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  • máquinas agricolas, empresas do setor máquinas agricolas, setor máquinas agricolas, economia, macroeconomia, máquinas automotrizes, empresas do setor máquinas automotrizes, setor máquinas automotrizes

    Após mais de um ano de especulações, a Mahindra no Brasil, subsidiária do grupo indiano que produz automóveis, máquinas agrícolas e tratores, anuncia sua nova fábrica no Rio Grande do Sul, através de vultoso investimento em unidade que ficará na RS-239 em Araricá, no Vale do Sinos, a cerca de 70 quilômetros da capital Porto Alegre.

    A ideia inicial era ampliar a fábrica existente da Mahindra em Dois Irmãos (RS), porém, devido ao tamanho do terreno e de questões logísticas, o município de Araricá ganhou a disputa. Ainda que o valor exato do investimento da nova fábrica esteja para ser confirmado pela empresa durante a cerimônia de lançamento da fábrica no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, a previsão de aportes no projeto original estava em R$ 100 milhões, como informado pelo diretor de operações industriais da Mahindra no Brasil, Anderson Melo, em 2023.

    Na ocasião, estimou-se no projeto anunciado em 2023, que a capacidade de produção, atualmente na casa dos 1,9 mil tratores ao ano, passaria para 8 mil tratores/ano. Segundo o executivo em encontro na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) ao justificar a razão de permanecerem no Estado do RS e próximo a Dois Irmãos:

     “O estudo da nova fábrica teve início por volta de 2020, quando avaliamos vários Estados e cidades. Nesse período de análise, decidimos por uma coisa muito importante, que é manter 100% dos empregos e a mão de obra qualificada que nos trouxe até aqui”.

    Analista Responsável Thais Virga

     


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      O indicativo de que as operadoras de planos de saúde lançarão mão de um reajuste de 25% sobre as mensalidades já acendeu o alerta generalizado no setor. Muito se fala em ajustar receitas e despesas, num contexto em que os custos sobem. Há uma maior frequência de utilização dos planos, aumento de preços de insumos médicos, cobertura obrigatória de tratamentos mais caros. O desempenho do setor de planos de saúde pode ser influenciado por vários fatores, incluindo mudanças nas políticas governamentais, regulamentações, custos médicos, tendências demográficas e concorrência. O ponto de atenção deste cenário, porém, consiste no tempo da resposta à redução da taxa de juros na economia nacional em 2023, fator que ainda pode comprometer tanto o nível de investimentos das empresas do setor, quanto as linhas de crédito para o consumo das famílias, e por consequência o orçamento doméstico com gastos mais elevados como as mensalidades dos planos de saúde.

      Conforme Antônio Penteado Mendonça, advogado e professor da FIA-FEA-USP, o ano de 2023 chegou ao fim com muitas dúvidas sobre o futuro dos planos de saúde privados. A chance de uma situação caótica, na qual o SUS (Sistema Único de Saúde) não dará conta da demanda porque um elevado número de pessoas que atualmente usam os planos de saúde privados será obrigado a se valer do sistema público, precisa ser considerada porque praticamente 80% dos planos de saúde privados são coletivos e a imensa maioria é de planos empresariais, que são contratados pelas empresas a favor de seus colaboradores. Em segundo lugar vêm os planos por adesão e em terceiro, com poucas chances de crescer, os planos individuais. Os planos de saúde privados atendem 50 milhões de brasileiros, injetando na saúde mais de 65% de todo o dinheiro investido nela. De outro lado, o SUS, com mais de 150 milhões de pessoas que dependem dele, tem apenas 35% dos recursos destinados à saúde. Se os planos de saúde privados colapsarem, o número de pessoas atendidas pelo SUS vai crescer significativamente.

       

      Especialista do Setor Alexandre Favaro Lucchesi

       


      • laticínios, empresas do setor laticínios, empresas do segmento laticínios, setor laticínios, segmento laticínios, economia, macroeconomia
        • Autor
          Lafis
        • Ano
          2024
        • Categoria
        • Analista Responsável
          Marcos Henrique

        Ao longo de 2023, o crescimento econômico e a recuperação da massa salarial, bem como da renda da população favoreceram o incremento do consumo de leite no país, o qual atingiu 4,1% em comparação a 2022. Além disso, segundo dados da Embrapa, dois indicadores centrais do mercado também apresentação elevação: a disponibilidade de lácteos aumentou em cerca de 5% e o índice de captação leiteira se apreciou em 1,6%.

        Entretanto, o descasamento entre a capacidade da captação (1,6%) e o aumento do consumo (4,1%) indicam que a oferta interna não tem conseguido fazer frente à demanda. Por isso, o incremento do consumo foi viabilizado pelo crescimento de 68,8% das importações em relação a 2022. Em 2023 mais de 8% da oferta de leite e derivados no país foi de origem importada.

        No mercado de queijos, os números se destacam. Com relação à muçarela, por exemplo, a diferença de preços praticados no Brasil e nos países exportadores chegou a 45,8%, enquanto no leite em pó integral foi de 31,5%. Argentina e Uruguai, os principais países exportadores de leite para o Brasil, possuem preços historicamente mais competitivos devido a uma eficiência média no setor superior à realidade brasileira. Enquanto o preço médio do litro de leite no Brasil está a 39 centavos de dólar, o leite argentino custa 35 centavos de dólar e o uruguaio, 36. No fim do ano passado, o Governo Federal anunciou duas medidas para incentivar a atividade.

        O CILeite, órgão vinculado à Embrapa, relata que o alto volume das importações levou a uma desvalorização dos preços dos principais derivados de leite no mercado atacadista nacional ao longo do ano. No leite UHT, as cotações diminuíram 18,6% entre maio e novembro, atingindo R$ 3,76 por litro. Na muçarela, a queda foi de 15,6%, chegando a R$ 26,88 no mesmo período. Com isso, as margens tanto no campo quanto na indústria ficaram prejudicadas. Quando perguntados sobre o que produtores e laticínios devem fazer para enfrentar um ano desafiador, os pesquisadores e analistas do CILeite sugeriram criatividade e diversificação. A produção de leite artesanal, por exemplo, está crescendo e pode ser uma saída para muitos produtores.


        • transporte aéreo, empresas do setor transporte aéreo, empresas do segmento transporte aéreo, setor transporte aéreo, segmento transporte aéreo, economia, macroeconomia
          • Autor
            Lafis
          • Ano
            2024
          • Categoria
          • Analista Responsável
            Felipe Souza

          O setor aeroportuário nacional deverá investir ao menos R$ 20 bilhões nos próximos anos. Esta previsão é o destaque do levantamento feito pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e anunciado uma recente reunião entre Governo (Infraero) e as principais concessionárias aeroportuárias do país nesta semana.

          As ações visam o fortalecimento da aviação comercial do país, como a ampliação de rotas regionais e internacionais, os investimentos e melhorias nos terminais concedidos à iniciativa privada.

          Segundo o mapeamento da Lafis de todos os investimentos divulgados pelos players (concessionárias privadas, Infraero e administrações municipais e estaduais), somente em 2023 foram anunciados cerca de R$ 16,2 bilhões em investimentos, dos quais R$ 12,8 bilhões devem estar concluídos até em 2027.

          Nestes anos, estima-se que tais aeroportos sejam expandidos e modernizados para melhorar a qualidade dos serviços prestados, de forma a elevar a produtividade do setor.

          Analista Responsável Felipe Souza

           


          • linha marrom, empresas do setor linha marrom, setor linha marrom, economia, macroeconomia, linhas branca,  setor linhas branca, eletrodomésticos, portatéis, empresas do setor portatéis, setor portatéis

            De acordo com últimos dados divulgados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, destaca-se um crescimento de 1,7% no volume de vendas no varejo geral do País em 2023, sinalizando um desempenho superior a 2022. Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos: “No ano anterior, o resultado havia sido de 1,0% de crescimento, portanto, em 2023, observamos um resultado maior que em 2022, mantendo a tendência de 6 anos consecutivos de crescimento. Também setorialmente, falando em varejo ampliado, observamos uma disseminação de resultados positivos, com apenas 4 das 11 categorias no campo negativo”.

            E dentre os principais destaques setoriais avaliados na pesquisa PMC, estão os eletrodomésticos no ano. A saber, levando em conta que o varejo de móveis e eletrodomésticos apresentou alta de 1% no acumulado do ano de 2023 ante 2022 (após ter recuado 6,7% em 2022 comparativamente a 2021), observa-se que a alta foi puxada exclusivamente pelo setor de eletrodomésticos, ao mostrar expansão de 5,1%; já que, por outro lado, quanto às vendas no varejo de móveis, 2023 evidenciou queda de 5,2% no acumulado do ano.

            Comparando o volume de vendas de eletrodomésticos no varejo em 2023, a pesquisa também mostrou que os últimos três meses do ano mostraram distintos movimentos em relação aos mesmos meses de 2022, e isso: crescendo 2,6% em outubro e 6,9% em novembro; mas, encerrando o ano com recuo de 2,1% em dezembro de 2023.

            A Lafis recentemente atualizou o relatório setorial das linhas branca, marrom e portáteis, estimando resultados positivos tanto no que respeita à produção industrial do setor; quanto o respectivo faturamento nominal a partir do curto prazo.

             Analista Responsável Thais Virga

             


            • tecnologia da informação, empresas do setor tecnologia da informação, empresas do segmento tecnologia da informação, setor tecnologia da informação, segmento tecnologia da informação, economia, macroeconomia

              Considerando que o setor de TI é muito abrangente, a Lafis apresenta alguns segmentos que apresentaram bom desempenho nos últimos anos e que assim deverão permanecer em 2024.

              Inteligência Artificial e Machine Learning: A inteligência artificial (IA) e o machine learning (ML) continuarão a ser áreas de grande investimento e crescimento em 2024. As empresas buscarão soluções de IA para automatizar tarefas, otimizar processos e tomar decisões mais inteligentes. O uso de ML para analisar dados e identificar padrões será essencial para gerar insights valiosos e impulsionar a inovação.

              Nuvem e Edge Computing: A computação em nuvem se tornará cada vez mais prevalente em 2024, com as empresas migrando suas cargas de trabalho para plataformas em nuvem para obter maior flexibilidade, escalabilidade e eficiência de custos. O edge computing também ganhará força, com as empresas buscando soluções para processar dados em tempo real na borda da rede.

              Cibersegurança e Proteção de Dados: A cibersegurança continuará a ser uma das principais preocupações das empresas em 2024, com o aumento dos ataques cibernéticos e da necessidade de proteger dados confidenciais. As empresas investirão em soluções de segurança mais robustas e em medidas para conscientizar seus colaboradores sobre os riscos cibernéticos.

              Experiência do Cliente e Personalização: As empresas buscarão oferecer uma experiência do cliente cada vez mais personalizada e omnichannel em 2024. O uso de dados e IA será fundamental para entender as necessidades dos clientes e oferecer produtos e serviços sob medida. A personalização será um fator chave para se destacar da concorrência e fidelizar os clientes.

              Especialista do Setor Marcel Tau


              • seguros, empresas do setor seguros, empresas do segmento seguros, setor seguros, segmento seguros, economia, macroeconomia
                • Autor
                  Lafis
                • Ano
                  2024
                • Categoria
                • Analista Responsável
                  Alexandre Favaro Lucchesi

                A incorporação da IA ​​revelou-se particularmente eficaz ao lidar com equipes com recursos limitados e com a necessidade de gerir grandes conjuntos de dados para aderir aos procedimentos de conformidade e gestão de riscos. A IA não apenas melhora o desempenho e as habilidades dos funcionários, mas também é capaz de lidar com grandes quantidades de dados, o que é fundamental para atividades relacionadas a riscos e conformidade. Embora a IA apresente um vasto potencial, sua aplicação eficaz está intrinsecamente vinculada à gestão adequada dos dados, demandando uma navegação cuidadosa por meio do intricado cenário das regulamentações de proteção de dados e das considerações éticas, sobretudo quando se trata de informações pessoais ou sensíveis de clientes.

                A velocidade do acesso à informação esteve nos temas debatidos pelos especialistas e representantes do mercado de seguro na “Atualização do Tratamento Legal dos Seguros no Brasil”, seminário ocorrido no último 17 de novembro de 2023. O objetivo foi analisar o Projeto de Lei 29/2017, que busca estabelecer um novo marco legal do contrato de seguro.  Entre os debatedores, prevaleceu a preocupação em esclarecer dúvidas e oferecer soluções para alguns impactos considerados controversos do texto, que tem como objetivo criar uma lei geral do seguro e define novos parâmetros para relação segurador-segurado. Com a preocupação de aprimorar os direitos do consumidor, revisa vários aspectos da operação de seguros no País e revoga artigos do Código Civil que fazem referência ao setor.

                Dentre elas, destaca-se a obrigação da publicidade do processo de sinistro, segundo os princípios de imparcialidade e de publicidade ao regulador junto aos interessados em seu trabalho. A seguradora está obrigada a fundamentar a decisão de cobertura e a deixar à disposição do segurado o relatório de regulação de sinistro e “todos os documentos produzidos ou obtidos durante a regulação e a liquidação de sinistro que fundamentem sua decisão”, exceto elementos probatórios que “sejam considerados confidenciais ou sigilosos por lei, ou que possam causar danos a terceiros, salvo em razão de decisão judicial ou arbitral”. De acordo com Ernesto Tzirulnik e Luca Giannotti, estas são apenas algumas das várias soluções articuladas pelo projeto de lei desde sua redação original, que, mesmo depois de 20 anos de tramitação, ainda não foram incorporadas ao direito vigente de forma adequada. Segundo eles, seria “realmente uma peculiaridade nossa admitir um procedimento de regulação de sinistro sigiloso, ainda que o Brasil tenha adotado um modelo de regulação de sinistro mais inquisitorial do que a maioria dos outros sistemas”.

                 

                Especialista do Setor  Alexandre Favaro Lucchesi

                 


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                  • Autor
                    Lafis
                  • Ano
                    2024
                  • Categoria
                  • Analista Responsável
                    Marcos Henrique

                  A estimativa inicial para a produção da safra de café do Brasil no ano-cafeeiro de 2024 é de um volume físico de aproximadamente 58,08 milhões de sacas de 60kg, representando um aumento de cerca de 5,5% em comparação com a colheita total do ano anterior. Esse volume compreende 40,74 milhões de sacas do tipo arábica, equivalente a 70% da safra nacional prevista, e mais 17,34 milhões de sacas de café robusta e conilon, correspondendo a 30% da produção total, caso esses números sejam confirmados em nível nacional.

                   

                  Apesar dessas perspectivas, vale mencionar que desafios pairam no horizonte. Os efeitos do El Niño devem permanecer até meados de 2024, significando períodos de temperaturas mais elevadas com chuvas irregulares. A colheita da variedade robusta da safra 2023/24 não tem sido satisfatória, já que as instabilidades climáticas afetaram consideravelmente o Espírito Santo, principal estado produtor desta variedade.

                   

                  Ao mesmo tempo, os mesmos constrangimentos ambientais têm afetado os concorrentes do café brasileiro, algo que deverá contribuir para uma rigidez para cima dos preços. Rigidez essa também reforçada pelas dificuldades logísticas na região do Mar Vermelho, o que força os navios do Vietnã – segundo maior produtor mundial – a contornarem o Cabo da Boa Esperança, elevando assim seus custos e preços finais.

                   

                  Diante de tais fatores, os produtores brasileiros ainda devem ganhar espaço em volume, área produzida e no mercado internacional. Entretanto, não se espera um incremento estável e contínuo, até por conta das já mencionadas incertezas climáticas que, ao fim e ao cabo, devem gerar cautela aos produtores.

                   

                  Especialista do Setor  Henrique Pavan.


                  • papel, papeis, empresas do setor papel, setor papel, segmento papel,  celulose, empresas do setor celulose, setor celulose, segmento celulose, economia, macroeconomia, eucalipto
                    • Autor
                      Lafis
                    • Ano
                      2024
                    • Categoria
                    • Analista Responsável
                      Felipe Souza

                     Segundo levantamento da Afryno, no Brasil, enquanto a área plantada de eucalipto cresceu 10% de 2018 para cá, alcançando 7,5 milhões de hectares, o consumo desse tipo de árvore avançou 26%. Em boa parte, novas fábricas de celulose contribuíram para a maior demanda pelo insumo, levando o preço a dobrar entre 2021 e 2023.

                    Além disso, os efeitos nocivos das distorções climáticas como o aumento da temperatura e mudanças no regime de chuvas em regiões que concentram plantios de eucalipto, afetaram a área plantada e reduziram a produtividade florestal.

                    Percebe-se que é preciso ampliar de forma expressiva a base florestal plantada para comportar um novo ciclo de investimentos em celulose, considerando que se leva de seis a sete anos para corte do eucalipto após o plantio. Assim, considerando as 10 milhões de toneladas por ano de fibra curta que chegaram ou chegarão ao mercado entre 2020 e 2028, as novas fábricas de celulose no Brasil, que ainda não contam com plantio de eucalipto e contratos de suprimento de madeira em volume suficiente, não devem ter condições de entrar em operação antes de 2028.

                     Analista Responsável  Felipe Souza


                    • têxtil, empresas do setor têxtil, empresas do segmento têxtil, setor têxtil, segmento têxtil, confecções, empresas do setor confecções, setor confecções, segmento confecções, economia, macroeconomia, roupas

                      Na última semana, uma importante operação de fusão entre a Arezzo e o Grupo Soma  - dono de marcas como Hering, Animale e Farm foi anunciada, com as empresas chegando a um acordo que cria, além de uma gigante da moda, mas uma varejista de cerca de R$ 13 bilhões, conforme dados de valor de mercado de ambas no fechamento fo último dois de fevereiro de 2024.

                      A nova companhia a ser criada após o anúncio dessa fusão partirá de cerca de R$ 12 bilhões em receitas, e abrande um portfólio total de 34 marcas. Dessas, destacam-se, por exemplo, como aponta O Globo, “um mix de grifes que vai do básico da Hering ao animal print da Animale, das sapatilhas da Anacapri aos tênis Vans (em licenciamento), passando pelo colorido da Farm ao estilo dos sapatos da Arezzo e o look masculino da Reserva”, dentre muitas outras marcas.

                      A nova empresa, que ainda terá o nome definido nos próximos meses, contará com 34 grifes, partindo de mais de 2 mil lojas e e cerca de 22 mil funcionários, fora as franquias; além de já evidenciar perspectivas de ampliação da internacionalização no setor. Segundo Flavio Conde - analista de investimento em entrevista à Isto é Dinheiro, a fusão anunciada surpreendeu a muitos no mercado e será positiva a ambas empresas, como explica: “Estou vendo essa fusão com muito otimismo, já que as duas empresas são complementares e não competem em nenhum mercado. Estou vendo possibilidade de cross selling muito importante. Por exemplo: a Hering poderá vender calçados, bolsas e acessórios feitos pela fábrica da Arezzo”.

                      Por fim, é importante observar que a citada fusão acontece em um cenário de forte aumento da concorrência no Brasil, puxada pelo aumento de desafios devido à recente ampliação de oferta de novas marcas, categorias, canais e players – destacando-se aqui a chinesa Shein no país, por exemplo. Assim, o cenário interno de maior competição no setor de moda e vestuário evidencia certa indução à integração de empresas e organizações respectivas para também  se tornarem competitivas em termos de: expansão de competências complementares; e, de maior racionalização de custos e estruturas.

                      Analista Responsável Thais Virga


                      • siderurgia, empresas do setor siderurgia, empresas do segmento siderurgia, setor siderurgia, segmento siderurgia, economia, macroeconomia
                        • Autor
                          Lafis
                        • Ano
                          2024
                        • Categoria
                        • Analista Responsável
                          Marcel Carneiro

                        Um conflito vem ganhando cada vez mais destaque envolvendo o setor siderúrgico brasileiro. De um lado, as siderúrgicas reivindicam um aumento nas tarifas de importação de aço, buscando proteção contra a concorrência internacional. Do outro lado, os consumidores de aço, como a indústria automobilística e de construção civil, se veem diante da perspectiva de um aumento significativo nos seus custos de produção, o que pode prejudicar a competitividade de seus produtos.

                        As siderúrgicas argumentam que a medida é necessária para proteger os milhares de empregos diretos e indiretos do setor, além de garantir a segurança nacional. Afirmam que o aço importado, muitas vezes subsidiado por governos estrangeiros (especialmente o chinês), é vendido a preços artificialmente baixos, o que coloca em risco a viabilidade das empresas nacionais.

                        Os consumidores de aço, por outro lado, alertam que o aumento das tarifas terá um efeito dominó na economia, encarecendo produtos, como carros, eletrodomésticos e imóveis. Isso pode levar à perda de competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional, com reflexos negativos na geração de empregos e no crescimento do país.

                        Encontrar um ponto de equilíbrio entre a proteção do setor siderúrgico e a competitividade da indústria brasileira é um desafio crucial para o governo. Uma decisão precipitada pode ter consequências graves para a economia, seja por prejudicar a competitividade das empresas nacionais, seja por colocar em risco milhares de empregos no setor siderúrgico.

                        É fundamental que o governo realize um estudo aprofundado do impacto das tarifas de importação de aço (algo que segundo notícias recentes está em andamento), levando em consideração os interesses de todos os envolvidos na cadeia produtiva. Uma análise abrangente e ponderada é necessária para encontrar uma solução que atenda às necessidades do setor siderúrgico sem comprometer o desenvolvimento da economia brasileira como um todo.

                         

                        Especialista do Setor  Marcel Tau


                        • insumos agrícolas, insumos agricolas, fertilizantes yara, fertilizantes heringer, fertilizantes organicos, fertilizantes químicos, fertilizantes liquidos, fertilizantes nitrogenados, inseticidas, inseticidas agrícolas, adubo orgânico, adubo, adubo organico, adubos araguaia, industrias de fertilizantes, industrias de adubo, industrias de inseticidas.

                          O mercado de fertilizantes está menos aquecido no Brasil. Isto se deve a múltiplos fatores. Pelo lado da demanda, os eventos climáticos ocasionados pelo El Niño geram incertezas aos produtores, os quais travaram suas compras de insumos para a segunda safra. Além disso, tem havido um recuo no preço internacional de commodities, reduzindo seu ímpeto de produção e, consequentemente, a demanda por fertilizantes.

                           

                          Pelo lado da oferta, as tensões geopolíticas ainda exercem influência no cenário. Caso o conflito entre Israel e Hamas se intensifique ainda mais, há o risco de bloqueios em corredores marítimos estratégicos. Além disso, o governo chinês anunciou medidas de restrição de suas exportações com o intuito de atender o mercado interno. Ao mesmo tempo, o Egito anunciou que deverá cobrar preços mais caros para sua ureia exportada. Há ainda o risco de a Índia anunciar redução de subsídios em sua produção de cloreto de potássio, o que pode aumentar seus preços no mercado mundial.

                           

                          Diante disso, uma das opções que se vislumbra no horizonte é uma retomada da produção brasileira de fertilizantes. A atual gestão da Petrobras tem anunciado planos bilionários de investimentos visando a recuperação da produção nacional. Novas fábricas também aguardam licença para operar, principalmente na região do Triângulo Mineiro. Assim sendo, o incremento da produção interna pode diminuir as fragilidades da cadeia produtiva do agronegócio, a qual é, até o momento, notadamente dependente da importação de insumos estratégicos.

                           

                          Especialista do Setor Henrique Pavan.


                            • Autor
                              Lafis
                            • Ano
                              2024
                            • Categoria
                            • Analista Responsável
                              Felipe Souza

                            Segundo dados do IBGE, no acumulado de 2023, a fabricação de Produtos de Material Plástico apresentou incremento de 5,0% quando comparado com o mesmo período de 2022.

                            A taxa de expansão se deve à fraca base de comparação, advinda sobretudo dos maus resultados observados em 2022 quando o setor havia apresentado queda de 6,1% com relação ao mesmo período de 2021. De fato, o nível do índice em questão se encontra bem abaixo da média histórica, o que demonstra que este crescimento serviu mais para repor parcialmente as perdas do que um crescimento orgânico de sua produção.

                            Imprevistos climáticos (como está sendo a seca atípica no Amazonas que vem dificultando o desembarque de PP e PE importados pelo porto de Manaus);  a eclosão da guerra no Oriente médio e o alongamento da guerra no leste europeu - no âmbito externo - que vêm encarecendo os custos ao mesmo tempo que vem redirecionando a exportação mundial para mercado emergentes; além da economia interna engessada (sobretudo a indústria de transformação) por inflação e juros elevados foram os principais motivos que impediram um crescimento mais virtuoso do setor.

                            Analista Responsável Felipe Souza


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                              • Autor
                                Lafis
                              • Ano
                                2024
                              • Categoria
                              • Analista Responsável
                                Alexandre Favaro Lucchesi

                              As novas regras que limitam os juros do rotativo do cartão de crédito no Brasil começaram a valer em janeiro. Determinação está prevista na lei do Programa Desenrola Brasil (14.690/2023), aprovada em outubro no Senado. O teto de 100% para juros do rotativo do cartão de crédito segue modelo do Reino Unido e foi definição adotada pela nova legislação, que também autoriza a portabilidade da dívida. A mudança faz com que a dívida total, incluídos os juros, de quem atrasa a fatura do cartão não poderá ultrapassar o dobro do débito original. Trata-se da linha de crédito mais cara pois tem a facilidade de entrada e enorme taxa de inadimplência. A modalidade é considerada emergencial e não exige garantia, o que faz as taxas dispararem. Além do teto para os juros, o Banco Central também decidiu introduzir regras sobre portabilidade de dívida no cartão, maior transparência nas faturas e iniciativas de educação financeira.

                              Para os adquirentes, torna-se mais atrativo oferecer as operações ao cliente e assim aumentar o giro. Para o setor bancário, contudo, pode haver perdas, tanto que players como o Itaú têm se manifestado, mesmo após a aprovação da lei, afirmando que o impacto do teto no rotativo do cartão de crédito será muito marginal nas taxas. O presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, afirmou “que ninguém pagava mais de 100%, já que a taxa divulgada pelo Banco Central é anualizada e, por lei, o cliente só pode ficar 30 dias nessa linha [...] A vida real vai mostrar e confirmar o que pensávamos [que o impacto de redução nas taxas de juros será muito baixo], o que pode ajudar a reabrir a discussão”. Para ele, o assunto ainda é uma "discussão em aberto".

                               

                              Especialista do Setor Alexandre Favaro Lucchesi