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  • fundição, empresas do setor fundição, empresas do segmento fundição, setor fundição, segmento fundição, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    Em 2020, a produção de fundidos apresentou retração de 9,4% em 2020 em relação ao ano anterior. As exportações apresentaram retração de 28,6% em volume e 25,7% em dólares no ano.

    O movimento descrito acima foi provocado pela crise do Covid-19, que levou a paralização de fábricas e um elevado grau de incertezas na economia. Importantes segmentos demandantes do setor de fundição apresentaram retração ao longo do ano, com destaque para o segmento automotivo, principal destino de peças fundidas e que apresentou forte retração das vendas ao longo de 2020. No ano, a produção de total de veículos, considerando veículos leves, caminhões e ônibus, apresentou retração de quase 1 milhão de unidades em relação ao ano de 2019.

    Por outro lado, é importante destacar que, de acordo com dados da ABIFA (Associação Brasileira de Fundição), houve ligeira melhora dos dados no final do ano, com o setor empregando mais em dezembro de 2020 em relação ao mesmo mês de 2019 (56.165 empregados) e com um maior nível de produção.

    Desta maneira, influenciado principalmente por uma fraca base de comparação, as perspectivas são positivas para o setor de fundição em 2021, ainda que existam incertezas no cenário econômico, com destaque para a delicada situação do mercado de trabalho, com um número elevado de desempregados em um cenário de manutenção de medidas de distanciamento social exigidas para o combate ao coronavírus.

    Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro

    • instituições de ensino, empresas do setor instituições de ensino, empresas do segmento instituições de ensino, setor instituições de ensino, segmento instituições de ensino, economia, macroeconomia
      De acordo com o estudo “Observatório do Ensino Superior“ realizado pela ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior), em parceria com a Educa Insights, houve um crescimento no número de estudantes paulistas que pretendem adiar o ingresso na graduação.

      A pesquisa, coletada no início deste ano, indica que 38% dos respondentes planejam iniciar a graduação apenas na segunda metade de 2021 (+14 p.p./novembro de 2020). Outros 13% responderam apenas no início de 2022, e 24% está incerto e aguardará para decidir. A declaração de matrículas recuou de 54% em novembro de 2020 para 35% em janeiro deste ano, no presencial; e de 43% para 41% no EAD.

      Os dados apontam ainda que a realização do ENEM 2020 em meio à pandemia impactou na decisão dos estudantes paulistas em fazer vestibular presencial nas IES particulares: 63% dos respondentes afirmaram que a realização da prova afetou negativamente sua intenção de realizar uma prova de vestibular em um formato presencial devido à pandemia. Com isso, o medo de contaminação impactou diretamente a abstenção nas provas.

      Diante deste contexto, as universidades particulares decidiram adiar o retorno às aulas presenciais no Estado de São Paulo, mesmo diante de autorização via Decreto que estabeleceu a retomada das atividades no ensino superior presencial com 35% dos estudantes a partir da fase amarela do plano de flexibilização. Esta decisão, que mantém o modelo remoto para as aulas teóricas neste primeiro semestre, justifica-se tanto pela boa aceitação do ensino a distância quanto pelas incertezas sobre o plano de flexibilização das medidas de isolamento social e o plano de vacinação.

      Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

      • insumos agrícolas, insumos agricolas, fertilizantes yara, fertilizantes heringer, fertilizantes organicos, fertilizantes químicos, fertilizantes liquidos, fertilizantes nitrogenados, inseticidas, inseticidas agrícolas, adubo orgânico, adubo, adubo organico, adubos araguaia, industrias de fertilizantes, industrias de adubo, industrias de inseticidas.
        A epidemia global de Covid-19 tem produzido efeitos negativos sobre toda economia, como já é de conhecimento público. O setor agropecuário, entretanto, obteve uma safra recorde em 2019/20 e projeta-se números ainda melhores para 2020/21. De maneira geral, não deverá sofrer efeitos negativos intensos, dado que produz, em grande medida, alimentos tidos como essenciais pelas autoridades que vêm determinando a paralisação de diversos setores. Adicionalmente, deve-se levar em consideração que parte relevante da produção serve à exportação, que segue com demanda aquecida e preços convidativos frente a um câmbio continuamente desvalorizado

        No acumulado entre janeiro e setembro de 2020, os fertilizantes entregues ao mercado (produção + importação) acumularam alta de 11,5%; enquanto a produção recuou 1,4%, as importações cresceram 4,1% no mesmo período, o que revela o papel cada vez mais importante das importações. O câmbio desvalorizado há tanto tempo, com perspectivas de manutenção do atual patamar, tem se mostrado um desafio crucial para o setor, que vê sua estrutura de custos pressionada. Por outro lado, os bons resultados no campo e as perspectivas de safra recorde para 2020/21, reforçam os investimentos em fertilização do solo.

        A despeito da pandemia, o governo federal segue o processo de autorização de novos defensivos no mercado brasileiro. De acordo com o Ministério da Agricultura, foram liberados 13 pesticidas inéditos (2,6% do total), sendo 4 princípios ativos novos e 9 produtos finais (que foram para as lojas) baseados nesses ingredientes; e 480 genéricos (97,4%), que são "cópias" de princípios ativos inéditos — que podem ser feitas quando caem as patentes — ou produtos finais baseados em ingredientes já existentes no mercado. Em 2020, deve-se destacar, o Brasil atingiu maior nível da série histórica no que diz respeito à aprovação de agrotóxicos, totalizando 493 novos registros, de acordo com o Ministério da Agricultura, o que torna o país um dos principais consumidores mundiais de tais produtos.

        Analista responsável Marcos Henrique

        • produçãodepetróleo,empresasdosetordepetróleo,setorproduçãodepetróleo,segmentoproduçãodepetróleo,refinodepetróleo,setorrefinodepetróleo,segmentorefinodepetróleo,economia,macroeconomia
          Desde janeiro, a gasolina vendida pela Petrobras acumula alta de 34,7%, enquanto o diesel, combustível mais demandando, principalmente por causa da frota de caminhões que transporta a maior parte das mercadorias pelo país, acumula elevação de 27,7% no mesmo período. Apenas em 2021, a gasolina sofreu quatro reajustes e o diesel três; esse movimento é reflexo da alta observada no preço petróleo nos últimos dias, na esteira da melhora dos ânimos econômicos no mundo diante da vacinação. Adicionalmente, a taxa de câmbio no atual patamar, intensifica a alta dos preços, pois o Brasil vem reduzindo sua capacidade de refino interno e importando mais diesel, principalmente dos EUA. Além disso, o Brasil importa parte do petróleo que consume pela qualidade do produto.

          O presidente da República vinha dando sinais publicamente do seu descontentamento em relação aos reajustes promovidos pela estatal, principalmente diante de novas ameaças de paralisações por parte dos caminhoneiros, o que trouxe a memória amarga da greve de 2018, quando o então ainda candidato Jair Bolsonaro apoiou o movimento. A substituição no comando da companhia na semana passada veio junto às críticas quanto à condução da política de preços, além de ataques do presidente Bolsonaro ao trabalho remoto por parte da diretoria.

          Como reflexo da mudança na presidência da empresa, o mercado reagiu negativamente derrubando as cotações dos papéis da companhia no início da semana. As ações da Petrobras caíram mais de 21,5% só na segunda-feira (22) e a companhia chegou a perder R$ 102,5 bilhões em valor de mercado desde sexta-feira (19). Ainda é cedo para saber para qual lado vai o general Joaquim Silva e Luna, que assumirá o lugar de Castello Branco e ainda aguarda deliberação do conselho; mas certamente haverá mudanças na política de preços, ao menos no que diz respeito ao escalonamento e prazos de reajuste dos preços. Enquanto isso, a inflação, principalmente de alimentos e combustíveis, corrói a renda do brasileiro, comprimida desde o início da pandemia.

          Analista responsável Marcos Henrique

          • petroquímica, empresas do setor petroquímica, setor petroquímica, química, empresas do setor química, empresas do segmento química, setor química, segmento química, economia, macroeconomia
            No acumulado de 2020, o índice de produção de produtos químicos de uso industrial apresentou uma mínima expansão de 0,1%.

            Até meados de fevereiro, os resultados rumavam para uma boa performance do setor. No entanto, com a eclosão e disseminação do Covid-19 houve uma mudança radical do cenário. 

            O segmento de produtos químicos de uso industrial foi significativamente afetado pelos efeitos da pandemia, especialmente por conta do forte declínio da demanda geral e pelos efeitos negativos do isolamento social e paralisação de diversas atividades econômicas.

            Naquele momento, mesmo que alguns segmentos ainda tenham se beneficiado pela elevação da demanda por insumos utilizados no combate à Covid-19 (como produtos de limpeza, sanitizantes e detergentes, descartáveis hospitalares, embalagens de alimentos, entre tantos outros), uma parcela majoritária do setor que fornece para clientes ligados à construção civil, ao setor automobilístico e aos bens de consumo duráveis, sentiram a demanda praticamente sumir, o que impactou diretamente na retração da produção, sobretudo nos meses de março e subsequentes

            No entanto, a partir do quarto trimestre se observou o movimento de franco fortalecimento da demanda que alavancou a produção, inclusive, acima do esperado. Na média do 4º trimestre de 2020, o índice de produção subiu 11,01% na comparação com mesmo período de 2019, fato este que trouxe o índice ao terreno positivo (não obstante ser uma mínima taxa de expansão).

            Analista responsável Felipe Souza

            • autopeças, empresas do setor autopeças, empresas do segmento autopeças, setor autopeças, segmento autopeças, economia, macroeconomia
              • Autor
                Lafis
              • Ano
                2021
              • Categoria
              • Analista Responsável
                Lais Cristina
              O ano de 2020 pode ser considerado um dos piores da história do setor de autopeças brasileiro. A forte paralisação na atividade industrial entre março e maio – o setor chegou a trabalhar com 40% apenas da capacidade instalada – foi o suficiente para derrubar os números do setor. Embora ao longo do ano, houve recuperação consistente – chegando a números próximos de 70% na utilização da capacidade – não foram suficientes para reduzir as perdas dos meses mais agudos da pandemia.

              Para 2021, o setor tem esperança de resultados positivos, principalmente no segmento de reparação. Esta crença reside no fato da frota automotiva brasileira indicar uma trajetória de estabilização com relação ao crescimento e ao processo de envelhecimento da mesma; isto requer manutenção preventiva para que os veículos possam continuar a trafegar.

              A confiança na retomada não impede o setor de observar possíveis fragilidades para 2021. Dentre estas podemos destacar no nível microeconômico o atraso e/ou falta de matérias primas importantes provenientes dos setores siderúrgico e de resinas; já no lado macroeconômico, a taxa de câmbio elevada, a delicada situação no mercado de trabalho com consequente queda na renda das famílias e elevação na inadimplência.

              A recuperação esperada para 2021 deverá ser muito mais influenciada pela base frágil de comparação do que por melhorias estruturais no setor. A recuperação mais consistente do setor dependerá principalmente do segmento de reposição uma vez que as recentes saídas de montadoras devem diminuir a demanda por produtos do setor.

              Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

              • transporte ferroviário, empresas do setor transporte ferroviário, empresas do segmento transporte ferroviário, setor transporte ferroviário, segmento transporte ferroviário, economia, macroeconomia
                Diante das grandes deficiências de infraestrutura logística do Brasil, o Governo Federal a partir de 2011 passou a se preocupar em organizar um novo marco de gestão para o setor ferroviário, já que o modelo vigente (de 1988) não estimula investimentos a nível adequado, não propicia a melhor utilização da malha ferroviária em toda a sua extensão e não permite maior concorrência entre as concessionárias, principalmente por conta das restrições à utilização de instrumentos como o direito de passagem e o tráfego mútuo. 

                Neste cenário, desenhou-se um novo marco, cuja presença do Estado, apesar de não ser ostensiva, configurava-se como central para impulsionar a expansão das estradas de ferro e uma maior concorrência na movimentação de mercadorias nelas. 

                Essa política busca implementar um modelo de “open source”, que estabelece que as concessões da exploração da infraestrutura ferroviária serão separadas da prestação de serviço de transporte ferroviário. Assim, a política de livre acesso ferroviário deverá ser orquestrada da seguinte forma: haverá empresas que conquistarão concessões de ferrovias e se preocuparão em manter e expandi-las; enquanto haverá companhias especializadas na prestação de serviços de transporte ferroviário, isto é, dispõem de trens e atendem clientes com necessidades de deslocar cargas de um ponto a outro. 

                Porém, aquém do desenho idealizado pelo novo marco regulatório, qualquer que seja a lei, esta deverá se submeter a um grande problema: deverá sobreviver ao processo político que toda lei fatalmente sofre. Por isso o resultado até agora não passa apenas de uma promessa futura de aprovação pelo Congresso. Mesmo que o relator estime que o novo Marco seja aprovado ainda neste ano, como acreditar que esta decisão tenha um desfecho próximo se ela está em andamento desde 2011? Fica a reflexão...

                Especialista do Setor Felipe Souza

                • motos, bicicleta, segmento bicicletas, economia, macroeconomia, motocicletas, moto, bicicletas, segmento motos,  empresas do segmento motocicletas
                  O setor de bicicletas e motocicletas foi gravemente afetado pela crise desencadeada pelo novo coronavírus. Nos meses mais agudos da crise sanitária (março e abril de 2020), a paralisação dos parques industriais fez com que a produção fosse interrompida; e o afrouxamento gradual das medidas de isolamento permitiu gradual recuperação sem que esta atingisse os níveis pré-pandemia.

                  A descoberta de vacinas e a autorização do seu uso criou um clima de euforia precipitada nos mais diversos segmentos econômicos do Brasil. A falta de planejamento para a vacinação em massa bem como a própria ausência de vacinas em quantidade suficiente para toda a população acaba por turvar o cenário econômico. Enquanto isto, as infecções pela COVID-19 batem recordes no país.

                  Esta “segunda onda” tem sido implacável com Manaus (AM), região no qual está localizada a grande maioria das empresas produtoras de motos e bicicletas. Este fato provocou, novamente, a paralisação de algumas fábricas, o que deve retardar a recuperação do setor. Até o momento, não se vislumbra uma aceleração na recuperação econômica para o primeiro trimestre, quiçá para o primeiro semestre.

                  A produção industrial brasileira estará fortemente correlacionada com o ritmo de vacinação da população. À medida em que as pessoas são imunizadas, volta-se à uma certa normalidade e, assim, a produção e vendas de bicicleta e motocicleta devem aumentar. 

                  Mesmo com um cenário nebuloso neste início de 2021, as perspectivas para o setor são positivas até por uma base muito fraca de comparação, mas também por mudanças de hábitos da população e uma demanda maior para trabalhadores dos serviços de entrega. Contudo, voltar aos patamares pré-crise somente em 2022.

                  Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

                  • comércio varejista, setor comércio varejista, economia, macroeconomia, varejo, setor varejo,empresas do setor varejo, empresas do segmento varejo
                    Em dezembro de 2020, o volume de vendas no comércio varejista restrito¹ recuou 6,1% na série com ajuste sazonal, em relação ao mês anterior, segunda queda consecutiva nesta base de comparação e a mais intensa para o respectivo mês em toda a série histórica. Com isso, o comércio retorna ao patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020, encerrando o ano com um crescimento de 1,2%, quarto avanço anual consecutivo, porém na menor intensidade dentre os crescimentos observados neste período.

                    O desempenho do varejo nacional em 2020 foi diretamente impactado pela pandemia, provocando quedas históricas no volume de vendas do setor entre os meses março e abril deste mesmo ano. Devido à baixa base de comparação, porém, o setor voltou a crescer a partir de maio, seguindo em trajetória positiva até o mês de outubro de 2020, de modo que o comércio acumulasse uma queda de 3,2% no primeiro semestre, seguida por um avanço de 5,1% nos últimos seis meses de 2020.

                    Por fim, e importante ressaltar que os efeitos da pandemia foram diferentes dentre as oito atividades acompanhadas pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC): algumas foram mais drasticamente afetadas pelos momentos mais rigorosos de isolamento social, como “Tecido, vestuário e calçados” e “Combustíveis e Lubrificantes”, com quedas no volume de vendas iguais a -22,7% e -9,7% em 2020, respectivamente; enquanto outras atividades foram beneficiadas por este contexto, seja pelo caráter de essencialidade dos “Hiper., super. alimentos, bebidas e fumo” (+4,8% em 2020), o que determinou o não fechamento desta atividade mesmo durante a pandemia; seja pela mudança nos hábitos dos consumidores que, ao passar mais tempo em casa, realizaram a troca de equipamentos antigos ou adquiriram novos utensílios, levando a um crescimento de 10,7% nas vendas de “Móveis e eletrodomésticos” em 2020.

                    ¹ não contempla a venda de veículos, motos, peças e materiais para construção.

                    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

                    • energia elétrica,  economia, macroeconomia, setor distribuição energia, segmento distribuição energia, transmissão energia, setor transmissão energia, segmento transmissão energia
                      Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a geração de energia elétrica no Sistema Integrado Nacional (SIN) entre janeiro e dezembro de 2020 totalizou 678,26 mil GWh (incluindo energia hidráulica, térmica nuclear e convencional, eólica e solar) o que significou redução de 1,5% em relação ao mesmo período de 2019. Enquanto a geração dos segmentos eólico e solar apresentaram expansão de 1,4% e 18,8%, respectivamente, os demais segmentos apresentaram retração.

                      No mesmo sentido, o consumo de energia em 2020, apresentou retração de 1,6%, com crescimento robusto no segmento residencial (+4,1%) e retração nos demais segmentos: -10,5% do consumo comercial e -1,1% do consumo industrial.

                      Para 2021, a Lafis considera que haverá crescimento tanto do consumo como da geração de energia elétrica no País, influenciado pela fraca base de recuperação, que favorece o crescimento sobretudo no segmento comercial neste ano e pela manutenção de um nível historicamente elevado do consumo de energia elétrica nas residências, considerando a maior permanência das pessoas nos lares, impulsionado pela maior adoção do home office e do estudo a distância.

                      Por fim, a Lafis considera relevante ao longo de 2021 que se observe o comportamento das tarifas de energia elétrica, que apresentam neste ano tendência de alta, considerando as amortizações das dívidas contraídas pelas distribuidoras durante a fase mais crítica da pandemia e reajustes tarifários baseados em índices de preços que apresentaram expansão significativa em 2020. Por outro lado, a aprovação da Medida Provisória (MP) 998/2020 que destina recursos à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para redução da tarifa de energia elétrica aos consumidores até 31 de dezembro de 2025, além da proposta da Aneel de devolução de R$ 50,1 bilhões nas contas de energia em cinco anos por cobranças de impostos acima do patamar correto ao longo dos últimos anos, são fatores que podem mitigar os reajustes nas tarifas ao longo de 2021.           

                      Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro

                      • atacadistas, empresas do setor atacadistas, empresas do segmento atacadistas, setor atacadistas, segmento atacadistas, economia, macroeconomia
                        • Autor
                          Lafis
                        • Ano
                          2021
                        • Categoria
                        • Analista Responsável
                          Fernanda Rodrigues
                        De acordo com estimativas preliminares da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD), o faturamento nominal do setor atacadista distribuidor apresentou um crescimento de 2,16% em dezembro de 2020 em relação ao mês anterior, devolvendo grande parte da queda observada em novembro (-2,69%). Com isso, o desempenho do setor encerrou o ano de 2020 com um crescimento de 4,29% em 2020, ficando acima do esperado pelas projeções da Lafis.

                        Tal desempenho apresentou significativas variações ao longo do ano, com destaque para o mês de março, quando as vendas cresceram 14,85% em relação ao mês anterior. Isto pode ser explicado pelo início, a partir da segunda quinzena de março, do isolamento social como forma de impedir um maior contágio pelo Covid-19, fazendo com que as famílias recorressem aos supermercados e atacarejos para realizar compras de abastecimento, uma vez que a orientação das organizações de saúde era evitar ao máximo a saída da população às ruas. Neste sentido, cabe salientar que, em meio ao fechamento dos estabelecimentos comerciais presenciais, o comércio alimentício foi autorizado a funcionar devido ao seu caráter de essencialidade para o consumo das famílias.

                        O reflexo de isolamento social mais rigoroso, com duração ao longo de todo o mês de abril, pôde ser observado no recuo mensal de 14,24% no volume de vendas do setor que, além da forte base de comparação, também sofreu com a queda na demanda dos demais setores abastecidos pelos atacadistas distribuidores, como bares e restaurantes.

                        A partir do segundo semestre, porém, este desempenho foi normalizado frente à flexibilização das medidas de combate ao novo coronavírus, dentre elas a reabertura gradual do comércio físico e a volta do funcionamento, ainda que com restrições, dos restaurantes. Somado a isso, uma maior procura pelos pequenos e médios supermercados de bairro, chamados de comércio de vizinhança, devido à maior proximidade e comodidade em meio à insegurança sanitária, incrementou significativamente as receitas do setor atacadista distribuidor, uma vez que este é responsável pelo abastecimento destes estabelecimentos também.

                        Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

                        • linha marrom, empresas do setor linha marrom, setor linha marrom, economia, macroeconomia, linhas branca,  setor linhas branca, eletrodomésticos, portatéis, empresas do setor portatéis, setor portatéis
                          A pandemia do novo coronavírus definitivamente mudará o modo como a humanidade vive. Novas formas de trabalho, de estudo, de convivência serão criadas ou aperfeiçoadas; outras serão eliminadas. A destruição criativa, de Joseph Schumpeter, será mais uma vez a força motriz do progresso. Esta metamorfose que as sociedades passarão, deverá afetar decisivamente o setor de eletrodomésticos.

                          Em um primeiro momento, a crise sanitária aumentou a preocupação da população com relação às questões ligadas a higiene e as empresas do setor investiram pesadamente em lançamentos que priorizem tais questões com vistas a proteger a sociedade. Mesmo com o fim da pandemia, esta é uma tendência que deve permanecer.

                          Também decorrência da pandemia, muitas pessoas passaram a estudar e/ou trabalhar nas suas residências – o famoso home office – o que fez aumentar a demanda por eletrodomésticos. A permanência nos seus domicílios fez com que as pessoas preferissem aqueles produtos mais econômicos com relação ao consumo de energia, algo que as produtoras de eletrodomésticos estão procurando atender. 

                          Com relação à permanência ou não do trabalho remoto, em um primeiro momento as pessoas tendem a trocar alguns eletrodomésticos que possuía por outros mais eficiente, mais novos; contudo estas compras, uma vez feitas, não se repetirão no curto prazo. Portanto, podemos observar uma demanda mais aquecida no curto prazo com relativa normalização no médio e longo prazo – nos períodos mais longos de tempo, as compras são mais impulsionadas pelos lançamentos de novos produtos do que pela necessidade de uso.

                          O cenário prospectivo para o setor de eletrodomésticos é positivo. A demanda deve manter-se aquecida seja pelas pessoas que estão trabalhando em suas casas, seja para aqueles setores que voltaram para seus ambientes de trabalho e que também demandam grande quantidade de produtos do setor. Caso a economia consiga acelerar-se mais rapidamente e absorver uma quantidade maior de desempregados, o setor de eletrodomésticos pode apresentar resultados ainda mais satisfatórios.

                          Analista Responsável Marcelo Balloti Monteiro

                          • materiais de acabamento, empresas do setor materiais de acabamento, empresas do segmento materiais de acabamento, setor materiais de acabamento, segmento materiais de acabamento, economia, macroeconomia
                            A fabricação de tintas apresentou em 2020 crescimento de 2,9% em relação ao ano de 2019. É importante observarmos o comportamento da produção de tintas ao longo do ano. Enquanto no primeiro semestre de 2020 houve retração de 11% da produção de tintas em relação ao mesmo período do ano anterior, no segundo semestre de 2020, a produção apresentou crescimento de 15,2%.

                            Outro segmento do setor de materiais de acabamento que apresentou expansão da produção no segundo semestre de 2020 foi o segmento de revestimentos cerâmicos (+8,5% em relação ao mesmo período de 2019). No entanto, o setor foi duramente penalizado no primeiro semestre, período em que houve retração de 27,4% da produção, o que resultou em uma queda na produção de revestimentos cerâmicos no consolidado do ano de 2020 (-9,8%/2019).

                            A valorização da moradia, que incentivou pequenas reformas e adequação das residências diante dos impactos do Covid-19, aliado a um bom desempenho do mercado imobiliário, são fatores que justificam a retomada da produção do setor em 2020, após a reabertura da atividade produtiva, interrompida durante a fase mais aguda e incerta da pandemia.

                            Para 2021, embora existam fatores de risco para o desempenho dos segmentos de materiais de acabamento, como a manutenção de uma taxa de desemprego elevada em paralelo ao fim iminente do auxílio emergencial, além da manutenção do novo coronavírus entre nós e um processo de vacinação e imunização que deve evoluir de maneira mais devagar do que o desejado, em meio aos diversos desafios existentes, a Lafis projeta crescimento para a produção dos segmentos de tintas e revestimentos cerâmicos em 2021, considerando o andamento das obras no mercado imobiliário, a retomada parcial da atividade econômica e a manutenção por mais tempo das pessoas nas residências, favorecendo pequenas reformas e melhorias nos lares e impulsionando as vendas e a produção das indústrias de materiais de acabamento. 

                            Especialista do Setor Marcel Tau

                            • soja, preço da soja, biodiesel, preço da soja hoje, preço soja, preço do soja, pe de soja, cepea soja, cadeia produtiva da soja, usda soja, soja mato grosso, soja brasileira, preço do soja coamo, preço soja coagru, preço soja cotripal, soja intacta, energia biodiesel, anp biodiesel, biodiesel de soja, o biodiesel, biodiesel soja, plantação de soja, soja industria, indústria de soja, industria de oleo de soja, fábrica de biodiesel, fabrica de biodiesel, usina de biodiesel, economia brasileira, setorial brasileiro
                              • Autor
                                Lafis
                              • Ano
                                2021
                              • Categoria
                              • Analista Responsável
                                Marcos Henrique
                              A produção de soja no Brasil colocou o país como o principal player no que se refere a esse grão. A Conab, órgão responsável pela mensuração das safras no país, projeta safra de 133,8 milhões de toneladas na safra 2020/21, um incremento de 7,2% em comparação à safra passada; quanto à área plantada, a estimativa é de alta de 3,6% para 38,3 milhões de hectares. O que explica tal desempenho, do ponto de vista técnico é que “A partir de dezembro e durante janeiro houve a ocorrência de precipitações mais volumosas, propiciando condições mais adequadas para o encerramento do plantio nas diversas regiões, bem como a normalização no desenvolvimento das lavouras.”

                              No que diz respeito às condições de oferta e demanda, destaca-se que os preços de dezembro passado ficaram cerca de 6,51% acima do registrado em janeiro do mesmo ano. A alta do mercado internacional tem como fundamento a forte demanda de soja para exportação nos Estados Unidos que originaram o menor estoque de passagem deste país desde a safra 2013/2014. Não coincidentemente, os preços CBOT chegaram a ser cotados a US$ 14,36/bu, o maior valor nominal desde 2014.

                              A demanda externa também se manteve aquecida ao longo do ano passado, particularmente no que diz respeito às compras chinesas. As exportações de soja do Brasil em 2020 totalizaram 82,273 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). De farelo, foram enviados ao exterior 16,850 milhões de toneladas em 2020, crescimento de 6,87% na comparação anual. Apenas a China foi responsável por 74% das compras, demanda que se intensificou após a reabertura da economia com o fim das paralisações impostas pela Covid-19.

                              Desta forma, destaca-se que o Brasil, ao menos no que diz respeito ao campo, segue em ritmo acelerado, com projeções de safra recorde em geral e de alguns produtos em particular, como soja, milho e o setor pecuário. A demanda por combustíveis limpos também pressiona as cotações da soja e deve ser um mercado a ser ampliado e explorado nos próximos anos.

                              Analista responsável Marcos Henrique

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                                • Autor
                                  Lafis
                                • Ano
                                  2021
                                • Categoria
                                • Analista Responsável
                                  Felipe Souza
                                No acumulado dos doze meses de 2020, ao ser analisado o segmento de Embalagens em Geral, o índice de produção industrial apresentou ligeira expansão de 0,5% frente ao mesmo período de 2019. 

                                De certo os maus resultados observados no período epicentro da pandemia (de abril a setembro) impactaram negativamente no índice de produção de embalagens. Foi neste sentido que o índice atingiu seu ponto de queda máxima em abril de 2020

                                A partir daí, mesmo que a produção ainda tenha se posicionado em terrenos de retração, esta taxa foi sendo minimizada mês a mês até novembro. Foi somente em dezembro que a produção apresentou uma diminuta taxa de variação positiva.

                                Por isso a Lafis revisou sua projeção de faturamento do setor, passando de uma previsão de expansão de 2,0% feita na edição de outubro de 2020, para uma expansão mais satisfatória (+4,5%) nesta edição.

                                Analista Responsável Felipe Souza