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  • calçados, empresas do setor calçados, empresas do segmento calçados, setor calçados, segmento calçados, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcelo Balloti
    O ano de 2020 pode ser considerado o pior em 15 anos para o setor calçadista. A produção doméstica totalizou 764 milhões de pares – mesmo patamar de 2005 – e as exportações foram de 93 milhões de pares, o menor número em 40 anos. As quedas de produção e vendas externas, foram respectivamente, 18,4% e 18,6%.

    A recuperação para ambos os indicadores do setor é dada como certa; contudo o patamar desta ainda é incerto. No começo do ano, as projeções indicavam uma recuperação da ordem de 15% tanto para a produção como para as exportações setoriais; no entanto, a lentidão na vacinação e o recrudescimento fizeram com se revisasse para baixo estes números – produção em torno de 12% e exportação na casa dos 13%.

    Caso estes números se confirmem, o setor ainda continuará 7% menor do que em 2019 denotando a profundidade da crise. Nós da Lafis acreditamos que o setor só voltará aos patamares pré-pandemia em 2022; contudo as incertezas sanitárias, políticas e econômicas, podem fazer com que a plena recuperação só ocorra em 2023.

    Uma possibilidade positiva para o setor é a vacinação e recuperação da economia mundial mais rápida do que a vislumbrada no Brasil o que pode estimular as exportações – o patamar cambial do Real deve manter os preços brasileiros competitivos. Sendo as vendas externas responsável por 14% das vendas totais, talvez a demanda externa possa acelerar a recuperação do setor.

    Analista Responsável Marcelo Balloti Monteiro

    • papel, papeis, empresas do setor papel, setor papel, segmento papel,  celulose, empresas do setor celulose, setor celulose, segmento celulose, economia, macroeconomia, eucalipto
      • Autor
        Lafis
      • Ano
        2021
      • Categoria
      • Analista Responsável
        Felipe Souza
      Se por um lado a esperada retomada da economia interna ainda estará comprometida, por outro lado a demanda externa por celulose, principalmente da China, deverá continuar em expansão, alcançando níveis bastante favoráveis, tanto para escoamento da produção, quanto para os preços de venda da commodity.

      Para o ano de 2021 em relação ao mercado interno, a Lafis projeta que a economia deverá apresentar um maior dinamismo industrial. No entanto, este crescimento ainda será limitado pelo ambiente econômico influenciado por um mercado de trabalho ainda deprimido e produção industrial abaixo do potencial devido a continuidade dos efeitos da pandemia por boa parte do ano.

      No entanto, em outro sentido, a continuidade do Real relativamente desvalorizado somado à previsão de manutenção de uma demanda externa de papel e celulose em recuperação, deverá impactar positivamente na competitividade da produção local frente à externa. Assim, com a demanda globalmente aquecida e a antecipação de compras de celulose, tudo isto deverá sustentar os preços da celulose em alta, constituindo-se assim, num grande vetor de expansão do faturamento do setor.

      Analista Responsável Felipe Souza

      • alumínio, empresas do setor alumínio, empresas do segmento alumínio, setor alumínio, segmento alumínio, economia, macroeconomia
        • Autor
          Lafis
        • Ano
          2021
        • Categoria
        • Analista Responsável
          Marcel Carneiro
        A dificuldade de produzir alumínio a níveis competitivos internacionalmente se relaciona ao alto custo energético no País, que vem sofrendo reajustes e, consequentemente, afeta diretamente o setor, a qual se caracteriza como uma indústria eletrointensiva. Todavia, a questão de robustos capitais para a ampliação da capacidade produtiva e do excedente do setor, no âmbito internacional, também afeta a competitividade da indústria nacional.

        O setor de alumínio experimentou uma queda significativa da produção nos últimos anos e em um passado recente também foi afetado pelas restrições impostas pela justiça à empresa Hydro Alunorte, que produz matéria prima para a fábrica da Albras. 

        No entanto, apesar deste histórico e mesmo com a crise sanitária, a produção de alumínio apresentou crescimento em 2020, devido a fraca base de comparação e o bom desempenho de segmentos demandantes, com destaque para as latas de alumínio, que apresenta tendência de substituir, em parte, a utilização de outros materiais. A Lafis considera que essa tendência será mantida em 2021 e que a produção de alumínio primário não avançará mais devido à falta de competitividade da indústria nacional nesse segmento.

        Quanto ao preço do alumínio no mercado internacional, a Lafis projeta crescimento significativo em 2021 em relação ao ano anterior, considerando a fraca base de comparação devido aos impactos no preço do produto observados durante o segundo trimestre de 2020. Além disso, a perspectiva de crescimento da economia global e de incentivos monetários e fiscais ao redor do mundo são fatores que contribuem para esse cenário, embora o combate ao covid-19 ainda represente um fator de risco para a economia mundial no curto prazo.

        Assim, as perspectivas para o faturamento setorial são positivas para o curto prazo, apesar das dificuldades estruturais do setor, sobretudo no segmento de alumínio primário, devido a pouca competitividade da indústria local, como mencionado anteriormente.

        Especialista do Setor Marcel Tau

        • cerveja, empresas do setor cerveja, empresas do segmento cerveja, setor cerveja, segmento cerveja, economia, macroeconomia
          • Autor
            Lafis
          • Ano
            2021
          • Categoria
          • Analista Responsável
            Marcelo Balloti
          As restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus que culminaram no isolamento social fez com que eventos relevantes para o setor cervejeiro – festas de fim de ano e carnaval – fossem restringidos ou cancelados, respectivamente. Embora a produção tenha sido afetada negativamente, o grande problema que o setor enfrenta é a falta de embalagens.

          Desde o final de 2020, as grandes cervejarias do país têm sofrido com a falta de recipientes de vidro para o envase da cerveja. O problema afeta de maneira distinta as empresas: enquanto a AMBEV – líder do mercado – produz boa parte das suas garrafas e por isto foi menos afetada pela falta de embalagens, Heineken e Cervejaria Petrópolis tiveram maiores dificuldades, sendo necessário aumentar as importações. A escassez de garrafas de vidro chegou a tal ponto que a Cervejaria Petrópolis acabou desviando boa parte da sua produção para outro tipo de embalagem: as latinhas de alumínio. 

          A menor disponibilidade de garrafas de vidro no mercado doméstico e o consequente aumento nas importações, deverá refletir em preços mais elevados para o consumidor final. Este não é o único fator que merece atenção; a renda menor da população brasileira comparada a 2020 e a possibilidade novamente de grandes eventos serem suspensos ou restringidos pela continuação da pandemia podem impactar negativamente o setor.

          O ano para o setor de cervejas pode ser desafiador. Choques negativos de oferta e demanda podem fazer com que a recuperação do setor seja menos acelerada do que o outrora vislumbrado, o que pode fazer com que o setor demore pouco mais para retomar os patamares pré-pandemia.   

          Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

          • hotéis, empresas do segmento hotéis, setor hotéis, segmento hotéis, economia, macroeconomia, viagem, turismo, setor turismo, segmento turismo
            • Autor
              Lafis
            • Ano
              2021
            • Categoria
            • Analista Responsável
              Fernanda Rodrigues
            De acordo com a última Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, o índice de volume das atividades turísticas no Brasil cresceu 2,4% em fevereiro deste ano, em relação ao mês anterior, sendo esta a segunda alta consecutiva nesta base de comparação. Apesar disso, na comparação com fevereiro do ano passado, o volume de serviços relacionados ao turismo recuou 31,1%, acumulando uma queda de 30,1% neste primeiro bimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2020.

            Desta forma, ainda que o conglomerado de atividades turísticas tenha acumulado um crescimento de 127,5% entre maio de 2020 e fevereiro deste ano, tal avanço não foi suficiente para que o setor recuperasse as perdas históricas observadas no período mais crítico da pandemia, quando recuou 68,4% entre março e abril de 2020. Com isso, tais atividades permanecem 39,2% abaixo do patamar pré-pandemia, tomando como referência o mês de fevereiro de 2020, período anterior à implementação das medidas de combate à Covid-19.

            Dentre estas medidas estão rigorosas restrições na circulação de pessoas, e o fechamento de estabelecimentos e serviços presenciais e não essenciais, o que inclui atividades ligadas ao lazer, turismo e hotelaria. As ações também afetaram o desempenho de setores relacionados à atividade turística no país, como os transportes aéreo e rodoviário coletivo de pessoas, que tiveram suas atividades restringidas ou fechamento no acesso às fronteiras interestaduais e internacionais, afetando diretamente o fluxo de turistas, tanto a lazer quanto a negócios.

            Mesmo após a flexibilização das medidas de isolamento social, que permitiram a retomada gradual das atividades turísticas, tendo como foco principal o turismo doméstico, a persistente insegurança sanitária tem impedido uma retomada consistente do setor, uma vez que limitações quanto aos horários e capacidade de atendimento e funcionamento de estabelecimentos ligados ao turismo seguem sendo adotadas em diversas regiões do país.

            Este cenário torna-se ainda mais desafiador neste início de 2021, quando se observa um recrudescimento da pandemia, implementação de novas restrições mais rígidas e lentidão no ritmo de vacinação. Somado à um mercado de trabalho altamente fragilizado e corte no valor do auxílio emergencial, este conjunto de fatores tende a afetar diretamente o desempenho das atividades turísticas no país, principalmente com o adiamento de viagens, seja pelo receio da população em relação ao contágio pela Covid-19 em um momento de colapso nos sistemas de saúde público e privado, seja pelo receio em expandir gastos não essenciais em um cenário de restrições no orçamento familiar.

            Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

            • tecnologia da informação, empresas do setor tecnologia da informação, empresas do segmento tecnologia da informação, setor tecnologia da informação, segmento tecnologia da informação, economia, macroeconomia
              Dados de mercado demonstram que 2021 pode ser favorável para o mercado de computadores, com grande destaque para os notebooks. Entre janeiro de 2021 e janeiro de 2020, segundo últimos dados divulgados pela IDC as vendas de notebooks avançaram 40,6%, mantendo o bom desempenho observado em 2020 e muito influenciado pela maior permanência das pessoas em casa por conta da Covid-19 e seus desdobramentos.

              É importante destacar que o avanço do mercado de PCs não é uma exclusividade do Brasil. Os dados mais recentes da empresa de pesquisas Canalys mostram que o mercado mundial de PCs no primeiro trimestre de 2021 continua aquecido, com as vendas de desktops e notebooks, incluindo workstations, registrando um aumento impressionante de 55% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

              Dados da IDC também mostram que o repasse da alta do dólar sobre os notebooks elevou o patamar de preço dos equipamentos mais buscados pelo consumidor. Entre 2019 e 2020, máquinas com preços entre R$ 3,5 mil e 4 mil tiveram alta de 73% em volume de unidades vendidas, enquanto a faixa entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil apresentou queda de 10%.

              Desta forma, a Lafis considera positivo o cenário para vendas de notebooks, com ressalva de que com a manutenção do elevado patamar cambial associado a um mercado de trabalho fragilizado por conta da crise, o setor pode observar uma desaceleração das vendas no médio prazo.

              Especialista do Setor Marcel Tau

              • trigo, empresas do setor trigo, empresas do segmento trigo, setor trigo, segmento trigo, economia, macroeconomia
                Característico de clima temperado, o trigo é a base alimentar de diversos povos há milênios, o que faz países como EUA e os europeus, serem os grandes fornecedores do grão. No caso do Brasil, que importa metade do trigo que consome, quase todo da Argentina (75% em 2020), as novidades tecnológicas tendem a contribuir para a melhora da disponibilidade interna. Concentrada na região Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul e no Paraná, a produção de trigo, nos últimos anos, se estende também ao cerrado brasileiro, graças à ciência produzida pela Embrapa.

                No Centro-Oeste o destaque é Goiás, onde é esperado um crescimento entre 120% a 200%, triplicando a área de cultivo que deverá ficar próxima a 70 mil hectares (ha). As perspectivas são boas, de acordo com pesquisadores da Embrapa. O atraso na colheita da soja na região e os preços em alta deverão favorecer o aumento da área com trigo, especialmente em sequeiro.  As operações de semeadura do trigo de sequeiro em GO e DF estiveram concentradas em meados de março, favorecidas pela boa umidade do solo. Como as chuvas cessaram na segunda quinzena do mês, muitos produtores podem acabar desistindo de implantar a cultura do trigo.  No cultivo irrigado, a semeadura deverá ocorrer entre 10 de abril e 30 de maio, seguindo o zoneamento agrícola. 

                Em Minas Gerais, tanto a área quanto o volume de produção de trigo mostraram um crescimento constante desde o início dos anos 2000, passando de 58 mil toneladas em 2006 para quase 300 mil t. em 2020, segundo dados do IBGE. Ainda assim, o volume atende apenas cerca de 30% da demanda do estado. Os preços no início deste ano, porém, seguem pressionados pelas cotações internacionais e também pelo câmbio, variável chave para o caso brasileiro que depende de importações.

                Todavia, a expansão da produção para regiões do Centro-Oeste se mostra promissoras, podendo reduzir o grau de dependência da economia brasileira no longo prazo.

                Analista responsável Marcos Henrique

                • agricultura, agrícola, economia, macroeconomia, agronomia, rural,  empresas do segmento agrícola, empresas do segmento agricultura
                  • Autor
                    Lafis
                  • Ano
                    2021
                  • Categoria
                  • Analista Responsável
                    Marcos Henrique
                  O Brasil vem obtendo safras recordes que se superam nos últimos anos e para a atual, 2020/21, não será diferente. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo IBGE no final de março, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2021 alcançou mais um recorde, devendo totalizar 264,9 milhões de toneladas, 4,2% (10,7 milhões de toneladas) acima da obtida em 2020 (254,1 milhões de toneladas). A produção total deverá se estender por uma área de 67,7 milhões de hectares, o que representa um acréscimo de 3,5% em comparação à safra anterior (2019/20).

                  Conforme destacado pela pesquisa, arroz, milho e soja, são os três principais produtos deste grupo, representam, somados, 92,9% da estimativa da produção e ocupam 87,9% da área a ser colhida. Para a soja, a estimativa de produção bateu um novo recorde: 131,8 milhões de toneladas, com alta de 8,5% frente a 2020. No ano passado, como resultado da pandemia, a pressão de demanda externa por alimentos produziu súbito aumento dos preços destas commodities aqui destacadas, afetando diretamente a cesta básica dos consumidores. Com a retomada parcial da atividade econômica, ao menos no exterior, associada à maior oferta de grãos, os preços deverão apresentar alguma acomodação internamente, a despeito do câmbio que seguirá desvalorizado.

                  No que diz respeito às regiões do país que continuam dando maior contribuição, o Mato Grosso lidera, com uma participação de 27,2%, seguido pelo Paraná (15,8%), Rio Grande do Sul (13,3%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (6,4%), que, somados, representaram 80,7% do total nacional. Enquanto a região Centro-Oeste é responsável, em boa medida, pela produção de soja e pecuária, o Sul concentra a maior parte da produção de arroz e o Sudeste se destaca pela cana-de-açúcar e café. A distribuição regional das diferentes culturas reforça a capacidade do Brasil como produtor de alimentos com capacidade de atender a demanda interna e externa.

                  Desta forma, torna-se evidente que, a despeito dos efeitos deletérios da pandemia sobre a indústria, comércio e serviços, a agropecuária continua sendo a tábua de salvação da economia brasileira, impedindo que os resultados negativos se aprofundem ainda mais.
                   
                  Analista responsável Marcos Henrique

                  • cimento, empresas do setor cimento, empresas do segmento cimento, setor cimento, segmento cimento, economia, macroeconomia
                    • Autor
                      Lafis
                    • Ano
                      2021
                    • Categoria
                    • Analista Responsável
                      Marcel Carneiro
                    Os números apresentados pelo setor durante a fase mais aguda da atual crise e principalmente no período subsequente surpreenderam grande parte do mercado e conosco não foi diferente. Anteriormente esperávamos que a crise, acompanhada de aumento no número de desempregados levaria a uma queda da demanda por cimento, mas o mercado se comportou de maneira oposta, ou seja, houve aumento do consumo pelo produto apesar da confirmação de um cenário depressivo do ponto de vista da atividade econômica. 

                    Como justificativa para tal desempenho dois fatores chamaram a atenção: 1) a elevada procura por cimento pelos pequenos construtores em um cenário de valorização da moradia como um dos reflexos da crise sanitária e 2) o bom desempenho do mercado imobiliário, mesmo diante das restrições de distanciamento social impostas pelas autoridades governamentais para o combate ao vírus.

                    No primeiro bimestre de 2021, quando comparado ao mesmo período de 2020, a fabricação de cimento avançou 13,6%, segundo dados do IBGE. Já considerando o primeiro trimestre de 2021, as vendas de cimento apresentaram crescimento de 19,0% em relação aos mesmos meses de 2020, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

                    Desta maneira, assim como observado em 2020 e pelos dados preliminares de 2021, a Lafis projeta crescimento de dois dígitos do faturamento setorial, impulsionado pelo aumento da produção e do preço do cimento no mercado, além de uma fraca base de comparação nos meses de março e abril, período em que o setor foi mais afetado negativamente em 2020.

                    Especialista do Setor Marcel Tau

                    • comércio varejista, setor comércio varejista, economia, macroeconomia, varejo, setor varejo,empresas do setor varejo, empresas do segmento varejo
                      Em fevereiro de 2021, o volume de vendas no comércio varejista restrito¹ avançou 0,6% na série com ajuste sazonal, em relação ao mês anterior, devolvendo a queda observada em janeiro (-0,2%). Este resultado é reflexo de uma volta à normalidade do orçamento familiar, passado o período de maior comprometimento da renda com o pagamento de impostos como IPVA e IPTU, por exemplo, típicas do início de ano.

                      Em relação ao mesmo período do ano anterior, porém, o resultado segue negativo e igual a 3,8%, segunda queda consecutiva nesta base de comparação e a mais intensa desde maio de 2020 (-7,4%). Com isso, o comércio varejista restrito acumula queda de 2,1% neste primeiro bimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, contribuindo para uma desaceleração na trajetória do crescimento acumulado nos últimos 12 meses, passando de 1,0% até janeiro para 0,4% até fevereiro de 2021.

                      Em relação às atividades, 4 das 8 avaliadas pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, avançaram no mês, com destaque para “Livro, jornais, revistas e papelaria” (15,4%), “Móveis e eletrodomésticos” (9,3%) e “Tecido, vestuário e calçados” (7,8%). Apesar da baixa base de comparação e do fim do auxílio emergencial, tais atividades foram, de certa forma, beneficiadas pela flexibilização das medidas de isolamento social no período, o que permitiu a reabertura do comércio físico e uma maior circulação de pessoas. No caso de “Livro, jornais, revistas e papelaria”, especificamente, o desempenho mensal positivo teve ainda uma influência sazonal, com as compras de material escolar diante do início do ano letivo. É preciso ressaltar, porém, que a conturbada volta às aulas presenciais e manutenção do ensino à distância, diante da persistente crise sanitária, ainda afetam negativamente esta atividade ao substituir livros didáticos e outros artigos de papelaria por dispositivos eletrônicos.

                      Destaque também para o crescimento nas vendas dos “Hiper., super., alimentos, bebidas e fumo” (0,8%) mesmo com o cancelamento do carnaval 2021, impactando diretamente a venda de bebidas alcoólicas e outros itens relacionados à data. A alta inflação de alimentos, porém, segue impactando negativamente esta atividade – considerando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o item alimentação e bebidas apresentou, em fevereiro de 2021, aumento de 0,27% em relação ao mês anterior, acumulando alta de 1,29% no primeiro bimestre deste ano.

                      Após recuperar as drásticas perdas observadas em 2020, o comércio varejista nacional ainda sofre os efeitos da persistente crise sanitária, em meio às oscilações entre flexibilizações e endurecimentos das medidas de isolamento social nos últimos meses e em diversas regiões do país. A maior preocupação agora é superar o novo momento mais crítico da pandemia, vivido desde março deste ano, após um ano da chegada do vírus. Portanto, mesmo com uma nova rodada do auxílio emergencial, com início apenas em abril, a expectativa do setor é que as vendas do comércio voltem a cair no mês de março diante do recrudescimento da pandemia e rigorosas restrições ao funcionamento do varejo físico.

                      ¹ não contempla a venda de veículos, motos, peças e materiais para construção.

                      Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

                        • Autor
                          Lafis
                        • Ano
                          2021
                        • Categoria
                        • Analista Responsável
                          Felipe Souza
                        Em fins de dezembro do ano passado, o setor celebrou a resolução da Câmara de Comércio Exterior, a Camex, para redução da alíquota de importação do PVC, de 14% para 4%, para uma cota de 160 mil toneladas no período. A redução tarifária começou a valer em janeiro deste ano com duração de três meses, prorrogáveis por igual período.

                        Agora, o setor vibra com mais uma conquista neste sentido: o governo adotará medida semelhante para evitar o desabastecimento de outro termoplástico, o polipropileno (PP). Mesmo que as condições, prazos e cotas ainda estejam sendo finalizadas, a intenção de expandir a resolução para outra matéria-prima importante para o setor contribui para a mitigação do problema conjuntural da escassez de insumos para a produção embalagens de alimentos, equipamentos médico-hospitalares e peças automotivas, entre outras aplicações.

                        “O governo acerta, pois trata-se de um produto essencial para a economia, haja vista que estamos enfrentando desabastecimento”, sublinha José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, lembrando que o setor de transformados plásticos possui mais de 12 mil empresas e 330 mil empregados.

                        Analista Responsável Felipe Souza

                        • transporte ferroviário, empresas do setor transporte ferroviário, empresas do segmento transporte ferroviário, setor transporte ferroviário, segmento transporte ferroviário, economia, macroeconomia
                          Depois de um longo período sem nenhuma movimentação de concessão, o ano de 2021 será marcado pela reinauguração de pleitos de outorgas. E o primeiro arrendamento do ano é destaque entre as movimentações de investimentos nestes primeiros quatro meses de 2021. 

                          O governo federal concessionou no dia 8 de abril um trecho da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), situado entre o porto de Ilhéus e Caetité, na Bahia. Chamado de Fiol 1, o trecho de 537 quilômetros de extensão foi arrematado pela Bahia Mineração (Bamin), do Grupo Eurasian Resources Group (ERG), a única empresa a apresentar lance no certame. O lance de outorga ofertado pela Bamin foi de R$ 32,730 milhões. A mineradora ficará responsável pela finalização do empreendimento e operação do trecho, em uma concessão que vai durar 35 anos.

                          Estas movimentações, além de trazer nova dinâmica ao setor, impulsionam grandes aportes de investimentos ao modal. Neste ano ainda está previsto outro pleito (Ferrogrão).

                          Analista Responsável Felipe Souza

                          • industria automobilistica, automobilistica, automobilísticas, indústria automobilística, empresas automobilisticas, industrias automobilisticas, fábricas de carros, fabrica de automoveis, honda fabricante de automóveis, fábrica da chevrolet, fabricação de carros, Anfavea, automóveis, auto carros, veiculos, carros toyota, carros honda, carros populares, carros volkswagen, preço de carros, automovel, carros automaticos, hyundai carros, fiat carros, mobilidade urbana, uber, localiza uber, movida uber, localiza, movida, app uber, lady driver, 99, 99 taxi, aplicativo 99
                            Recrudescimento da pandemia e recuperação econômica da China. Estes são os dois fatores responsáveis pela recuperação mais lenta do setor automotivo brasileiro inclusive para os veículos leves.

                            A piora na pandemia do novo coronavírus em março de 2021, com aumento no número de internações e de mortos, fez com que fossem adotadas diversas medidas na tentativa de reduzir os números de contaminação. Dentre elas, a antecipação de feriados e limitação de horários de funcionamento de diversos setores da economia, contribuindo para que as montadoras diminuíssem ou até mesmo paralisassem suas atividades.

                            A rápida recuperação da economia chinesa tem aumentado a demanda por insumos produtivos do setor automobilístico – chips e microchips principalmente. O país é o principal ofertante do mundo nestes segmentos e tem direcionado sua produção para atender o mercado interno, provocando escassez destes produtos no restante do mundo. Sem componentes vitais para a montagem de veículos, as empresas diminuem o ritmo de produção ou até mesmo param as linhas de montagem.

                            Acredita-se que estes fatores, por si só, são suficientes para provocar uma recuperação menos acelerada do que outrora vislumbrado. Uma possível piora neste cenário não pode ser descartada, uma vez que há limitação de vacinas no mundo em geral e no Brasil em específico, o que deve prolongar o efeito Covid-19 no setor. Por fim, as disrupções na cadeia de oferta de insumos produtivos devem ser monitoradas de perto para avaliarmos se haverá ainda mais impactos negativos. 

                            Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro