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    Em 2026, o setor de veículos leves no Brasil — abrangendo montadoras e ecossistema de mobilidade — apresenta trajetória de crescimento moderado, sustentado por fundamentos internos ainda resilientes, mas, condicionado por um ambiente externo adverso. Segundo a Anfavea, a produção nacional deve atingir cerca de 2,74 milhões de unidades (+3,7%), com destaque para veículos leves (+3,8%), enquanto o mercado doméstico seguirá em expansão mais contida. Esse desempenho esperado ocorre após 2025 registrar produção de 2,64 milhões de unidades (+3,5%) e forte avanço das exportações (+32,1%), consolidando o Brasil como um dos principais mercados globais do setor. Ainda assim, o cenário é marcado por juros elevados, maior penetração de importados — especialmente asiáticos — e volatilidade logística decorrente de tensões geopolíticas, incluindo os desdobramentos da guerra no Irã, que afetam cadeias globais de suprimentos e custos energéticos.

    Até agora, ressalta-se que o desempenho do setor automotivo em março/2026 superou as expectativas da Anfavea, com a produção atingindo 264,1 mil unidades — o melhor resultado para um mês desde outubro de 2019 (pré-pandemia) e o melhor março desde 2018. Segundo o presidente da entidade, Igor Calvet, o volume representa alta de 35,6% na comparação anual e de 27,6% frente a fevereiro, evidenciando uma recuperação robusta do ritmo industrial no período.

    Sob a ótica da demanda, a Fenabrave projeta crescimento próximo de 3% nas vendas de veículos leves em 2026, indicando continuidade do ciclo de recuperação iniciado no pós-pandemia, porém em ritmo mais cauteloso . Observa-se também uma inflexão estrutural relevante: a rápida expansão dos veículos eletrificados — com crescimento de cerca de 60% em 2025 — contrasta com a retração dos modelos a combustão, pressionando montadoras a acelerarem investimentos em nacionalização de tecnologias e adaptação industrial. Esse movimento redefine a dinâmica competitiva, ampliando a presença de novos entrantes e elevando a complexidade tecnológica da cadeia automotiva nacional.

    No segmento de autopeças, representado pela Sindipeças, o ambiente é simultaneamente de oportunidade e pressão. A retomada gradual da produção e o avanço da eletrificação criam demanda por componentes de maior valor agregado, eletrônicos e sistemas embarcados. Por outro lado, a cadeia enfrenta desafios estruturais: aumento de custos de insumos (especialmente metais e semicondutores), necessidade de requalificação tecnológica e maior exposição a oscilações cambiais e disrupções logísticas globais — intensificadas pelo atual cenário geopolítico. A dependência parcial de importações críticas segue como fator de risco para a previsibilidade produtiva.

    Em síntese, o panorama de 2026 revela uma indústria automotiva brasileira em transição: crescimento sustentado, porém mais moderado; transformação tecnológica acelerada; e maior integração — e vulnerabilidade — às dinâmicas globais. A combinação entre demanda doméstica resiliente, reindustrialização de plataformas eletrificadas e adaptação da cadeia de autopeças será determinante para a competitividade do setor no curto e médio prazos, especialmente em um contexto internacional marcado por incerteza e fragmentação econômica.

    Especialista do Setor Thais Virga


    • agricultura, agrícola, economia, macroeconomia, agronomia, rural,  empresas do segmento agrícola, empresas do segmento agricultura
      • Autor
        Lafis
      • Ano
        2026
      • Categoria
      • Analista Responsável
        Larissa Curvelo

      A escalada do conflito no Oriente Médio tem gerado reflexos globais. No Brasil, o setor de agropecuária está sendo afetado pela alta de custos de produção e da logística no curto prazo. O fechamento do Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento dos fluxos marítimos têm afetado especialmente os embarques de grãos e proteínas animais para a região. Esse cenário amplia a incerteza sobre o comércio exterior.

      Em março, primeiro mês de guerra, as exportações para o Oriente Médio caíram 26% comparado a março de 2025. Conforme Secex, o valor exportado recuou de US$ 1,2 bilhão para US$ 882 milhões, considerando países como Arábia Saudita, Barein, Catar, Kuweit, Dubai, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Iêmen Democrático, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Líbano, Omã, Palestina e Síria.

      Entre os produtos do agronegócio, destacaram-se as quedas nas exportações de carne suína (59%), frango (22%), soja (25%) e milho (95,9%), evidenciando a forte retração no fluxo comercial para essa região em conflito. Apesar do recuo expressivo, o diretor de Estatística, Herlon Brandão, avalia que ainda é cedo para medir com precisão os impactos do conflito sobre o fluxo comercial.

      Paralelamente, o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia surge como um fator positivo no mesmo cenário. Com previsão de implementação provisória a partir de maio, o acordo pode impulsionar gradualmente as exportações brasileiras, especialmente de produtos com maior valor agregado, como o óleo de soja destinado à produção de biodiesel, ampliando a diversificação de mercados.

      Analista Responsável Larissa Curvelo

       


      • veículos pesados, empresas do setor veículos pesados, empresas do segmento veículos pesados, setor veículos pesados, carroçarias, empresas do setor carroçarias, setor carroçarias, economia, macroeconomia

        O setor brasileiro de veículos pesados entrou em 2026 com forte contração no curto prazo, apesar de projeções anuais positivas. Dados da Anfavea mostram que, em janeiro de 2026, os emplacamentos de caminhões e ônibus caíram respectivamente 31,5% e 33,9% frente a janeiro de 2025, evidenciando um início de ano bastante pressionado por crédito caro e ajuste de estoques. No acumulado do primeiro bimestre, a retração se aprofundou: os licenciamentos totais de pesados recuaram 29,4%, com 13,1 mil caminhões (-28,7%) e 2.486 ônibus (-33,4%) emplacados frente ao mesmo período de 2025 . Ainda assim, há sinais de recomposição marginal na margem mensal — fevereiro superou janeiro tanto em caminhões (+3,3%) quanto em ônibus (+10,7%) — indicando início de estabilização ao longo do trimestre.

        Na ótica da produção industrial, o comportamento é igualmente heterogêneo. A fabricação de caminhões somou 14,6 mil unidades no primeiro bimestre de 2026, queda de 27% sobre igual período de 2025, refletindo a desaceleração da demanda doméstica. Em contrapartida, a produção de ônibus alcançou 4.523 unidades, com alta de 5,4% na mesma base comparativa, sustentada por encomendas específicas e programas de renovação de frota. No agregado anual, entretanto, a própria Anfavea projeta recuperação moderada: cerca de 154 mil unidades produzidas de caminhões e ônibus em 2026, crescimento de 1,4% frente às 152 mil de 2025 . Já no mercado, dados alinhados à Fenabrave indicam expectativa de 114.752 caminhões emplacados em 2026 (+3,5%) ante 110.873 em 2025, e 29.709 ônibus (+3,0%) frente a 28.844 unidades no ano anterior.

        No segmento de carroçarias, acompanhado pela Fabus, os dados mais recentes seguem a mesma lógica dos chassis de ônibus: crescimento pontual na produção, porém ainda condicionado a políticas públicas e investimentos em mobilidade. Em termos setoriais, o quadro consolidado de 2026 revela uma indústria em transição cíclica: forte retração no início do ano (quedas de até 30% no bimestre), combinada a projeções anuais de crescimento modesto (1% a 4%) em produção e vendas.

        Em síntese, o segmento de caminhões continua dependente do crédito e do ciclo logístico, enquanto ônibus e carroçarias respondem mais diretamente a programas governamentais. Uma leitura integrada dos últimos informes e dados da Anfavea (produção), Fenabrave (emplacamentos) e Fabus (carroçarias) confirma um setor resiliente, porém ainda operando abaixo de seu potencial, com recuperação gradual e estruturalmente condicionada ao ambiente macroeconômico e à renovação de frota.

        Especialista do Setor Thais Virga


        • embalagens, empresas do setor embalagens, empresas do segmento embalagens, setor embalagens, segmento embalagens, economia, macroeconomia
          • Autor
            Lafis
          • Ano
            2026
          • Categoria
          • Analista Responsável
            Felipe Souza

          O setor brasileiro de embalagens vive, em 2026, um ambiente marcado por forte volatilidade e incerteza, provocado principalmente pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio que envolvem grandes potências e importantes produtores de energia. Essa instabilidade geopolítica desencadeia um efeito em cadeia, que vai do encarecimento das matérias-primas até o aumento do preço final das embalagens nas prateleiras.

          A alta do preço do petróleo, que, desde o início do conflito no Irã em 28 de fevereiro, já acumula cerca de 40%, pressiona os custos do plástico e, por consequência, de toda a indústria de embalagens. O barril de petróleo bruto passou de 67 dólares para mais de 98 dólares no pico registrado em 20 de março, enquanto os preços de referência do gás natural na Ásia e na Europa subiram mais de 60% no mesmo intervalo.

          Como o Oriente Médio concentra grande parte da produção mundial de petróleo, qualquer risco à estabilidade regional repercute rapidamente nas cotações internacionais. Nos últimos 30 dias, os preços das resinas plásticas já apresentaram aumentos de dois dígitos na maioria das categorias de produção, segundo a corretora independente Plastics Exchange, que acompanha dados de transações do mercado de resinas.

          Analista responsável Rodrigo Faria


          • energia elétrica,  setor energia elétrica, segmento energia elétrica, economia, macroeconomia, geração energia, setor geração energia, segmento geração energia

            Em 2025, os cortes na geração eólica e solar atingiram 20,6% da energia produzida por usinas conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), mais que o dobro dos 9,3% registrados em 2024. O avanço reflete a intensificação do curtailment, que já vinha em trajetória de alta — de 0,5% em 2022 para 3,6% em 2023.

            Na prática, o volume cortado em 2025 seria suficiente para abastecer toda a frota brasileira de veículos elétricos por um ano (cerca de 600 mil unidades) ou atender à demanda anual de aproximadamente 40 data centers de grande porte. Em outra métrica, equivale a cerca de dez meses de geração da usina de Belo Monte.

            Segundo o ONS, 54% das restrições foram motivadas pela sobreoferta de energia (razão energética). Em seguida, aparecem as limitações relacionadas à confiabilidade do sistema (33%), ligadas a requisitos operacionais e restrições de transmissão. Os 13% restantes decorrem de indisponibilidades externas, como eventos climáticos.

            O curtailment é um mecanismo necessário para preservar o equilíbrio do SIN, especialmente em momentos em que a geração supera a demanda. Esse desafio tem sido ampliado pelo avanço da geração distribuída (GD), que não é diretamente controlada pelo ONS e vem ganhando relevância na matriz.

            Com cerca de 42 GW de capacidade instalada, a GD pode representar próximo de um terço da matriz elétrica até 2029. Mantidas as condições atuais, a sobreoferta — já principal causa dos cortes — pode chegar a responder por até 96% do curtailment nos próximos anos.

            Analista responsável Marcel Tau


            • laticínios, empresas do setor laticínios, empresas do segmento laticínios, setor laticínios, segmento laticínios, economia, macroeconomia
              • Autor
                Lafis
              • Ano
                2026
              • Categoria
              • Analista Responsável
                Larissa Curvelo

              A captação de leite no Brasil apresentou avanço em 2025, refletindo a recuperação gradual do setor após um período de preços retraídos. Segundo a Abraleite (Associação Brasileira dos Produtores de Leite), os 17 maiores laticínios do país captaram cerca de 11 bilhões de leite, um crescimento de 6,5% em relação a 2024. Esse desempenho foi impulsionado, principalmente, pela melhora nos preços pagos ao produtor ao longo de 2024 e início de 2025, o que contribuiu para a produção.

              Para 2026, o setor tende a avançar na oferta de produtos funcionais, com maior teor proteico e apelo à saúde, além de investir em tecnologia, automação e rastreabilidade. Ao mesmo tempo, a maior oferta global de lácteos pode pressionar os preços, exigindo ganhos de eficiência e maior competitividade das indústrias e produtores. Nesse contexto, o diferencial competitivo estará associado à qualidade da matéria-prima e à capacidade de adaptação às novas demandas do consumidor.

              Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em parceria com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), aponta que em fevereiro de 2026, o preço do leite pago ao produtor registrou recuperação com a “Média Brasil” de R$ 2,15/L, alta mensal de 6%. Porém, o valor ainda permanece 23% abaixo na variação anual. A alta foi impulsionada pelo aumento da competição entre laticínios pela compra de matéria-prima, em um cenário de oferta mais restrita.

              Na indústria, o movimento de recuperação também foi observado em parte dos derivados. O preço médio do leite UHT reagiu 6,7% (ante jan-26), alcançando R$ 3,40/L. Os queijos muçarela (R$ 28,88/kg) e prato (R$ 37,90/kg) apresentaram certa estabilidade mensal com leve variações positivas. Por outro lado, o leite em pó (R$ 30,06/kg), manteiga (R$ 40,73/kg) e leite pasteurizado (R$ 4,13/L) registraram quedas mensais, refletindo ajustes de mercado e condições específicas de demanda.

              Analista Responsável Larissa Curvelo


              • calçados, empresas do setor calçados, empresas do segmento calçados, setor calçados, segmento calçados, economia, macroeconomia
                • Autor
                  Lafis
                • Ano
                  2026
                • Categoria
                • Analista Responsável
                  Thaís Virga Passos

                A indústria de calçados no Brasil atravessa um momento de transição marcado por desafios estruturais e reconfiguração de mercados. Em 2025, o setor exportou mais de 103 milhões de pares, com leve queda de 1,8% na receita, evidenciando perda de valor agregado mesmo com aumento de volume . Ao mesmo tempo, houve forte crescimento das importações, sobretudo de países asiáticos como Vietnã, China e Indonésia, ampliando a concorrência interna. Soma-se a isso o impacto de barreiras comerciais, como a sobretaxa dos Estados Unidos, historicamente principal destino das exportações brasileiras, pressionando margens e forçando empresas a buscar mercados alternativos.

                 

                Nesse cenário já desafiador, a atual escalada da guerra envolvendo o Irã adiciona uma camada de incerteza indireta ao setor, porém relevante. O principal canal de impacto ocorre via aumento do preço do petróleo, que subiu rapidamente após o início do conflito, elevando custos logísticos e de transporte em toda a cadeia produtiva . Para a indústria calçadista, altamente dependente de insumos petroquímicos (como borracha sintética e plásticos) e de transporte rodoviário, isso pode significar aumento de custos e redução de competitividade. Ademais, tensões no Oriente Médio afetam rotas comerciais estratégicas e mercados importadores, o que pode desorganizar fluxos de exportação e encarecer fretes internacionais.

                 

                Diante desse quadro, a indústria brasileira de calçados se vê pressionada simultaneamente por fatores internos e externos: concorrência global crescente, barreiras comerciais e instabilidade geopolítica. A guerra no Irã, embora distante geograficamente, ilustra como eventos globais impactam cadeias produtivas locais em um mundo interconectado. Nesse contexto, o futuro do setor dependerá da capacidade de inovação, diversificação de mercados e ganho de eficiência, sob pena de perder ainda mais espaço em um mercado internacional cada vez mais competitivo e sensível a choques externos.

                Especialista do Setor Thais Virga


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                  • Autor
                    Lafis
                  • Ano
                    2026
                  • Categoria
                  • Analista Responsável
                    Larissa Curvelo

                  A produção brasileira de café para 2026 está estimada em 64,1 milhões de sacas, segundo o IBGE, um avanço de 11,5% em relação a 2025 e pode configurar um novo recorde da série histórica. O crescimento é impulsionado principalmente pelo café arábica, beneficiado pela bienalidade positiva e por condições climáticas mais favoráveis no Centro-Sul, com destaque para Minas Gerais. Por outro lado, o café canéfora apresenta leve recuo, refletindo ajustes regionais na produção.

                  No campo externo, a expectativa de uma safra recorde tende a ampliar a oferta brasileira no mercado internacional, reforçando o protagonismo do país nas exportações. Contudo, esse aumento de oferta pode exercer pressão sobre os preços, especialmente em um cenário de demanda estável. Ainda assim, o nível de comercialização segue elevado, com grandes importadores como Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Bélgica e outros. O que contribui para sustentar as receitas do setor.

                  Entretanto, fatores geopolíticos recentes, como a intensificação dos conflitos no Oriente Médio, têm alterado essa dinâmica. O risco de interrupções logísticas, especialmente no Estreito de Ormuz, aliado à valorização do dólar, voltou a impulsionar os preços internacionais do café. Além de que há preocupação de que cafés produzidos na Ásia enfrentem dificuldades para chegar aos mercados ocidentais, segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

                  Esse cenário pode beneficiar o Brasil no curto prazo com a alta do preço mesmo diante de uma safra robusta. Ainda assim, o contexto externo é marcado por maior volatilidade e incertezas no comércio global, exigindo maior cautela e gestão de risco por parte dos agentes do setor.

                  Analista Responsável Larissa Curvelo