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    A produção industrial de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos e perfumaria, medida pelo IBGE, recuou 4,5% em novembro de 2021 em relação ao mês anterior, segunda queda consecutiva e a sexta no ano. Em relação ao mesmo mês do ano anterior a produção recuou -6,9%, justificada pela elevada base de comparação e normalização da produção após forte demanda causada pela pandemia em 2020. Com isso, a trajetória de crescimento acumulado no ano até o mês de novembro segue negativa (-4,8%) desde fevereiro de 2021, assim como a variação acumulada nos últimos 12 meses (-4,4%).

    No que diz respeito aos preços do setor, o IPCA – Artigos de Limpeza apresentou crescimento de 6,8% no acumulado de 2021 em relação ao ano anterior. As maiores contribuições para este aumento de preços vieram dos produtos “esponja sintética” (20,0%), “sabão líquido” (14,71%) e “sabão em barra” (8,52%). Tais variações nos preços do setor acedem um sinal de alerta, pois estão diretamente relacionadas à pressão do câmbio e do petróleo, que pesam nos custos da indústria química e dos plásticos usados nas embalagens.

    Desta forma, a pressão de custos do setor, com o encarecimento dos insumos importados devido à elevada taxa de câmbio, bem como os aumentos sucessivos nos custos de energia elétrica e combustíveis levaram a Lafis a revisar ligeiramente para baixo sua projeção de crescimento para o setor de produtos de limpeza doméstica no curto prazo. Soma-se a isso outros pontos vulneráveis relacionados à recuperação econômica, como a alta instabilidade no mercado de trabalho e fragilidade da renda. Tal conjuntura tende a gerar uma maior cautela das famílias, uma vez que se observa uma redução no poder de compra dos consumidores, principalmente em itens de maior valor agregado e que geram uma maior margem de ganho no caso dos produtos de limpeza doméstica, itens com baixa diferenciação. Neste sentido, é de se esperar que os consumidores passem a comprar itens mais baratos e de menor valor agregado, ou que busquem por descontos e promoções nos pontos de venda.

    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

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      A Páscoa é a data mais importante para a indústria de chocolates e em 2022 deve ser mais doce que nos anos anteriores, embora 2021 tenha mostrado recuperação frente ao ano de 2020 – ápice da pandemia do novo Coronavírus.

      No primeiro ano da pandemia, a Páscoa coincidiu com os piores momentos da crise sanitária, período no qual houve o fechamento de estabelecimentos e o isolamento da população; pego de surpresa, o setor não conseguiu se adequar da melhor maneira para fazer frente a este novo cenário.

      Já em 2021, com maior vacinação da população e expertise dos eventos do ano anterior, o setor se preparou melhor para a Páscoa, conseguindo recuperar, pelo menos em partes, os resultados obtidos em 2020. Vale destacar que a vacinação foi preponderante para o funcionamento do comércio e pelo aumento de circulação das pessoas para fazer suas compras, embora os canais de venda online tenham crescido no período.

      2022 tem tudo para ser uma Páscoa de resultados positivos para o setor. Com quase 70% das pessoas com o ciclo vacinal completo, a pandemia arrefeceu os quadros mais graves e isto permite tanto melhor planejamento industrial como das famílias. Ressalta-se que a nova variante Ômicron é extremamente contagiosa embora menos letal e isto pode ser um fator de desaceleração para uma recuperação mais intensa. A indústria já começou a preparar os chocolates para a Páscoa; resta saber qual será o impacto amargo da Ômicron.

      Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

      • transporte ferroviário, empresas do setor transporte ferroviário, empresas do segmento transporte ferroviário, setor transporte ferroviário, segmento transporte ferroviário, economia, macroeconomia
        Se há poucos meses o cenário base projetado para o modal metro-ferroviário em 2022 contemplava um contexto em que a grande maioria da população já estaria no 2º ou 3º estágio da vacinação contra a Covid-19 (ou seja, com 2 ou 3 doses), a disseminação da nova variante Ômicron, em território nacional alterou as condições sanitárias, o que deverá afetar sobretudo a performance do segmento ferro-metroviário de passageiros em 2022.

        Se ante projetava-se uma significativa expansão de 145,7% no número de passageiros transportados (em milhões) pelo modal ferroviário e metroviário em relação ao ano anterior, (principalmente pelo restabelecimento de todas as atividades econômicas restringidas ou proibidas durante a fase dos decretos de restrição de circulação de pessoas), agora estima-se que as novas restrições, mesmo que menos incisivas do que as impostas no início da pandemia, bem como o ressurgimento de novos casos da doença (variante Ômicron), deverão limitar muito a circulação de pessoas, bem como a demanda por transporte metro-ferroviário, sobretudo no primeiro semestre.

        Especialista do Setor Felipe Souza

        • comércio varejista, setor comércio varejista, economia, macroeconomia, varejo, setor varejo,empresas do setor varejo, empresas do segmento varejo
          Em novembro de 2021, o volume de vendas no comércio varejista restrito¹ cresceu 0,6% em relação ao mês anterior, após recuar 0,2% em outubro. Já na avaliação anual, as vendas do setor recuaram pelo quarto mês consecutivo (-4,5%), queda explicada pela elevada base de comparação. Apesar disso, o volume de vendas do comércio nacional acumulou um crescimento de 1,9% em 2021, e alta de mesma intensidade no acumulado dos últimos 12 meses até novembro, apontando para uma redução no ritmo de vendas do setor em relação aos 12 meses imediatamente anteriores (2,6%).

          O resultado global do varejo foi positivamente influenciado pelo crescimento em uma das atividades de maior peso na pesquisa: “Hiper., super., alimentos, bebidas e fumo”. Entre outubro e novembro de 2021, o segmento cresceu 0,9%, seguida por “Artigos farmacêuticos, méd., ortop., de perfumaria e cosméticos” (1,2%) e “Outros artigos de uso pessoal e doméstico” (2,2%). As demais 5 atividades recuaram no período, com destaque para “Combustíveis e lubrificantes” (-1,4%), influenciada pela elevação expressiva no preço dos combustíveis nos últimos meses, e “Móveis e eletrodomésticos” (-2,3%).

          Neste último caso, observa-se que a Black Friday, realizada no dia 26 de novembro de 2021, mas com promoções e descontos até alguns dias antes desta data, teve um desempenho menos intenso do que em 2020. Isto porque a elevada base de comparação foi proporcionada pelo contexto de auxílio emergencial, que ajudou a impulsionar o consumo de bens, uma vez que os serviços presenciais e não essenciais ainda sofriam restrições de funcionamento diante da elevada insegurança sanitária. Hoje, o caminho tem sido inverso: parte do consumo das famílias vai se direcionando para setor de serviços em meio ao avanço da vacinação e volta à circulação de pessoas, em detrimento do consumo de bens.

          Somado a isso, cabe mencionar também a alta procura por itens essenciais entre os descontos da Black Friday, como alimentos, fraldas, produtos de limpeza e higiene pessoal, devido à elevada inflação acumulada nos últimos meses. Em paralelo, tem-se uma menor procura por bens de maior valor agregado como reflexo de uma conjuntura macroeconômica que envolve o fim do auxílio emergencial, encarecimento do crédito diante das consecutivas elevações na taxa de juros, e fragilidade na renda das famílias.

          ¹ não contempla a venda de veículos, motos, peças e materiais para construção.

          Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

          • motos, bicicleta, segmento bicicletas, economia, macroeconomia, motocicletas, moto, bicicletas, segmento motos,  empresas do segmento motocicletas
            Passado o ápice da pandemia do novo Coronavírus em meados de 2020, o que foi decisivo para o resultado ruim de vendas de motocicletas, em 2021 podemos afirmar que houve recuperação no setor. Os dados consolidados pela Fenabrave apontam que no ano passado houve crescimento de 26,4% no emplacamento de motocicletas na comparação com 2020 – 1,15 milhão de unidades ante 915,5 mil.

            O resultado do ano poderia ser ainda melhor caso os problemas globais de supply-chain não tivessem permanecido em boa parte do período além das dificuldades conjunturais da economia brasileira – inflação ascendente provocando aumento na taxa de juros e desemprego em patamar elevado embora apresentado redução.

            Diante deste cenário, o que podemos esperar para 2022?

            A Lafis acredita que os problemas nas cadeias globais de valores deverão persistir embora em escala menor do que foi observado em 2020 e 2021. Ressalta-se ainda que a disseminação da variante Ômicron – mais transmissível, mas menos letal – pode impactar a produção no mundo bem como no Brasil.

            Ainda dentro do nosso cenário prospectivo, acreditamos que a taxa de juros deverá continuar em patamares elevado (acima de dois dígitos) o que deve dificultar a concessão de crédito. Com a inflação se desacelerando (embora ainda acima da meta) e o desemprego diminuindo, acreditamos que pode manter o setor aquecido.

            Em suma, a Lafis acredita que 2022 haverá expansão na venda de motocicletas no Brasil embora em patamares menores do que houve em 2021 até mesmo pela base de comparação ser extremamente elevada. 

            Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

            • cerveja, empresas do setor cerveja, empresas do segmento cerveja, setor cerveja, segmento cerveja, economia, macroeconomia
              • Autor
                Lafis
              • Ano
                2022
              • Categoria
              • Analista Responsável
                Marcelo Balloti
              Passadas as comemorações de final de ano é hora de voltar ao trabalho. Dizem que no Brasil, a labuta só retorna, de fato, após o carnaval. Este ano, como em 2021, no entanto, teremos que voltar antes, já que o carnaval de rua vem sendo cancelado nas principais cidades do país. O motivo: o crescente aumento nos casos de contaminação pela variante Ômicron da Covid-19. 

              Menos letal e mais transmissível, a variante Ômicron já é dominante em várias partes do mundo inclusive no Brasil. Mesmo com boa parte da população com o ciclo vacinal completo e até mesmo uma parcela com a dose de reforço, além da menor letalidade desta variante, os governantes têm tido prudência no que tange a realização da maior festa popular do país. 

              Os cancelamentos já confirmados em cidades como Salvador, Olinda, Rio de Janeiro e São Paulo são como água no chopp, ou melhor na cerveja. As fabricantes de cerveja aguardavam ansiosas pela realização do carnaval, época em que suas vendas têm aumento considerável; a não realização dos festejos significa demanda menor por cervejas e, por conseguinte, menores vendas e queda no faturamento. 

              Um ano que prometia ser de grande aquecimento para o mercado cervejeiro, com a possibilidade do carnaval e da Copa do Mundo de Futebol no final do ano, começa com este desfalque no início do ano. Resta saber como irá evoluir a crise sanitária para que esta não afete também as vendas no final do ano quando o maior evento de futebol do mundo praticamente vai se juntar às comemorações de final de ano. Fato é: as previsões setoriais para 2022 podem ser frustradas a persistir este cenário. 

              Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

              • cimento, empresas do setor cimento, empresas do segmento cimento, setor cimento, segmento cimento, economia, macroeconomia
                • Autor
                  Lafis
                • Ano
                  2022
                • Categoria
                • Analista Responsável
                  Marcel Carneiro
                As vendas de cimento entre janeiro e novembro de 2021 foram 7,0% superiores ao registrado no mesmo período de 2020. Na comparação somente entre os meses de novembro, as vendas avançaram 1,8%, evidenciando uma desaceleração do ritmo de crescimento ao final do ano passado. 

                Para 2022, o setor deverá encontrar importantes obstáculos para seu crescimento, com destaque para o grande número de pessoas desempregadas, aumento das taxas de juros e elevado patamar inflacionário, fatores que reduzem o poder de compra das pessoas. Cabe destacar ainda, que é esperado um crescimento econômico pífio neste ano. 

                Além disso, a forte base de comparação e a redução do ímpeto dos pequenos consumidores, que tiveram participação relevante no bom desempenho das vendas do ano anterior, em um contexto de maior valorização da moradia diante dos efeitos da pandemia, são alguns dos fatores que devem se traduzir em arrefecimento das vendas de cimento em 2022. 

                Desta maneira, a tendência esperada pela Lafis neste ano é de redução do patamar de vendas observado em 2021, mas que deverá se manter acima do período pré-pandemia, considerando o bom desempenho do mercado imobiliário no passado recente e o andamento de obras em execução. 
                 
                Especialista do Setor Marcel Tau

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                  De acordo com dados divulgados nesta última quarta-feira, 05 de janeiro de 2022, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o número de beneficiários de planos de saúde privados alcançou aproximadamente 48.687.504 usuários em novembro de 2021, um crescimento de 2,77% em relação ao mesmo período do ano anterior, e atingiu o maior patamar desde março de 2016 (48.614.271). Na passagem de outubro para novembro de 2021 também houve incremento no número de beneficiários relacionados à assistência médica, igual a 104.076 usuários, o que representa uma variação mensal de 0,21%. 

                  Tal desempenho foi impulsionado pelo contexto de pandemia e de fragilidades no sistema público de saúde, fazendo com que as famílias buscassem serviços médicos particulares como forma de se proteger contra possíveis riscos de contágio e internação pela Covid-19. Este cenário contribuiu também para uma maior preocupação e conscientização quanto à importância da prevenção e acompanhamento médico para a mitigação de doenças, sejam elas relacionadas à pandemia ou outras que se enquadrem como fatores de risco frente a estas novas ondas de contágio virais. 

                  No que diz respeito aos planos exclusivamente odontológicos, observou-se um aumento de 2.470.610 beneficiários entre novembro de 2020 e novembro de 2021, o que representa 9,34% de crescimento no período, alcançando aproximadamente 28,9 mil usuários. Na avaliação mensal, houve crescimento de 0,71%, um incremento de 203.900 em um mês. 

                  Estes números confirmam a expectativa positiva Lafis para o setor de saúde privada no Brasil, uma vez que, com o avanço da vacinação, tem sido possível a volta de importantes atividades econômicas e retomada, ainda que fragilizada, do mercado de trabalho. Desta forma, além de garantir a renda das famílias para a contratação individual de serviços médicos, esta conjuntura permite a manutenção e expansão dos contratos coletivos firmados juntos às empresas que concedem planos de saúde como benefício. 
                   
                  Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

                  • petroquímica, empresas do setor petroquímica, setor petroquímica, química, empresas do setor química, empresas do segmento química, setor química, segmento química, economia, macroeconomia
                    O setor Químico e Petroquímico nacional adentra o ano de 2022 com uma importante derrota político-econômica: no último dia do ano anterior, o presidente Jair Bolsonaro editou medida provisória que revoga imediatamente o Regime Especial da Indústria Química (Reiq). O Reiq é um benefício fiscal, que reduz as alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre matérias-primas petroquímicas de primeira e segunda geração, como nafta, etano e butadieno. 

                    A justificativa do governo para o fim do regime é a necessidade de compensar a desoneração do Imposto de Renda que seria recolhido por empresas aéreas sobre o leasing de aeronaves, prevista na MP 1.034/2021. 

                    A MP editada surpreendeu o setor porque, após amplo acordo no Congresso, o Reiq foi mantido até janeiro de 2025, com redução gradual, em uma lei que havia sido sancionada em julho de 2021. Cerca de 20 empresas são afetadas pelo fim do Reiq, das quais a Braskem é a maior atingida. 

                    A Abiquim estima que o fim abrupto do Reiq deve tornar inviável a operação de diferentes parques industriais no país, o que poderia levar ao fechamento de até 85 mil postos de trabalho. Além do mais, somente o fato do Governo editar uma medida tão drástica, à toque de caixa, acaba por criar uma profunda insegurança jurídica não só para a química, mas para toda a indústria brasileira. 

                    Como a medida provisória tem prazo de validade curto, devendo ainda ser apreciada pelo Congresso num prazo de 6 meses para se tornar ou não uma lei, provavelmente novas reviravoltas devem surgir neste período. Neste tempo, o setor fica a mercê das vontades e necessidades políticas tão comuns do nosso jeito brasileiro de governar erraticamente.  

                    Especialista do Setor Felipe Souza