Novo no site?


Login


Esqueceu a Senha? (X)

Recuperar Senha


(X)

Digite sua nova senha


(X)

Já tem uma conta?


Inscreva-se


(X)
Farooq


BLOG LAFIS

Home Blog
  • agricultura, agrícola, economia, macroeconomia, agronomia, rural,  empresas do segmento agrícola, empresas do segmento agricultura
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A trégua na disputa comercial entre China e EUA, que deveria ser encerrada nesta sexta-feira (01/03), irá se estender. De acordo com agências de notícias internacionais, os chineses ofereceram comprar US$ 30 bilhões a mais em produtos agrícolas dos EUA. Nesse bloco estão incluídos gêneros que vão da soja - principal produto de exportação brasileira – à carne, o que tem deixado preocupado todo setor agropecuário nacional, inclusive a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que já alertou o presidente Jair Bolsonaro.

    Após alta de 33% na receita derivada de exportações de soja em 2017, o ano passado foi marcado por mais uma alta expressiva, de 29%. Em 2018, o Brasil exportou um total de US$33,3 bilhões de soja em grão, sendo a China, sozinha, responsável por aquisição de 82,4% desse volume. A UE, que ocupa o segundo lugar, foi responsável por 6%. Todo o complexo de soja (grão, farelo e óleo) foi responsável por uma receita de US$ 41,0 bilhões, equivalente a 17% do volume total exportado pelo País em 2018.

    Nesse sentido, é possível compreender a preocupação tanto do governo quanto das associações como, por exemplo, a Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), que estimam perdas para o setor ao redor de US$ 5,5 bilhões. A diplomacia brasileira, que até o momento não tem se mostrado muito hábil, terá de redobrar esforços para garantir mercados, sobretudo no que tange a um setor tão importante para o País, seja na produção ou até mesmo como sustentação política dentro do Congresso Nacional.

    Especialista do Setor  Marcos Henrique

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2018
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A CONAB divulgou, no último dia 11, o terceiro levantamento para safra de grãos. No documento, a companhia informa que a safra esperada para 2018/19 deverá ser recorde, atingindo cerca de 238,4 milhões de toneladas. A safra anterior (2016/17) que também era estimada a safra recorde em 238,7 milhões de toneladas, acabou fechando o período em 237,6 milhões de toneladas. Entre as principais causas, destacam-se as condições climáticas que têm sido favoráveis a diversas culturas.

    Principal grão, a soja, com forte concentração na região Centro-Oeste, deve atingir 120,1 milhões de toneladas, 1,8% acima da safra passada. A melhora constante na produtividade, associada à expansão da área destina ao produto e a disputa comercial entre China e EUA, a despeito da trégua recente, têm sido fatores estimulantes ao produtor brasileiro. Já o milho, segundo maior grão em termos de importância, deve atingir 91,1 milhões de toneladas, tendo expansão de 0,8% na área plantada.

    Outra cultura relevante que vem demonstrando destaque neste ano é o algodão. Com alta de 17,8% sobre o período anterior, o produto deve atingir 2,4 milhões de toneladas de pluma, estimulado pelas cotações interna e externa. O café, por sua vez, importante e tradicional cultura nacional, vem apresentando resultados positivos em termos de produtividade e exportações, embora esteja em ciclo de bienalidade negativa.

    Especialista do Setor Marcos Henrique.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2018
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Em comunicado recente, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), estimam quedas para Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio Brasileiro em 0,62% em abril de 2018 e em 1,73% no acumulado entre janeiro e abril deste ano. Os cálculos consideraram quedas de 5,9% no segmento primário e 1,37% em agrosserviços no mesmo período acumulado. Já nos segmentos industrial e de insumos, estimam alta de 0,79% e 0,77%, respectivamente.

    Dois movimentos contribuíram para o resultado negativo. Por um lado, os baixos preços agrícolas atuam sobre o resultado do setor primário (dentro da porteira), em grande medida, derivados da alta produção de 2017 que estendeu seus efeitos pelos primeiros meses deste ano. Por outro lado, no setor pecuário, que de acordo com a Cepea/Esalq tem experimentado quedas mais intensas (2,4% em abril e 4,7% no quadrimestre), sofre impactos internos e externos. 

    Internamente, a demanda ainda é baixa, tendo em vista a alta taxa de desemprego; externamente, as restrições impostas pela Rússia à carne brasileira e pela UE às aves são componentes que contribuem ainda mais para dificultar a retomada do setor. Neste sentido, o documento se encerra com projeção de crescimento do PIB agro agregado de 3,42% em termos nominais, consideravelmente abaixo dos 13% de 2017.

    Especialista do Setor Marcos Henrique.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2018
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O banco de desenvolvimento anunciou recentemente disponibilidade de R$ 20,4 bilhões para investimentos na safra agrícola de 2018/19. O recurso é equivalente a 50% do valor direcionado ao setor e, além disso, anunciou cerca de R$ 100 milhões para despesas de custeio.

    O Plano Safra divulgado pelo governo em junho, compreende soma de R$ 194,37 bilhões e pode ser acessado entre 1º de julho de 2018 e 30 de junho de 2019. De acordo com o governo, cerca de R$ 151,1 bilhões vão para o crédito de custeio, sendo R$ 118,8 bilhões com juros controlados e R$ 32,3 bilhões com juros livres. O crédito para investimentos ficou em R$ 40 bilhões. Neste sentido, o crédito adicional do BNDES vem complementar as necessidades crescentes de investimento do setor, fortemente mecanizado e dependente de tecnologia.

    O Banco também participará do Plano Safra da Agricultura Familiar 2018/19 com R$ 3,34 bilhões. Os recursos são voltados para investimento e custeio. Fonte importante de produção de alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, a agricultura familiar aguarda recursos para dar continuidade à produção crescente. Assim, o apoio dado pelo BNDES tende a fomentar ainda mais a produção do setor e garantir recursos para financiamento das pequenas propriedades. 

    Especialista do Setor  Marcos Henrique.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2018
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O USDA divulgado hoje (29/03) traz as perspectivas de produção dos agricultores norte-americanos, com destaque especial para as colheitas mais importantes – soja, milho e trigo. De acordo com o relatório, as áreas plantadas como milho e soja para a safra 2018/19 devem ser menores em relação ao ciclo anterior. A estimativa para a soja é de que a área atinja 36 milhões de hectares, sendo que na temporada 2017/18 foi de 36,5 milhões; quanto ao milho, espera-se uma queda para 35,6 milhões de hectares, vindo de uma safra de 36,2 milhões. Entre as possíveis razões para a queda, de acordo com especialistas, está o fato de o setor atingir o menor nível de renda este ano em mais de uma década.

    A menor produção nos EUA afetará na queda da oferta global, o que produzirá alta nos preços que, por sua vez, tende a beneficiar o produtor brasileiro, um dos mais importantes do mundo. O aumento na produção de soja estimado pela Conab em 3,4% para 113 milhões de toneladas em 2018/19 reflete, em partes, as condições climáticas favoráveis, mas a contribuição via preço também pode ser positiva. Já o milho brasileiro deverá sofrer retração de 17,5% na primeira safra e 7,8% na segunda, resultado da queda na área plantada.

    Nesses termos, em que pese uma previsão de queda para produção total de grãos no Brasil da ordem de 4,9% em 2017/18, é preciso lembrar que o país acabou de vir de uma safra recorde na história, o que mantem a produção em patamar elevado.

    Especialista do Setor Marcos Henrique.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2018
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O USDA divulgado hoje (29/03) traz as perspectivas de produção dos agricultores norte-americanos, com destaque especial para as colheitas mais importantes – soja, milho e trigo. De acordo com o relatório, as áreas plantadas como milho e soja para a safra 2018/19 devem ser menores em relação ao ciclo anterior. A estimativa para a soja é de que a área atinja 36 milhões de hectares, sendo que na temporada 2017/18 foi de 36,5 milhões; quanto ao milho, espera-se uma queda para 35,6 milhões de hectares, vindo de uma safra de 36,2 milhões. Entre as possíveis razões para a queda, de acordo com especialistas, está o fato de o setor atingir o menor nível de renda este ano em mais de uma década.

    A menor produção nos EUA afetará na queda da oferta global, o que produzirá alta nos preços que, por sua vez, tende a beneficiar o produtor brasileiro, um dos mais importantes do mundo. O aumento na produção de soja estimado pela Conab em 3,4% para 113 milhões de toneladas em 2018/19 reflete, em partes, as condições climáticas favoráveis, mas a contribuição via preço também pode ser positiva. Já o milho brasileiro deverá sofrer retração de 17,5% na primeira safra e 7,8% na segunda, resultado da queda na área plantada.

    Nesses termos, em que pese uma previsão de queda para produção total de grãos no Brasil da ordem de 4,9% em 2017/18, é preciso lembrar que o país acabou de vir de uma safra recorde na história, o que mantem a produção em patamar elevado.

    Especialista do Setor  Marcos Henrique.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2017
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem, 10 de outubro, o primeiro levantamento da safra 2017/18. A estimativa de intenção de plantio para a próxima safra de grãos é resultado de pesquisa feita pela Conab nos principais centros produtores de grãos do país, entre 24 e 29 de setembro e aponta uma redução na produção.

    De acordo com a Conab, a produção de grãos da safra 2017/18 será entre 224,1 a 228,2 milhões de toneladas e sofrerá, portanto, uma queda entre 6 e 4,3% com relação à safra 2016/17, que teve resultado recorde ao produzir 238,5 milhões de toneladas. Esta supersafra foi resultado de condições climáticas altamente favoráveis à produção de grãos e que dificilmente se repetirão. Portanto, a queda da produção é, além de esperada pelos players do setor agrícola, compreensível.

    A área plantada deve ser mantida, ou sofrer elevação de até 1,8% frente à safra 2016/17, o que significa que a queda na produção será consequência da redução da produtividade média para quase todas as culturas.

    Entre as culturas, o relatório destaca o aumento da área plantada para soja, tanto pela maior liquidez que esta vem oferecendo aos produtores, como pela sua possibilidade de maior rentabilidade, dada a recuperação dos preços internacionais observada em 2017. A Lafis projeta leve acréscimo para a produção de soja em 2018, cerca de 1,3%, e o desempenho do setor continuará em alta, com crescimento das exportações brasileiras e faturamento nominal de 7,9% em relação a 2017. De acordo com a Conab, a produção de soja e milho deverão corresponder à 89% do total da produção agrícola na próxima safra.

    Por fim, entre os impactos de uma redução significativa da produção na safra agrícola de 2017/18 está o aumento do preço dos grãos, que consequentemente elevará o faturamento do setor, que pode beneficiar-se ainda mais caso o câmbio se mantenha desvalorizado. A Lafis apresenta uma perspectiva mais neutra para a produção total de grãos em 2018, com perspectivas de estabilidade na produção, e um aumento do faturamento do setor de aproximadamente 2,0%. 

    Especialista do Setor: Beatriz Araujo.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2017
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O IBGE realizou o seu Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referente ao ano de 2017, o que veio a confirmar a expectativa de crescimento da produção de grãos projetada pela Lafis e pelo mercado.

    O crescimento deverá girar em torno 16,1%, atingindo 213 milhões de toneladas. Esse crescimento só será possível devido ao avanço nos preços de commodities como a Soja e Milho e a melhora das questões climáticas, que acabaram prejudicando a produção em 2016. Confirmando esse número, será o recorde de produção na agricultura brasileira, o que deverá impulsionar o faturamento e os ganhos de produtividade do setor.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2016
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O PIB registrou queda de 2% no segundo trimestre de 2016 na comparação com o trimestre anterior, sendo que o esperado pela Lafis era um crescimento de 0,2%. Essa queda só mostra a extensão que os problemas climáticos trouxeram para a agricultura brasileira. 

    No começo de janeiro a expectativa era de que a safra de grãos apresentasse um resultado recorde em comparação com 2015, muito devido aos aumentos na produção de soja e uma queda menos intensa na 1ª safra de milho – mas que seria compensada pelo aumento na produção da 2ª safra. 

    No entanto, com o excesso de chuvas em janeiro/fevereiro na região Centro-Oeste a colheita de soja ficou prejudicada, com milhares de hectares perdendo a qualidade, o que ocasionou a queda na produção. No caso da 2ª safra do milho, com o tempo seco de abril adiante o desenvolvimento da cultura ficou prejudicado, o que também derrubou a produção. Como ambas as culturas, juntamente com o arroz, correspondem a mais de 80% da área plantada no Brasil, o PIB agrícola acabou sendo afetado. 

    O esperado é que o impacto desta quebra continue impactando o PIB até  o final de 2016, tendo em vista que a única cultura que deverá apresentar impactos positivos é o trigo, mas que apresenta pouca expressão na produção geral de grãos. Assim, com esta queda no PIB, estima-se que o faturamento do setor de grãos seja ainda mais impactado que o esperado em junho, principalmente por que a 2ª safra de milho já está sendo confirmada como inferior ao esperado anteriormente.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2016
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A produção de trigo e milho tiveram a sua projeção reduzida para 2016 nesta semana, de acordo com a secretária de agricultura paranaense, o que deve  afetar substancialmente a produção geral de grãos no estado.

    A queda é reflexo de um problema que vem afetando as principais regiões produtoras de grãos do país, o clima seco. A produção de milho em questão é referente a 2ª safra do ano, que já havia sido afetada em julho/junho. Para trigo é a primeira grande revisão negativa do ano, já que era esperada uma produção maior. Mas ainda assim a produção de trigo deverá ser 1% acima do observado em 2015.

    Assim, um dos maiores produtores agrícolas do País, o Paraná, deverá sofrer com queda da produção de milho e trigo, o que deverá impactar consideravelmente o faturamento dos setores de agricultura geral e trigo em 2016.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2016
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    No ano de 2015 o Brasil vivenciou um período de fortes chuvas na região Centro-Sul, dado o fenômeno do El Niño, o que acabou trazendo alívio para as culturas da região e para o abastecimento de água. Já na região Norte/Nordeste o fenômeno trouxe forte seca, piorando a situação hidrica das regiões. No entanto, com a La Niña é esperado que a situação se inverta em 2016, já que o fenômeno já se mostra como inevitável para este ano.

    É esperado que ocorram secas na região Centro-Sul e fortes chuvas no Norte-Nordeste, o que deve prejudicar o desenvolvimento de algumas culturas, como soja, trigo e milho no Centro-Sul. Já na região Nordeste/Norte a forte chuva deve ajudar na colheita de Cana-de-Açúcar, mas deve prejudicar as culturas mais regionais.

    Assim, o fenômeno deverá impactar negativamente a Agricultura em todo país, tendo em vista que este é o período em que diversas culturas estarão em desenvolvimento (Crescimento dos grãos), como a soja e milho. 

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2016
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Após a redução na produção da primeira safra de milho em 2015, os preços do grão cresceram internamente, incentivando a ampliação da produção na segunda safra. No entanto, com a falta de chuvas observada em abril deste ano, é esperado que a produção de milho na segunda safra seja bem menor que o esperado.

    Regiões do Centro-Sul estão sofrendo com a escassez de chuvas observadas ao longo do mês de abril, sendo que a projeção é que a escassez continue acontecendo no mês de maio, sendo agravada pela queda na temperatura.

    Assim, apesar da melhora dos preços, que incentivou o aumento do plantio, o clima deverá prejudicar consideravelmente a produção da segunda maior cultura de grãos do Brasil, o que deverá reduzir o faturamento do setor de Agricultura Geral, podendo, inclusive, levar a oferta de grãos geral a cair, após quase uma década de crescimento seguido.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino Theodoro

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O Brasil conta com uma das maiores produções de grãos do planeta, sendo que em algumas culturas o país figura como um dos maiores produtores. No entanto, segundo o IBGE, é esperado uma queda na safra de grãos para 2016, mesmo com o grande aumento de produtividade alcançado nesta década.

    O setor com maior produção de grãos de país, a soja, deverá apresentar novo crescimento. Porém, a produção brasileira de grãos é, majoritariamente, composta de soja, arroz e milho, sendo que os dois últimos podem, de acordo com o IBGE, apresentar queda na produção de 2016. O caso mais relevante é o milho, que deverá apresentar queda na área plantada devido a dois anos seguidos de queda nos preços do milho. A queda na produção de milho já ocorre  a mais de três anos, dado a queda nos preços do milho e a forte demanda externa por soja.

    Assim, apesar do crescimento da safra da soja, as quedas expressivas na produção do milho e de arroz, ainda que em intensidade menor, deverão impactar negativamente a safra agrícola em 2016. Os impactos serão sentidos no faturamento do setor em geral e no PIB agrícola em 2016.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O governo federal anunciou nesta segunda-feira (22) a liberação de R$ 28,9 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2015-2016. O anúncio ocorreu em uma cerimônia no Palácio do Planalto.

    A quantidade disponibilizada é considerada como fundamental para uma prática que gera boa parte dos ganhos no setor de agricultura. O valor é superior ao estabelecido no ano passado, o crescimento dos recursos disponíveis foi de 2%.

    O pacote do Plano Safra da agricultura familiar foi bem recebido pelos produtores, bem como o Plano Safra normal, já que com o momento de dificuldades fiscais do governo o setor esperava que os recursos fossem ser reduzidos, o que poderia afetar o faturamento do setor. 


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A  Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep) realizou um levantamento alarmante onde evidencia-se que somente 13,8% da área para cultivo no Brasil possui seguro rural, algo em torno de 9,6 milhões de hectares de área com seguro, do total de 69,2 milhões de hectares de área para plantio.

    O seguro rural no Brasil é auxiliado pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), do Ministério da Agricultura. O programa prevê uma ajuda financeira para reduzir os custos da contratação do seguro com as seguradoras credenciadas pelo ministério.

    A falta de contratação de seguro rural no Brasil só reflete a vulnerabilidade do setor, que devido a problemas crônicos como esse, passa sempre por fortes ciclos de crises que poderiam ser evitadas. Em países como os Estados Unidos a taxa de acesso ao seguro rural ultrapassa 80%, o que acaba minimizando as perdas no faturamento para diversos setores da agropecuária norte-americana.

    Analista do Setor de Soja: Ricardo Quirino Theodoro

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2013
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou investimentos de R$ 500 milhões até 2015 na construção e reforma de silos, visando ampliar a estrutura e a capacidade de armazenamento público. Espera-se que o investimento leve a uma expansão em cerca de 43% da capacidade de estocagem, saindo dos atuais 1,96 milhão para cerca de 2,81 milhões de toneladas.

    O montante será direcionado à construção de 10 novas unidades e reforma de outras 80. A determinação, feita pela própria presidente, Dilma Roussef, é aumentar a capacidade estatal em regiões-chave do ponto de vista logístico, visando acelerar o escoamento da produção agrícola no território nacional. As reformas devem ampliar em 34 mil toneladas a capacidade de armazenamento dos Estados do Nordeste. Tal investimento visa complementar o Plano Safra 2013/14, que disponibilizou R$ 5 bilhões para o financiamento da construção de silos privados.

    Essa decisão ocorre diante dos problemas gritantes de armazenamento e logística apresentados na última safra. De fato, a baixa capacidade de armazenagem acentuou as deficiências logísticas e reduziu consideravelmente a rentabilidade da supersafra de 2013. Além disso, foi constrangedor o abastecimento insatisfatório dos estados do Nordeste durante a seca no início do ano, por falta de estrutura para acomodar os produtos. 

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2013
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Será construída uma ferrovia que irá ligar o município de Maracaju (MS) ao município da Lapa (PR), percorrendo uma extensão de mais de mil quilômetros. Pertencente ao Programa de Investimentos em Logística (PIL), o empreendimento demandará cerca de R$ 9 bilhões em investimentoss

    Tal ferrovia trará grande ganho logística para a Região Centro-Sul, maior produtora de soja do país, ligando-a  ao Porto de Paranaguá (PR), fazendo conexão com a Ferrovia Norte-Sul (FNS) e com a Hidrovia Tietê-Paraná, além de trazer grande impulso ao desenvolvimento tanto para o Paraguai, para o Paraná, quanto para o Mato Grosso do Sul.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2013
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A Valor da Logística Integrada (VLI),  empresa pertencente ao Grupo Vale responsável pela execução do conceito de logística integrada formado por mina, ferrovia e porto, anunciou que irá investir, entre 2013 e 2017, cerca de  R$ 9 bilhões em portos e ferrovias, além da construção de três armazéns.

    O plano é adaptar e expandir o conceito de logística integrada para o transporte de carga geral e não mais exclusivamente para a exploração de minério de ferro. Com isso, a Vale espera ampliar seus negócios em transporte de grãos, especialmente a soja.  

    Tal estratégia da Vale deverá se refletir favoravelmente nos custos do setor agrícola nos próximos anos ao facilitar o escoamento dos produtos. Atualmente, os preços dos fretes tem sido pressionados pela demanda gerada pela safra recorde de grãos e pelo reajuste dos preços do diesel, chegando a atingir alta de 60%, em algumas regiões. De fato, as deficiências na logística e transporte e armazenamento tem provocado perdas que chegaram a R$ 1 bilhão de janeiro a maio de 2013, segundo estimativas do Imea-MT. 

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O Plano Agrícola e Pecuário, anunciado em fins de junho pelo Governo Federal apresentou importantes novidades para o agronegócio brasileiro. Com expansão nominal de recursos da ordem de 7,5% com relação ao anterior (totalizando R$ 115,2 bilhões) e com redução média de 18,5% na taxa de juros, o programa é exaltado pelo Governo como o maior da história até o momento.

    Do montante total disponível, a maior parte dos recursos serão destinados ao financiamento de custeio e de programas de comercialização (R$ 86,9 bilhões), significando uma expansão de recursos da ordem de 8,3% ante a safra anterior. Deste total, cerca de 81,2% serão financiados com juros controlados, elevação desta modalidade de aproximadamente 10% na mesma base de comparação.

    Já os valores disponíveis para investimento apresentaram expansão mais módica perante os aumentos com custeio e comercialização e totalizaram R$ 28,3 bilhões (expansão de 4,8% ante a safra anterior). Nesta modalidade, a participação dos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentou para cerca de 70,6%, totalizando R$ 20 bilhões.

    O anúncio do "maior e melhor" Plano Agrícola da história, nas palavras do Ministro da Agricultura é, de fato, relevante para que o setor mantenha o fornecimento de alimentos no mercado doméstico além de conservar a competitividade do setor no mercado internacional. A despeito disto, os recursos disponíveis para investimento (máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem) poderiam ser maiores dado o gargalo, principalmente de armazéns que o país possui.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Um grupo ainda não identificado, composto por empresas brasileiras e internacionais, anunciou investimentos de R$ 250 milhões para a construção de uma indústria de processamento de milho em Nova Mutum (MT). As obras devem ter início em 2013 e as atividades industriais em 2014, as quais deverão processar 400 toneladas de milho por dia além de produzir aproximadamente 300 toneladas de amido.

    A cidade mato-grossense tem recebido grandes aportes, principalmente no setor agropecuário, em virtude dos grandes benefícios que a cidade oferece, que vão desde incentivos fiscais e qualidade de vida (3º IDH do estado), até a disponibilidade de boa infra estrutura logística tanto para comércio doméstico como para vendas internacionais - acesso ao porto de Santarém via BR-163 e à Ferrovia de Integração Centro Oeste que passará por Lucas do Rio Verde (aproximadamente 90 km de Nova Mutum).

    O milho tem sido o destaque na produção de grãos do Brasil em 2012 podendo apresentar expansão na produção de aproximadamente 20% com relação a 2011. Como importante elo entre a agricultura e a pecuária - uma vez que o milho é importante componente da ração animal - investimentos na indústria de processamento do cereal tendem a fomentar aportes dos segmentos dependentes do produto o que pode gerar impulsos na economia regional e nacional.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Em busca de agregar maior valor à produção agrícola através de aportes na agroindústria e também melhorar e ampliar a capacidade de armazenagem, a Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná) irá investir R$ 1,15 bilhões entre junho de 2012 e junho de 2013. A previsão é que este aporte crie mais de 5 mil vagas de empregos diretos.

    Os mais diversos segmentos de atuação da cooperativa serão contemplados neste plano de investimentos. A industrialização do milho receberá R$ 64 milhões para construção e ampliação de processadoras; as indústrias esmagadoras de soja deverão receber R$ 33 milhões; em moinhos de trigo, o montante deverá chegar a R$ 118 milhões e a armazenagem, logística e pesquisas deverão receber algo em torno de R$ 670 milhões.

    A maior parte do montante investido pela Ocepar reflete uma preocupação nacional do agronegócio: as deficiências tanto de armazenagem como de logística enfrentadas pelos produtores brasileiros. Investimentos feitos pela iniciativa privada apenas amenizam este gargalo que deveria ser tratado com maior urgência pela esfera pública.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A multinacional Cargill irá investir US$ 200 milhões em sua nova fábrica na cidade de Castro (PR), que será voltada para a produção de derivados do milho. A nova planta brasileira produzirá xarope e amido de milho para uso em bebidas e alimentos, além de produtos utilizados na formulação de alimentos para pets e outras rações animais. 

    O montante constitui um dos maiores aportes em investimentos previstos para 2012 da empresa no mundo e está em linha com o objetivo da companhia, que é consolidar seus negócios na América Latina, se beneficiando do crescente consumo dos países emergentes. 

    O preço do milho encontra-se em patamar bastante elevado no mercado internacional, ainda mais, espera-se uma safra (de inverno) recorde este ano no Brasil, além da expansão da área plantada esperada nos Estados Unidos. Portanto, o investimento da Cargill mostra que a empresa têm tentado aproveitar o bom momento vivido pelo cereal, além de expandir seus negócios no Brasil.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Em busca de agregar maior valor à produção agrícola através de aportes na agroindústria e também melhorar e ampliar a capacidade de armazenagem, a Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná) irá investir R$ 1,15 bilhões entre junho de 2012 e junho de 2013. A previsão é que este aporte crie mais de 5 mil vagas de empregos diretos.

    Os mais diversos segmentos de atuação da cooperativa serão contemplados neste plano de investimentos. A industrialização do milho receberá R$ 64 milhões para construção e ampliação de processadoras; as indústrias esmagadoras de soja deverão receber R$ 33 milhões; em moinhos de trigo, o montante deverá chegar a R$ 118 milhões e a armazenagem, logística e pesquisas deverão receber algo em torno de R$ 670 milhões.

    A maior parte do montante investido pela Ocepar reflete uma preocupação nacional do agronegócio: as deficiências tanto de armazenagem como de logística enfrentadas pelos produtores brasileiros. Investimentos feitos pela iniciativa privada apenas amenizam este gargalo que deveria ser tratado com maior urgência pela esfera pública.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A fusão entre a Brasil Ecodiesel S.A e a Vanguarda Participações S.A foi aprovada, mas, ainda depende da ratificação da Assembléia Geral Extraordinária (AGE) do primeiro grupo. É pouco provável a não aprovação que criará a maior empresa agrícola do Brasil, em hectares plantados, superando a SLC Agrícola.

    Haverá ganhos de sinergia com esta operação que vai desde a diminuição da dependência da Brasil Ecodiesel da sua produção quase exclusiva de biodiesel até o aumento na capacidade de processamento de produtos vegetais e maior flexibilidade na venda de grãos e de produtos finais. As terras da nova empresa estarão distribuídas por quatro estados: Mato Grosso, Goiás, Bahia e Piauí - isto reduz também as chances de problemas climáticos.

    O setor agroindustrial brasileiro vem a cada ano ganhando maior relevância na economia brasileira. O Brasil vem ano após ano apresentando aumentos na produção de grãos que abastecem tanto o mercado interno como o mercado externo. A criação de gigantes neste setor tende a aumentar a eficiência produtiva e logística do setor o que pode aumentar tanto a produtividade nacional como a competitividade no mercado internacional.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Um gigantesco projeto, avaliado em R$ 4 bilhões, da chinesa Chong Qing Grain Group, deverá ser colocado em prática no oeste da Bahia. Alocados em tal projeto estão a construção de um complexo industrial de processamento de soja, uma processadora de fertilizantes e um sistema de armazenagem e logística de grãos. A primeira obra do projeto, a processadora de soja, deverá ser iniciado a partir de maio.

    A processadora será instalada na cidade de Barreiras em um terreno de aproximadamente 100 hectares doados pela prefeitura do município. A capacidade de esmagamento desta nova planta será de 1,5 milhão de toneladas de soja, praticamente 50% do total produzido pelo estado (3,1 milhões de toneladas). A capacidade de refino está estimada em 300 mil toneladas de óleo e contará ainda com condições de armazenamento de 400 mil toneladas de soja.

    Um dos maiores mercados consumidores de grãos do mundo, a China mostra-se cada vez mais preocupada em garantir o fornecimento destes produtos ao seu mercado interno. Novos investimentos em diversas regiões do planeta na construção de complexos industriais e armazéns de grãos não só garantem este fornecimento como afastam questionamentos de que os chineses só teriam interesse na compra de terras para a produção sem nenhum investimento industrial nestes países.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A trading japonesa Mitsui que possui investimentos nos mais diversos setores da economia brasileira e é uma das maiores importadoras de oleaginosas do Japão, fechou acordo para adquirir por US$ 225 milhões, a participação de 44,2% que a CHS, cooperativa norte-americana, possui na brasileira Multigrain. Somado ao que a empresa japonesa já havia investido anteriormente, diretamente na companhia brasileira, totaliza a soma US$ 459 milhões; desta forma, a Mitsui assumiu controle de 88,4% da empresa.

     A aquisição da multinacional japonesa vai de encontro com a estratégia definida meses atrás de expandir seus investimentos no setor de alimentos e um dos locais requisitados seria o Brasil, "celeiro agrícola mundial". Os planos da Mitsui se apóiam na crescente demanda por alimentos no mundo, principalmente na Ásia, que é vista como um grande mercado já no curto prazo.

     As perspectivas de aumento na demanda por alimentos principalmente na Ásia, América Latina e África e a fartura de terras agricultáveis não utilizadas no Brasil tende a atrair a atenção de importantes empresas do setor de commodities agrícolas, tanto nacionais como multinacionais, na busca por investimentos que visem elevar a ofertar de produtos para atender esta crescente procura.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Uma das maiores processadoras e comercializadoras de soja do Rio Grande do Sul, a Camera Agroalimentos resolveu investir para que seus produtos industrializados tornem-se a maior fonte de faturamento do grupo. Além disso, planeja também, a incorporações de plantas como a que ocorreu em São Borja para beneficiamento de 54 mil toneladas de arroz por ano.

     No âmbito dos produtos industrializados, a empresa já prevê ampliação da recém inaugurada usina de biodiesel. Esta usina opera com soja, canola, girassol e gordura animal. A empresa decidiu ampliar seus investimentos neste setor por dominar totalmente a cadeia produtiva, desde a aquisição do grão até a produção do óleo bruto. Este processo consumirá R$ 55 milhões. Outros R$ 10 milhões foram usados para ampliar a capacidade de produção de óleo de soja e canola além de R$ 5 milhões utilizados em tecnologia da informação. Ressalta-se que o grupo também tem forte atuação na industrialização e comércio de trigo e milho. 

     A empresa ainda possui planos de expansão como ocorrido na aquisição da planta em São Borja. Soma-se a esta o arrendamento por quinze anos das unidades de armazenamento e operações de comércio de grãos e insumos da cooperativa Cotrisa; a compra em Agosto da cerealista Irmãos Marquetto que trabalha com soja e arroz.

     O bom momento vivido pela agricultura nacional com recordes de produção de grãos, as boas condições de crédito, apesar dos juros serem ainda bastante elevados, possibilitam que grupos nacionais façam aportes tanto para comprar empresas como ampliar suas unidades para incremento da produção. As perspectivas de contínuo crescimento tanto da economia como do setor agrícola tende a motivar novos investimentos no setor.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    A francesa Bauche Energy e a inglesa Greenergy anunciaram a formação de uma joint venture para importar o álcool anidro brasileiro. O objetivo da nova empresa será de garantir a distribuição do combustível para o mercado europeu. A Bauche terá 30% de participação na nova empresa, enquanto a Greenergy ficará com 70%. Sem divulgar os valores da operação, a expectativa para o primeiro ano de operação é embarcar cerca de 350 milhões de litros. A criação da organização está alinhada com a perspectiva de expansão da demanda futura do mercado europeu, pois a mistura obrigatória de 3,75% de álcool anidro na gasolina atualmente, poderá chegar a 10% nos próximos anos. 

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
     Frente aos efeitos negativos enfrentados pela agroindústria brasileira em consequência do cenário de crise internacional, o Governo Federal informou dia 16/04 a liberação de R$ 12,6 bilhões para o setor.
     A distribuição dos recursos beneficiaram principalmente a indústria de máquinas e equipamentos agrícolas, cooperativas agropecuárias, frigoríficos e estocagem de álcool. A liberação está marcada para ser aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no próximo dia 30.
     As condições iniciais do financiamento, diante do cenário de escassez do crédito, parecem atrativas. De acordo com o informado a estrutura das operações terão juros de 11,25% a.a., com mais 4,0% de spread bancário. Os prazos para as empresas contratarem vai até o final de 2009 e o fluxo de pagamento atenderá um prazo de 24 meses, mais a carência de um ano.
     A necessidade do crédito para o setor se acentuou desde o último trimestre de 2008, quando os efeitos da crise internacional iniciou um processo de retração das linhas de financiamentos dos principais agentes atuantes do setor. Com isso, empresas e agricultores dependentes de capital de giro neste período sofreram graves consequências. O resultado foi evidenciado com a abertura de falências de várias agroindústrias e aumento do desemprego no setor.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
     Não foi preciso esperar mais um trimestre para observarmos a inversão nos dados positivos da Agricultura Brasileira. De forma surpreendente a terceira estimativa do IBGE reduziu a projeção da Safra 2008/09 em 6,5%, dado que representa uma trajetória de aumento de 0,8 p.p. em relação a segunda estimativa. Com isso a estimativa da safra de grãos para 2009 aproximou-se de 136,5 milhões de toneladas, com um área estimada de 47,1 milhões de hectares.
     Além do clima favorável, a distribuição das chuvas favoreceram as regiões produtoras nos últimos 2 meses. Pelo informe dos técnicos do IBGE estes fatores são os maiores responsáveis pelo crescimento da safra atual.
     Com isso o Brasil poderá apresentar a segunda melhor safra em termos de produção da história, perdendo apenas para a safra 2008 que atingiu o volume de 144,13 milhões de toneladas.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Diante das ações tomadas para o combate da crise internacional pelo Federal Reserve (Banco Central Americano) nos últimos dias, as cotações das commodities iniciaram um rally de alta. Tal movimento possue forte correlação com a expectativa da retomada da atividade econômica e a proteção do consumo das famílias que estas ações podem causar.
    A maior alta verificada foi a do cacau que subiu 5,7% negociado na Bolsa de Mercadorias de Nova York. Porém outras commodities também acompanharam o movimento como o trigo que emplacou uma alta de 4,7% para os contratos de segunda posição com vencimento em julho, geralmente os mais líquidos.
    Outro grão que entrou forte nas mesas de negociçãos foi o milho que obteve a maior alta em sete semanas e a soja caminhou para o maior retorno semanal. A base para tal processo de alta refere-se a compra de US$ 1,5 trilhão em títulos podres e também em títulos do tesouro.
    Com isso o Fed busca injetar liquidez na economia e limpar do mercado os títulos podres do mercado financeiro.Desta forma o mercado espera que estas ações ajudem a alavancar a demanda por alimentos, rações e biocombustíveis.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Empresas do setor e agricultores sentiram na pele as taxas cobradas pelo principal agente financeiro do setor. O Banco do Brasil justificou o aumento das taxas cobradas devido ao aumento do risco do calote motivado pela crise financeira internacional.
    Mesmo descapitalizados, as empresas observaram um aumento do spread médio do BB de 7,3% em relação ao 3º trimestre de 2008; no quesito rentabilidade o banco obteve ganhos de 14,2% para um aumento no volume de crédito de 11,2%.
    O interessante a ser frisado refere-se a pressão que o Governo Federal vem travando com os principais bancos para a redução do spread e aumento/manutenção do volume do crédito da economia para suportar os efeitos da crise. Porém, no momento em que as empresas e agricultores mais precisam de ajuda ou condições mais favoráveis para continuarem operando, agentes do setor financeiro operam na ponta negativa.
    De acordo com o Balanço Anual do BB divulgado na semana passada, o banco explicou que a alta é reflexo da "necessidade de maiores despesas com provisões para fazer frente a uma possível deterioração do cenário econômico no decorrer de 2009". Para a mesma explicação o banco utilizou para o aumento dos spreds dos financiamentos agrícolas em 7,6%.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Se já não bastasse os efeitos da crise financeira internacional se alastrar para os diversos setores econômicos, a combinação do desajuste entre custos e preços e fatores climáticos negativos impactaram negativamente na renda do setor agropecuário nos EUA, Brasil e Argentina. Somadas, as perdas poderão ser superiores a R$ 80 bilhões em 2009, conforme notas divulgadas pelas principais associações dos três países.
    Conforme o USDA, Departamento de Agricultura Americano, o faturamento dos agricultores norte-americanos deverá atingir o patamar do ano-safra de 2003, com queda de 20% no lucro líquido do setor.
    Já os agricultores argentinos terão uma queda na safra em 2009 por volta de R$ 28 bilhões, segundo a Confederações Rurais Argentinas (CRA). A situação dos agricultores argentinos é a mais delicada em relação aos outros países destacados. Além de estar sofrendo com a pior seca dos últimos cinquenta anos, os agricultures estão sofrendo um impasse político com o governo de Cristina Kirchner referente às medidas tomadas nos últimos meses.
    Para os agricultores brasileiros a renda do setor deverá sofrer uma queda de R$ 10 bilhões para alguns analistas mais otimistas, porém existem estimativas que apontam para uma queda de até R$ 20 bilhões para o setor. Segundo a Confederação Nacional de Agricultura (CNA) o principal impasse para os produtores está sendo o estancamento de financiamento das tradings, que foram responsáveis por cerca de R$ 60 bilhões na safra passada. Este recurso não existe mais para os produtores, conforme apontou a CNA.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    O resultado geral da balança comercial agrícola em 2009 deverá sofrer desaceleração e com isso menos Dólares entrarão no país. Essa desaceleração é reflexo da queda da demanda e dos preços no mercado internacional.
    Mesmo com os desajustes da oferta devido à estiagem na China e nos principais países produtores em jan/09, que pressionaram para cima os preços em relação a dez/08, as cotações dos principais grãos selecionados (milho, soja e trigo) na média ficaram 24,5% menores que jan/08. A soja, sozinha, apresentou uma queda de  20,3%.
    De acordo com o IEA (Instituto de Economia Agrícola) em jan/09 as exportações agropecuárias do Estado de São Paulo caíram 8,8%, no comparativo com jan/08, o que representou cerca de US$ 100 milhões a menos para o saldo do Estado. Cenário adverso também presenciado por outro Estado de peso do setor agropecuário brasileiro, o Rio Grande do Sul: suas exportações agregadas (indústria e agropecuária) caiu 39% no período analisado.
    Projetando uma queda em 2009 de 18% das cotações e consumo inalterado em relação a jan/09 para os principais produtos agropecuários, a balança comercial do setor poderá perder US$ 20,0 bilhões, refletindo um saldo comercial total entre 0 a US$ 5,0 bilhões.
    Com isso, alguns analistas apontam prováveis pressões no câmbio no decorrer do ano. De fato, o cenário para o setor não é dos melhores, mesmo que existam aumentos pontuais nos preços correlacionados com problemas na oferta. Um leve aumento na demanda mundial seria essencial para equilibrar as contas do setor.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Contrariando estimativas de vários analistas, dentre elas a divulgada por grandes bancos afirmando que o setor passaria por uma crise amena, a agricultura sofrerá forte queda da produção em 2009.
    Em linha com a estimativa da Lafis, o IBGE divulgou no dia 05/02 através do seu Levantamento Sistemático de Produção Agrícola dados referentes da safra 2009. Nela o instituto estimou uma produção de 134,7 milhões de toneladas; comparada com a safra do ano de 2008 esta estimativa é 7,6% menor. Com isso, se a estimativa se confirmar será uma das piores crises do setor.
    Dos produtos selecionados e de maior expressão para o setor, apresentaram as maiores quedas: café em grão (-15,9%), milho em grão 1º safra (-14,8%) e 2º safra (-10,6%), soja em grão (-3,6%), trigo em grão (-15,5%) e algodão em caroço (-16,8%).
    Os motivos da queda da produção agrícola correspondem ao cenário originado pela crise financeira internacional em 2008 e à estiagem que algumas importantes regiões agrícolas estão passando. Entretanto, o efeito mais devastador é a queda da renda do setor.
    Produtores fortemente descapitalizados e endividados, canal de financiamento e crédito restringido, estiagem e queda dos preços - Este é o cenário que pertuba o sono dos agricultores, diz um dos produtores de milho do Estado do Paraná à Lafis.
    Porém, um dos determinantes mais importantes para o setor aparentemente segue firme se sustentando, que no caso são os preços das principais commodities agrícolas. O desajuste da oferta que já ronda as expectativas dos analistas sugere sustentação das cotações dos principais grãos no mercado internacional em 2009.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Janeiro pode ser marcado por uma inversão nas tendências dos preços dos grãos. Os contratos mais líquidos dos derivativos de grãos negociados na CBOT (Chicago Board of Trade) exerceram certa pressão nas cotações desde meados de dezembro de 2008.
    De acordo com os gráficos de milho e soja (venc. mar/09) a tendência formada está correlacionada aos desajustes na oferta, uma vez que os principais produtores estão passando por problemas internos. No cenário de nov/08 os analistam apontavam fortes quedas nos preços em 2009.
    A Argentina está sofrendo com a falta de chuva nas principais regiões produtoras e com o pouco apoio governamental devido à crise política entre o governo de Cristina Kirchner e os agricultores.
    No Brasil a situação também é crítica. Ajustes no crédito agrícola e a estiagem em regiões importantes como o Rio Grande do Sul contribuem para a pouca oferta de grãos em 2009. A queda das commodities agrícolas iniciada no meio do segundo semestre de 2008 atingiu em cheio as expectativas de plantio dos agricultores brasileiros, pois coincidiu com o início e preparação do plantio que ocorre na maioria das regiões a partir de setembro.
    Sem pressões alarmantes pelo lado da demanda, devido à fase ruim da economia internacional, o ajuste do preço das commodities agrícolas está sendo orquestrado pela lado da oferta. Caso o cenário da oferta não melhore nos próximos meses deverá ocorrer mais pressões de alta nas cotações. Neste momento, a alta dos preços agrícolas é tudo que o mundo não precisa.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    A última estimativa da Conab para a safra brasileira de grãos, dia 09/01, apontou uma queda de 4,9%. A estimativa alinhou-se com a projeção do ministro da agricultura, Reinhold Stephanes, que na primeira semana de janeiro apontou uma safra 5% menor. Com uma visão mais pessimista, a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) divulgou uma queda de até 10%.
    Mesmo que alguma destas previsões venham a se concretizar, uma afirmação é certa: 2009 será um ano difícil para o setor agropecuário. Nesta conjuntura, a renda do setor sofrerá forte contração. Empresas e produtores ligados ao setor apresentaram forte descapitalização e maior dependência das linhas de créditos. Como resultado do efeito negativo, a economia dos municípios dependentes do setor tendem a apresentar forte retração.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Diante do cenário atual da crise financeira internacional e da dificuldade de captação de recursos no mercado financeiro, no dia 14/10, o governo reviu as estimativas de recursos disponíveis para a agricultura por meio da exigibildade para o crédito rural.
    Segundo o secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, no lançamento Safra 2008/2009, o governo calculava que os depósitos à vista, de onde são retirados recursos para o financiamento agrícola, teriam um crescimento que não tem ocorrido.
    Desta forma, o Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião extraordinária, decidiu aumentar a exigibilidade de aplicação no setor agropecuário, elevando de 25% para 30% o direcionamento obrigatório de recursos de depósitos à vista para financiar a safra 2008/2009, o que injetará a quantia de R$ 5,5 bilhões para o crédito rural.
    Essa medida, que vale do dia 1º de novembro de 2008 até 30 de junho de 2009, foi tomada ao mesmo tempo em que o Banco Central anunciou a redução da alíquota do compulsório sobre os depósitos à vista, que passou de 45% para 42%.
    Com isso, o governo, o BACEN e o CMN tentam minimizar os impactos negativos da crise na produção da nova safra, evitando também de certa forma, riscos inflacionários.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    No último dia 8, foi confirmada pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a colheita de uma safra recorde de grãos, resultado de maiores investimentos e boas condições climáticas.
    Segundo o último levantamento realizado pela CONAB (que utiliza o ano agrícola para a análise), a produção do ano safra 2007/2008 deverá apresentar um volume 9,2% superior ao do ciclo anterior. Para o IBGE (que leva em conta a produção do ano civil), a estimativa da safra de 2008 deverá ser de um volume 9% acima do ano anterior.
    Dentre as culturas em destaque, para a CONAB, estão o milho, que registrou um volume 14% superior ao da safra passada, a soja, com crescimento de 2,8% e o trigo, com expansão de 71,2%. Apesar da alta significativa da colheita do trigo, a quantidade ainda não é suficiente para abastecer o mercado interno. Os maiores Estados produtores foram o Paraná, com 21,1% da produção, Mato Grosso, com 19,7%, Rio Grande do Sul, com 15,6% e Goiás, com 9,1%.
    Este cenário consolida o agronegócio como um dos principais protagonistas da economia brasileira em um momento em que as cotações internacionais atingiram altas significativas, apesar de nas últimas semanas o mercado estar registrando um arrefecimento, atingindo as commodities como um todo.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique

    Foi anunciado no início de julho pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, o Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009. Com um volume de crédito previsto para R$ 78 bilhões (R$ 8 bilhões a mais que na safra anterior), sendo R$ 65 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 13 bilhões para a agricultura familiar, este aumento da oferta de crédito, do seguro rural, com taxas de juros mantidas a 6,75% ao ano, prevê um aumento de produção brasileira de grãos na ordem de 5% na safra de 2008/2009, com relação à safra de 2007/2008, para 150 milhões de toneladas.
    Entre as medidas do plano, destacam-se também, o aumento dos estoques públicos, em 300%, de 1,5 milhão para 6 milhões de toneladas e o reajuste do preço mínimo de produtos essenciais, como o trigo, milho, arroz e feijão.
    Considerando que a inflação brasileira é decorrente da forte demanda mundial de alimentos, espera-se, desta forma, que o aumento da produção agrícola evite um desabastecimento e uma disparada ainda maior nos preços, sendo uma das soluções para combater esta crise da inflação.
     


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcos Henrique
    Na semana passada, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, suspendeu as exportações de aproximadamente 500 mil toneladas de arroz dos estoques públicos, que totalizam atualmente cerca de 1,4 milhão de toneladas. Paralelamente, anunciou a realização de leilões semanais a partir de 5 maio, com o intuito de conter a elevação dos preços no mercado interno na época de entressafra e, ainda, considerou adotar, em situações extremas de desabastecimento, medidas de restrição às vendas externas totais.
    O Brasil não é um exportador de peso no mercado internacional do grão, tendo vendido externamente, em 2007, apenas 350 mil toneladas das 13 milhões de toneladas produzidas. Mas, recentemente, com a queda nos estoques mundiais de arroz aos menores níveis desde 1984 – equivalentes a 17% do consumo, quando o seguro é de 20% – e com a expansão da safra concentrada no Rio Grande do Sul, as vendas externas ganharam impulso e mais que dobraram no primeiro trimestre.
    Os preços internos vêm sofrendo a influência das cotações internacionais. Em doze meses, o grão valorizou-se 150% na Tailândia, principal produtor mundial. Apenas no último mês, o preço da saca de arroz no Rio Grande do Sul aumentou 46,2%. Vêm contribuindo para a elevação dos preços internos a drástica redução das importações da Argentina e do Uruguai.