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  • siderurgia, empresas do setor siderurgia, empresas do segmento siderurgia, setor siderurgia, segmento siderurgia, economia, macroeconomia
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2021
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Marcel Carneiro
    No primeiro semestre de 2021, todos os indicadores do setor de siderurgia apresentaram crescimento significativo em relação ao mesmo período do ano anterior, considerando que no ano de 2020 a produção do setor foi duramente afetada pelas paralizações das fábricas diante da pandemia provocada pelo novo coronavírus. Nesta base de comparação, a produção de aço bruto avançou 24%, aços laminados (32,2%), semiacabados 2,6% e ferro-gusa 21,4%.

    Na comparação do primeiro semestre de 2021 com o mesmo período de 2019 também houve crescimento na produção de aço bruto e laminados. Tal comparação é importante pois considera um período em que a produção não foi afetada pela pandemia.

    Neste sentido, é importante destacar que a produção de laminados se encontra em seu maior patamar dos últimos anos, favorecido pela retomada dos estoques das distribuidoras, sobretudo no segmento de aços longos, favorecido pela demanda para o setor de construção civil.

    Em linha com o movimento descrito acima para a produção do setor, as vendas internas também apresentaram crescimento significativo no primeiro semestre de 2021.

    Quanto ao comércio internacional de produtos siderúrgicos, as exportações totais apresentaram retração de 13,7%, enquanto as importações apresentaram expansão de 140,6%, considerando o volume de vendas em toneladas. Tais número reforçam a recuperação frente a uma fraca base de comparação do ano de 2020 e demonstram um maior direcionamento da produção nacional para atender o crescimento da demanda interna, complementada por um maior volume de importações.

    A Lafis destaca que o volume total das importações do setor siderúrgico encontra-se em patamar recorde nos últimos meses, ainda que as exportações do setor permanecem acima das importações. No médio prazo, a Lafis considera que as importações irão desacelerar, considerando a perspectiva da retomada da normalidade dos estoques das distribuidoras e religamento dos altos-fornos de importantes siderúrgicas desligados durante o período de maiores restrições de mobilidade para o combate ao coivd-19.

    Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro

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      O redirecionamento da produção de componentes eletrônicos – chips e microchips – principalmente para a fabricação de eletrodomésticos, tem feito com que a produção mundial de veículos sofra interrupções sistemáticas no primeiro semestre. O cenário internacional, obviamente, reflete-se no Brasil, dada a dependência das montadoras nacionais da importação destes componentes.

      A menor produção de veículos zero km no Brasil tem deslocado a demanda para os carros usados o que tem movimentado este segmento. Conforme dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos) no primeiro semestre de 2021 foram vendidos 5,45 milhões de automóveis e comerciais leves usados – 63% acima do observado no mesmo período de 2020.

      O reaquecimento no mercado de veículos usados tem sido fundamental para o surgimento no mercado brasileiro de startups destinadas a comercializarem veículos usados. Atualmente o país conta com a presença de seis empresas deste tipo, sendo que a mais recente destas é a mexicana Kavak.

      A empresa mexicana conta com aporte inicial de R$ 2,5 bilhões contando com estoque de 2.500 carros com até 10 anos de uso e promessa de atingir a marca de 100.000 unidades em inventário até 2022 e atingir 50 mil vendas. A Kavak concorrerá com a Creditas Auto (que comprou a startup Volanty), a Carupi, Dryve e Karvi.

      O interesse no mercado de usados não decorre apenas deste reaquecimento que o setor experimenta em virtude da pandemia. O mercado automobilístico brasileiro, inclusive o de veículos usados, é dominado por compras financiadas; uma vez que os juros no Brasil são extremamente elevados, a rentabilidade deste mercado é bastante atrativa.

      Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

      • seguros, empresas do setor seguros, empresas do segmento seguros, setor seguros, segmento seguros, economia, macroeconomia
        • Autor
          Lafis
        • Ano
          2021
        • Categoria
        • Analista Responsável
          Fernanda Rodrigues
        Com o objetivo de promover uma maior desburocratização, bem como incentivar a inovação de serviços e de processos, e consequentemente a competição no setor de seguros nacional, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) tem realizado diversas iniciativas nos últimos meses. Dentre as mais importantes está o Open Insurance, uma espécie de Open Banking no mercado securitário nacional que tem como objetivo a criação de um banco de dados aberto para o acesso e compartilhamento de informações dos consumidores, se assim o desejar e autorizar, junto às seguradoras.

        Nos últimos dias, a agência regulatória informou que a primeira fase deste sistema entrará em vigor no dia 15 de dezembro deste ano, e consiste no compartilhamento de todos os dados públicos das seguradoras, devendo ser concluída até junho de 2022. Em seguida, serão compartilhados dados de usuários referentes a seguros e previdência, prevista para setembro de 2022. A expectativa é cumprir todas as etapas até junho de 2023.

        Reduzindo a assimetria de informações entre segurados e seguradoras, o Open Insurance deverá promover uma maior oferta de produtos e serviços, cada vez mais personalizados e, consequentemente, mais competitivos ao estimular a disputa por clientes. Além disso, a iniciativa incentivará a criação de novos tipos de serviços relacionados a seguros, como plataformas de comparação de preços entre diferentes seguradoras, e aplicativos que reúnam dados relacionados ao comportamento do usuário e que poderão ser usados para baratear o custo da apólice e gerar descontos no momento da contratação.

        Apesar dos pontos listados acima, algumas entidades do setor entendem que esse processo tem se dado com pouca discussão e de forma apressada, com a necessidade de revisão das regras e prazos, principalmente diante da atual conjuntura de crise sanitária, que tem exigido tempo e investimentos das seguradoras.

        Especialista do Setor Fernanda Rodrigues

        • trigo, empresas do setor trigo, empresas do segmento trigo, setor trigo, segmento trigo, economia, macroeconomia
          O trigo é um alimento decisivo na mesa dos brasileiros, desde produtos como massas, pães e bolos no geral, até mesmo como parte da alimentação de animais e, com isso, os produtores vê expandindo a área plantada. A Conab revisou os números referentes à produção da safra 2021/22, que passou de 6.942,1 mil toneladas para 8.420,2 mil toneladas, bem como o do consumo interno no que se refere ao uso para sementes, pois houve aumento na estimativa de área a ser plantada. 

          Com estimativa de aumento de 36% da safra 2021/22 devido ao incremento de área de 12,3%, bem como de produtividade na ordem de 21,1%, estima-se redução no volume a ser importado, que passou de 6.400 mil toneladas para 6.000 mil toneladas, além do país encerrar a safra com estoque de passagem mais confortável, com 1,870 milhão de toneladas, aproximando-se do volume observado em safras anteriores, a 2019/20.

          Produtores estão expandindo área de cultivo nas regiões mais quentes do país, que, segundo pesquisas da Embrapa, têm potencial para produzir mais de 2 milhões de hectares. Isso foi possível devido aos intensos trabalhos de melhoramento para cultivares adaptadas a essas regiões conduzidas pela Embrapa e por entidades privadas. O trigo é mais uma alternativa nos sistemas de rotação de cultura da região, que poderá ocupar áreas normalmente descobertas durante o período de inverno, trazendo ainda benefícios para incremento de matéria orgânica no solo e redução da pegada de carbono. 

          Nesse modelo, a cultura integra-se no planejamento de plantio dos produtores em áreas maduras e já agricultáveis. A produtividade média do cereal no país é um pouco mais de 2,5 toneladas por hectares (ton/ha). No Nordeste, já existem áreas que atingiram produtividades de até 6 ton/ha. A região tem potencial para produzir até 2 milhões de hectares, segundo estudos da Embrapa.

          Analista responsável Marcos Henrique

          • fundição, empresas do setor fundição, empresas do segmento fundição, setor fundição, segmento fundição, economia, macroeconomia
            • Autor
              Lafis
            • Ano
              2021
            • Categoria
            • Analista Responsável
              Marcel Carneiro
            A produção de fundidos apresentou expansão de 25,1% na comparação de janeiro a maio de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação de maio deste ano com igual mês do ano passado a produção avançou 50,1%.

            Na comparação de janeiro a maio 2021 em relação ao mesmo período de 2019, período em que não houve efeitos negativos para a produção decorrentes da pandemia do coronavírus, a produção de fundidos apresentou crescimento de 5,4%, evidenciando a recuperação do setor.

            A recuperação do setor automotivo, em especial o segmento de caminhões, além da recomposição dos estoques ajudam a explicar o melhor desempenho do setor de fundição. Outro importante segmento demandante dos produtos fundidos que contribuiu para o resultado do setor foi o setor de máquinas e equipamentos.

            A Lafis destaca que o pessoal ocupado no setor ultrapassou a marca de 60 mil pessoas, maior patamar dos últimos anos, confirmando o bom momento do setor. 

            Para os próximos meses a Lafis projeta que o setor de fundição manterá o desempenho observado nos últimos meses, ainda que o elevado preço do minério de ferro e manutenção da taxa de câmbio acima de R$/US$ 5,00 tenha elevado significativamente os custos do setor. No entanto, a desvalorização da taxa de câmbio também contribuiu para elevar a competitividade do produto nacional, uma vez que os produtos importados se tornaram mais caros e as exportações do Brasil para o restante do mundo mais rentáveis, considerando que parte dos custos da fabricação de fundidos no país são cotados em reais.

            Especialista do Setor Marcel Tau Carneiro

            • transporte aéreo, empresas do setor transporte aéreo, empresas do segmento transporte aéreo, setor transporte aéreo, segmento transporte aéreo, economia, macroeconomia
              • Autor
                Lafis
              • Ano
                2021
              • Categoria
              • Analista Responsável
                Felipe Souza
              Nos primeiros cinco meses deste ano, o movimento do modal para viagens nacionais foi marcado por retração da demanda por voos domésticos (-7,3%/jan-mai 2020), quando foram transportados mais de 22,37 milhões de passageiros em voos nacionais.

              Este resultado de certa forma esperado, apesar de significar a continuidade dos efeitos da pandemia sobre a demanda e oferta de voos, (num período em que ainda não foram superados nem a pandemia global, nem seus efeitos nocivos para economia como um todo, sobretudo para as viagens aéreas e turismo), pode ser interpretado de forma diferente e até positivamente.

              Ao se observar a evolução mensal dos voos ofertados e passageiros embarcados, percebe-se nitidamente um ritmo consistente de recomposição da dinâmica do mercado aéreo nacional, uma vez que nos meses de fevereiro e março deste ano, as quedas nas movimentações atingiram seus maiores pontos de queda (-32,4%), passando a retornar à níveis menos negativos nos meses subsequentes.

              É por tal motivo que a Lafis projeta que para 2021 deverá haver um avanço da oferta de assentos               (35,0%/2020), assim como a demanda dos passageiros transportados (33,9%/2020). No entanto cabe mais uma ressalva: o leitor deve se atentar que estes crescimentos percentuais expressivos devem se materializar por conta da base fraca de comparação (2020). De fato, em números absolutos de passageiros e assentos ofertados, os patamares estarão significativamente abaixo dos apresentados no cenário pré-crise Covid-19.

              Analista Responsável Felipe Souza

              • carnes, empresas do setor carnes, aves, empresas do setor aves, suinos, empresas do setor suinos,  economia, macroeconomia
                O custo da carne bovina tem pesado no orçamento das famílias. Câmbio desvalorizado, demanda externa aquecida e menor oferta de animais no pasto são os principais fatores a pressionar os preços da carne, o que tem feito os consumidores alterarem seus hábitos alimentares. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o setor de carnes espera um aumento no consumo de frango, suínos e ovos, diante da diminuição na demanda por carne bovina.

                Segundo o presidente da associação, “houve uma diminuição na produção de carne bovina e um aumento na exportação, então uma oferta menor, o que fez com que o boi aumentasse de preço. E, realmente, as proteínas, quando comparadas em preços efetivos, são mais acessíveis a suína e a de frango. O consumo de carne suína aumentou 5,5%, enquanto para o frango foi de 6,5%. Isso tem relação com os hábitos alimentares. As pessoas, durante a pandemia, procuraram novas alternativas de consumo de proteínas, com a inserção de mais carnes suína e de frango dia a dia. Essa é uma situação que já vem se prolongando há bastante tempo e deve se consolidar até o fim do ano”.

                No mesmo sentido, destaca-se os bons ventos para as demais proteínas, com reflexos na performance dos criadores. Maior produtor de carne suína e segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, Santa Catarina segue ampliando mercados e consolidando sua presença internacional. No primeiro semestre de 2021, o Estado exportou mais de 775,6 mil toneladas de carnes, com um faturamento que passa de US$ 1,5 bilhão – 5,6% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O estado do Sul não é apenas o maior criador, mas segue padrões rígidos e reconhecidos internacionalmente no que diz respeito aos aspectos sanitários. Desta forma, estima-se que o Brasil terá mais um ano positivo em termos de desempenho e performance do setor, ainda que a recuperação do emprego e da renda internamente ocorra de maneira mais lenta.

                Analista responsável Marcos Henrique

                • ebusiness, empresas do setor ebusiness, empresas do segmento ebusiness, setor ebusiness, segmento ebusiness, economia, macroeconomia
                  • Autor
                    Lafis
                  • Ano
                    2021
                  • Categoria
                  • Analista Responsável
                    Fernanda Rodrigues
                  O valor do tíquete médio apresentou uma variação positiva (9,4%), passando de R$ 409,50 no primeiro trimestre de 2020 para R$ 447,90 no primeiro trimestre de 2021. Por categoria de produto, “Moda e acessórios” foi responsável por 16,6% dos pedidos realizados no primeiro trimestre de 2021, seguida por “Beleza, perfumaria e saúde” (15,2%). Em termos de faturamento, a categoria “Telefonia” apresentou 21,2% das vendas no setor no período, seguida por “Eletrodomésticos e ventilação” (17%). Ou seja, as categorias onde o tíquete médio é menor acabam concentrando o maior volume de pedidos, enquanto as categorias de produtos com valores mais elevados concentram um maior faturamento.

                  Por fim, o comércio eletrônico nacional tem conquistado cada vez mais novos clientes, comportamento que se manteve neste início de ano. Com isso, os dados da Neotrust apontam que o e-commerce brasileiro ganhou 3,8 milhões de novos consumidores durante o primeiro trimestre de 2021, totalizando 22,8 milhões de consumidores, com crescimento de 43,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

                  Portanto, a migração dos varejistas físicos para plataformas online é um movimento que deve se manter em 2021, principalmente no que diz respeito aos pequenos e médios varejistas, que viram nos canais digitais não apenas uma maneira de sobreviver a esta nova conjuntura de elevada insegurança sanitária, mas também como uma oportunidade para aumentar as vendas. Pelo lado da demanda, os consumidores foram apresentados a novas formas de comercialização, mudaram seus hábitos e não há expectativa de retrocesso nesse movimento.

                  Especialista do Setor Fernanda Rodrigues


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                    Ao leitor mais desatento com análise setorial, unir saúde, impostos e o setor de soft drinks parece fazer pouco sentido. No entanto, quando aprofundamos a avaliação entre estas três variáveis, percebemos como elas estão imbricadas entre si e que uma análise completa do setor passa por entender a relação entre saúde e política tributária.

                    O setor de bebidas não alcoólicas, em especial a categoria de refrigerantes, é constantemente criticada pela quantidade de açúcares existentes na sua composição e como isto interfere, de maneira negativa, na saúde dos seus consumidores. Embora o setor tenha buscado inovar e utilizar outras formas de açúcares na sua composição em busca de tornar seus produtos mais saudáveis, isto não tem sido suficiente.

                    O dilema público com relação à tal questão pode ser resolvido, pelo menos em partes, através da tributação destes produtos; e isto pode ser ruim para a indústria de bebidas alcoólicas. Pesquisas apontam que a maioria dos brasileiros são a favor de uma carga tributária maior sobre bebidas açucaradas bem como são favoráveis à eliminação de incentivos fiscais para estes produtos.

                    No momento em que o país discute uma reforma tributária, o aumento nos impostos e redução nas isenções fiscais ao setor podem ser atraentes para o Estado brasileiro que busca aumentar a arrecadação; ademais poderia melhorar a imagem do governo perante a sociedade em termos de políticas públicas relacionadas à saúde. Quem não estaria satisfeita, no entanto, seria a indústria de bebidas não alcoólicas que teriam seus custos e a demanda por seus produtos afetadas de maneira negativa. 

                    Analista responsável Marcelo Balloti Monteiro

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                      • Autor
                        Lafis
                      • Ano
                        2021
                      • Categoria
                      • Analista Responsável
                        Marcos Henrique
                      O consumo de café tem crescido na China e o Brasil é o principal fornecedor do grão. Com apoio do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), consultorias chinesas identificaram que o país asiático tem, atualmente, cerca de 330 milhões de consumidores da bebida, um grupo maior que a população brasileira. Em volume, o consumo dos chineses ainda é menor que o dos brasileiros, mas o ritmo de expansão vem crescendo - o número é 70% superior aos 193 milhões de chineses que bebiam café há apenas oito anos. 

                      Segundo a pesquisa, os novos consumidores chineses de café são jovens que veem a bebida como um hábito refinado. O grupo é formado por pessoas de 20 a 34 anos, das quais 60% são mulheres. O café solúvel (feito principalmente a partir da variedade robusta) ainda é a primeira opção para a maioria, com 52,4% da preferência, mas o torrado e moído já aparece em segundo lugar, com 36,5%. A pesquisa confirma, por meio dos dados, a tendência de crescimento para esse mercado, especialmente no que diz respeito aos produtos mais bem elaborados.

                      Neste sentido, o governo brasileiro vem reforçando o apoio aos produtores. Na safra atual, iniciada em julho de 2021 e que vai até junho de 2022, o Funcafé disponibilizará R$ 5,9 bilhões para o setor, o equivalente a um acréscimo de 8,9% em relação ao ciclo passado (2020/21). Os procedimentos de contratação com os 33 agentes financeiros que irão operar com o Fundo estão em fase final, com destaque para a entrada da Caixa Econômica, Banco de Brasília e a Cresol, em fase de assinatura junto ao Funcafé. 

                      Analista responsável Marcos Henrique

                      • cerveja, empresas do setor cerveja, empresas do segmento cerveja, setor cerveja, segmento cerveja, economia, macroeconomia
                        • Autor
                          Lafis
                        • Ano
                          2021
                        • Categoria
                        • Analista Responsável
                          Marcelo Balloti
                        O setor cervejeiro brasileiro pode ser caracterizado como sendo um oligopólio: do grego “oligo” significa “poucos” e “polens” significa “vendedor”, ou seja, um mercado com poucos vendedores e muitos compradores. Em linhas gerais, há três grandes grupos que dominam este mercado: Ambev, Cervejaria Petrópolis e Heineken.

                        Analisando o market share, temos que a Ambev lidera o ranking com 60% do mercado cervejeiro brasileiro enquanto as outras duas empresas dominantes detêm aproximadamente 30% do mercado; o restante do fica pulverizado em grupos cervejeiros menores e mais regionais.

                        Interessante notar que ao longo dos anos a Ambev vem perdendo fatias de mercado – mesmo que a taxas extremamente módicas – sendo estas preenchidas pela forte ascensão da Heineken e em menor medida da Cervejaria Petrópolis. A título de curiosidade: em 2005 a Ambev detinha 69% do mercado. O crescimento destas cervejarias menores é reflexo dos atuais investimentos que as empresas fizeram para aumentar a capacidade de produção.

                        O que chama atenção neste mercado é a especulação de que este oligopólio se transforme em um duopólio: “duo” dois e “polens”, que significa “vendedor”. Aventou-se na última semana um possível interesse da cervejaria Heineken na aquisição da Cervejaria Petrópolis. A princípio, a empresa brasileira negou que esteja à venda; a cervejaria holandesa nada pronunciou a respeito.

                        Embora a Lafis acredite ser improvável esta aquisição, ressalta a importância de acompanhar as possíveis movimentações dos players do setor. Acresce-se que, caso a intenção de aquisição se concretize, isto deverá ser aprovado pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) uma vez que este movimento poderá aumentar a concentração do setor.

                        Especialista do Setor Marcelo Balloti Monteiro

                        • comércio varejista, setor comércio varejista, economia, macroeconomia, varejo, setor varejo,empresas do setor varejo, empresas do segmento varejo
                          Em maio de 2021, o volume de vendas no comércio varejista restrito¹ cresceu 1,4% na série com ajuste sazonal, em relação ao mês anterior, segunda alta consecutiva nesta base de comparação, ainda que em menor intensidade. Este resultado é reflexo da reabertura gradual do varejo físico após um período de recrudescimento da pandemia, em meados de março deste ano, e que impôs, novamente, regras mais rigorosas de isolamento social e restrições ao funcionamento do comércio físico de itens não essenciais. Somado a isso, tem-se a volta do auxílio emergencial que, mesmo com valor menor e maiores restrições quanto aos beneficiários, contribui para a recomposição de parte da renda das famílias afetadas pela alta instabilidade no mercado de trabalho.

                          Em relação ao mesmo período do ano anterior, o resultado também foi positivo e igual a 16,0%, terceira alta consecutiva, mas com adendos sobre este desempenho. É importante observar que este crescimento se deu sobre uma base de comparação extremamente depreciada, uma vez que entre abril e maio de 2020 foi registrado o pior desempenho do varejo nacional em toda a história da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE, e justificada pela suspensão de diversas atividades ligadas ao setor como forma de restringir a circulação de pessoas e impedir o avanço da Covid-19.

                          Apesar disso, o comércio varejista restrito acumula um crescimento de 6,8% em 2021, e de 5,4% no acumulado dos últimos 12 meses até maio deste ano, colocando o volume de vendas em um patamar 3,9% acima do nível pré-pandemia, tomando como referência o mês de fevereiro de 2020.

                          Em relação às atividades, 7 das 8 avaliadas pela pesquisa avançaram no mês, com destaque para “Tecido, vestuário e calçados” (16,8%), “Combustíveis e lubrificantes” (6,9%) e “Outros artigos de uso pessoal e doméstico” (6,7%). A atividade “Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos” (-1,4%) foi a única a apresentar recuo no mês.

                          Com isso, a expectativa é de crescimento nas vendas do comércio varejista nacional até o fim do primeiro semestre, com arrefecimento do desempenho nos últimos seis meses de 2021, impulsionado especialmente pela realização de compras que foram adiadas ao longo da pandemia, seja pelo fechamento do varejo físico, seja pela elevada incerteza quanto ao futuro da economia frente à persistente insegurança sanitária.

                          ¹ não contempla a venda de veículos, motos, peças e materiais para construção.

                          Especialista do Setor: Fernanda Rodrigues

                          • transporte rodoviário, empresas do setor transporte rodoviário, empresas do segmento transporte rodoviário, setor transporte rodoviário, segmento transporte rodoviário, economia, macroeconomia
                            Com as concessões já realizadas, somadas as próximas rodadas, o Governo Federal espera atrair novas concessionárias a gerirem e investirem uma vultuosa quantia nos próximos anos em diversas rodovias pelo Brasil. Somente com as rodadas de concessão já realizadas neste ano, espera-se que estas tragam R$ 24,54 bilhões em investimentos nas próximas décadas.

                            Para isso, como forma de estimular o apetite dos empresários ao setor, o Governo também trabalha nos contratos para que os projetos de concessão de infraestrutura ofereçam maiores taxas de retorno do que as dispostas em rodadas anteriores.

                            Com as novas concessões, espera-se que as rodovias sejam modernizadas, gerando menores custos para as transportadoras e maiores receitas às concessionárias. Além disso, essas concessões vão gerar mais de 200 mil empregos, de forma direta, indireta ao longo dos contratos de arrendamento e concessões, de acordo com o Ministério da Infraestrutura (MInfra).

                            Especialista do Setor Felipe Souza