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AutorLafis
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Ano2026
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Categoria
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
A indústria brasileira de bebidas não alcoólicas
atravessa um período de transformação estrutural, impulsionado por mudanças no
comportamento do consumidor, inovação tecnológica e crescente pressão por
sustentabilidade. Representado
majoritariamente pela Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e
de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), o setor produz cerca de 32 bilhões de litros
de bebidas por ano, reúne empresas responsáveis por mais de 90% do mercado
nacional e gera mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos,
consolidando-se como um dos principais segmentos da indústria de alimentos.
Embora categorias tradicionais, como
refrigerantes, continuem relevantes em volume, o crescimento recente tem sido
liderado por produtos de maior valor agregado, como águas envasadas,
energéticos, bebidas funcionais, chás prontos para beber (RTD), bebidas
vegetais e opções com menor teor de açúcar. Segundo o Caderno Setorial
ETENE/Banco do Nordeste (2026), o mercado brasileiro acompanha a expansão
global das bebidas não alcoólicas, impulsionado principalmente pela maior
demanda por produtos associados à saúde, conveniência e inovação.
As principais tendências observadas em 2026
incluem a reformulação de produtos para redução de açúcar e sódio, a ampliação
da oferta de bebidas enriquecidas com vitaminas, eletrólitos, proteínas e
ingredientes botânicos, além da diversificação dos segmentos de energéticos,
chás prontos para beber, águas saborizadas e bebidas à base de frutas. No
mercado de sucos e néctares, destacam-se investimentos em produtos integrais,
ingredientes regionais e formulações sem adição de açúcar. Paralelamente, a
indústria intensifica iniciativas voltadas à sustentabilidade, com maior uso de
embalagens recicláveis e resina reciclada (rPET), avanços em logística reversa
e redução das emissões de carbono, alinhando competitividade à agenda ESG.
As perspectivas para os próximos anos
permanecem favoráveis, embora acompanhadas de desafios regulatórios e
econômicos. Segundo projeções do Caderno Setorial ETENE/Banco do Nordeste
(2026), com base em dados da EMIS e de consultorias internacionais, as vendas
em volume deverão crescer 57,4% nas bebidas funcionais, 45,1% nas águas
envasadas e 17,7% nos refrigerantes até 2029. A competitividade do setor
dependerá cada vez mais da capacidade de desenvolver produtos alinhados às
demandas por saudabilidade, conveniência, sustentabilidade e personalização,
bem como da incorporação de tecnologias digitais e práticas de economia
circular. Ao mesmo tempo, fatores como a reforma tributária, a evolução da
rotulagem nutricional e a volatilidade dos custos de insumos continuarão
influenciando as estratégias empresariais e o ritmo de crescimento do setor.
Analista Responsável Thais Virga.
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AutorLafis
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Ano2026
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Categoria
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
A ocorrência de um Super El
Niño ao longo de 2026 pode representar um importante fator de atenção para
as safras de inverno e de verão entre 2026 e 2027. O fenômeno pode afetar a
produtividade das lavouras, influenciar os preços agrícolas e alterar a demanda
por insumos. Modelos climáticos indicam um cenário de chuvas acima da média no
Centro-Oeste, enquanto as regiões Norte e Nordeste poderão registrar períodos
mais secos. Essas condições tendem a aumentar a volatilidade do setor e
comprometer a safra de verão, incluindo a soja.
No caso da soja, o
cenário reforça a necessidade de acompanhamento da safra 2026/27, uma vez que
os impactos do fenômeno variam entre as principais regiões produtoras. Apesar
dos riscos climáticos e econômico desafiador, as perspectivas para a cultura
permanecem favoráveis. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima uma
produção de 180,6 milhões de toneladas, volume 5,3% superior ao
da safra anterior, o que mantém a expectativa de um novo recorde e reforça a
posição do Brasil entre os principais fornecedores globais da commodity.
Diante desse cenário, os produtores tendem a intensificar o
planejamento agrícola, adotando estratégias como o monitoramento contínuo das previsões
climáticas; a escolha de cultivares mais adaptadas às diferentes janelas de
plantio; o reforço no controle de pragas e doenças, cuja incidência pode
aumentar em função das alterações de temperatura e umidade; revisão do
planejamento da segunda safra, considerando possíveis atrasos na colheita da
soja; e outros.
Analista Responsável Larissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2026
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Analista ResponsávelMarcel Carneiro
As exportações de móveis e
colchões registraram queda de 6,5% no primeiro semestre de 2026, em relação ao
mesmo período do ano anterior, enquanto os embarques de componentes,
matérias-primas, máquinas e demais suprimentos cresceram 4,0%, refletindo comportamentos
diferentes entre os segmentos da cadeia.
O desempenho foi influenciado,
principalmente, pelo mercado americano. Nas exportações de móveis acabados, a
retração das vendas aos Estados Unidos superou o crescimento observado em
outros destinos. Já no segmento de suprimentos, a redução das exportações para
o mercado americano foi compensada pela expansão das vendas para outros países.
No mercado interno, as
importações de móveis e colchões cresceram 41,7%, impulsionadas pela maior
participação de produtos chineses. O cenário reduziu o saldo comercial do setor
e reforça a necessidade de acompanhar os impactos da reorganização dos fluxos
globais de comércio sobre a competitividade da indústria moveleira brasileira.
Analista responsável Rodrigo Faria
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AutorLafis
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Ano2026
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Analista ResponsávelFelipe Souza
A indústria brasileira do
plástico avalia que a sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre
produtos brasileiros tende a afetar principalmente pequenas e médias empresas,
que podem enfrentar dificuldades para redirecionar suas exportações a novos
mercados. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast),
a medida deve intensificar a queda de 13% nas vendas ao mercado americano
registrada desde o início de 2025, segmento que representa cerca de US$ 2,6
bilhões em exportações.
Apesar do cenário externo mais
desafiador, o setor manteve investimentos em modernização, que somaram
aproximadamente R$ 5 bilhões no primeiro semestre, enquanto as exportações
totais cresceram 4% no mesmo período. A indústria do plástico reúne cerca de 14,6
mil empresas, responde por aproximadamente 1% do PIB nacional, emprega cerca de
400 mil trabalhadores diretamente e movimenta mais de R$ 123 bilhões por ano.
O impacto das novas tarifas
reforça a necessidade de diversificação dos mercados e de fortalecimento da
competitividade do setor de plástico no Brasil. Para empresas com maior
dependência do mercado americano, especialmente as de menor porte, o período de
adaptação pode exigir novos investimentos comerciais e logísticos para manter o
ritmo das operações.
Analista responsável Rodrigo
Faria
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AutorLafis
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Ano2026
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Categoria
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
A indústria cervejeira brasileira entra em uma
nova etapa de crescimento baseada em premiumização, inovação e transformação
dos hábitos de consumo. As estratégias recentes dos principais grupos do
setor indicam que a próxima fase competitiva será menos concentrada em volume e
mais direcionada à captura de valor, com maior participação de produtos
premium, bebidas sem álcool e soluções alinhadas ao conceito de consumo
equilibrado. O desempenho recente da Ambev, impulsionado pelo avanço de marcas
de maior valor agregado e pela expectativa de fortalecimento das vendas
associadas à Copa do Mundo de 2026, reforça essa tendência de reposicionamento
do mercado.
Entre os segmentos com maior potencial está o
de cervejas sem álcool, que vem ganhando protagonismo mundial e deve
praticamente dobrar de tamanho até 2033, segundo projeções do IWSR, no mercado
internacional. No Brasil, a categoria deixou de ser um nicho e passou a receber
investimentos estratégicos das grandes fabricantes, que buscam atender
consumidores interessados em equilíbrio, bem-estar e novas ocasiões de consumo.
A Ambev, com lançamentos como a Spaten Pro sem álcool e com proteína, amplia a
proposta de inovação ao associar cerveja a atributos funcionais, enquanto o
Grupo Heineken fortalece plataforma (como a recente +Equilíbrio) voltadas ao
consumo responsável e à oferta de alternativas para diferentes momentos do
consumidor.
Para os próximos anos, a indústria deverá
avançar em três frentes principais: produtos de maior valor agregado;
diversificação do portfólio, e, construção de marcas conectadas a novos estilos
de vida. Eventos de grande alcance, como a Copa do Mundo de 2026, representam
oportunidades comerciais relevantes para ampliar o consumo e fortalecer marcas,
mas o crescimento sustentável dependerá da capacidade das empresas de inovar
além da cerveja tradicional. A expansão das versões sem álcool, o
desenvolvimento de produtos diferenciados e o posicionamento em torno do
consumo equilibrado indicam que o futuro do setor será definido pela combinação
entre tecnologia, comportamento do consumidor e geração de valor.
Analista
Responsável Thais Virga.
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AutorLafis
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Ano2026
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Analista ResponsávelJaime William
Nos últimos anos, o Brasil tem se
consolidado como um destino cada vez mais atrativo para o turismo
internacional, alcançando recordes consecutivos no fluxo de visitantes
estrangeiros. Essa tendência é reforçada por estudos recentes que apontam
potencial para uma expansão ainda maior do setor no médio e longo prazos.
De acordo com o relatório Amadeus
Travel Insights 2026: Focus on the Americas, o Brasil foi o segundo destino
mais pesquisado das Américas (Norte, Central e Sul) para viagens realizadas entre
maio de 2025 e abril de 2026. No período, o volume de buscas pelo país
avançou 29% em comparação ao intervalo de maio de 2024 a abril de 2025. Refletindo,
assim, o fortalecimento da atratividade do Brasil no mercado internacional. O
desempenho está associado à ampliação da conectividade aérea, à diversidade de
destinos turísticos, à competitividade cambial e ao fortalecimento das ações de
promoção internacional, conduzidas pelo Ministério do Turismo e pela Embratur.
Complementando esse cenário, um estudo
elaborado pela FGV Projetos estima que a realização da Copa do Mundo
Feminina da FIFA em 2027, que será sediada no Brasil, poderá movimentar aproximadamente
R$ 8,8 bilhões na economia nacional, e também, deve gerar cerca de 73,7 mil
empregos e acrescentar R$ 3,8 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB).
Do valor total aportado na economia, cerca
de R$ 4,7 bilhões deverão ser provenientes dos gastos dos
turistas, contemplando despesas com hospedagem, alimentação, transporte,
comércio e demais serviços relacionados à cadeia turística. Além dos
impactos econômicos diretos, o evento deverá estimular investimentos em
infraestrutura, ampliar a exposição internacional do país e fortalecer o
posicionamento do Brasil como destino para grandes eventos esportivos e de
negócios.
Caso esse legado seja acompanhado por
políticas públicas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura turística, da
conectividade aérea e da promoção internacional, o país poderá consolidar um
ciclo sustentável de crescimento do turismo receptivo, ampliando sua
participação na economia nacional e fortalecendo a geração de emprego, renda e
investimentos.
Analista Responsável Jaime William Charles
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AutorLafis
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Ano2026
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Categoria
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
A Petrobras registrou recordes de produção de petróleo e gás
no segundo trimestre de 2026, impulsionado pelo avanço das operações no pré-sal
e pela entrada de novas plataformas.
Entre abril e junho, a produção de petróleo,
líquidos de gás natural (LGN) e gás natural atingiu a 3,34 milhões de barris de
óleo equivalente por dia (boed), volume 14,1% superior ao registrado no mesmo período de
2025 e
3,4% acima do primeiro trimestre de 2026. Apenas o gás natural, a produção
alcançou 619 mil boed no segundo trimestre, crescimento de 10,7% em relação ao
mesmo intervalo do ano anterior, conforme relatório da empresa
O desempenho foi favorecido pela maior eficiência operacional e avanço do
ramp-up (aumento gradual da produção) das plataformas: Maria Quitéria, no campo
de Jubarte; Alexandre de Gusmão, no campo de Mero; e P-78, no campo de Búzios.
Além disso, a entrada em operação do FPSO P-79, também em Búzios, contribuiu
para a expansão da produção. No período, a estatal ainda colocou em operação
dez novos poços produtores, sendo quatro na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.
O segundo trimestre também
correspondeu a período da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de
fevereiro. Apesar das restrições logísticas e das alterações nas rotas
marítimas, a Petrobras elevou suas exportações de petróleo em 44,3% no segundo
trimestre de 2026, alcançando 996 mil barris por dia. Segundo a companhia, o
resultado refletiu principalmente o aumento da produção e pelo reconhecimento
de exportações em andamento ao final do primeiro trimestre de 2026.
Com a expansão da produção e das exportações, a
Petrobras chega ao segundo semestre de 2026 em posição mais favorável, mesmo em um cenário de maior
volatilidade no mercado global.
Analista Responsável Larissa Curvelo
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AutorLafis
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Ano2026
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Categoria
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Analista ResponsávelJaime William
Como
alternativa para preservar sua marca e evitar a necessidade de retirar o termo "bank"
de sua identidade visual, o Nubank anunciou a aquisição de 100%
do Banco Porto Real Investimentos S.A.
A
operação foi realizada para atender às exigências da Resolução Conjunta nº
17/2025, do Banco Central do Brasil (BCB) e do Conselho Monetário Nacional
(CMN), que regulamentou a utilização da denominação "banco" por
instituições financeiras. A norma estabeleceu o prazo de 120 dias para a
apresentação de um plano de adequação e de 12 meses para sua implementação.
Com a
conclusão da aquisição e a obtenção da licença bancária, o Nubank poderá manter
sua identidade de marca no mercado brasileiro, sem a necessidade de alterar sua
denominação comercial. Além de assegurar conformidade regulatória, a operação
amplia a flexibilidade operacional da instituição e fortalece seu
posicionamento competitivo no Sistema Financeiro Nacional.
Vale
destacar, contudo, que a conclusão da operação ainda está sujeita à aprovação
do Banco Central do Brasil (BCB), que avaliará o cumprimento dos requisitos
prudenciais, regulatórios e societários aplicáveis antes de autorizar a
transferência do controle e a concessão da licença bancária.
Analista Responsável Jaime William Charles
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AutorLafis
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Ano2026
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Analista ResponsávelFelipe Souza
A maior
empresa química da América Latina enfrenta agora um estrangulamento financeiro
severo. Com uma dívida bruta orbitando a marca dos R$ 50 bilhões e um valor de
mercado severamente deprimido, a companhia ilustra o esgotamento do seu modelo
de estrutura de capital.
O cerne
da crise atual reside no descasamento estrutural entre a geração de caixa
operacional e o serviço da dívida. Além do mais, a dinâmica global do setor não
joga a favor: o prolongado ciclo de baixa nos spreads petroquímicos
internacionais, pressionado pelo excesso de capacidade produtiva global, corrói
as margens operacionais estruturais de médio prazo. Adiciona-se a este cenário
a característica cambial do endividamento: mais de 90% da dívida bruta está
denominada em moeda estrangeira, que transfere o eixo decisório da companhia
para as mãos de investidores e fundos internacionais (compradores no mercado
secundário), cujos interesses estão desalinhados com a atual base de controle
da empresa.
Neste
sentido, a tutela cautelar de 60 dias obtida em junho garantiu um respiro
artificial de R$ 2,7 bilhões em obrigações de curto prazo, postergando o
pagamento de cupons de bônus globais. No entanto, as rodadas de negociação
expuseram um impasse de difícil resolução. Do lado dos principais acionistas, a
Petrobras não demonstra qualquer apetite fiscal para injetar capital de risco
ou consolidar tais passivos bilionários em seu balanço soberano.
Analista Responsável Felipe Souza
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AutorLafis
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Ano2026
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Analista ResponsávelThaís Virga Passos
No segmento de bicicletas, a produção no Polo Industrial de Manaus deve alcançar 350 mil unidades em 2026, crescimento de 4,3% em relação a 2025, conforme projeção da Abraciclo. A entidade atribui o avanço à recomposição gradual da demanda e à normalização dos estoques após os ajustes observados nos últimos anos. Paralelamente, a Aliança Bike destaca que o mercado de bicicletas elétricas segue em expansão, tendo movimentado aproximadamente R$ 511 milhões no último levantamento consolidado, com crescimento de 7,2%, impulsionado pelo interesse crescente por soluções de mobilidade sustentável. Segundo a associação, o varejo também registra maior participação das bicicletas de entrada e dos serviços de manutenção, refletindo um consumidor ainda cauteloso, mas mais atento ao custo-benefício e ao uso da bicicleta como alternativa de transporte e lazer.
A indústria de motocicletas, por sua vez, atravessa um dos melhores momentos de sua história recente. Dados da Abraciclo mostram que, no primeiro semestre de 2026, a produção nacional ultrapassou 1,06 milhão de unidades, alta de 6,3% em comparação ao mesmo período de 2025. Já os números da Fenabrave indicam que os licenciamentos somaram aproximadamente 1,17 milhão de motocicletas, avanço de 14,1% e recorde histórico para um primeiro semestre. De acordo com as duas entidades, o desempenho é sustentado principalmente pela elevada demanda por modelos de baixa cilindrada, amplamente utilizados na mobilidade urbana e nos serviços de entrega, além da expansão gradual dos segmentos de média e alta cilindrada. A Abraciclo projeta que a produção nacional deverá superar 2 milhões de motocicletas em 2026, enquanto os emplacamentos podem atingir cerca de 2,3 milhões de unidades até o encerramento do ano.
As perspectivas para o restante de 2026 permanecem favoráveis, sustentadas pela recuperação do consumo, investimentos industriais e fortalecimento da mobilidade sustentável.
Na avaliação da Abraciclo, a produção de motocicletas deverá seguir aquecida, impulsionada pelo crédito mais acessível, renovação da frota e crescimento dos serviços de logística urbana. Para o segmento de bicicletas, a Aliança Bike avalia que a expansão continuará sendo gradual, apoiada no avanço das bicicletas elétricas, na ampliação do cicloturismo e em políticas públicas voltadas à mobilidade ativa, embora persistam desafios relacionados à elevada carga tributária, à concorrência com produtos importados e à necessidade de estímulos ao consumo. Em conjunto, as análises de Abraciclo, Aliança Bike e Fenabrave apontam que 2026 tende a consolidar o setor de duas rodas como um dos mais resilientes e dinâmicos da indústria brasileira.
Analista
Responsável Thais Virga.
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Ano2026
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Analista ResponsávelFelipe Souza
Um estudo recente divulgado
pelo BNDES revelou um potencial gigantesco de R$ 389,3 bilhões em projetos de
transporte sobre trilhos no Brasil, abrangendo metrôs, trens urbanos e VLTs.A maior
parte desse montante imenso está concentrada na Região Metropolitana de São
Paulo, que lidera com R$ 221,4 bilhões mapeados, seguida pelo Rio de Janeiro e
por Belo Horizonte.
Este estudo mostra dois lado
de uma mesma moeda. Se, de um lado, mostra que o Brasil tem uma carteira
potencial considerável em projetos de transporte sobre trilhos nas principais
regiões do país, por outro, demonstra o atual déficit brasileiro em transporte
ferroviário, seja de cargas ou metro-ferroviário de passageiros, uma vez que,
dos 87 projetos listados, muitos ainda são apenas estudos preliminares e não
têm garantia de execução imediata.
Analista Responsável Felipe Souza
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AutorLafis
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Ano2026
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Analista ResponsávelMarcel Carneiro
As importações brasileiras de aço registraram queda
de 17,6% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano
anterior, totalizando 2,9 milhões de toneladas, de acordo com dados recém
divulgados pelo Instituto Aço Brasil. O recuo mais expressivo ocorreu na
categoria de laminados, cujo volume importado somou 2,53 milhões de toneladas
entre janeiro e junho — retração de 20,5% na comparação anual.
O elevado patamar das importações representava um
desafio central para o setor siderúrgico nacional, que vem se esforçando para
tornar o produto doméstico mais competitivo frente ao concorrente estrangeiro.
Especificamente em junho, as importações de aço
tiveram queda de 20,1% ante o mesmo mês de 2025, chegando a 476 mil toneladas —
embora, na comparação com maio, o volume tenha crescido 52,4%.
Do lado das exportações, o Brasil embarcou 5,3
milhões de toneladas no primeiro semestre, alta de 3,1% frente a igual
intervalo de 2025. Já em junho, o volume exportado somou 912 mil toneladas,
recuo de 14,8% na comparação anual, mas com avanço de 41,3% ante maio.
A produção nacional de aço bruto, por sua vez,
apresentou leve retração de 1,5% no acumulado do semestre, totalizando 16,3
milhões de toneladas. Em junho isoladamente, a produção alcançou 2,8 milhões de
toneladas, praticamente estável (+0,1%) na comparação com o mesmo mês do ano
passado.
As vendas no mercado interno somaram 10,4 milhões de
toneladas no semestre, queda marginal de 0,2%. Já em junho, esse indicador
recuou 5%, para 1,7 milhão de toneladas.
O Instituto também apresentou o Indicador de
Confiança da Indústria do Aço (ICIA) referente a julho, que fechou o mês em
45,6 pontos — uma queda de 2,2 pontos frente a junho. Com isso, o índice
permanece pelo segundo mês seguido abaixo da marca dos 50 pontos, patamar que,
segundo o Aço Brasil, reflete um cenário de baixa confiança entre os líderes do
setor.
Analista Responsável Marcel Tau
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AutorLafis
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Ano2026
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Analista ResponsávelLarissa Curvelo
O mercado brasileiro de trigo
enfrenta a perspectiva de registrar, na safra 2025/26, a menor produção
nacional desde 2020. O cenário é influenciado pela baixa liquidez nas
negociações, demanda enfraquecida da indústria moageira, abastecimento
confortável dos moinhos e pressão sobre os preços decorrente do equilíbrio
entre oferta e demanda. Como consequência, terá a maior necessidade de
importação de trigo já observada para garantir o abastecimento interno.
De acordo com a Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de trigo na safra 2025/26 está
estimada em 6.025,9 mil toneladas, representando uma queda de 23,5% em relação
à safra anterior. O recuo reflete a redução de 16,7% na área cultivada, estimada
em 2.036,7 mil hectares, aliada à queda de 8,1% na produtividade média,
projetada em 2.959 kg por hectare.
O mercado segue exposto a
riscos climáticos e geopolíticos. Os possíveis efeitos do El Niño podem
comprometer a qualidade dos grãos e reduzir ainda mais a oferta, especialmente
diante da retração da área cultivada. No cenário internacional, a continuidade
da guerra entre Rússia e Ucrânia mantém incertezas quanto ao fluxo de
exportações desses importantes fornecedores mundiais de trigo, elevando a
volatilidade dos preços e a insegurança quanto ao abastecimento global.
Esse cenário também reflete
uma estratégia mais cautelosa dos produtores, que reduziram os investimentos na
cultura diante da baixa rentabilidade. Entre os principais fatores está o
aumento dos custos de produção, especialmente dos fertilizantes nitrogenados,
cujos preços voltaram a subir em razão do agravamento das tensões geopolíticas
no Oriente Médio.
Analista Responsável Larissa Curvelo
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