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Home Blog
  • cerveja, empresas do setor cerveja, empresas do segmento cerveja, setor cerveja, segmento cerveja, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2024
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Thaís Virga Passos

    Segundo o recém divulgado  Anuário da Cerveja 2024, publicado anualmente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), o número de cervejarias no Brasil bateu recorde em 2023, ao atingir o maior patamar da história. A saber, o número desses estabelecimentos no País mostrou crescimento de 6,8%, em 2023, ao passar de 1.729 cervejarias em 2022, para 1.847 no ano seguinte.

    De acordo com Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicerv, o Anuário constitui uma importante ferramenta para que o poder público saiba como estimular o setor, responsável por 2% do PIB do país — e de 2,5 milhões de empregos: "Ele é fundamental para que as melhores políticas públicas sejam tomadas com as melhores informações possíveis. É bom para o Poder Executivo, para o Poder Legislativo, é bom para o mercado cervejeiro saber onde alocar seus investimentos", destaca. 

    O novo estudo evidencia, ademais do aumento do número de cervejarias que, também, houve expansão da variedade de cervejas em 2023; uma vez que em 2022 o Brasil tinha 42.831 produtos registrados, saltando para 45.648 produtos em 2023. 

    Com crescimento de novas cervejarias em todas as cinco macro-regiões brasileiras, Maciel também atenta  que esse aumento de quase 7% reflete diretamente uma expansão de investimentos da indústria nos últimos anos, “com novos empreendimentos, mais empregos, e mais pagamento de impostos nos 771 municípios brasileiros onde há alguma cervejaria registrada”.

    Destacando-se o Estado de Minas Gerais, o executivo ainda apontou ao Itatiaia, que:

    Em Minas Gerais, a gente tem visto nos últimos anos, grandes investimentos de grandes cervejarias e um forte crescimento também das pequenas cervejarias. A inovação é característica do mineiro. Sua paixão por cervejas se reflete em números super interessantes, como, por exemplo, a segunda maior média brasileira no número de marcas de cerveja registradas”.

    Segundo o presidente do Sindicerv, em média, cada cervejaria mineira tem 36,9 nove marcas de cervejas registradas, ficando somente atrás de São Paulo: “E não só isso, das 15 cidades com maior registro de produtos cervejeiros no Brasil, Minas tem quatro cidades. Estou falando de Belo Horizonte, Uberlândia, Juiz de Fora e Nova Lima”.

    Analista Responsável Thais Virga


    • siderurgia, empresas do setor siderurgia, empresas do segmento siderurgia, setor siderurgia, segmento siderurgia, economia, macroeconomia
      • Autor
        Lafis
      • Ano
        2024
      • Categoria
      • Analista Responsável
        Marcel Carneiro

      Gerdau

      A Gerdau apresentou um sólido desempenho no 1T24, com um EBITDA ajustado de R$ 2,8 bilhões, um aumento de 38% em relação ao trimestre anterior. A divisão da América do Norte destacou-se com maior volume de vendas e menores custos unitários, resultando em maior rentabilidade. No Brasil, a empresa superou expectativas com aumento nas receitas unitárias e volumes de vendas.

      A alavancagem da Gerdau diminuiu ligeiramente, e a dívida líquida atingiu R$ 5,1 bilhões. A empresa anunciou dividendos de R$ 0,28 por ação. Mesmo com resultados mais fracos na América do Sul, a Gerdau mantém uma previsão otimista de EBITDA entre R$ 10-11 bilhões para 2024.

      CSN

      A CSN teve resultados em linha com as expectativas para o 1T24, com EBITDA ajustado de R$ 1,966 bilhões, uma queda de 46% em relação ao trimestre anterior. O desempenho foi sustentado pela divisão de logística e operações de mineração. No entanto, a divisão de aços teve um desempenho fraco devido à pressão sobre os preços.

      A alavancagem aumentou para 3,1x a dívida líquida/EBITDA, e a dívida líquida atingiu R$ 33,4 bilhões. A empresa anunciou dividendos de R$ 0,72 por ação. A CSN permanece cautelosa devido à pressão de preços no setor siderúrgico e à concorrência com produtos importados.

      Usiminas

      A Usiminas registrou um lucro líquido de R$ 35,65 milhões no 1T24, uma queda de 93% anual, afetada pela volatilidade dos preços do minério de ferro. A receita líquida foi de R$ 6,22 bilhões, uma queda de 14%, apesar de um aumento de 1% nas vendas de aço. O EBITDA ajustado foi de R$ 416 milhões, uma redução de 47%.

      A dívida líquida da Usiminas subiu para R$ 310 milhões, com alavancagem de 0,22x EBITDA. A empresa espera estabilidade nas vendas de aço no segundo trimestre, com desempenho positivo em alguns mercados, mas enfrenta pressão das importações e desaceleração em outros segmentos.

      Conjuntura e Perspectivas

      O setor siderúrgico brasileiro enfrenta um cenário desafiador em 2024, marcado pela volatilidade nos preços do minério de ferro e uma competição crescente com produtos importados. Apesar de algumas empresas, como a Gerdau, apresentarem resultados positivos impulsionados por operações no exterior, o ambiente doméstico permanece sob pressão. A demanda por aço está estável em certos segmentos, como veículos pesados e linha branca, mas enfrenta dificuldades em outros, como máquinas agrícolas.

      A alavancagem financeira é uma preocupação para empresas como a CSN, enquanto a Usiminas tenta recuperar sua eficiência operacional após a retomada de importantes unidades de produção. O setor continua a lidar com oscilações nos custos e preços de venda, exigindo ajustes estratégicos para manter a rentabilidade e competitividade. A perspectiva de curto prazo é de cautela, com atenção às tendências globais de preços e demanda por aço.

      Especialista do Setor Marcel Tau

      • ebusiness, empresas do setor ebusiness, empresas do segmento ebusiness, setor ebusiness, segmento ebusiness, economia, macroeconomia
        • Autor
          Lafis
        • Ano
          2024
        • Categoria
        • Analista Responsável
          Alexandre Favaro Lucchesi

        A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o Projeto de lei nº 2331/22, que regulamenta os serviços de vídeos sob demanda no País. As plataformas de vídeos serão obrigas a contribuir para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), recolhendo uma alíquota de 3% da receita bruta anual, sendo isentas plataformas que tenham receita inferior a R$ 4,8 milhões. Vale também para empresas estrangeiras atuando no país, assim como plataformas de compartilhamento de vídeos online, como Youtube e TikTok. Espera-se que, com esse avanço na regulação, o governo regularize mais um ponto fraco na arrecadação, o que pesará no caixa dessas empresas.

        Por outro lado, com a sanção presidencial do Marco Legal dos Games no dia 3 de abril de 2024, tornou-se uma oportunidade decisiva para a indústria dos jogos no Brasil. O PL 2796/2021 tem como objetivo regular todos os aspectos relevantes da produção, importação, comercialização, desenvolvimento e utilização comercial de jogos. Além disso, estabelece diretrizes para o setor, entre elas: a proteção às crianças e adolescentes, com um sistema de denúncias; o estímulo ao capital destinado aos investimentos no setor, por meio da Lei do Audiovisual e da Lei Rouanet; a possibilidade de inclusão de jogos nas Política Nacional de Educação Digital com implementação nas escolas para ensino e o reconhecimento de profissionais do setor, incluindo-os nas categorias do MEI e na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

         Especialista do Setor  Alexandre Favaro Lucchesi


        • agricultura, agrícola, economia, macroeconomia, agronomia, rural,  empresas do segmento agrícola, empresas do segmento agricultura
          • Autor
            Lafis
          • Ano
            2024
          • Categoria
          • Analista Responsável
            Henrique Pavan

          A Companhia Nacional de abastecimento (Conab) estima uma produção total de 295,45 milhões de toneladas de grãos para a safra de 2024/2025. Todavia, ainda não é possível avaliar precisamente o impacto quantitativo da catástrofe climática do Rio Grande do Sul no resultado geral da temporada.

          O que se sabe, por ora, é que a produção de arroz está projetada em 10,495 milhões de toneladas. No entanto, as intensas chuvas verificadas no Rio Grande do Sul, o principal produtor de grãos do país, resultarão certamente em perdas nas plantações. A extensão dos danos ainda está sendo calculada, mas estima-se que pelo menos 8% da área plantada no estado será afetada. Em outros estados, a colheita está progredindo bem devido à estabilidade do clima. Até o dia 5 deste mês, aproximadamente 80,7% da área cultivada no país já havia sido colhida. A qualidade dos grãos é considerada satisfatória, com rendimentos positivos em grãos integrais. A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) assegura que o abastecimento interno deve seguir sem grandes percalços.

          O relatório da Conab também estima uma safra de milho de 111,64 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 15,4% em relação ao ano anterior. A primeira colheita do cereal teve rendimentos mais baixos na maioria dos estados produtores devido às condições climáticas desfavoráveis. Quanto à segunda safra, as condições são diversas. Em Mato Grosso, as plantações estão se desenvolvendo bem, com boa disponibilidade de água. No entanto, em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e parte do Paraná, a diminuição das chuvas em abril resultou em estresse hídrico em várias regiões.

          Ainda segundo a Conab, caso as intensas chuvas no Rio Grande do Sul não tivessem ocorrido, a safra de soja atingiria o total de 148,4 milhões de toneladas. Contudo, a estimativa atualizada é de 147,68 milhões de toneladas, uma redução de 4,5% em relação à safra anterior.

          Por fim, vale mencionar que a produção de algodão apresenta boas perspectivas, com um crescimento esperado de 16,7% na área cultivada. Por outro lado, a cultura de trigo deve sofrer atrasos no Rio Grande do Sul exatamente por conta dos altos índices de precipitação. Embora seja ainda incerto apontar uma estimativa segura, é provável que haja uma redução da oferta interna já que o estado responde por cerca de 45% de sua produção.

           Especialista do Setor Henrique Pavan.


          • transporte rodoviário, empresas do setor transporte rodoviário, empresas do segmento transporte rodoviário, setor transporte rodoviário, segmento transporte rodoviário, economia, macroeconomia

            No final de abril, o Ministro Cristiano Zanin suspendeu, por meio de uma decisão cautelar, a extensão do calendário da Desoneração da Folha de Pagamentos, que estava prevista para durar até 2027. Com essa decisão, os empregadores terão que voltar a recolher os 20% da cota patronal sobre a folha de pagamentos.

            A decisão foi tomada após a Câmara e o Senado optarem por manter a desoneração da folha de pagamento de diversos setores. Posteriormente, a lei foi vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o veto foi derrubado novamente pelo Congresso.

            No padrão normal, ou seja, com a reoneração, haverá um escalonamento das alíquotas pagas sobre a folha de salários entre os anos de 2024 e 2027, com percentuais que variam de 10% a 17,5%.

            Assim, se mantida a liminar do Ministro, a reoneração certamente repercutirá em elevação dos custos tributários das empresas de transporte rodoviário que deverão ser repassados ao frete, assim como alega Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística, associação que representa as 160 mil companhias do setor, “as empresas vão procurar repassar para o mercado, para a cadeia produtiva, para os seus contratantes, o aumento de custo. O primeiro impacto é aumentar o preço do frete e não tem como ser diferente”.

             Analista Responsável Felipe Souza


            • navegação, empresas do setor navegação, setor navegação, segmento navegação,  portos, porto,  empresas do setor portos, setor portos, segmento portos, economia, macroeconomia

              Os custos do frete marítimo global aumentaram significativamente desde dezembro de 2023 devido aos conflitos no Oriente Médio, resultando em atrasos e elevação no preço do transporte de contêineres.

              Para evitar áreas de conflito, os navios estão alterando suas rotas, que antes trafegavam o Mar Mediterrâneo contornando agora a África, tal mudança, além de acarretar maior uso de combustível e aumento os custos operacionais das companhias marítimas, provocou também um aumento no custo dos seguros e encarecimento dos produtos tanto no mundo quanto no Brasil.

              A saber, o índice de frete marítimo de granéis sólidos da bolsa do Báltico avançou para uma máxima de mais de três meses nesta semana, devido ao aumento dos custos de transporte aliado à demanda robusta por cargas em todos os segmentos de navios.

               Analista Responsável Felipe Souza


              • veículos pesados, empresas do setor veículos pesados, empresas do segmento veículos pesados, setor veículos pesados, carroçarias, empresas do setor carroçarias, setor carroçarias, economia, macroeconomia

                De acordo com o recém divulgado Anuário 2024 da Associação Brasileira de Administração de Consórcios, a ABAC, o Sistema de Consórcios (SC) passou pela melhor fase de sua história em 2023; mesmo com o ano iniciado com incertezas devido ao novo governo, e, levando em conta, as expectativas de importantes setores e segmentos que utilizam essa modalidade para compras  — como o de veículos em geral — em relação aos ajustes políticos e econômicos que seriam realizados na atual gestão presidencial. Segundo cálculos da assessoria econômica da ABAC, a participação do Sistema de Consórcios na economia brasileira fechou o ano de 2023 em 5,3%.

                Em termos de volumes de recursos disponibilizados, o SC no mercado nacional disponibilizou      R$ 83,9 bilhões em recursos para compra de bens móveis, imóveis e serviços; com tal volume tendo registrado crescimento de  21,4% comparado aos R$ 69,14 bilhões de créditos disponibilizados em 2022. No acumulado dos doze meses do ano passado, 1,62 milhão de consorciados foram contemplados e obtiveram a oportunidade de utilização de seus créditos; um aumento de 6,6% ante 1,52 milhão no mesmo período de 2022. Observando o volume de créditos para a compra de veículos, em 2023, o consórcio de todas as principais categorias de automotores (englobando veículos leves e pesados, e, motocicletas) mostrou expansão em cinco dos seis principais indicadores do SC. Dentre esses, o maior avanço ocorreu nos créditos disponibilizados, ao fecharem o ano passado em R$ 64,02 bilhões, 22% acima do registrado em 2022 (R$ 52,48 bilhões). Com tal volume disponibilizado, o consórcio de veículos automotores, em geral, respondeu por 76,3% dos mais de R$ 80 bilhões concedidos a todos os participantes do Sistema.

                Destacando-se a utilização de créditos voltados, especificamente, à aquisição de veículos pesados (para a ABAC, incluindo caminhões, tratores e implementos rodoviários e agrícolas), no ano houve: 776.179 participantes ativos (7,5% do total de setores consorciados – incluindo veículos leves, motocicletas, eletroeletrônicos, imóveis e serviços); com R$ 12,6 bilhões em créditos (participando de 15% nessa categoria). Quanto às cotas e créditos comercializados relativos ao setor de veículos pesados, esses registraram, respectivamente: 310.370 cotas (7,4% do total de setores consorciados); e, aproximadamente R$ 46,76 bilhões em créditos comercializados.

                Já quanto às contemplações, os seja, quanto à chegada de recursos, em 2023, os veículos pesados totalizaram 80.050 (4,9% desse total e 24,8% acima das comtemplações de 2022 ao setor). Afim de comparação em 2023, ocorreram 636.017 contemplações de veículos leves (39,2% de participação), e, 696.916 contemplações de motocicletas; enquanto imóveis corresponderam a 6,4% do total, sequido de eletroeletrônicos (3,6%) e serviços (2,9% de participação); o que mostra que o consórcio de leves foi um dos principais responsáveis por esse resultado quanto às contemplações. Ainda assim, e, com tíquete  (valor) médio da cota no ano de 2023 chegando a R$ 150,65 mil (9% superior ao de 2022), o volume de créditos disponibilizados (recursos colocados à disposição dos contemplados) ao setor de veículos pesados, ao totalizar R$ 12,6 bilhões, bateru novo recorde no ano passado,  ao ultrapassar, em 15,4%, os R$ 10,92 bilhões de 2021, até então, o maior valor anual já registrado pela ABAC.

                Em um cenário macroeconômico interno ainda marcado por taxa de juros Selic em dois dígitos, ressalta-se que o consórcio de veículos pesados demonstra-se como uma forma eficiente e com custos reduzidos para a aquisição de caminhões e máquinas agrícolas. E isso, pois, como as taxas do consórcio são definidas pelo período de parcelamento[1], essas envolvem a utilização de juros simples; diferentemente dos financiamento, que usam juros compostos, conforme avalia Luís Toscano, vice-presidente de Negócios da Embracon, uma das maiores empresas de consórcios do Brasil.

                Analista Responsável Thais Virga



                • laticínios, empresas do setor laticínios, empresas do segmento laticínios, setor laticínios, segmento laticínios, economia, macroeconomia
                  • Autor
                    Lafis
                  • Ano
                    2024
                  • Categoria
                  • Analista Responsável
                    Henrique Pavan

                  As enchentes vistas recentemente no Rio Grande do Sul ocasionaram lamentáveis estragos humanitários, ecológicos e econômicos. No caso do setor leiteiro, as dificuldades devem ser significativas.

                  Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, quedas de barreiras e obstruções de estradas estão isolando os proprietários, especialmente no interior do estado. O entrave no fluxo de transportes dificulta, portanto, o envio de leite para a indústria a qual, por sua vez, tem dificuldade em obter as embalagens. Muitos produtores estão percorrendo alguns trajetos a pé, comprando óleo e ração – cujos estoques estão baixos - em pequenas quantidades enquanto ainda é possível.

                  Vale reforçar que não é de hoje que o setor nacional como um todo apresenta dificuldades competitivas: concorrência com importações (sobretudo aquelas oriundas do Mercosul), margens apertadas e obstáculos à obtenção de escalas que possibilitem incrementos de produtividade.

                  Apesar das recentes medidas governamentais para impulsionar o setor, a dependência de importações ainda é severa, não obstante uma relativa melhora no saldo comercial do primeiro trimestre de 2024 em relação aos últimos meses de 2023. Entretanto, abril presenciou um incremento de 9,8% no volume de leite importado em relação a março. Adicionalmente, as exportações registraram queda de 63,4% no mesmo período, ocasionando um déficit comercial de 185 milhões de litros, 15,6% superior ao de março que registrou um saldo negativo de 160 milhões de litros.

                  Infelizmente, os eventos no Rio Grande do Sul devem agravar o quadro. Por isso, espera-se que, nos próximos dias, as autoridades públicas (em todos os níveis federativos) anunciem pacotes de resgate e reconstrução para minorar as perdas e iniciar a reestruturação das capacidades produtivas.

                  Especialista do Setor Henrique Pavan.

                   


                  • comércio varejista, setor comércio varejista, economia, macroeconomia, varejo, setor varejo,empresas do setor varejo, empresas do segmento varejo

                    A enchente decorrente das chuvas torrenciais que caíram na região de Porto Alegre (RS) já é a maior tragédia climática registrada e pode ter um impacto significativo no comércio varejista da região. Foram causados danos estruturais às lojas, destruindo estoques, móveis, equipamentos e até a própria infraestrutura de edifícios. Isso pode exigir reparos extensos ou, em casos extremos, a reconstrução total do local. Muitas lojas estão fechadas para reparos, o que interrompeu a renda e deve afetar a estabilidade financeira de negócios. Além disso, estoques para venda foram danificados ou destruídos, enquanto que os danos à infraestrutura rodoviária e de transporte também estão dificultando a entrega de produtos aos varejistas ou a entrega de mercadorias aos clientes, especialmente se a cadeia de suprimentos for interrompida.

                    O rio Guaíba, que atravessa a capital gaúcha, ainda enfrenta uma cheia histórica, com nível acima dos cinco metros. Em meio às expectativas de que a água baixe, entidades empresariais se preocupam com o estrago que será revelado nas áreas afetadas pelas enchentes. A Fecomércio-RS, entidade que representa cerca de 500 mil empresas do comércio de bens, serviços e turismo no Rio Grande do Sul, projeta perdas milionárias em todos os 425 municípios atingidos. “Os municípios atingidos representam 81% do PIB do Estado. Estimamos um impacto de 86% no nosso nicho, de comércio, bens e serviços, porque representamos 51% da economia”, diz Luiz Carlos Bohn, presidente da entidade. A assessoria econômica ainda estima um impacto em 88% dos empregos formais do estado, por conta das enchentes.

                     Especialista do Setor  Alexandre Favaro Lucchesi

                     


                    • móveis, empresas do setor móveis, empresas do segmento móveis, setor móveis, segmento móveis, economia, macroeconomia
                      • Autor
                        Lafis
                      • Ano
                        2024
                      • Categoria
                      • Analista Responsável
                        Marcel Carneiro

                      Considerando a atualização dos dados de produção de móveis, a Lafis revisou as projeções para essa variável, considerando agora uma perspectiva de crescimento de 1,0% em 2024, se mantendo próxima ao menor patamar da série histórica. Projetamos um nível de produção consideravelmente aquém do observado antes da pandemia em 2019 (-22,2%), período em que a produção já observava tendência de queda em relação aos anos anteriores.

                      O mercado de móveis vem sendo afetado por diversas questões, destacando a redução da renda disponível das famílias, diante do avanço da proporção do emprego informal na força de trabalho (em geral, com menores níveis de renda), elevado patamar de juros e inflação em níveis elevados. Já as vendas do setor também vêm sendo prejudicadas pela expansão observada em 2020 e 2021, diante da maior procura por móveis residenciais naquele período como reflexo do isolamento social e maior permanência das pessoas em suas residências em decorrência da epidemia do Covid-19.

                      Quanto ao mercado externo, a forte base de comparação dos anos anteriores e o fraco ritmo de crescimento em algumas economias diante da elevada taxa de juros para combater a inflação restringem a expansão setorial.

                      Considerando tais fatores e os dados dos primeiros meses de 2024, projetamos estabilidade das exportações de móveis e crescimento de 4,6% das importações, resultando em um superávit comercial do setor de US$ 210 milhões, abaixo dos US$ 238 registrados em 2023, mas bastante superior ao observado no último ano sem efeitos do Covid (2019), quando o superavit setorial foi de apenas US$ 32 milhões.

                      Neste cenário, a Lafis projeta crescimento de 3,2% do faturamento setorial em 2024, o que resulta em um faturamento da indústria de R$ 79,5 bilhões.

                       Especialista do Setor Marcel Tau


                      • industria automobilistica, automobilistica, automobilísticas, indústria automobilística, empresas automobilisticas, industrias automobilisticas, fábricas de carros, fabrica de automoveis, honda fabricante de automóveis, fábrica da chevrolet, fabricação de carros, Anfavea, automóveis, auto carros, veiculos, carros toyota, carros honda, carros populares, carros volkswagen, preço de carros, automovel, carros automaticos, hyundai carros, fiat carros, mobilidade urbana, uber, localiza uber, movida uber, localiza, movida, app uber, lady driver, 99, 99 taxi, aplicativo 99

                        Nos últimos meses, diversas montadoras tanto de veículos leves, quanto de pesados, começaram a anunciar planos de investimentos vultosos no Brasil a partir de 2024, e, em especial na década atual. Segundo recente fala de Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) em meados de abril/2024, os investimentos das montadoras já chegam a R$ 125 bilhões — montante que inclui, além de carros, também investimentos de fabricantes de caminhões e tratores.

                        Em também recente participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia de inauguração da nova sede da entidade da indústria automotiva (que, após 59 anos, deixou  o atual endereço, na avenida Indianópolis em São Paulo (SP), para o bairro Itaim Bibi, também na capital paulista), o executivo da Anfavea ressaltou a importância dos investimentos anunciados à geração de empregos e à “uma contribuição enorme ao meio ambiente”.

                        Destacando em seu discurso de inauguração da nova sede, Lima ressaltou que tal movimento de robustos investimentos anunciados e ligados ao setor automobilístico no País configura-se “o compromisso da indústria automobilística com o Brasil",  ainda atentando que: "Esses investimentos vão proporcionar crescimento e descarbonização ao País em um gesto de ousadia". Em outro ponto apresentado em seu discurso, Lima chamou a atenção ao afirmar que, na esteira de incentivos recebidos pelo setor — fruto de políticas do Governo Federal voltadas ao setor, como mais recentemente, o Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação, o Mover —, as montadoras voltarão a vender 3,8 milhões de veículos, maior marca já registrada em um ano. 

                        E aqui é relevante sublinhar que os Investimentos bilionários recém anunciados por importantes montadoras devem aquecer, sobremaneira, também outros setores e  mercados relacionados; por exemplo, quantos aos setores de autopeças, pneus, varejo automotivo e outros; além de poder impactar diretamente em uma mobilidade mais sustentável em cidades de todo o Brasil. Abaixo, a Lafis exemplifica em tópicos, alguns desses investimentos:

                        ·     Stellantis — R$ 30 bilhões, no período entre 2025 e 2030, com os investimentos direcionados, em especial, à produção de carros híbridos movidos a etanol.

                         

                        ·     Toyota —  R$ 11 bilhões, entre 2024 e 2030, destinados à reestruturação industrial (a qual prevê-se o fechamento da fábrica de Indaiatuba/SP) e ampliação da capacidade em Sorocaba/SP, além do desenvolvimento de novos veículos híbridos flex.

                         

                        ·     Volkswagen — R$ 16 bilhões, incluídos aporte de R$ 7 bi. anteriormente anunciados em 2021 e que se esgotam em 2026, mais R$ 9 bi. até 2029, destinados ao desenvolvimento de nova plataforma totalmente para a produção de veículos híbridos a etanol, destacando-se um novo motor híbrido a ser  produzido em sua fábrica de motores em São Carlos/SP.

                         

                        ·     General Motors —  R$ 17 bilhões, incluídos aporte de R$ 7 bi. até 2028 , mais R$ 10 bi. que foram anunciados no início da década e que se esgotam neste ano, 2024.

                         

                        ·     Hyundai — R$ 5,45 bilhões, entre 2024 e 2032, voltados ao desenvolvimento de novas tecnologias para carros híbridos, elétricos e movidos a hidrogênio verde. Desde 2012 a montadora tem uma fábrica em Piracicaba/SP.

                         

                        ·     Renault —  R$ 5,1 bilhões, de 2021 a 2027, sendo que apenas R$ 2 bi. fazem parte de recente anúncio de continuar desenvolvendo novas tecnologias de 2024 à 2027.

                         

                        ·     Nissan — R$ 2,8 bilhões, incluindo adicional de R$ 1,5 bilhão ao plano definido em 2023 e o total até 2025, voltado à produção de dois novos utilitários esportivos na fábrica de Resende/RJ.

                         

                        ·     CAOA —  R$ 4,5 bilhões, entre 2023 e 2028, destinados à expansão de produção da marca chinesa Chery e da coreana Hyundai, além de planos de eletrificação  e produção de modelos híbridos.

                         

                        ·     BYD — R$ 3 bilhões, entre 2024 e 2030, voltados à primeira parte de sua nova fábrica em Camaçari/BA, para produção de veículos híbridos e 100% elétricos.

                         

                        ·     Great Wall Motor (GWM) —  R$ 10 bilhões, entre 2023 e 2032, destinados à expansão e modernização, com foco na produção de modelos híbridos em sua fábrica em Iracemápolis/SP.

                         

                        ·     Mahindra — R$ 55 milhões, entre 2024 e 2025, voltado à implementação de nova unidade em Araricá/RS, com foco na produção de máquinas agrícolas, em especial tratores (a empresa indiana já possui uma fábrica instalada no município de Dois Irmãos/RS).

                         

                        ·     Honda — R$ 4,2 bilhões, entre 2024 e 2030, direcionados ao desenvolvimento e produção no Brasil de veículos híbridos flex, aproveitando o potencial do etanol brasileiro.

                         

                        Analista Responsável Thais Virga

                         


                        • telecomunicações, empresas do setor telecomunicações, empresas do segmento telecomunicações, setor telecomunicações, segmento telecomunicações, economia, macroeconomia

                          A Anatel decidiu que a Sky não possui mais um Poder de Mercado Significativo como operadora de telecomunicações. Com essa decisão, a empresa passa a usufruir dos benefícios das assimetrias regulatórias concedidas às prestadoras de pequeno porte (PPPs), o que implica em uma série de obrigações dispensadas.

                          Essa reclassificação foi motivada pela ampliação do escopo considerado pela agência no mercado de TV por assinatura. Agora, além do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), no qual a Sky detém mais de 5% e, portanto, possuía um Poder de Mercado Significativo, também são considerados os serviços OTT, que são vistos como substitutos perfeitos.

                          A mudança de classificação foi resultado da análise feita pelo conselheiro Artur Coimbra, que avaliou o impacto do mercado de streaming. Esse mercado tem levado à substituição de produtos e ofertas mais acessíveis e competitivas, uma vez que não estão sujeitas às mesmas obrigações regulatórias da TV por assinatura tradicional.

                          Esse caso é emblemático por ser o primeiro em que uma operadora de telecomunicações tem sua posição de dominância de mercado reavaliada devido à competição com serviços de Internet.

                          A Lafis não considera que tal medida freie a tendência de retração do número de acessos de TV por assinatura no Brasil no curto prazo, mas sem dúvida é uma medida positiva para esse segmento.

                           Especialista do Setor Marcel Tau


                          • shopping centers, empresas do setor shopping centers, empresas do segmento shopping centers, setor shopping centers, segmento shopping centers, economia, macroeconomia
                            • Autor
                              Lafis
                            • Ano
                              2024
                            • Categoria
                            • Analista Responsável
                              Alexandre Favaro Lucchesi

                            Apesar de algum progresso no cenário macroeconômico do Brasil, a situação no setor de varejo do Brasil ainda não é de otimismo em 2024. O pesado endividamento da população e outros fatores, como a concorrência predatória de produtos importados que conseguiram contornar a tributação, afetaram gravemente os comerciantes, situação que, somente agora, passa a ter alguma perspectiva de regulação, com o programa Remessa Conforme e a própria. Além disso, muitos varejistas ainda rolam dívidas contraídas durante a pandemia. Em contrapartida, o desempenho da indústria de shopping centers apresentou, em geral, uma tendência ascendente.

                            No que diz respeito à performance do setor, a geração de empregos e a abertura de lojas aumentou o otimismo das administradoras de shopping centers quanto aos próximos meses. Tal desempenho será beneficiado pelo crescimento no fluxo de visitas em shopping centers em todo o Brasil, ainda que as elevadas taxas de juros para combater a inflação venham comprometendo a capacidade dos consumidores de expandir seus gastos com bens de maior valor agregado e não essenciais, bem como gastos com lazer e entretenimento. O desempenho de shopping centers em 2023 foi muito bom. A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) mostra que se registrou recorde de faturamento, atingindo R$ 194,7 bilhões, como reflexo da recuperação das vendas, o maior valor já registrado pelo setor.

                            O papel dos shoppings como veículo de mídia tem sido uma tendência. Nessa nova arquitetura do consumo, na qual não é mais necessário ir à loja física para comprar, os shoppings começaram a ser administrados como verdadeiros ativos de mídia nos últimos tempos. O ponto forte de cada empreendimento ganhou relevância em ações de marketing das marcas, que têm como objetivo criar laços com o consumidor. E elas pagam por isso, isto é, para estar dentro dos shoppings e perto dos clientes.

                            Como ponto de atenção para este cenário de curto prazo, cabe ressaltar que a reforma tributária poderá afetar empresas sujeitas a um regime fiscal especial, pagando impostos relativamente baixos (PIS/Cofins em média em torno de 7%). Se isso ocorrer, a sua fatura fiscal provavelmente aumentará com nova incidência e mesmo novas alíquotas. As empresas do setor imobiliário podem utilizar créditos fiscais de fornecedores, e alguns shoppings têm acordos contratuais com varejistas para repassar qualquer aumento de impostos sobre o lucro líquido para o aluguel, de modo que aqueles com maior exposição a varejistas podem ter menos capacidade de repassar os impostos mais elevados do lucro líquido para os aluguéis. E a adoção eventual de um imposto sobre dividendos e possíveis restrições nos benefícios de juros sobre capital próprio devem afetar mais aqueles que vêm pagando esse benefício, de modo que o fim da isenção reduziria os lucros. A segunda etapa da Reforma, que envolve a regulamentação e as Leis Complementares, fica pendente de ser regulamentada porque 2024 é um ano eleitoral e são muitas leis complementares, mais de 70, e há anteprojetos, fatores que tendem a dificultar a celeridade.

                             Especialista do Setor Alexandre Favaro Lucchesi


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                              • Autor
                                Lafis
                              • Ano
                                2024
                              • Categoria
                              • Analista Responsável
                                Henrique Pavan

                              A consultoria Brainy Insights realizou um estudo prospectivo sobre o mercado de cafés especiais até 2030. Segundo ela, tal mercado pode atingir a marca de US$ 152,62 bilhões, o que representa um aumento de 12,32% em relação aos números desde 2021. Este crescimento é impulsionado pelo aumento do consumo da bebida em casa, à medida que os consumidores finais se tornam mais curiosos e seletivos em seus gostos.

                              Segundo a pesquisa, a Europa é destacada como um importante mercado para os cafés especiais, contribuindo com 46,21% da receita registrada em 2021. Vale ressaltar que este continente é o principal destino das exportações de café do Brasil, representando mais de 50% dos embarques.

                              Por sua vez, a América do Norte é identificada como uma região com potencial de crescimento significativo nos próximos anos. Isso se deve à popularidade de cafeterias e lojas na região, bem como ao impulso que as novas tecnologias podem trazer para o mercado.

                              Vale enfatizar que, à medida em que a renda da população cresce, a demanda por produtos diferenciados tende a acompanhar tal crescimento, o que pode favorecer a predileção por cafés gourmet e especiais. Assim sendo, mercados emergentes também podem ser atraentes neste sentido. Estima-se que ao redor de 10% de todo o consumo de café no Brasil seja de produtos especiais, segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês).

                              Há, portanto, um grande mercado a ser explorado. Aos produtores e aos gestores públicos cabem apostar em medidas que incentivem a inovação com vistas na diversificação da produção, bem como nas cadeias de comercialização. O brasileiro, em linhas gerais, é resistente e ainda prefere o tradicional café forte açucarado, algo que até faz parte da memória afetiva doméstica nacional. Além disso, é preciso que a economia entre em uma trilha virtuosa de desenvolvimento para o robustecimento do mercado interno. De qualquer modo, há perspectivas de que este caminho possa acontecer, ainda que a passos moderados.

                              Especialista do Setor Henrique Pavan.