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    A ausência de respostas dos importadores chineses preocupa a cadeia produtiva brasileira, que já soma 20 dias sem exportar ao seu maior cliente, responsável por cerca de 60% das compras. Segundo o relatório semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o diferencial de base MT – SP encurtou 3,73 p.p. na terceira semana de setembro ante a segunda. O recuo mais intenso nas cotações da arroba mato-grossense ante a São Paulo influenciou para este cenário.  

    Após a confirmação de dois casos atípicos da doença da “vaca louca” em Minas Gerais e Mato Grosso, as expectativas dos agentes eram de que a China voltaria a comprar do Brasil em duas semanas, no máximo. O Ministério da Agricultura afirma ter enviado todas as informações sanitárias que são necessárias, mas o país asiático segue em compasso de espera, sem dar mais informações.

    A despeito da concorrência externa, a China não tem muitas opções de compra, tendo em vista a limitação da oferta de países como Argentina e Austrália e, adicionalmente, o fato de que, ao contrário do Brasil, os EUA não renunciam ao abastecimento interno em troca do exportador chinês. Com o mercado interno fragilizado e a renda comprimida, a indústria brasileira não vê alternativa e vem reduzindo suas compras, o que tem provocado queda nas cotações, mas ainda em velocidade lenta, o que não deve atrapalhar a performance do setor caso a situação se normalize nos próximos dias.

    Analista responsável Marcos Henrique

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      De acordo com o último Boletim Covid-19 divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a prévia dos dados referentes ao mês de agosto deste ano aponta para um crescimento de 0,17% no número de beneficiários dos planos médico-hospitalares em relação ao mês anterior, e de 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 48,8 milhões de usuários. Tal resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço na modalidade coletivo empresarial, com variação mensal positiva e igual a 5,04% entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2020.

      Quanto à utilização dos serviços de saúde na rede privada, foi possível verificar que a ocupação geral de leitos (comum e UTI) se manteve abaixo (70%) do observado no mesmo mês de 2019 (período pré-pandemia, 72%). Já a taxa de ocupação de leitos relacionada aos casos específicos da Covid-19 no mês de agosto (58%) apresentou um leve crescimento tanto em relação ao mês anterior (56%) quanto ao mesmo período do ano passado (57%). Neste sentido, os dados sobre a realização de exames de detecção de Covid-19 apontaram que, após uma alta no mês de maio de 2021, justificada pelo recrudescimento da pandemia e avanço da variante Delta, o número de exames de RTPCR voltou a cair em junho de 2021, apresentando 35,2% de queda em relação ao mês anterior, alcançando 434,5 mil exames no referido mês. De forma semelhante, o volume de testes de Covid-19 com o método anticorpos também recuou no período, passando de 92,3 mil em maio para 50,2 mil em junho deste ano.

      Por fim, no que diz respeito às informações financeiras das operadoras pesquisadas, o boletim apontou aumento do índice de sinistralidade ao longo dos três trimestres deste ano, passando de 75% para 80% entre o primeiro e o segundo trimestre, e depois para 81% no terceiro, evolução que reflete tanto a tendência de sazonalidade de mesmo período de 2019, quanto a flexibilização das medidas de isolamento social e retomada dos procedimentos eletivos. Portanto, a expectativa é de aumento contínuo desta sinistralidade até o final do ano tendo em vista o avanço da vacinação, o que proporciona não apenas uma flexibilização das restrições sanitárias, mas uma volta da confiança da população para voltar a frequentar espaços de grande circulação de pessoas, como hospitais e laboratórios, bem como uma maior conscientização quanto aos cuidados com a saúde, levando a uma maior procura pelos serviços médicos particulares. 

      Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

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        A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola) através do seu braço Embrapa Trigo desenvolveu sementes de trigo, uma cultura de inverno, para ser plantada no seco e ensolarado Ceará. O resultado? Tempo recorde para colheita e elevada produtividade.

        A iniciativa deverá ser ampliada para outros estados do Nordeste brasileiro como Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte, o que deverá aumentar a produção de trigo nacional, reduzindo a dependência das importações e beneficiando as empresas que dependem do grão – por exemplo moageiras e empresas do setor de biscoitos. 

        Especificamente falando do estado do Ceará, a possibilidade de produzir trigo com qualidade no seu próprio território seria fundamental para aumentar a competitividade do estado no setor de biscoitos, uma vez que é o segundo maior importador e o segundo em moagem. Atualmente, o trigo que chega à região vem da Rússia ou Argentina – este através da navegação de cabotagem encarecendo o produto.

        A expansão da produção de trigo é um importante passo na direção da autossuficiência, embora esta ainda esteja distante. Para a indústria de biscoitos, é fundamental aumentar a oferta doméstica o que significará, no futuro, redução de custos e de incertezas, o que poderá aumentar a competitividade da indústria nacional.

        Analista Responsável Marcelo Balloti Monteiro

        • transporte ferroviário, empresas do setor transporte ferroviário, empresas do segmento transporte ferroviário, setor transporte ferroviário, segmento transporte ferroviário, economia, macroeconomia
          No dia 30 de agosto de 2021, foi publicada a Medida Provisória nº 1.065/21, que dispõe, dentre outros pontos, sobre a positivação do instituto da outorga por autorização para o setor ferroviário (o que foi chamado de Novo Marco Regulatório para o setor ferroviário), além da criação do Programa de Autorizações Ferroviárias – Pro Trilhos.

          Esses instrumentos visam aumentar a atratividade do setor privado para realizar investimentos em ferrovias, sejam elas greenfields (novos empreendimentos – ferrovias executadas a partir do “zero”) ou brownfields (empreendimento que utilizará ferrovia já existente, pelo menos em parte da extensão desejada).

          Até então, só existia legislação no país que permitia apenas ao Governo Federal a tarefa de realizar investimentos em malha ferroviária. Assim, com a MP 1.065/21, a grande novidade é a iniciativa privada ter permissão para fazer não só investimento, mas também operação de ferrovias no país, esses contratos de autorização podem ser feitos com prazo de 99 anos prorrogáveis por mais 99 anos, então, você pode diluir esses investimentos num período muito maior.

          A intenção da medida é atrair investimentos privados represados há muito tempo para o setor. Não é por menos que somente neste setembro, após a publicação da MP, foram anunciados  investimentos em nove estados até agora perfazendo quase 4 mil quilômetros de novas ferrovias e um total de R$ 65,5 bilhões. Para base de comparação, o orçamento anual do Ministério da Infraestrutura é da ordem de R$ 6,5 bilhões para todos os modos de transportes, desde manutenção da nossa malha viária e investimentos. 

          Analista Responsável Felipe Souza

          • linha marrom, empresas do setor linha marrom, setor linha marrom, economia, macroeconomia, linhas branca,  setor linhas branca, eletrodomésticos, portatéis, empresas do setor portatéis, setor portatéis
            A indústria eletroeletrônica é uma daquelas que não pode reclamar da pandemia. Com a adoção de medidas de isolamento social, o estudo e o próprio trabalho passaram a ser realizados em casa (home-office) o que fez aumentar a demanda por produtos do setor. Mesmo após os piores momentos do isolamento, o setor continua a crescer. 

            Analisando os dados acumulados entre os meses de janeiro e julho, a produção industrial do setor aumentou 15,7% na comparação com o mesmo período de 2020. Este período, no entanto, é marcado pelos piores momentos da pandemia (abril a junho de 2020) que marcaram o fechamento ou a redução da atividade industrial, prejudicando a análise. Para uma avaliação mais precisa, devemos comparar o período em questão com o mesmo período de 2019: neste caso, o crescimento é de 2,4% - evidenciando o bom momento do setor mesmo após os piores meses da pandemia. 

            As perspectivas para o setor continuam favoráveis para o restante do ano, embora haja problemas no fornecimento de matérias primas e componentes (principalmente os semicondutores); isto tem provocado inflação setorial, além de provocar atrasos na produção e entrega ao consumidor final. Destaca-se também a crise hídrica que também pode afetar a produção no restante do ano. 

            Diante deste cenário, é possível vislumbrar um 2021 melhor do que foi 2019, último ano antes da pandemia. Contudo, devemos manter a atenção sobre a cadeia de insumos do setor além dos desdobramentos crise hídrica, seja no preço da energia (inflação de custo), seja em eventuais racionamentos e, consequentemente, paralisação da produção. 

            Analista Responsável: Marcelo Balloti Monteiro

            • transporte aéreo, empresas do setor transporte aéreo, empresas do segmento transporte aéreo, setor transporte aéreo, segmento transporte aéreo, economia, macroeconomia
              • Autor
                Lafis
              • Ano
                2021
              • Categoria
              • Analista Responsável
                Felipe Souza
              Nesta semana a American Airlines comprou uma fatia de 5,2% da Gol, após pagar US$ 200 milhões (R$ 1,05 bilhão) por um lote de 2,2 milhões de ações preferenciais (sem direito a voto), e com a americana adquirindo esses papéis a R$ 47,03 cada um. Além de passar a acionista, a American Airlines terá a possibilidade de indicação membro para conselho administrativo  da Gol, assim como estreitar as operações das duas companhias ao anunciar codeshare exclusivo (este acordo vigorava desde fevereiro de 2020, porém sem exclusividade) e promessa do compartilhamento do programa de milhagens entre a brasileira e a americana. 

              Para a Gol, o acordo é muito bem-vindo, uma vez que traz uma injeção de liquidez de curto prazo à companhia num contexto de demanda ainda muito depreciada e custos em elevado patamar. Este aporte quando somado aos R$ 2,7 bilhões de capital de longo prazo captado no segundo trimestre deste ano, eleva o capital de longo prazo total levantado para mais de R$ 3,7 bilhões nos últimos seis meses. 

              Mais ainda, o acordo de cooperação entre companhias (codeshare) fortalecerá a presença da Gol nos mercados internacionais, fazendo frente às duas outras maiores companhias aéreas nacionais que já fazem parte de acordos deste tipo com outras duas empresas americanas (a Latam com a Delta e a Azul com a United). 

              Analista Responsável: Felipe Souza

              • atacadistas, empresas do setor atacadistas, empresas do segmento atacadistas, setor atacadistas, segmento atacadistas, economia, macroeconomia
                • Autor
                  Lafis
                • Ano
                  2021
                • Categoria
                • Analista Responsável
                  Fernanda Rodrigues
                No início de agosto deste ano, a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) assinou a criação de um canal digital de vendas para o setor atacadista e distribuidor, denominado Abastecebem.com.br. O marketplace deve entrar em funcionamento até o fim deste ano e já conta com cerca de 100 empresas interessadas na adesão.

                “Quanto mais atacadistas participarem, melhor será o desenvolvimento da ferramenta e mais vendas vão acontecer. Isso dará mais retorno ao parceiro tecnológico, fazendo com que ele invista ainda mais no espaço. É um círculo virtuoso. Quanto mais gente, melhor”, afirma o presidente da associação, Leonardo Miguel Severini.

                A conjuntura gerada pela pandemia e seu consequente distanciamento deixaram ainda mais evidente a importância da modernização na forma de comercializar os produtos. Por isso, o setor atacadista distribuidor vem se inserindo, de forma cada vez mais definitiva, no ambiente online de vendas, oferecendo uma nova forma de abastecer os mais variados lojistas. Ou seja, de acordo com a ABAD, o dono da loja de conveniência, por exemplo, poderá de conectar a uma única plataforma para abastecer toda a sua loja.
                 
                Especialista do Setor: Fernanda Rodrigues

                • agricultura, agrícola, economia, macroeconomia, agronomia, rural,  empresas do segmento agrícola, empresas do segmento agricultura
                  • Autor
                    Lafis
                  • Ano
                    2021
                  • Categoria
                  • Analista Responsável
                    Marcos Henrique
                  O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo IBGE estima que a safra de 2021 deverá alcançar 251,7 milhões de toneladas, sendo 2,4 milhões de toneladas inferior ao recorde do ano passado, de 254,1 milhões de toneladas. Entre as causas do declínio estão a falta de chuvas e também as geadas que ocorreram em algumas das principais unidades produtoras no final de julho. O milho foi a commodity mais prejudicada.

                  Destaca-se também a expectativa de queda para safra de café para um total de 2,9 milhões de toneladas em 2021, o equivalente a 48,9 milhões de sacas de 60Kg considerando as duas principais espécies (arábica e conilon). Ao se confirmar tal projeção, a safra será 21,2% abaixo do registrado no ano passado reflexo, principalmente, da bienalidade negativa, um fator estrutural da produção. Adicionalmente, a geada na região do Sul de Minas Gerais, também contribuiu para a queda acentuada.

                  Do lado positivo, mais uma vez, destaca o IBGE que “a produção de soja continua a elevar seus recordes. Com sua colheita já concluída, a leguminosa atingiu 133,8 milhões de toneladas, com aumento de 0,3% em relação ao que foi estimado no mês anterior e de 10,1% em relação à safra de 2020 – o equivalente a 12,2 milhões de toneladas.” Entre as unidades da federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28,2%, seguido pelo Rio Grande do Sul (14,9%), Paraná (13,5%), Goiás (9,3%), Mato Grosso do Sul (7,7%) e Minas Gerais (6,1%), que, somados, representaram 79,7% do total nacional.

                  Analista responsável Marcos Henrique

                  • comércio varejista, setor comércio varejista, economia, macroeconomia, varejo, setor varejo,empresas do setor varejo, empresas do segmento varejo
                    Em julho de 2021, o volume de vendas no comércio varejista restrito¹ avançou 1,2% em relação ao mês anterior, quarta alta consecutiva nesta base de comparação, o que permitiu alcançar um novo patamar recorde desde o início da série histórica, em janeiro de 2000. Em relação ao mesmo período do ano passado, as vendas do setor cresceram 5,7%, acumulando um avanço de 6,6% em 2021 até o mês de julho. No acumulado dos últimos 12 meses, o volume de vendas do varejo apresentou crescimento de 5,9%, mantendo o ritmo observado nos 12 meses imediatamente anteriores (5,9%).

                    No que diz respeito às atividades, 5 das 8 avaliadas pela pesquisa apresentaram crescimento mensal nas vendas de julho deste ano, com destaque para “Outros artigos de uso pessoal e doméstico” (19,1%), impulsionada pelas grandes promoções e aumento da receita bruta de revenda em meio à reabertura do comércio e maior flexibilização do isolamento social. Enquanto isso, “Hiper., super., produtos alimentícios, bebidas e fumo” (0,2%) e “Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos” (0,1%) permaneceram praticamente estáveis.

                    Por outro lado, as atividades que tiveram recuo no volume de vendas de junho para julho foram: “Livros, jornais, revistas e papelaria” (-5,2%), “Móveis e eletrodomésticos” (-1,4%) e “Combustíveis e lubrificantes” (-0,3%).

                    Apesar destes resultados é possível observar que o desempenho entre as atividades tem se dado de forma heterogênea, com algumas delas ainda não recuperando nem mesmo as perdas ocasionadas pela pandemia, como em “Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação”, estando 26,7% abaixo do patamar pré-pandemia, e “Combustíveis e lubrificantes” (-23,5%). Neste último caso, cabe destacar a alta nos preços verificada nos últimos meses e que tende a adiar ainda mais tal recuperação.

                    ¹ não contempla a venda de veículos, motos, peças e materiais para construção.

                    Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

                    • construção, construção civil, casa e construção, construtor civil, mercado imobiliário, construções, empresas de construção civil, construtora fontana, Construtora Queiroz Galvão, Construtora Tenda, Cyrela,  MRV, Odebrecht, Atlântico Sul
                      De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), as operações contratadas com recursos da caderneta de poupança para construção, aquisição e reforma de imóveis e material de construção foram as maiores da série histórica considerando dados entre janeiro e setembro de 2021. No período, 499.115 unidades foram financiadas, das quais 333.721 para aquisição de imóveis e 165.394 para construção. Em valores, foram destinados, respectivamente, R$ 94,4 bilhões para aquisição e R$ 21,5 bilhões para construção. Para efeitos de comparação, antes de 2021, o ano em que mais unidades foram financiadas com recursos da poupança foi 2014 (306.976 unidades).

                      Os dados acima demonstram que o mercado imobiliário vive um de seus melhores momentos em termos de volume de negócios, ainda que existam diversos desafios para o setor, com destaque para a escalada dos preços de insumos, que deve levar a repasses no valor total das obras ou, nos piores cenários, redução das margens e até prejuízos.

                      Outro importante risco de cenário para o setor de construção é a perspectiva de aumento da taxa básica de juros. Considerando que os valores dos financiamentos imobiliários são diretamente afetados pela taxa de juros, deveremos observar uma expansão dos custos dos financiamentos no médio e longo prazo, o que pode levar a uma retração das contratações para aquisição e construção nos próximos anos.

                      Assim, da mesma forma que é relevante observarmos que a conjuntura do setor é favorável em termos de volume de negócios, também é importante percebemos que existem fatores que podem mudar esse cenário no médio prazo e a percepção destas mudanças com antecedência pode evitar uma sobreoferta no mercado imobiliário e prejuízos para as empresas e investidores do setor.

                      Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro

                      • motos, bicicleta, segmento bicicletas, economia, macroeconomia, motocicletas, moto, bicicletas, segmento motos,  empresas do segmento motocicletas
                        Os resultados de produção e vendas de motocicletas até julho mostram que o setor de motocicletas vem apresentando franca recuperação em 2021 na comparação com 2020, ano da crise sanitária. Até julho, a produção em 2021 foi 35,4% maior do que no mesmo período de 2020 e as vendas foram 32,2% superiores na mesma base de comparação.

                        O que explica este bom momento?

                        Na microeconomia tradicional, existe o chamado efeito substituição. O que significa isto? Quando você tem bens semelhantes, o crescimento do preço de um deles faz com que o consumidor substitua o consumo deste pelo seu semelhante. A falta de veículos leves no mercado – decorrência do problema global da escassez de componentes eletrônicos – fez com que o preço aumentasse; o consumidor que necessita de um meio de transporte, encontra nas motocicletas um substituto mais barato.

                        Outro fator explicativo é o desemprego. A taxa de desocupação de 14,1% da força de trabalho brasileira fez com que muitos trabalhadores encontrassem oportunidades nos diversos serviços de entregas atualmente existentes. Por conta da agilidade e dos preços baixos, muitos adquiriram bicicletas e motocicletas para servir de instrumento de trabalho e assim garantir renda para suas famílias.

                        Percebemos que ambos os fatores provocaram um aumento na demanda por motocicletas, movimento este que deve perdurar ao longo do segundo semestre de 2021 e até mesmo no primeiro trimestre de 2022 uma vez que o setor de automóveis deverá continuar sofrendo com a falta de componentes eletrônicos no começo de 2022. A expectativa é que o próximo ano seja bom como tem sido 2021, embora com ritmo de crescimento menos acelerado; contudo, esta expansão deverá ser mais orgânica.

                        Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro