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  • agricultura, agrícola, economia, macroeconomia, agronomia, rural,  empresas do segmento agrícola, empresas do segmento agricultura
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2020
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Na semana passada, EUA e China assinaram a primeira fase do tão esperado acordo comercial, em que o país asiático se comprometeu a comprar mais de US$ 200 bilhões de produtos norte-americanos (manufaturados, agrícolas, energia e serviços). O objetivo de Donald Trump é reduzir o expressivo déficit comercial com aquele país que, em 2018, atingiu US$ 420 bilhões. A demora na resolução do conflito tem aumentado a percepção de risco global, o que também tem produzido uma alta do dólar e uma menor expectativa de crescimento.

    O acordo ainda prevê mecanismos de proteção intelectual para resolução de patentes, redução de barreiras da China a serviços financeiros e o país asiático deverá permitir que empresas dos EUA participem da oferta de produtos destinados a seguro de vida, saúde e aposentadoria. Em contrapartida, Trump  cancelou, ainda em dezembro, tarifas programadas sobre celulares, laptops e brinquedos chineses, além de reduzir para 7,5% a tarifa de outros US$ 120 bilhões em produtos daquele país. 

    No que diz respeito ao Brasil, o sinal de alerta está aceso. Como parte do acordo entre os dois gigantes globais, barreiras comerciais para produtos agrícolas devem ser aliviadas na China, fazendo os EUA aumentarem sua participação neste segmento, exatamente onde o Brasil tem vantagens competitivas, além de ter transformado sua pauta comercial nas últimas décadas em uma pauta fortemente agrícola. Em 2019, pela primeira vez numa série histórica que tem quatro décadas, os produtos básicos tiveram maior participação nas exportações, com destaque para a soja, principal produto da agricultura brasileira cujo maior cliente, a China, é responsável por cerca de 75% da receita de vendas.

    Em contrapartida, com os EUA vendendo mais à China, é possível que se abram mais mercados para o Brasil, o que, por sua vez, também pode contribuir para redução da dependência em relação aquele país. Soma-se a isso, o cenário positivo que deve se seguir para a pecuária, com resultado positivo em 2019 puxado pela demanda chinesa e com boas perspectivas para este ano.  Portanto, ainda é cedo para pessimismo, mas deve-se acender o alerta com aumento da concorrência que virá, obrigando saídas diversificadas.

    Especialista do Setor Marcos Henrique