumínio primário, considerando que se trata de um dos processos fabris de maior intensidade na utilização de energia elétrica considerando todos os segmentos industriais. Além disso, o baixo dinamismo econômico observado nos últimos anos também contribuiu para o cenário descrito acima.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Os Estados Unidos impuseram novas tarifas sobre US$ 1,96 bilhão em produtos de chapa de alumínio de 18 países, entre eles o Brasil, depois de determinar que houve prática de dumping, disse o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross.

    O Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou que as alíquotas das chapas importadas do Brasil terão um adicional variando de 49,48% e 136,78%. Atualmente, em função da Seção 232, os exportadores brasileiros pagam uma taxa de cerca de 15% no mercado americano.

    Tal decisão pode inviabilizar as exportações dos produtos brasileiros, avalia Milton Rego, presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).

    A Lafis destaca que a balança comercial do setor de alumínio no Brasil é historicamente deficitária, ou seja, importamos mais do que exportamos para o mundo. No entanto, considerando dados até agosto deste ano foi possível observar crescimento significativo das exportações e redução das importações de alumínio em suas diversas formas (primário/ligas, sucata e semimanufaturados/manufaturados).

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    O preço do alumínio apresentou crescimento de mais de 60% entre o mínimo observado em meados de março de 2020, quando a cotação do produto em Londres ficou abaixo dos US$ 1.000 a tonelada e o dia 13 de agosto deste mesmo ano (US$ 1.600). Em relação a cotação média observada desde janeiro de 2015 até meados de agosto de 2020, para considerarmos um período mais longo de comparação, o atual preço do alumínio em dólares, encontra-se 6,5% abaixo desta média.   

    No entanto, dado a forte desvalorização do Dólar em relação ao Real, quando observado a mesma comparação entre a cotação do dia 13/08/2020 em relação a média observada entre janeiro de 2015 até esta data, observamos que atualmente o valor do alumínio em reais está 35,5% acima desta média, evidenciando os impactos da recente desvalorização cambial na precificação do produto.

    Deste modo, concluímos primeiramente que o patamar de preços do produto em dólar já se recuperou da fase mais aguda da crise internacional de confiança, observada no primeiro momento da pandemia de Covid-19 e também um aumento considerável dos preços no setor no mercado nacional, dado a desvalorização da moeda brasileira em relação ao dólar.

    Especialista do Setor Marcel Tau.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Ao longo de 2020, o setor de alumínio será afetado pelo avanço do Covid-19 e seus impactos na economia. Como o setor de alumínio possuí uma grande variedade de utilizações e setores demandantes, os impactos do vírus na demanda setorial não são uniformes.

    Se por um lado, a demanda por embalagens de produtos farmacêuticos e alguns produtos distribuídos pelo varejo e que utilizam alumínio possam ter sua demanda elevada no curto prazo, em outros segmentos demandantes, com destaque para os segmentos de transporte e construção, o que devemos observar é uma queda acentuada do consumo de alumínio, respondendo as medidas de bloqueio econômico que visam reduzir o número de infectados e mortos pelo Covid-19.

    Em entrevista para a Exame, o presidente da ABAL (Associação Brasileira de Alumínio) se pronunciou da seguinte maneira: “As grandes fabricantes vão conseguir sobreviver, mas metade das empresas do nosso setor tem pequeno e médio porte. Dependendo da duração dessa crise, muitas podem fechar as portas”, diz Milton Rego. Segundo o dirigente, o principal entrave dessas empresas tem sido os bancos: “Está cada vez mais difícil e caro para rolar as dívidas. O sistema financeiro precisa dar sua dose de contribuição nessa crise, como todo mundo está fazendo.”

    Neste sentido, a Lafis considera que parte da cadeia do setor de alumínio, que já passava por um período de dificuldades antes mesmo da mudança de cenário, pode ter seu desempenho consideravelmente afetado no curto e médio prazo, com possíveis falências no meio do caminho, como apontado pelo presidente da principal associação setorial.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A produção de alumínio primário (que não teve origem na reciclagem de produtos de alumínio) apresentou retração de 8,0% no acumulado de janeiro a setembro de 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, é importante destacar que nos últimos três dados divulgados (entre julho e setembro), a produção primária avançou 13,9%, o que sinaliza uma desaceleração das perdas observadas no primeiro semestre de 2019.

    Se por um lado o baixo nível de crescimento econômico ajuda a compreender o fraco desempenho do setor de alumínio primário ao longo do ano, a melhoria da produção de setores demandantes nos últimos meses pode nos ajudar a entender o melhor desempenho no período: a produção de embalagens metálicas, segundo dados do IBGE, avançou 6,1% entre julho e setembro de 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a produção de autoveículos (dados da ANFAVEA) avançou 3,1% na mesma base de comparação.

    Desta maneira, a Lafis considera que existem sinais de melhoria do desempenho setorial nos últimos meses do ano e que devem permanecer ao longo dos próximos meses, mas possivelmente tal recuperação não deve ser suficiente para um avanço da produção em termos anuais, considerando a forte retração observada no primeiro semestre deste ano. 

    Por fim, a despeito de movimentos conjunturais, é importante destacar que a produção de alumínio primário ainda se encontra em um patamar historicamente baixo e a competição com players internacionais neste segmento é desafiadora. Considera-se que, além do amplamente conhecido custo Brasil, a produção de alumínio primário é eletrointensiva e, portanto, tem como parte relevante de seus custos a energia elétrica, que experimentou ao longo dos últimos anos um avanço significativo de seus preços.

    Especialista do Setor Marcel Tau


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A produção interna de alumínio primário totalizou 596 mil toneladas no acumulado de doze meses até junho de 2019, representando o menor nível de produção acumulado em 12 meses da série histórica, considerando dados a partir de janeiro de 2007. Comparando somente o primeiro semestre de 2019 com mesmo período do ano anterior, a retração da produção de alumínio primário foi de 17,6%.

    A dificuldade de produzir alumínio a níveis competitivos internacionalmente se relaciona ao alto custo energético no País, que vem sofrendo reajustes, afetando diretamente o setor de alumínio, o qual caracteriza-se como uma indústria eletrointensiva, especialmente na etapa de redução da alumina para obtenção do alumínio.

    Neste sentido, a Lafis destaca que políticas que visem a redução do custo de energia elétrica no Brasil, como a abertura do mercado de gás natural, além da maior eficiência de fontes renováveis de geração elétrica, como a geração eólica e solar, podem contribuir para reverter a tendência observada ao longo dos últimos anos.

    Especialista do Setor  Marcel Tau.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    No primeiro semestre de 2019, a produção de alumínio primário (fabricado a partir da extração da bauxita e posterior redução da alumina) recuou 17,6%, com 294 mil toneladas fabricadas. No mesmo período, as exportações recuaram 25,4% em volume e 23,1% em valor, alcançando, respectivamente 122,8 mil toneladas e US$ 430 milhões. Em sentido oposto, as importações de alumínio primário avançaram 19,9% em volume (394,5 mil toneladas) e 7,2% em valor (US$ 989 milhões).

    A Lafis destaca, assim como já apontado nos relatórios para os nossos clientes, a perda de competitividade na fabricação de alumínio primário no Brasil, que tem como um dos principais motivos o elevado preço da energia elétrica no país, que apresentou expansão considerável nos últimos anos e é usado em larga escala, sobretudo no processo de redução da alumina calcinada em cubas eletrolíticas, a altas temperaturas, no processo conhecido como Hall-Héroult.

    Como já observado desde 2018 e no primeiro semestre de 2019, as importações de alumínio primário tornaram-se mais relevantes que o volume produzido internamente, evidenciando a perda de competitividade, como mencionado anteriormente.

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    De acordo com informações do presidente da ABAL (Associação Brasileira do Alumínio), Milton Rego, o consumo de transformados de alumínio apresentou crescimento de 11% entre janeiro e setembro, segundo informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico. Com base nesse desempenho, a associação projeta um consumo total de cerca de 1,4 milhão de toneladas para 2018, crescimento de quase 10% na comparação a 2017. Os resultados finais devem ser divulgados pela entidade em março.

    Segundo a matéria, o avanço de dois dos três principais consumidores de alumínio no país, os setores de transporte e embalagens, foram os principais responsáveis pelo crescimento no período. Além disso, a expectativa é de que haja crescimento do consumo de alumínio também em 2019.

    Por outro lado, a Lafis destaca que a produção de alumínio primário recuou 17,3% entre janeiro e novembro do ano anterior, enquanto as importações do mesmo produto avançaram 20% e de produtos semimanufaturados/ manufaturados avançaram 56% (dados de importação divulgados até setembro).

    Considerando que a demanda para o setor avançou em 2018 e as perspectivas para 2019 são positivas, a Lafis destaca que os dados indicam que o maior consumo está sendo atendido pelo produto importado.   

    Especialista do Setor Marcel Tau

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2018
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump a imposição de tarifas à importação de aço e alumínio. A Casa Branca anunciou que México e Canadá foram, por enquanto, excluídos da medida.

    Diferente dos dois países, membros de um acordo comercial junto com os Estados Unidos, os produtos importados do Brasil também serão sobretaxados (aço em 25% e alumínio em 10%).

    Embora o mercado doméstico tenha maior relevância para os setores taxados no Brasil, a tendência é de queda nas exportações destes produtos ao país, perdendo competitividade para o aço e alumínio produzido nos Estados Unidos e dos países não afetados pela sobretaxação. 

    Cabe destacar que o impacto da medida deve apresentar maiores efeitos nas exportações nacionais de aço, dado a maior relevância do produto na pauta de exportações e importância dos Estados Unidos como importador do produto.

    Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2016
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Desde meados de 2012 e com maior relevância a partir de 2014, o setor mineral em boa parte do mundo vem apresentando dificuldades no que se refere a uma diminuição internacional de algumas commodities metálicas, como verificamos nos casos da bauxita, do alumínio ou do minério de ferro, por exemplo. Por um lado, uma queda no ritmo da demanda por aço por segmentos de construção civil e infraestrutura em países desenvolvidos (alguns em reestruturação econômica após a crise financeira internacional em 2008), e na China em acelerado crescimento a partir dos anos 2000, afetaria empresas do setor de mineração em todo o mundo. Lembramos aqui, que o ritmo de urbanização de um país é uma importante variável de avaliação de perspectivas tanto para o setor de mineração, quanto de aço. De outro, e relacionado, verificou-se uma retração de cotações minerais em todo o mundo, afetando igualmente receitas de importantes empresas. E não foi diferente no Brasil.

    Adicionalmente, com um olhar ao cenário nacional, é possível mais recentemente relacionar dificuldades ao setor de mineração (além da redução da demanda interna ou internacional) à questão infraestrutural. Lembrando, por exemplo, que o processo produtivo da indústria do alumínio é eletrointensivo, em tempos de aumento do preço da energia no Brasil implicam um importante desafio à segmentos ligados ao setor mineral. E ainda que sabemos que a elevação do custo energético tenha ocorrido em decorrência da necessidade de novas matrizes geradoras com a falta de chuvas, não esqueçamos que o alto custo da energia no país sempre foi um problema  infraestrutural para diversas indústrias no país.

    Mais importante, a debilidade de uma infraestrutura intermodal de transportes, de forma conectada e ampla no país imprime dificuldades cada vez maiores à competitividade do setor de mineração no país. Esta questão não se refere a um problema recente tendo em vista que um planejamento nacional de infraestrutura integrada foi abandonado, na prática, desde finais da década de 1970. Recentemente, por exemplo, é a China que entra com alguns investimentos infraestruturais em áreas de importante produção mineral no País, como no Estado do Pará. Mas o que se tem que levar em conta, é que a infraestrutura tanto de energia quanto de transportes deve ser pensada como prioridade estratégica, econômica e política em âmbito nacional. Assim, a integração de áreas portuárias com sistemas logísticos eficientes de armazenamento à hidrovias, rodovias e/ou ferrovias devem pautar qualquer debate para setores industriais, como os ligados à mineração, de modo à enfrentar os desafios recentes da economia mundial.

    Analista Responsável pelo Setor: Thaís Virga Passos


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    O setor de alumínio no Brasil inicia 2015 na mesma trajetória de dificuldades apresentada desde 2014. Com queda no preço internacional da commodity mineral, tendo em vista a alta da produção chinesa, conjuntamente ao encarecimento da energia, a qual prejudica diretamente os setores industriais eletrointensivos, o alumínio no país diminui a atividade.

    A saber, a transformação da matéria-prima, a bauxita, em alumínio consome muita energia, e assim o alto custo do insumo prejudica a operação de toda a cadeia do produto. O alumínio primário, principal produto do setor no Brasil, é a forma bruta não laminada do metal, usada pela indústria para obtenção de outros produtos, como peças para a construção civil e para a indústria automotiva. Esta vem sofrendo impactos por conta da alta no custo da energia.

    Na tentativa de recompor competitividade internacional e impedir maior queda no preço do metal, uma das grandes empresas produtoras de toda a cadeia do alumínio no Brasil anuncia mais um encerramento de atividades. Falamos da Alcoa, que após paralização em sua unidade em Poços de Caldas (MG), anunciou no começo de abril a suspensão da produção de alumínio primário na usina Alumar em São Luís (MA). Com a decisão, a empresa deixará de produzir aproximadamente 740 mil toneladas de alumínio primário por ano, equivalente a cerca de 20% de sua capacidade total de produção. E tendo em vista que a Alcoa é uma das principais empresas do ramo no Brasil, junto à Votorantim Metais e à Albras Alumínio Brasileiro, as perspectivas do setor para o curto e médio prazos não são positivas.

    Analista Responsável pelo Setor: Thaís Virga Passos


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Em 2013, o menor crescimento da China, ainda que em altos patamares, preocuparam as empresas mineradoras brasileiras, tendo em vista a alta demanda daquele país pelas commodities minerais. A possibilidade de uma desaceleração na economia chinesa no último trimestre do ano, conjuntamente ao resultado do primeiro trimestre de 2014 ajudou a derrubar os preços de muitas commodities minerais.

    Entretanto, mesmo com um ritmo de crescimento mais lento, o país continua a importar grandes quantidades de minérios, com destaque ao minério de ferro e ao cobre. Com as expectativas de uma estabilização de seu crescimento em torno de 7,0% para 2014, a economia chinesa ainda é forte para continuar demandando uma quantidade crescente de matérias-primas. Corrobora para isso a crescente urbanização do país, com grande parcela da população se deslocando para as cidades.

    Algumas matérias-primas minerais, com destaque ao minério de ferro, cobre, níquel e alumínio, começaram no último mês a recuperar as perdas acumuladas desde 2013. Para ilustrar uma melhora das expectativas frente o crescimento da China, destaca-se que nos últimos 30 dias, a partir de 25 de março de 2014, os preços do cobre que subiram cerca de 5%. Na comparativa dos últimos 5 anos, os preços do minério de ferro ainda apresentaram maior valor, cerca de duas vezes superior. Apesar de uma retomada, convém ressaltar que provavelmente os preços das principais commodities minerais não deverão voltar a níveis recordes ainda este ano, todavia parecem melhorar as expectativas de ganhos das mineradoras brasileiras. Conjuntamente, as perspectivas de aumento do dólar, deverão alavancar as receitas de vendas do setor de mineração e alumínio do Brasil.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    O setor de alumínio, assim como o setor de mineração, em geral, iniciaram o ano de 2014 com certa instabilidade no tocante ao movimento de seus mercados no Brasil, o que dificultará as projeções de crescimento para o ano. O principal motivo que leva a esse cenário de incerteza é decorrente de um movimento anterior de grande oferta internacional de commodities minerais no mundo somado a uma desaceleração do crescimento econômico dos principais países consumidores, como a China, acarretando em uma oscilação desfavorável às cotações de alguns produtos a partir do quarto trimestre de 2013.

    No tocante ao alumínio, no mercado internacional, de acordo com a cotação da Bolsa de Londres (LME), seu preço apresentou crescimento até 2008, atingindo o valor de US$ 3.071,24 por tonelada. Com a crise financeira internacional, houve uma queda de 51,5% no preço, quando o alumínio primário foi cotado em US$ 1.490,43. Nos últimos dois anos, os preços mantêm certa estabilidade, alcançando uma média entre 2012 e 2013 de US$ 1.960,60 por tonelada. A baixa cotação no comparativo histórico, aliado aos altos custos da indústria, eletrointensiva, e às condições desafiadoras do mercado global, acarretaram em cortes na produção de alumínio primário em todo o mundo, com destaque aos altos estoques chineses e a redução recente da capacidade instalada da Alcoa no Brasil, em São Luís (Alumar-MA) e em Poços de Caldas (MG).

    Por outro lado, é possível vislumbrar alguma melhora para o mercado de metais não ferrosos, como é o caso do alumínio, e também zinco e chumbo, tendo em vista que a redução das operações no mundo poderão tornar o mercado mais apertado e favorecer os preços. Isso porque existe uma tendência de alta na demanda por esses produtos aos setores de construção civil e indústria de transformados, que a partir de uma menor produção mundial poderá tender a uma pressão de alta nas cotações. É importante ressaltar que a recuperação dos preços na LME ocorre de maneira lenta e gradual, já que primeiramente é esperada uma queda dos prêmios e os estoques atuais, no caso do alumínio somam 9 milhões de toneladas no mundo. Com esse panorama, o ano de 2014 chega em um movimento de incertezas frente ao cenário da mineração brasileira e mundial.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    No primeiro bimestre de 2012, a produção brasileira de alumínio primário representou uma soma de 239 mil toneladas, este montante representa uma variação positiva de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em relação às exportações de alumínio, nos dois primeiros meses de 2012, foram enviados ao exterior um total de 96 mil toneladas, uma alta de 57,6% em relação ao mesmo período de 2011.

    Cabe ressaltar que a indústria sofre com o alto custo de energia elétrica, mesmo quando a maior parte da energia utilizada é autogerada. Tendo em vista que os preços de energia elétrica tenderão a se elevar, a competitividade da indústria de alumínio deverá ser atingida.

    Existe, entretanto, uma crescente demanda de alumínio para aplicações principalmente no mercado de latas, embalagens, construção civil e transporte. Com isso, o governo anunciou incentivos que colaboraram com o melhor desempenho desta indústria, como a redução do IPI de veículos, desoneração da folha de pagamentos e outros.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A Alcoa e a Airbus firmaram um acordo na Paris Air Show de 1 bilhão de dólares para o fornecimento de folhas de alumínio e outros produtos - sem divulgação de sua vigência.

    Os produtos da Alcoa serão utilizados em praticamente todos os modelos comerciais da Airbus como o A380 e na produção de painéis de fuselagem para componentes estruturais. Os laminados planos de alumínio serão fornecidos pelas plantas da companhia em Davenport (Estados Unidos), no Reino Unido e em Belaya Kalitva (Rússia).

    A Alcoa disponibiliza em quatro unidades de negócios seu expertise em soluções aeroespaciais, como novas ligas e avançadas tecnologias estruturais que permitem a redução do peso da aeronave, de seu custo de produção e manutenção. A empresa de alumínio conquista a fidelização de um cliente e consolida-se no setor aeronáutico.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    Foi anunciado pela Alcoa, na primeira semana do mês de junho, um investimento no valor de   R$ 40 milhões. Este será dividido em 2 fases que são compostas pela implementação de novas prensas industriais que visam a expansão da capacidade mensal produtiva.

    Na semana anterior a empresa já havia informado um investimento de R$ 23 milhões na unidade de Itapissuma (PE) almejando a ampliação da produção de perfis anodizados, chapas e folhas de alumínio nesta unidade.

    Além da unidade fabril em Tubarão, a Alcoa possui um centro administrativo, participação acionária em duas usinas hidroelétricas (Machadinho e Barra Grande), investimentos no projeto de construção da usina de Pai Querê e participação em Estreito (MA/TO) e Serra do Facão (GO).

    Dada à sua produção verticalizada, crescente demanda interna e estabilidade econômica, a empresa espera que a demanda aquecida de alguns setores como construção civil, automotivo, industrial e embalagens permita maior margem de lucros em seus negócios.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A empresa inglesa Rexam anunciou a construção de uma nova unidade industrial em Belém (PA) que terá capacidade anual de 1,2 bilhão de unidades de latas de alumínio, com previsão de início para a metade de 2012, sem divulgação do valor do investimento.

    A Rexam representa 60% do mercado brasileiro de latas para cervejas (11 fábricas), refrigerantes e sucos. A empresa optou por Belém para a construção da fábrica por conta do fator logística e pela previsão de crescimento de demanda por latas dada a maior da renda dos consumidores nesta região.

    Além disto, a empresa investe no norte do país como uma estratégia de negócio dada à sua concorrente estar localizada na mesma região e por apresentar as maiores taxas de crescimento do país.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    Na primeira semana de março, a Vale anuncia a venda de seus ativos de alumínio para a Norsk Hydro,  que transfere ao grupo 51% da produtora de alumínio Albras; 57% da Alunorte (alumina) e 61% da Companhia de Alumina do Pará (CAP) - em fase de desenvolvimento; além da dívida de US$ 655 milhões. Da mesma forma, vendeu 60% do capital da Paragominas pelo montante de US$ 578 milhões e os 40% restantes serão vendidos em duas parcelas de US$ 200 milhões, em 2013 e 2015. A Vale por sua vez, reteve 22% das ações em circulação da Norsk Hydro, com a condição de não serem vendidas por dois anos e sem permissão de elevar sua participação na Hydro.

    A substituição do percentual da Vale por outra empresa somada à falta de investimentos em novas unidades de produção de alumínio primário, inquieta a indústria de alumínio brasileira, pois a empresa norueguesa não sana o gargalo deste setor. Por outro lado, os ativos da Vale e da Hydro permitem o surgimento de uma companhia extremamente competitiva na produção integrada de alumínio, pois contará com reservas de bauxita e alumina aliadas ao conhecimento tecnológico já adquirido.

    Para o principal impasse da indústria de alumínio, o custo de energia, a Abal tem negociado com o governo para que seja acionado algum suporte, incentivando a redução do preço do insumo nos contratos de longo prazo, alavancando os investimentos no setor e formas de proteção contra a concorrência dos transformados chineses.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A Crown Embalagens, anunciou um investimento  no valor de R$ 180 milhões destinado à construção de uma nova fábrica de latas de alumínio na região metropolitana de Belém, no estado do Pará. Nesta serão produzidas latas para cervejas, refrigerantes e sucos.

    Com o aporte serão produzidas mais de 1 bilhão de latas por ano, com o objetivo de que a produção seja duplicada em 24 meses. A nova fábrica será abastecida de tampinhas para as latas pela unidade produtiva de São Paulo e Sergipe.

    A escolha pelo Pará se deu em virtude do fato de que o Estado atende aos requisitos logísticos necessários para a implantação da nova fábrica. O interesse se dá em decorrência da região Norte ter a necessidade de um fornecedor local de latas de alumínio próximo aos clientes além do desenvolvimento observado nesta região do país.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    A Novelis, importante fabricante de alumínio, busca novas alternativas no suprimento de matéria prima. Tal estrátegia passa pela atuação no varejo, sendo que, até então, a concentração de suas atividades estava no atacado. Esta nova iniciativa contará com inúmeros coletores de latas que serão responsáveis por repassarem as mesmas para as cooperativas e pequenos sucateiros. O dispendio com esta iniciativa esta orçado em US$ 4 milhões.

    Além deste investimento, haverá outros US$ 15 milhões destinados à instalação de um novo forno e instalações em Pindamonhangaba (SP), elevando a capacidade de reciclagem de 150 mil para 200 mil toneladas ao ano. O novo forno já se encontra em operação, além disso, serão  instalados seis centros de coleta: um em Florianópolis (SC), três em Presidente Prudente, um no Vale do Paraíba, outro na capital paulista, dois em Salvador (BA) e um em Recife (PE).

    Com esta empreitada, a companhia se previne do risco da importação de alumínio, isto é,  o setor brasileiro de alumínio carente de investimentos, não tem suportado o aumento contínuo do consumo dos produtos do segmento. Além disso, aliado ao alto custo da energia elétrica usada no processo produtivo existe a desvantagem cambial, o produto brasileiro perde competitividade, gerando prejuízos ao setor.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    O patamar da taxa de câmbio vem trazendo perda de competitividade para a indústria nacional, inclusive o setor de alumínio que perde mais uma companhia. No dia 06 de dezembro, a Novelis, anunciou o encerramento de suas operações devido à forte pressão da já citada taxa de câmbio e também do elevado preço da energia cuja tarifa para o consumo industrial, até setembro de 2010, cresceu 3,7% sobre a média cobrada durante todo o ano de 2009.

    A interrupção das atividades da Novelis, somada ao fechamento, no ano de 2008, da Valesul, significa uma perda de produção da ordem de 10% do total produzido em 2008. Atualmente a produção de alumínio primário se encontra estável em 1,2 milhão de toneladas até o mês de outubro de 2010, entretanto, esse valor é 30% menor que o produzido no ano de 2008, o que indica um significativo movimento de contração na indústria brasileira do alumínio.

    Com a queda nos preços do alumínio que se evidenciou durante a crise econômica de meados de 2008, a indústria foi submetida à uma elevação da estrutura de custos que minorou sua competitividade. Com as receitas cotadas no mercado externo, em Dólares, e os custos cotados internamente, observou-se um descolamento entre ambos dada a rigidez das despesas e sua tendência perene de crescimento, sobretudo no tocante aos custos de mão de obra e aluguéis, fazendo com que a produção se restringisse ano à ano. O encerramento das atividades da Novelis é mais um passo na degradação do setor podendo tornar o Brasil um importador de alumínio a partir de 2012.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

       A Alcoa, líder mundial na produção de alumínio primário, transformado e alumina, anunciou investimentos de R$ 3,2 milhões na unidade de Itapissuma no Grande Recife (PE). O objetivo é a expansão de 67% da produção de perfis com acabamento anodizado (revestimento protetor/decorativo utilizado na construção civil). A produção busca abastecer as regiões Norte e Nordeste do país (demandadas por obras de infraestrutura).

    O montante será destinado à aquisição de novos equipamentos, proporcionando maior qualidade e aumento da produção. O aporte vem ao encontro das necessidades de expansão do setor, uma vez que a perspectiva de demanda destes produtos é crescente, pois as principais indústrias demandantes estão em crescimento, quais sejam, transporte, máquinas e equipamentos, elétrico, bens de consumo e construção civil.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A Novelis, líder em laminados de alumínio e reciclagem de latas de bebidas, anunciou no dia 28 de maio, um investimento de US$ 300 milhões no Brasil que será utilizado para ampliar sua produção em Pindamonhangaba (SP) e será concluída em 2012. O objetivo é atender o mercado nacional e a demanda crescente de chapas de alumínio para o mercado de embalagens. A produção de chapas é destinada 70% ao mercado de latas de bebidas e os 30% é consumido pela indústria automobilística e pelo setor de linha branca.

    A empresa comunicou outro investimento, no valor de US$ 15 milhões, destinados à ampliação da capacidade de reciclagem de latas de alumínio em mais 50 mil toneladas por ano. Dessa forma, a fábrica do Vale do Paraíba reciclará 200 mil toneladas.

    A indústria do setor de alumínio tem realizado investimentos para assegurar e suportar o aumento do consumo do alumínio nos próximos anos, não perdendo competitividade para o mercado internacional.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A Companhia Brasileira de Metais (CBA) anunciou um investimento de R$ 200 milhões na aquisição de duas prensas de extrusão de 2,5 mil toneladas, que se refere à tecnologia de anodização colorida que estará disponível no terceiro trimestre deste ano. Este é um investimento estratégico, assim como a refinaria de alumínio em Barcarena (PA), onde a Vale e a Hydro aplicarão US$ 2,2 bilhões e a segunda fase do projeto Juruti, da Alcoa (PA), com investimentos US$ 300 milhões, que proporcionarão vantagens competitivas no segmento de construção civil e industrial.

    A capacidade da indústria de alumínio não possui indícios de crescimento para curto e médio prazos e caso isso se mantenha o Brasil necessitará importar alumínio, pois, além da contínua demanda pelos produtos desse segmento, o alto custo da energia elétrica faz com que o produto nacional perca competitividade quando comparado com o internacional. Além disso, a indústria brasileira enfrenta os desafios burocráticos, deficiências da política ambiental e a carga tributária como um fator de desestímulo ao investimento no aumento da capacidade de produção do setor.

    Com a indústria nacional de alumínio, puxada pelo crescimento da demanda interna e sob o receio de que o país importe alumínio primário, o setor passará a investir em inovação tecnológicas, em seu parque fabril e no desenvolvimento de novos produtos para atender a demanda crescente do metal em diferentes áreas. 


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro

    A holding de metais do grupo Votorantim vai investir R$ 400 milhões para expandir os produtos transformados de alumínio. O investimento visa a instalação de duas novas prensas de extrusão na unidade operada pela Cia. Brasileira de alumínio (CBA), aumentando a produção mensal em 2 mil toneladas.

    O objetivo primordial do grupo é atender ao crescimento da demanda no mercado interno por alumínio, níquel e zinco, pois, a economia internacional ainda apresenta instabilidade por conta da crise de 2008. Entretanto o grupo estipulou um acréscimo sobre os preços fazendo com que o alumínio ficasse em US$ 2 mil/ton, 20% acima da cotação de 2009; o zinco terá alta de 30% ao passo em que o níquel ficará estacionado em US$ 17 mil/ton. Apesar da alta, os preços ainda são bem inferiores à média observada nos anos de 2006 à 2008.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Alcoa, uma das maiores empresas do ramo de alumínio, anunciou um plano de demissão de cerca de 13.500 funcionários em 2009. A decisão foi devido à intensificação da crise financeira internacional em meados de set/08, causando incertezas e com perspectiva de queda na produção de alumínio. O resultado esperado acompanha a previsão do FMI de arrefecimento do PIB Mundial para 2008 e 2009. Os investimentos do setor deverão ser menores, resultando num valor de US$ 1,8 bilhão. A empresa localizada no Brasil poderá receber investimento de US$ 750 milhões. O objetivo do montante será de concluir os projetos de expansão da empresa tanto da refinaria de São Luís (MA), assim como da mina de bauxita de Juriti (PA), com previsão de término em meados de 2009.
    O ranking das empresas de alumínio e artefatos no Brasil em 2007, demonstrou que a Alcoa, localizada em Minas Gerais, registrou a maior receita líquida entre todas as empresas dos setor, representando cerca de 23,4% do faturamento total e expansão de 25,8% ante 2006. No mês de nov/08, último dado publicado pela Abal ( Associação Brasileira do Alumínio), a Alcoa reduziu sua produção ante o mês anterior, mas no acumulado até o penúltimo mês do ano ampliou cerca de 1,6% sobre o mesmo período de 2007. Pela análise da última projeção da Abal, a produção total poderá ser de 1.657 mil toneladas de alumínio primário, crescimento de apenas 0,1% ante o ano anterior.