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  • cerveja, empresas do setor cerveja, empresas do segmento cerveja, setor cerveja, segmento cerveja, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2022
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcelo Balloti
    Não há mal que dure para sempre! Parece que este dito popular não se encaixa neste momento no setor de cervejas. O recrudescimento da pandemia em algumas partes do mundo e o conflito no leste da Europa ampliaram os desafios do setor para o segundo semestre.

    O setor de cervejas, como a grande maioria dos setores industriais, vem sofrendo pressões altistas de custo desde meados de 2021 que permanecem e, até ampliaram-se no primeiro semestre de 2022. Portanto, os preços ao consumidor devem subir na segunda metade do ano.

    O desafio para a indústria é conciliar os aumentos no custo de produção com o repasse de preços. Sabe-se que a demanda por cerveja possui um efeito substituição relevante: quando os preços sobem, as pessoas, principalmente de classes mais baixas, deixam de consumir as cervejas mais caras e passam a consumir marcas mais baratas – o que pode reduzir margens da indústria.

    Por outro lado, teremos a Copa do Mundo de futebol entre os meses de novembro e dezembro, o que deve ampliar a demanda por cervejas no final do ano – época tradicionalmente de elevado consumo de bebidas por conta das festas de final de ano.

    Muito provavelmente, o brasileiro terá um final de ano com cervejas mais caras. Quem sabe a seleção de Tite nos brinde com a taça da Copa do Mundo trazendo ao menos esta alegria ao povo brasileiro!

    Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro




    • energia elétrica,  economia, macroeconomia, setor distribuição energia, segmento distribuição energia, transmissão energia, setor transmissão energia, segmento transmissão energia
      Todos os lotes do leilão de transmissão de energia elétrica foram leiloados neta quinta-feira (30/junho). 

      Ao todo, a Receita Anula Permitida (RAP) atingiu o valor de 1,21 bilhão de reais, com a média dos deságios de 41,3% e ao menos dois concorrentes por lote leiloado.

      Como previsto, os investimentos serão de R$ 15,3 bilhões para a construção de quase 5,5 mil quilômetros de linhas de transmissão e 6.180 MVA em capacidade de subestações.

      Os empreendimentos, com prazo de conclusão de 42 a 60 meses, para concessões por 30 anos, contados a partir da celebração dos contratos e contemplarão os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

      O segmento de transmissão de energia elétrica atua entre a geração de energia e a distribuição de energia nas residências, comércio e indústria. Em um país continental como o Brasil e com o aumento da oferta de energia elétrica no nordeste observada nos últimos anos, principalmente em função do desenvolvimento de projetos eólicos e solares, torna-se imperativo o investimento para aumentar a malha de transmissão de energia elétrica.

      Considerando que o Sudeste apresenta o maior consumo de energia elétrica do Brasil, é natural que haja investimentos para conectar essas novas fontes de geração com as localidades de maior consumo, exigindo montantes expressivos de investimento e planejamento por parte das companhias e dos órgãos que regulam o setor de energia elétrica.

      A Lafis considera que o leilão foi bem-sucedido, considerando que todos os lotes foram leiloados e houve disputa de ao menos duas companhias por lote. Cabe destacar que o segmento de transmissão é considerado o segmento mais estável do setor de energia elétrica por ter elevada previsibilidade dos recebimentos e não estar vinculado a quantidade de energia que passa pelas linhas de transmissão, mas sim pela disponibilidade delas para o mercado.

      Por fim, é importante destacar que o forte aumento da taxa de juros observado nos últimos anos torna mais delicada a questão do financiamento destes projetos, elevando o principal custo deste tipo de empreendimento, o custo do capital.

      Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro


        • Autor
          Lafis
        • Ano
          2022
        • Categoria
        • Analista Responsável
          Felipe Souza
        Segundo dados do IBGE, no acumulado do primeiro quadrimestre de 2022, a Fabricação de Produtos de Material Plástico apresentou uma grande queda de 16,9% quando comparado com o mesmo período de 2021.

        A significativa queda da produção está diretamente ligada aos problemas de fornecimento e encarecimento da matéria-prima (resinas termoplásticas) que, por sua vez está relacionada ao encarecimento do preço do petróleo no mercado internacional, insumo que registra altas consecutivas desde o início do conflito armado no leste europeu entre a Rússia e a Ucrânia.

        Decerto, houve uma revisão baixista para as projeções dos volumes de produção e consumo aparente em virtude da queda mais forte do que o inicialmente projetado pela Lafis neste início de ano. No entanto, o faturamento deve ter recebido um impulso advindo da inflação dos preços de vendas, muito influenciados, por sua vez, pelos expressivos custos operacionais, sobretudo das matérias-primas e outros insumos importados repassados aos preços finais (sem que isso represente uma melhora das margens das empresas) o que fez a Lafis revisar revisão para cima do faturamento do setor (de 4,58% para 6,44%).

        Analista Responsável Felipe Souza


        • shopping centers, empresas do setor shopping centers, empresas do segmento shopping centers, setor shopping centers, segmento shopping centers, economia, macroeconomia
          • Autor
            Lafis
          • Ano
            2022
          • Categoria
          • Analista Responsável
            Fernanda Rodrigues
          De acordo com o Índice de Performance do Varejo (IPV), organizado pelo venture capital HiPartners Capital & Work em parceria com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), o fluxo de visitas em shopping centers no Brasil recuou 3% em maio deste ano, em relação ao mês anterior. Esta foi a segunda queda mensal observado no ano, atrás somente do mês de janeiro (-31%), influenciada pela elevada base de comparação tendo em vista o maior número de visitações em shopping centers para as compras de final de ano, como presentes de Natal, por exemplo.

          Em relação a maio de 2021, porém, houve crescimento expressivo e igual a 29%, acumulando uma alta de 43% nos primeiros cinco meses de 2022. Apesar da baixa base de comparação, é importante notar que neste período do ano passado já se iniciava a recuperação da segunda onda da pandemia, apontando para um resultado positivo e efetivo da volta gradual da circulação de pessoas proporcionado pelo avanço da vacinação e controle do número de casos da Covid-19. Desta forma, foi possível realizar uma flexibilização das restrições ao funcionamento dos shopping centers, como horário de atendimento normalizado e lotação máxima de pessoas. 

          O índice específico para a visitação em lojas de shopping cresceu 12% entre abril e maio deste ano, 31% em relação a maio do ano passado, e 70% no acumulado de 2022 na comparação com o mesmo período de 2021. Apesar disso, o faturamento destas lojas cresceu em menor intensidade, 25% entre janeiro e maio deste ano, desempenho semelhante ao observado em lojas de rua (25%) na mesma base de comparação.

          Estes números mostram que, apesar do aumento na circulação de pessoas nos shopping centers, as famílias estão gastando menos no que diz respeito ao consumo de bens. Tal comportamento pode ser explicado pela atual conjuntura macroeconômica, que envolve uma elevada inflação e alta taxa de juros, em paralelo a um mercado de trabalho ainda fragilizado.

          Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

          • combustivel, combustiveis fosseis, posto de combustivel, postos gasolina, combustiveis, combustíveis, preço combustiveis, preços combustiveis, preço dos combustiveis, anp preços, posto de gasolina ipiranga, petrobras preços combustiveis, gasolina, etanol, gnv, óleo diesel, gasolina aditivada, preço do etanol, etanol ou gasolina, etanol combustivel, raízen, shell, ipiranga
            O presidente Jair Bolsonaro sancionou o teto de 17% para o ICMS sobre combustíveis, aprovado na semana passada pelo Congresso, 

            No entanto, com os vetos presidenciais aos trechos incluídos pelo Senado que beneficiariam os Estados na compensação pela perda de receita com o tributo, inicia-se uma verdadeira batalha judicial que será travada no Supremo e que os Estados não estão dispostos a perder.

            Não é por menos que os governadores de onze Estados protocolaram de imediato uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) para questionar a lei complementar 192, que fixa uma alíquota única do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) para o diesel.

            Segundo a ação, "trata-se de verdadeira 'caridade com chapéu alheio', uma liberalidade orçamentária a ser sofrida pelos Estados, DF e municípios, todos surpreendidos pela medida unilateral, autoritária, drástica e com graves efeitos imediatos para os combalidos cofres desses entes".

            Neste sentido, já se sabe que as novas alíquotas ainda não podem ser consideradas certas para o setor, uma vez que a probabilidade de reviravoltas judiciais é muito provável nos próximos dias.

            Analista Responsável Felipe Souza


            • hotéis, empresas do segmento hotéis, setor hotéis, segmento hotéis, economia, macroeconomia, viagem, turismo, setor turismo, segmento turismo
              • Autor
                Lafis
              • Ano
                2022
              • Categoria
              • Analista Responsável
                Fernanda Rodrigues
              De acordo com a última Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, o índice de volume das atividades turísticas no Brasil cresceu 2,5% em abril deste ano, em relação ao mês anterior, sendo esta a segunda alta consecutiva nesta base de comparação, acumulando um avanço de 8,0% nos últimos dois meses. Apesar disso, o segmento ainda não recuperou integralmente as drásticas perdas ocasionadas pela pandemia, permanecendo 3,7% abaixo no nível observado em fevereiro de 2020, antes do início da crise sanitária.

              Na comparação com abril do ano passado, o volume de serviços relacionados ao turismo cresceu 85,7%, 13ª alta consecutiva na avaliação interanual, e a taxa mais intensa desde junho de 2021 (92,6%). Desta forma, o volume de serviços relacionados ao turismo no Brasil, segundo a PMS, acumulou um crescimento de 51,3% no primeiro quadrimestre deste ano, em relação ao período de janeiro a abril de 2021, bem como um avanço de 49,8% no acumulado dos últimos 12 meses até o referido mês, mantendo a trajetória ascendente observada desde março de 2021 (-42,1%).

              O desempenho do setor segue impulsionado pelo bom desempenho das atividades de transporte aéreo, restaurantes, hotéis, bufê e serviços de comida preparada, transporte rodoviário coletivo de passageiros e locação de automóveis, proporcionado pela flexibilização das medidas de isolamento social em todo o país. Além disso, mesmo com o crescimento no número de casos da Covid-19, acelerado pela proliferação de novas variantes mais contagiosas, o que se observa é uma retomada das viagens, tanto domésticas como internacionais, mediante uma ampla vacinação da população.

              Com isso, a expectativa para o setor segue positiva, com estimativas de crescimento na ocupação de hotéis e vendas de pacotes de viagens, tendo como ponto de atenção a atual conjuntura econômica. Fatores como a elevada inflação, alta taxa de juros e queda no rendimento das famílias podem comprometer uma expansão mais significativa na demanda por atividades turísticas, de modo que a população priorize o consumo de cestas essenciais.

              Especialista do Setor Fernanda Rodrigues


              • produçãodepetróleo,empresasdosetordepetróleo,setorproduçãodepetróleo,segmentoproduçãodepetróleo,refinodepetróleo,setorrefinodepetróleo,segmentorefinodepetróleo,economia,macroeconomia
                O petróleo é um tipo de bem que não está totalmente subordinado às leis de oferta e demanda. Motivo de controvérsias ao longo da história, produtores oligopolistas e, em muitos casos, monopolistas, costumam utilizar seu poder de mercado como instrumento de barganha política. A posição da Rússia em mais uma guerra na Europa confirma a tese do uso político da commodity, assim como fizeram EUA e Opep ao longo da história.

                Todavia, mais uma vez, o Brasil se vê na encruzilhada da dependência de combustíveis. Diferente dos anos 1970, como reflexo do aumento dos preços provocado pela Opep, o que colocou o país à beira da hiperinflação, atualmente há condições de produzir a maior quantidade de combustíveis necessários ao consumo. Em que pese as privatizações recentes que diminuíram a capacidade de refino do país, ampliando as importações, especialmente de diesel, o Brasil vem conseguindo atender sua demanda interna. O conflito maior se dá, como a Lafis vem apontando em relatórios recentes, em torno da Política de Preços adotada pela Petrobras (PPI). Motivo da queda de quatro presidentes da estatal no governo Bolsonaro, o PPI tem dado grande contribuição a uma inflação não vista desde o Plano Real no país, exatamente num ano de corrida eleitoral acirrada.

                De um lado, o atual presidente da República amarga baixos índices de popularidade e vê na estatal uma forma de retomar o capital político para as eleições. Da redução do ICMS com compensação federal aos estados, taxação de exportações do petróleo e CPI contra os próprios diretores indicados para a empresa, todas as cartas estão na mesa, tendo em vista os poucos mais de três meses até o primeiro turno. Por outro lado, primeiro colocado nas pesquisas eleitorais, o ex-presidente Lula, vem falando publicamente de “abrasileirar” os preços da Petrobras, o que tem feito o mercado ter calafrios a partir das memórias recentes de intervenção na empresa.

                De todo modo, fica evidente que a questão do petróleo continua sendo o que sempre foi, uma questão mais de política do que de oferta e procura, no mundo e no Brasil.

                Especialista do Setor Marcos Henrique



                • refrigerantes, sucos, água mineral, chás, chá, guarana antarctica, suco de laranja, coca cola, distribuidora de água, soft drinks, refrigerante jesus, fabrica de suco de laranja, fábricas de sucos, fabrica de suco, industria de refrigerantes, indústria de refrigerante, ABIR, minalba, agua mineral preço, engradado de refrigerante, fabrica de cha, fábrica de cha
                  A composição do setor de bebidas não alcoólicas (soft drinks) aponta para os refrigerantes como um dos destaques do setor, seja pelo elevado consumo, seja pelo alto valor agregado que eles possuem. No entanto, o setor vem sofrendo mudanças radicais na última década.

                  O consumo de refrigerantes no período caiu aproximadamente 20% entre 2012 e 2022, este último ano estimado. O setor que havia vivido um boom em virtude do aumento da renda da população e, por conseguinte, uma maior demanda por refrigerantes, viu o consumo começar a cair. O motivo? Preocupações com a saúde.

                  Diante desse movimento, os grandes players do setor estão se movimentando para recuperar os consumidores perdidos. Dentre as medidas adotadas estão a mudança na composição do produto (menos açúcares e gorduras), menores tamanhos nas embalagens (para se consumir menos) e aquisição de marcas menores que já nasceram com apelo a produtos saudáveis. 

                  A preocupação com a saúde tem provocado uma migração do consumo para outros produtos do setor como bebidas à base de coco ou de soja, que possuem um apelo maior às questões da saúde. Caso esse movimento se mantenha, os refrigerantes estarão na berlinda por um tempo maior.

                  Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro


                  • autopeças, empresas do setor autopeças, empresas do segmento autopeças, setor autopeças, segmento autopeças, economia, macroeconomia
                    • Autor
                      Lafis
                    • Ano
                      2022
                    • Categoria
                    • Analista Responsável
                      Marcelo Balloti
                    O faturamento líquido do setor de autopeças cresceu 21% no primeiro trimestre de 2022 na comparação com o mesmo período de 2021. O resultado aparentemente positivo esconde um dado: a expansão foi em termos nominais.

                    O que significa?

                    Significa que não se desconta do valor do faturamento, o valor da inflação do período. 

                    Vamos analisar os dados inflacionários do setor. O IPCA acumulado para o primeiro trimestre de 2021 foi de 2,1% e para 2022 foi de 3,2%; no acumulado de 12 meses (partindo de março) em 2021, a inflação foi de 6,1% e no acumulado de 12 meses (partindo de março) de 2022, a inflação foi de 11,3%.

                    A pressão inflacionária no setor de autopeças deve se manter, principalmente, pelas dificuldades no abastecimento de commodities e outros insumos, o que acaba pressionando os preços para cima. Esse problema de abastecimento não se vislumbra resolução definitiva no curto prazo.

                    Respondendo à pergunta formulada no título: o otimismo deverá ser mantido sim, pois o crescimento nominal é muito superior ao crescimento da inflação no período, o que permite vislumbrar crescimento real no faturamento do setor.

                    Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro


                    • seguros, empresas do setor seguros, empresas do segmento seguros, setor seguros, segmento seguros, economia, macroeconomia
                      • Autor
                        Lafis
                      • Ano
                        2022
                      • Categoria
                      • Analista Responsável
                        Fernanda Rodrigues
                      Em março de 2020, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) lançou o Sandbox Regulatório no Brasil com o objetivo de criar um ambiente experimental constituído de condições especiais, limitadas e exclusivas para que os agentes do setor de seguros possam testar projetos inovadores, novos produtos, serviços ou tecnologias, por um período determinado (até 3 anos). Neste ambiente e durante este período, as seguradoras contam com a flexibilização da regulamentação e supervisão para colocar em prática seus projetos.

                      Tal iniciativa tem como principal objetivo o desenvolvimento do setor segurador no Brasil a partir da diversificação de produtos, bem como promover uma maior competição entre as seguradoras. Soma-se a isso o ganho de eficiência no mercado segurador, uma vez que tais projetos buscam uma redução dos custos e uma maior facilidade dos processos para os consumidores, com foco na melhoria da experiência do usuário.

                      Em duas edições realizadas, o Sandbox Regulatório selecionou 32 projetos, com alguns já em operação. Neste sentido, no dia 1º de junho deste ano, a Susep autorizou a primeira empresa do Sandbox a operar fora do ambiente experimental: a Pier. A empresa foi também a primeira autorizada a atuar dentro do modelo, em dezembro de 2020, porém, agora, poderá atuar em qualquer ramo, sem as limitações definidas até então pelo Sandbox.

                      Especialista do Setor Fernanda Rodrigues


                      • transporte aéreo, empresas do setor transporte aéreo, empresas do segmento transporte aéreo, setor transporte aéreo, segmento transporte aéreo, economia, macroeconomia
                        • Autor
                          Lafis
                        • Ano
                          2022
                        • Categoria
                        • Analista Responsável
                          Felipe Souza
                        O presidente Jair Bolsonaro vetou a volta da bagagem despachada gratuita, aprovada pelo Congresso Nacional. A medida foi incluída pela Câmara dos Deputados durante a tramitação Medida Provisória do Voo Simples. Com isso, as companhias aéreas não terão que oferecer o serviço de despacho gratuito de bagagens com até 23 Kgs para voos nacionais e 30 kilos para os internacionais.

                        Esse veto é um alívio para todas as empresas do setor que, em virtude de uma inclusão repentina de uma emenda elaborada pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), como uma jogada muito mais política do que econômica (pois ficava claro que a emenda não tinha nenhuma análise de impacto no caixa das companhias e na operação das aeronaves, apenas se justificando alegando erroneamente que as passagens aéreas subiram após a adoção da regra da cobrança), na prática, aumentaria os custos dos serviços aéreos e o risco regulatório, o que reduziria a atratividade do mercado brasileiro a potenciais novos competidores e contribuiria para a elevação dos preços das passagens aéreas.

                        Vale destacar que o prejuízo seria maior em dois mercados, caso as companhias fossem obrigadas a despacharem bagagens: para o nascente mercado de low cost brasileiro e para os voos regionais.

                        Para o mercado low cost, muitas empresas que já haviam anunciado início de operação no Brasil, recuaram quase que imediatamente à inclusão da emenda (vetada pelo executivo, como visto) alegando que não haveria possibilidade de vender bilhetes baratos, uma vez que a lógica desta operação se baseia na redução máxima de custos, oferecendo somente o transporte do passageiro que opta ou não por pagar por serviços adicionais (como despacho de bagagem, refeições a bordo etc.).

                        Uma outra modalidade, quase sempre esquecida pela maioria da população e, pelo visto pelos congressistas apoiadores de tal emenda, é o transporte regional. Como se sabe, esta modalidade se justifica pelo transporte aérea entre cidades ou regiões menos populosas, ou seja, com menores números de passageiros por voo. Por tal razão, ela é realizada majoritariamente por aviões menores, que voam com menor peso embarcado. 

                        Assim, já se pode notar a gravidade da distorção operacional se cada passageiro pudesse levar consigo mais uma quantidade considerável de peso em bagagens... obviamente inviabilizaria a operação de um número considerável de rotas, deixando “no escuro” diversas regiões menos dinâmicas, contribuindo assim, para além da inflexão do próprio desenvolvimento econômico que rotas aéreas trazem para estas regiões, para ruptura do projeto de integração aérea das diferentes áreas do país.

                        De fato, não era uma boa emenda.

                        Analista responsável Felipe Souza


                        • veículos pesados, empresas do setor veículos pesados, empresas do segmento veículos pesados, setor veículos pesados, carroçarias, empresas do setor carroçarias, setor carroçarias, economia, macroeconomia
                          Os resultados da produção de veículos pesados no Brasil em maio mostraram recuperação em relação à forte queda ocorrida em abril. A pergunta que se faz é: o mês de maio seria o ponto de inflexão no setor, principalmente no segmento de caminhões?

                          A produção de caminhões em maio apresentou crescimento de 38,5% na comparação com abril; na comparação com maio de 2021, houve estabilidade na produção. No acumulado do ano, a produção total de caminhões está 2,8% menor do que no mesmo período de 2021. Já a produção de ônibus apresentou em maio expansão de 85,4% na comparação com abril; na comparação com maio de 2021, o crescimento foi de 82,2%.  No acumulado do ano, a produção total de ônibus está 18,8% maior do que no mesmo período de 2021.

                          Os números indicam que o segmento de ônibus vem apresentando recuperação depois de dois anos bastante ruins (2020-2021) em virtude das restrições aos serviços de turismo e hospitalidades. Já o segmento de caminhões conta com uma base extremamente alta de comparação (2021) e os resultados do acumulado de 2022 são reflexos da queda em abril provocada pelas paralisações nas fábricas.

                          Portanto, maio será o mês da inflexão?

                          Acreditamos que sim. A produção de ônibus deverá continuar sua trajetória ascendente contando, também, com os programas governamentais na área de educação; já para o segmento de caminhões, a Lafis acredita que haverá relativa normalização no fornecimento de insumos no segundo semestre, o que pode significar aceleração na recuperação neste período, encerrando o ano em terreno positivo.

                          Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro