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  • veículos pesados, empresas do setor veículos pesados, empresas do segmento veículos pesados, setor veículos pesados, carroçarias, empresas do setor carroçarias, setor carroçarias, economia, macroeconomia
    Nas últimas décadas, a palavra mobilidade, atributo utilizado para se referir à capacidade e possibilidades das pessoas se deslocarem, tem sido amplamente utilizada em um contexto de crescimento da urbanização e dos problemas decorrentes desse, sobretudo o trânsito e a degradação do meio ambiente. 

    A maioria dos veículos utilizados até hoje é de origem fóssil, no entanto, cada vez mais, a indústria vem buscando o desenvolvimento de veículos com tecnologias que reduzam as emissões de poluentes. Tais inovações do setor acompanham a demanda atual da sociedade e das empresas em busca de soluções sustentáveis para o meio ambiente e com rentabilidade.

    Em 2020, diante da crise do Covid-19, pesquisas vêm apontando diversas mudanças nos hábitos de consumo da sociedade, diante da ruptura causada pela pandemia na normalidade do ecossistema global.

    Diante disso, pode-se dizer que, a crise impulsionou um processo - que já vinha acontecendo -, de maior conscientização da sociedade, inclusive acelerando o processo de desenvolvimento das fabricantes de caminhões e ônibus de soluções de combustíveis alternativos no mercado interno, destaque para os caminhões elétricos, movidos a gás natural e hidrogênio. Em outubro de 2020, a Volkswagen confirmou a venda de seus primeiros 100 caminhões elétricos para a Ambev, o e-Delivery, o primeiro caminhão elétrico criado e produzido no Brasil, caminhão que funciona a bateria, com autonomia de até 200 km.

    Vale lembrar que, embora os trólebus existam há décadas no Brasil, eles funcionam com fiação aérea. Foi em 2013 que a Eletra, empresa nacional, lançou o primeiro ônibus elétrico urbano criado e produzido no Brasil, com fonte de energia de baterias e que também possibilitava uma autonomia de até 200 km. 

    Desde então, somadas ao dessa tecnologia em caminhões, passaram a surgir outras parcerias para o desenvolvimento de ônibus elétricos no Brasil. Em 2015, a chinesa BYD, maior fabricante mundial de baterias recarregáveis e veículos 100% elétricos, abriu sua primeira fábrica em Campinas (SP) para a produção de ônibus elétricos.

    Por fim, neste segundo semestre de 2020, com apoio da EDP Smart, divisão de soluções em energia da empresa do setor elétrico EDP, iniciou-se a operação de projetos pilotos de ônibus elétrico rodoviário nos estados do Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Os modelos possuem autonomia de até 300 km, com chassi desenvolvido pela BYD e carrocerias da Marcopolo.

    Especialista do Setor Laís Soares.

    • meios de pagamento, empresas do setor meios de pagamento, empresas do segmento meios de pagamento, setor meios de pagamento, segmento meios de pagamento, economia, macroeconomia
      • Autor
        Lafis
      • Ano
        2020
      • Categoria
      • Analista Responsável
        Fernanda Rodrigues
      No último dia 16 de novembro, o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, passou a funcionar oficialmente em todo o País, alcançando 1,5 milhão de transações em seu primeiro dia de operação. Segundo informações do órgão regulador, o tíquete médio foi de R$ 640 e o índice de operações rejeitadas pela plataforma – ou seja, aquelas que não foram efetivadas – ficou em torno de 6,5%, próximo ao índice de rejeição da modalidade de pagamento TED (5%), estabelecida há alguns anos no Sistema de Pagamentos Brasileiro.

      Desta forma, do dia 16 ao dia 18 de novembro, o Banco Central contabilizou 5,2 milhões de transações e R$ 4,6 bilhões movimentados em três dias de operação efetiva do Pix, com o cadastro de mais de 73 milhões de chaves, um identificador de conta criado para cada usuário do sistema.

      Diante destes resultados, a consultoria Oliver Wyman estima que o Pix alcançará 8% do total de 48 bilhões de transações via meios de pagamentos eletrônicos no Brasil esperadas para o próximo ano, e de uma participação igual a 22% em 2030, quando as perspectivas da empresa apontam para um total de 80 bilhões de transações por meios eletrônicos.

      Vislumbrando este potencial, o Banco Central já avalia uma expansão do Pix, que irá oferecer opções de pagamento programado, por exemplo, com financiamentos de crédito entre pessoas físicas, jurídicas ou ambos. Com isso, o novo serviço, que será chamado de “Pix Garantido”, permitirá que as instituições financeiras realizem o parcelamento de produtos comprados com o Pix a partir de 2021. Há também o serviço de saque em dinheiro em lojas do varejo, o SaquePix, e que também vem vendo estudado pelo órgão regulador para sua implantação nos próximos anos.

      Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.

      • combustivel, combustiveis fosseis, posto de combustivel, postos gasolina, combustiveis, combustíveis, preço combustiveis, preços combustiveis, preço dos combustiveis, anp preços, posto de gasolina ipiranga, petrobras preços combustiveis, gasolina, etanol, gnv, óleo diesel, gasolina aditivada, preço do etanol, etanol ou gasolina, etanol combustivel, raízen, shell, ipiranga
        A demanda global por gasolina, diesel e etanol deverá retornar aos níveis anteriores à pandemia no final do ano que vem. Pelos menos este é o entendimento de diversos executivos do setor.

        Pelas projeções Lafis ao final deste ano, o consumo dos três principais combustíveis automotivos (pela ordem, diesel, gasolina e etanol) somarão 107,95 bilhões de litros, uma redução de 8,5% frente ao consumo total em 2019, quando foram consumidos 118,01 bilhões de litros.

        Apesar da Lafis também apostar numa normalização do consumo ao final de 2021, quando os níveis de consumo atingirão os mesmos patamares pré-crise Covid-19, o resultado agregado anual só deverá ser ultrapassado ao final de 2022, quando deverão serem consumidos 120 bilhões de litros.

        Além disso, o caminho para a recuperação deve ser difícil, e a indústria de energia deve estar pronta para atender aos choques de demanda ajustando a produção de refinarias e com armazenamento suficiente para lidar com o excesso de oferta quando este surgir, disseram os executivos.

        Especialista do Setor Felipe Souza.

        • máquinas agricolas, empresas do setor máquinas agricolas, setor máquinas agricolas, economia, macroeconomia, máquinas automotrizes, empresas do setor máquinas automotrizes, setor máquinas automotrizes
          De acordo com a divulgação da produção de máquinas agrícolas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), em outubro a produção de máquinas pelas fabricantes do setor foi 5,2% inferior ao observado no mesmo período do ano passado. Nessa mesma comparação, destaca-se positivamente que as vendas no mercado interno apresentaram um crescimento de 7,2%.

          No acumulado de janeiro à outubro de 2020, ainda sob efeitos da crise do Covid-19, a produção total de máquinas no país apresentou uma retração de 18,1%. A falta de insumos tem limitado a produção das montadoras e fabricantes de máquinas agrícolas neste segundo semestre de 2020. A interrupção da produção no início da pandemia levou a um desequilíbrio da oferta de aço no mercado interno, que também têm apresentado elevação dos preços devido à desvalorização cambial.

          Por isso, a despeito da demanda crescente de máquinas agrícolas no mercado interno, uma vez que, o setor de alimentos e mineração não apresentaram impactos negativos durante à crise do Covid-19, mas sim, uma expansão da demanda chinesa, com cotações recorde de soja, milho e arroz, estimulando os produtores ao plantio e novos investimentos, a oferta de máquinas agrícolas não têm sido suficiente para suprir esta demanda.

          Assim, de janeiro à outubro, as vendas no mercado interno apresentaram um crescimento de 1,6%, foram comercializadas cerca de 37.808 máquinas agrícolas. Entretanto, vale destacar que, embora seja diminuta a participação das importações, as vendas importadas apresentaram um crescimento de 408%, cerca de 1.342 unidades importadas, e as vendas nacionais (-1,3%), um total de 36.466. As vendas de máquinas importadas deram-se sobretudo pelo crescimento de importações de tratores de roda (1.310 unidades).

          Especialista do Setor Laís Soares.

          • fundição, empresas do setor fundição, empresas do segmento fundição, setor fundição, segmento fundição, economia, macroeconomia
            • Autor
              Lafis
            • Ano
              2020
            • Categoria
            • Analista Responsável
              Marcel Carneiro
            De acordo com últimos dados divulgados pela ABIFA (Associação Brasileira de Fundição), entre janeiro e setembro de 2020 a produção de fundidos recuou 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, com retração em todos os tipos de metais. No período, foram produzidas 1,77 milhões de toneladas, contra 1,52 toneladas produzidas nos mesmos meses em 2019.

            Em linha com a queda da produção e também impactado pelos efeitos da crise do Covid-19, as exportações de fundidos recuaram 33,3% em volume e 25,2% em valor, pois com as medidas de distanciamento social e a paralisação de indústrias no mundo houve uma retração do comércio internacional de diversos produtos, inclusive de fundidos.

            A Lafis destaca que, diferente de outros setores da economia, o setor de fundição não apresentou forte crescimento da produção após o período mais crítico da crise provocada pelo vírus (segundo trimestre) e ainda apresenta retração dos valores de produção e exportação na comparação de setembro de 2020 em relação ao mesmo mês de 2019, embora com queda menos intensa que observado entre março e junho.

            Especialista do Setor Marcel Tau


            • celulares, Apple, Samsung, Huawei, Xiaomi, Cabos de fibras ópticas, Equipamentos transmissores, Telefones celulares, Componentes, LG, Motorola, ERB's, Cable Modem, Fibra, xDSL, Spread Spectrum, Nokia do Brasil
              Segundo dados retirados da Sondagem de Conjuntura do Setor Eletroeletrônico, disponibilizados ao público pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica), todos os indicadores abordados apontaram para uma situação mais favorável dos setores compreendidos dentro dessa cadeia de produção.

              A pesquisa consiste basicamente em perguntar para as empresas do setor algumas questões, cujo as respostas podem ser basicamente três: se houve melhor desempenho, estabilidade ou piora. Alguns resultados apresentados pela sondagem para o mês de setembro de 2020: 

              Vendas/Encomendas em relação ao mesmo mês do ano passado: cresceram = 67%, estáveis = 14% e diminuíram = 19%;

              Vendas/Encomendas em relação ao mês imediatamente anterior: cresceram = 57%, estáveis = 25% e diminuíram = 18%;

              Nível de Emprego: cresceu = 25%, estável = 72% e diminuiu = 3%;

              Situação dos estoques de insumos e matérias-primas: normal = 59%, acima = 12% e abaixo = 29%;

              Situação dos estoques de produtos acabados: normal = 47%, acima = 18%, abaixo = 35%.

              De maneira resumida, os resultados acima retratam uma melhor situação do setor eletroeletrônico, pois houve maior número de empresas apresentando melhoria das vendas/ encomendas e mais empresas contratando. 

              Outra questão que chamou atenção desta última sondagem foi o elevado número de empresas com estoques tanto de insumos e matérias-primas, como de produtos acabados abaixo do que seria necessário, demonstrando questões que o noticiário vem destacando: a falta de insumos e descompasso entre oferta e demanda em alguns setores, como uma das consequências da crise do coronavírus e sua atual recuperação.

              Especialista do Setor Marcel Tau

              • ebusiness, empresas do setor ebusiness, empresas do segmento ebusiness, setor ebusiness, segmento ebusiness, economia, macroeconomia
                • Autor
                  Lafis
                • Ano
                  2020
                • Categoria
                • Analista Responsável
                  Fernanda Rodrigues
                No dia 16 de novembro o novo sistema de pagamentos eletrônicos e instantâneos do Banco Central do Brasil entrará em funcionamento para todos os usuários cadastrados. O Pix, que já vinha sendo desenvolvido há pelo menos dois anos, consiste em uma nova modalidade de pagamento disponibilizada pelo Bacen com o objetivo de agilizar as transações feitas por meios eletrônicos, já que permite a liquidação de transações instantaneamente. Além disso, o sistema funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana, e poderá ser ofertado por diversas instituições financeiras dentro de seus próprios canais digitais.

                Esta inovação tem chamado a atenção do e-commerce nacional devido às oportunidades de negócios que o Pix poderá trazer para este canal de vendas. A expectativa é que esta nova tecnologia traga melhorias nos serviços e processos do comércio eletrônico no Brasil e, consequentemente, aumente a qualidade das experiências, tanto dos lojistas quanto dos consumidores, que posteriormente serão convertidas em uma maior aproximação entre estes agentes e maiores vendas.

                Dentre as vantagens do Pix para o e-commerce, podem ser citadas:

                I) redução nos custos de transação – de acordo com o Bacen, as transações via  Sistema de Pagamentos Instantâneos vão custar às instituições R$ 0,01 a cada 10 transações, independentemente do valor transacionado, sendo as instituições financeiras ofertantes do Pix livres para cobrarem as suas próprias taxas sobre esse serviço;

                II) maior agilidade ao processo de logística e envio de mercadorias, já que quanto mais rápido for o pagamento, mais rápido o produto será enviado ao consumidor;

                III) a liquidação imediata no pagamento favorece uma melhor gestão no fluxo de caixa das lojas virtuais;

                IV) maior conversão das compras, já que reduz o risco de não pagamento de boletos, uma das principais formas de pagamentos utilizada nos canais digitais devido ao elevado índice de fraudes com cartões de crédito. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), até 50% dos boletos emitidos no e-commerce nacional não são pagos;

                V) como consequência do item anterior, haverá uma redução na reserva de estoque;

                VI) captação de novos potenciais clientes, mesmo não bancarizados, já que o Pix não exige a vinculação com um banco; dentre outras.

                Portanto, o lançamento do Pix ocorre em um período muito oportuno, tanto para o setor de meios de pagamento eletrônicos, quanto para o comércio eletrônico no Brasil, uma vez que está perfeitamente alinhado com as mudanças nos hábitos dos consumidores em meio ao isolamento social provocado pela pandemia e que tem intensificado a busca por serviços digitais.  

                Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.

                • navegação, empresas do setor navegação, setor navegação, segmento navegação,  portos, porto,  empresas do setor portos, setor portos, segmento portos, economia, macroeconomia
                  Executivos do setor continuam pressionando os deputados a acelerarem a votação do Projeto de Lei 4199/20, o denominado “BR do Mar” que pretende ampliar a oferta de serviços de transporte entre portos brasileiros e incentivar o desenvolvimento da indústria naval.

                  No entanto, oposição promete continuar obstruindo os trabalhos desta questão enquanto outras medidas provisórias ligadas às questões do apaziguamento dos efeitos da pandemia à população não forem pautadas previamente.

                  O projeto propõe que empresas com frota nacional poderão afretar navios com a bandeira estrangeira, para reduzir custos operacionais. A proposta também estabelece novas regras para empresas de menor porte sem embarcações próprias que queiram realizar afretamentos.

                  O texto também permite que empresas estrangeiras usem recursos do Fundo de Marinha Mercante para financiar a docagem de seus navios em estaleiros brasileiros. Além disso, o projeto permite a celebração de contratos temporários para movimentação de carga que não possua operação no porto, o que, segundo a Infraestrutura, agilizará a operação de terminais dedicados à cabotagem.

                  Especialista do Setor Felipe Souza.

                  • refrigerantes, sucos, água mineral, chás, chá, guarana antarctica, suco de laranja, coca cola, distribuidora de água, soft drinks, refrigerante jesus, fabrica de suco de laranja, fábricas de sucos, fabrica de suco, industria de refrigerantes, indústria de refrigerante, ABIR, minalba, agua mineral preço, engradado de refrigerante, fabrica de cha, fábrica de cha
                    De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, a produção de bebidas não alcoólicas (soft drinks), que agrega toda a fabricação de soft drinks no País, apresentou de janeiro a setembro de 2020 uma queda de 5,8% em relação ao mesmo período de 2019. Nessa mesma comparação, a produção de bebidas geral apresentou uma queda de 3,5%, menos intensa pois a produção de bebidas alcoólicas foi menor (-1,5%).

                    Em setembro, a produção das soft drinks apresentou um crescimento de 12,1% em relação a setembro de 2019, o terceiro resultado positivo nesta comparação e acima das expectativas da Lafis, indicando uma retomada mais forte e consistente da produção de bebidas não alcóolicas no país.

                    O resultado positivo do terceiro trimestre deve-se ao impacto positivo do prolongamento do Auxílio Emergencial, que promoveu uma garantia de renda a uma parcela expressiva da população brasileira, o que contribuiu para minimizar os efeitos da crise sobre o consumo das famílias brasileiras.

                    As perspectivas para último trimestre são positivas. Devido ao prolongamento da pandemia, o varejo está apostando num crescimento do varejo alimentar no Natal de 2020, o que inclui as bebidas não alcóolicas, tendo em vista que os consumidores deverão reduzir os gastos com viagens, o que poderá levar a uma ampliação do dispêndio com a ceia e festas do final do ano.

                    Especialista do Setor Laís Soares.

                    • siderurgia, empresas do setor siderurgia, empresas do segmento siderurgia, setor siderurgia, segmento siderurgia, economia, macroeconomia
                      • Autor
                        Lafis
                      • Ano
                        2020
                      • Categoria
                      • Analista Responsável
                        Marcel Carneiro
                      Se por um lado a crise provocada pelo Covid-19 reduziu as perspectivas em termos anuais para a produção e consumo de aço no Brasil e no mundo, por outro lado, a forte retomada dos segmentos demandantes, com destaque para a construção a partir do segundo semestre, permitiu reajustes de preços por parte dos fabricantes de aço, para equacionar a relação entre oferta e demanda.

                      Nesse sentido, considerando o alto grau de incertezas e fortes impactos no setor siderúrgico observado e esperados durante a fase mais aguda da crise do Covid-19, a Lafis considera que em termos gerais o setor, de maneira agregada, foi menos atingindo do que o esperado, ainda que o desempenho de segmentos de consumo relevantes para o setor não tenha apresentado retomada de patamares de produção observados antes da crise, como é o caso do setor automotivo, por exemplo.

                      Especialista do Setor Marcel Tau

                      • cosméticos, empresas do segmento cosméticos, setor cosméticos, segmento cosméticos, economia, macroeconomia, higiene pessoal, empresas do setor higiene pessoal, setor higiene pessoal
                        A produção industrial de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos e perfumaria, medida pelo IBGE, apresentou um recuo de 11,4% em agosto de 2020 na comparação com o mês anterior, sendo esta a queda mais intensa desde abril de 2018 (-11,4%), eliminando boa parte dos ganhos observados nos dois meses anteriores (12,6%). Na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção do setor recuou 1,4%, resultado que interrompe seis meses de altas consecutivas nesta base de comparação. Assim, o ritmo de crescimento da produção acumulada no ano de 2020 sofreu uma leve desaceleração até o mês de agosto, avançando 3,2% no período.

                        Após meses de crescimentos expressivos e normalização da produção diante da flexibilização das medidas de isolamento social, este desempenho de queda pode ser explicado pela escassez de insumos que a indústria de cosméticos e itens de cuidado pessoal vem passando desde o início deste segundo semestre. De acordo com um levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em setembro deste ano, 63% das companhias entrevistadas afirmaram que estão com estoques abaixo do nível normal, justificados por uma redução inicial da demanda interna, a desvalorização cambial, a forte recuperação da economia chinesa e a retomada mais robusta e acelerada da atividade doméstica.

                        Diante deste cenário, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) estima um aumento dos preços dos insumos do setor entre 25% e 30% até o final deste ano, o que deverá ser repassado ao preço final dos produtos de higiene e beleza. Com isso, o bom desempenho nas vendas do setor observadas até então, com crescimento expressivo na venda de álcool em gel e sabonetes em meio às medidas de combate ao Covid-19, será limitado diante deste aumento dos custos de produção, principalmente em um cenário de renda familiar menor, com desemprego crescente e valor do auxílio emergencial pela metade neste segundo semestre de 2020.

                        Especialista do Setor Fernanda Rodrigues.

                        • petroquímica, empresas do setor petroquímica, setor petroquímica, química, empresas do setor química, empresas do segmento química, setor química, segmento química, economia, macroeconomia
                          Aguardando votação pelo Executivo, o Projeto de Lei (PL) 6407/13 instaurará um novo marco regulatório para o setor de gás no país, o que na prática facilitará a entrada de atores privados no segmento, ao prever que as entrantes deverão ter uma simples autorização (outorga) no lugar de concessão pública para atuar.

                          Com isso, espera-se que uma quebra do monopólio atual de fornecimento do gás, impactando na maior competição entre os fornecedores e queda do preço. Isto traria um choque de custos muito benéfico ao setor químico e petroquímico, que utiliza largamente este insumo para a produção de diversos componentes.

                          Vale lembrar que o modelo atual faz com que o preço de venda do gás natural no Brasil seja superior aos praticados na Europa e nos Estados Unidos, portanto retirando parte da competitividade da indústria nacional.

                          Após seis anos de discussões, o texto foi aprovado pela Comissão de Minas e Energia em julho e recebeu regime de urgência na tramitação. O setor aguarda os próximos passos e espera que o código de leis e regulamentações do país funcione como um instrumento de auxílio ao bom funcionamento e competitividade do setor, e não o inverso.

                          Especialista do Setor Felipe Souza.

                          • sucroalcooleiro, empresas do setor sucroalcooleiro, empresas do segmento sucroalcooleiro, setor sucroalcooleiro, segmento sucroalcooleiro, economia, macroeconomia
                            As usinas da região Centro-Sul do país, que produzem mais de 90% da cana-de-açúcar, chegaram ao fim de setembro com um volume recorde de processamento de aproximadamente 500 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 5,3% em relação à safra anterior. Em relatório recente, a entidade argumentou, porém, que numa análise preliminar, o setor estima queda no rendimento das lavouras em função da estiagem pela qual passou a região ao longo de um inverno mais seco que o de costume.

                            Para uma amostra de 90 usinas, o rendimento observado recuou de 72,99 para 71,97 toneladas por hectare, número que, já indica uma mudança de cenário e demanda a importância de se monitorar os efeitos da seca nos canaviais. Além do volume, deve-se destacar que a qualidade da matéria-prima foi elevada, com 142,87 kg de açúcares totais recuperáveis (ATR) obtidos por tonelada de cana, valor 4,5% maior do que o registrado no ciclo 2018/2019.

                            Cabe ainda destacar que as exportações de etanol tiveram um importante incremento ao longo do ano. Enquanto as vendas domésticas tiveram alta de 7,6% em setembro comparado ao mesmo período de 2019, as exportações saltaram 65,86% na mesma base, quando foram vendidos ao exterior 199,6 milhões de litros. A desvalorização persistente do real frente ao dólar e a recuperação da economia mundial, especialmente da China, pós-isolamento social, são fatores importantes para o comportamento observado no setor.

                            Neste sentido, ao contrário dos prognósticos negativos do primeiro semestre, o ano deve se encerrar com um resultado positivo, especialmente tendo em vista a estiagem em países da Ásia, que reduziu a oferta global de açúcar, permitindo ao Brasil preencher esse espaço com preços mais convidativos.

                            Especialista do Setor Marcos Henrique.