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    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O Brasil vem obtendo safras recordes que se superam nos últimos anos e para a atual, 2020/21, não será diferente. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo IBGE no final de março, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2021 alcançou mais um recorde, devendo totalizar 264,9 milhões de toneladas, 4,2% (10,7 milhões de toneladas) acima da obtida em 2020 (254,1 milhões de toneladas). A produção total deverá se estender por uma área de 67,7 milhões de hectares, o que representa um acréscimo de 3,5% em comparação à safra anterior (2019/20).

    Conforme destacado pela pesquisa, arroz, milho e soja, são os três principais produtos deste grupo, representam, somados, 92,9% da estimativa da produção e ocupam 87,9% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção bateu um novo recorde: 131,8 milhões de toneladas, com alta de 8,5% frente a 2020. No ano passado, como resultado da pandemia, a pressão de demanda externa por alimentos produziu súbito aumento dos preços destas commodities aqui destacadas, afetando diretamente a cesta básica dos consumidores. Com a retomada parcial da atividade econômica, ao menos no exterior, associada à maior oferta de grãos, os preços deverão apresentar alguma acomodação internamente, a despeito do câmbio que seguirá desvalorizado.

    No que diz respeito às regiões do país que continuam dando maior contribuição, o Mato Grosso lidera, com uma participação de 27,2%, seguido pelo Paraná (15,8%), Rio Grande do Sul (13,3%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (6,4%), que, somados, representaram 80,7% do total nacional. Enquanto a região Centro-Oeste é responsável, em boa medida, pela produção de soja e pecuária, o Sul concentra a maior parte da produção de arroz e o Sudeste se destaca pela cana-de-açúcar e café. A distribuição regional das diferentes culturas reforça a capacidade do Brasil como produtor de alimentos com capacidade de atender a demanda interna e externa.

    Desta forma, torna-se evidente que, a despeito dos efeitos deletérios da pandemia sobre a indústria, comércio e serviços, a agropecuária continua sendo a tábua de salvação da economia brasileira, impedindo que os resultados negativos se aprofundem ainda mais.
     
    Analista responsável Marcos Henrique