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  • agricultura, agrícola, economia, macroeconomia, agronomia, rural,  empresas do segmento agrícola, empresas do segmento agricultura
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2026
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Larissa Curvelo

    O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, capaz de alterar os padrões de temperatura e precipitação em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil. Para a safra 2026/27, há expectativa de retorno do fenômeno, o que pode trazer impactos relevantes para a agricultura brasileira.

    Na região Sul, as culturas de inverno estão entre as mais vulneráveis. O aumento da frequência de chuvas e da umidade favorece a incidência de doenças fúngicas, como a giberela, que compromete a produtividade e a qualidade de trigo, cevada, aveia e centeio. O excesso de precipitações também dificulta o tráfego de máquinas, atrasando aplicações de defensivos, tratos culturais, colheita e operações logísticas. Além disso, as culturas perenes como café e cana-de-açúcar podem sofrer impactos decorrentes de um inverno mais úmido.

    No Norte e Nordeste, o El Niño costuma provocar redução das chuvas e períodos mais prolongados de estiagem, elevando os riscos para culturas como soja, milho e feijão, principalmente durante a semeadura e a fase inicial das lavouras. A pecuária também pode ser afetada pela diminuição da disponibilidade de água para os animais e pela redução da oferta de pastagens. Nesse contexto, a irrigação ganha mais relevância para mitigar perdas, junto com outras tecnologias.

    Para mitigar os efeitos dos eventos climáticos extremos, instituições públicas vêm ampliando sistemas de monitoramento e prevenção. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desenvolveu a plataforma Singed Lab Desastres para apoiar gestores públicos e privados no enfrentamento de enchentes e outros eventos climáticos adversos. Enquanto, órgãos meteorológicos e de pesquisa agrícola intensificam a emissão de alertas e recomendações técnicas.

    O cenário exige atenção adicional dos produtores diante de desafios climáticos, mas também de custos elevados de produção, crédito rural mais caro, volatilidade dos preços dos fertilizantes e gargalos logísticos. Fatores que continuam pressionando a rentabilidade e limitando novos investimentos no setor de agropecuário.

    Analista Responsável Larissa Curvelo