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  • papel, papeis, empresas do setor papel, setor papel, segmento papel,  celulose, empresas do setor celulose, setor celulose, segmento celulose, economia, macroeconomia, eucalipto
    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2019
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    O cenário de incerteza observado desde o ano de 2016 e perdurando ao longo de 2018 – sobretudo devido ao impasse proveniente das eleições; ainda impacta negativamente o crescimento industrial como um todo, de forma a limitar a demanda por diversos tipos de celulose utilizados por diversos segmentos industriais.

    Além do mais, a manutenção da trajetória ainda insatisfatória do nível de emprego e da massa salarial são fatores limitam a demanda interna por papel, sobretudo os que detém maior valor agregado como papéis para fins sanitários considerados “premium”, assim como papel imprensa e para imprimir/escrever.

    No entanto, a manutenção do Real em um patamar relativamente desvalorizado torna mais competitiva a produção nacional, sobretudo de celulose, frente à externa, acabando por gerar um efeito positivo para as exportações e por consequência na produção do setor. Neste modo acredita-se que as exportações de celulose deverão se constituir como um importante meio de escoamento da produção, uma vez que as economias importadoras (como a China, Estados Unidos e alguns importantes países europeus) deverão consumir celulose a um nível satisfatório. 

    Assim, a perspectiva para a indústria nacional de papel e celulose é de crescimento do faturamento em linha com a taxa média observada em anos anteriores, refletindo, por um lado, os preços mais altos dos produtos oferecidos pelas empresas do segmento (sobretudo no no segundo semestre de 2019), bem como pelo bom nível de consumo estrangeiro.

    Especialista do Setor Felipe Sanches.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2017
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Mesmo com a retração econômica ocorrida em anos anteriores, um dos poucos setores que manteve-se apresentando bons resultados foi o de papel e celulose. De fato, desde 2015 as empresas do setor foram influenciadas, sobretudo, pela expansão das exportações que foram positivamente impactadas pela desvalorização cambial, que tornou a produção local relativamente mais competitiva em relação à produção externa

    E este cenário deverá se estender para os próximos anos. Acredita-se que as exportações de celulose se constituirão, cada vez mais, em um importante meio de escoamento da produção, uma vez que as economias importadoras (como a China, Estados Unidos e alguns importantes países europeus) deverão consumir celulose a um nível satisfatório.

    O resultado deste cenário conjuntural e prospectivo se reflete na dinâmica dos preços internacionais da celulose. Como a demanda está em alta, diversas empresas já elevaram o preço internacional da celulose diversas vezes neste ano. Como resultado, a perspectiva para a indústria nacional de papel e celulose é de crescimento do faturamento em linha com a taxa média observada em anos anteriores.

    Especialista do Setor: Felipe Souza.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2016
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Se existem alguns setores que não ressentiram a crise econômica interna, certamente o de papel e celulose deve estar entre eles. De janeiro à maio deste ano, as exportações de papel cresceram 8,2% quando comparados com o mesmo período do ano anterior, com destaque para os papeis de fins sanitários (+28,6) e embalagens (13,0%).

    Em relação ao setor produtor de celulose, os resultados deste período são ainda mais expressivos: a produção total de celulose sofreu incremento de 10,4% quando comparada ao mesmo período de 2015 sobretudo para acompanhar as exportações que se elevaram significativos 17,7% no período destacado.

    A explicação para tal desempenho reside na desvalorização que o Real sofreu em relação ao Dólar em fins de 2015 (continuando atualmente em um patamar relativamente desvalorizado), o que tornou a produção local relativamente mais barata em relação à internacional, portanto concorrencialmente mais competitiva. O efeito cambial ainda é mais intenso, uma vez que as cotações da celulose são dadas em Dólar, ao mesmo passo que os custos de produção das fábricas nacionais são, em sua maioria, dados em Real, o que eleva consideravelmente a margem operacional do setor neste momento em que o poder de compra da moeda norte-america se eleva em relação ao Real.

    Por último, o setor também vive um bom momento da sua demanda. Tanto a Europa, quanto os Estados Unidos e a China passaram a demandar celulose nestes primeiros meses, o que reflete nos preços internacionais desta commodity. Os dados da Natural Resources Canada (NRC) indicam uma sólida tendência de aumento dos preços de celulose de fibra longa nos Estados Unidos, Europa e China. 

    Analista Responsável pelo Setor: Felipe Souza


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2015
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Com a desvalorização do Real frente ao Dólar, aliado à um momento de alta dos preços internacionais de celulose, criou-se um cenário muito positivo para o setor de papel e celulose. 

    Se num primeiro momento este prognóstico aparenta ser contraditório ao momento que o Brasil vive, dado o declinante desempenho do setor industrial e da economia como um todo, a desvalorização do Real provocou um aumento da competitividade das empresas nacionais (uma vez que a produção nacional ficou relativamente mais barata para o cliente externo já que a celulose é cotada internacionalmente em Dólar), que aproveitaram e deslocaram parte de sua produção para o mercado externo.  É por tais razões que de janeiro até abril a produção nacional de celulose se expandiu 4,3% e as exportações cresceram substanciais 12,7% frente aos resultados obtidos no mesmo período do ano passado.

    É baseado neste cenário que diversas empresas do setor já estão se movendo para aproveitar esta oportunidade e aumentar o faturamento. A Suzano e a Klabin tirarão o País da condição de importador de cerca de 400 mil toneladas ao ano de celulose fluff (usada na fabricação de fraldas descartáveis e absorventes femininos) para exportador ao anunciarem que produzirão ao total, 500 mil toneladas desse tipo de celulose nos próximos anos.

    No mesmo sentido, a Fibria divulgou a construção de uma nova linha de produção de celulose em Três Lagoas (MS), com investimento estimado em 7,7 bilhões de reais. Esta unidade, que terá foco no mercado de exportações, produzirá cerca de 1,75 milhão de toneladas de celulose branqueada de eucalipto. A expectativa é que a nova linha industrial inicie produção no quarto trimestre de 2017 e pode ser considerada uma resposta dias depois que a rival Eldorado anunciou o início de construção de uma nova linha de produção de celulose também em Três Lagoas, com capacidade para 2 milhões de toneladas por ano e que consumirá investimentos de 8 bilhões de reais.

    Analista do Setor: Felipe Sanches


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Está previsto que, já em 2015, os consumidores poderão abastecer seus carros com um novo combustível: o etanol celulósico, feito da palha da cana. O combustível já é produzido em algumas regiões do País e já é comercializado em postos, no entanto a escala ainda é muito pequena e atinge poucos consumidores.

    Com a expansão desse tecnologia, inaugura-se um mercado que, no futuro, poderá ser promissor para a indústria de celulose. Segundo players do setor de combustíveis, a demanda brasileira por etanol só poderá ser atendida ao longo desta década, se o país fizer deslanchar a produção do etanol celulósico - o chamado etanol de segunda geração. Tendência esta que pode alavancar as vendas de celulose.

    Analista Responsável pelo Setor: Felipe Souza


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2014
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    A Suzano Papel e Celulose mudará o foco de seus investimentos em 2015. A empresa irá privilegiar seu processo de desalavancagem  financeira (dado o grande volume financeiro necessário para construir sua unidade fabril em Imperatriz (MA) já em operação). Do R$ 1,5 bilhão planejado para investimento, cerca de R$ 1,05 serão destinados a processos de manutenção física, R$ 50 milhões para pagamento da segunda parcela da aquisição da Vale Florestar, sendo somente R$ 400 milhões para programas de competitividade e modernização do maquinário.

    A companhia descartou investir em expansão em 2015, pois julga que aportes em expansão não estão sendo remunerandos adequadamente. As razões para este cenário se firmam no movimento de crescimento indisciplinado da oferta mundial da matéria-prima e a estagnação da demanda dos países desenvolvidos, o quê gerou uma pressão baixista no preço internacional da celulose até meados deste ano.

    No entanto, o cenário de 2015 projetado pela Suzano é otimista. Em nota, a companhia divulgou que pretende aumentar seu preço de referência da celulose, na esteira de reajustes já anunciados por outros produtores. De acordo com o diretor da unidade de negócios de Celulose e Papel da companhia, Carlos Aníbal, os fundamentos do mercado global de Celulose são positivos, com retomada da demanda, níveis de estoques baixos nos consumidores e produtores, além da perspectiva de novos fechamentos de unidades de custo elevado, tudo isto, deverá elevar os preços internacionais da commodity.
     
    Analista Setorial de Papel e Celulose: Felipe Souza.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2013
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    A Eldorado Brasil formalizou a carta-consulta junto ao FDCO [Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste], que prevê a concessão de uma linha de financiamento de R$ 1,4 bilhão para a expansão de sua unidade de Três Lagoas (RS), que passará da produção atual de 1,5 para 3,7 milhões de toneladas em 2017. A empresa já tínha anunciado a intenção de duplicar a unidade de produção.

    Além da segunda linha, a fábrica já anunciou o objetivo de construir uma terceira linha de produção a ser inaugurada em 2021. Com isso a Eldorado será uma das maiores empresas de celulose do mundo. Para isto, estão previstos investimentos da ordem de R$ 7,5 bilhões, do quais R$ 2 bilhões provindos de capital próprio, R$ 1,4 bilhão do FDCO, R$ 3,5 bilhões de linhas de crédito do BNDES e o restante oridundo de agências de crédito de exportação que financiam os equipamentos importados.

    Já há algum tempo, o setor tenta lidar com o incremento esperado da produção de celulose na próxima década.  Companhias já divulgaram planos de investir no Brasil até 2020, acrescentando pelo menos 20 milhões de toneladas à produção anual de celulose, o que levará o país ao posto de segundo maior produtor do mundo.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2013
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    A Klabin, líder do segmento de papéis para embalagens do país, entrará no mercado de celulose por meio do seu novo projeto orçado em R$ 6,8 bilhões para instalação da nova fábrica de celulose, no município de Ortigueira (PR)

    O investimento no chamado "Projeto Puma" está orçado em R$ 5,3 bilhões e envolve a construção da nova unidade (que tem previsão de operação em 2016) com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas ao ano, dos quais 1,1 milhão de toneladas correspondem a fibra curta e 400 mil toneladas de fibra longa. A diferença de R$ 1,5 bilhão para o valor total corresponde ao cálculo de 107 mil hectares de florestas plantadas, que pertencem à empresa e que foram incorporadas ao empreendimento.

    É neste mix produtivo (fibra longa e fibra curta) que a Klabin espera ultrapassar seus concorrentes via melhora da produtividade, uma vez que concentrará, de forma eficiente, a produção em uma mesma unidade fabril. Isto será muito útil se vizualizarmos o cenário esperado para 2016, horizonte em que se espera que grandes fábricas de celulose entrem em operação, aumentando assim a oferta da matéria prima, o que tenderá a desvalorizar o produto mercado mundial.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2013
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Dado o momento de expansão dos preços de venda do papel-cartão, a Klabin anunciou que irá instalar uma nova máquina de papel-cartão em Ortigueira (PR). Embora o valor da aquisição não tenha sido anunciado, estíma-se que uma máquina desse porte poderia requerer investimento de US$ 750 milhões a US$ 800 milhões. A linha produzirá até 400 mil toneladas anuais do produto, usado para fabricar embalagens. 

    Este investimento ainda pode ser sucedido por um grande projeto em celulose no mesmo local (já anunciado, porém ainda não confirmado) que poderá custar cerca de R$ 6,8 bilhões. 

    O momento é propício para expansão de tal papel dado que no mercado de cartões, cujos reajustes estão sendo implementados sem grande dificuldade, tanto é que, em meados de janeiro, a indústria brasileira já havia anunciado aumento de até 12% para o preço do papel-cartão.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    A Fibria, maior fabricante de celulose branqueada de eucalipto do mundo, começou a traçar seu plano de investimento para 2013, no qual deverá dispender entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,25 bilhão em investimentos destinados principalmente à manutenção de florestas.

    A empresa aposta em um cenário mais favorável para o setor em 2013, projetando certa recuperação econômica e consequente crescimento da demanda por celulose nos países importadores, como China e Estados Unidos.

    Internamente, o anúncio de supressão parcial da produção feitos pela Jari Papel e celulose, do Grupo Orsa, deve compensar, em parte, o acréscimo da oferta de celulose advindo do início das operações de novas fábricas, como a da Eldorado (MS) e da Suzano (MA), reequilibrando o mercado.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    A MD Papéis, empresa líder na fabricação de papéis especiais (com destaque à produção de papéis especiais e papéis e cartões para embalagens) na América Latina e atualmente detentora de quatros unidades industriais localizadas no Estado de São Paulo, anunciou investimento de cerca de R$ 100 milhões para a instalação de mais uma unidade produtora na Lapa, na região metropolitana de Curitiba.

    Os planos da empresa projetam que até 2015 a unidade, que terá capacidade de fabricar 120 mil toneladas de papel-cartão revestidos e não revestidos, esteja funcionando.

    Esta ação destoa da tendência de parcimônia do setor observada desde o ano anterior quando, pelo relativo desaquecimento da demanda mundial (dado a persistência da crise econômica) em conjunto com a previsão do aumento da capacidade instalada advinda dos inúmeros investimentos ocorridos em 2009 e 2010, fez com que os players postergassem prováveis investimentos. No entanto, na tentativa de reaquecer o setor, os governos estaduais trabalham para que este cenário seja revertido. Um exemplo se dá neste próprio caso, no qual o Governo do Paraná incluiu a MD no programa de incentivos "Paraná Competitivo", além de se comprometer a construir um gasoduto de 60 quilômetros até a Lapa para que a empresa tenha a disponibilidade cerca de 20 milhões de metros cúbicos por ano de gás.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2012
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza

    Dois anúncios de grandes investimentos ocorridos nesta quarta semana de março agitaram o setor de papel e celulose.

    Um destes diz respeito à Klabin, maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, que anunciou investimento de R$ 6,8 bilhões em uma nova fábrica de celulose no Paraná (sem município definido ainda). Segundo a empresa, espera-se que ela comece a operar em fins de 2014 e produza 1,5 milhão de toneladas de celulose fibra curta e fibra longa por ano.

    Além deste anúncio, a Braxcel (que detém grande expressão em setores distintos como geração de energia elétrica renovável e mercado imobiliário) confirmou a intenção de instalar uma unidade industrial no município de Peixe (TO), destinada à produção de 1,5 milhão de toneladas por ano de celulose de fibra curta branqueada que dispenderá de cerca de R$ 4 bilhões e será concluída em 2018. Esta ação será a primeira da empresa no setor, por tal razão, a Braxcel tratou de firmar parcerias com empresas do setor de celulose e vem sendo apoiada tecnicamente pela Poÿry, empresa de engenharia especializada em papel e celulose nos estudos de viabilidade econômica, engenharia conceitual e ambiental da futura unidade.

    Mesmo que haja algum risco de ocorrer uma sobreoferta de celulose entre 2020 e 2023, dado o número de novas fábricas que começarão a operar nestes anos, a crescente demanda interna e asiática por celulose, conjuntamente às vantagens competitivas estruturais do Brasil para reflorestamento que resultam em um baixo custo unitário de produção de celulose, faz com que grandes players nacionais e estrangeiros, do setor ou não, direcionem seus esforços de investimentos neste setor.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza

    A Celulose Riograndense anunciou seu projeto orçado em US$ 2,8 bilhões, que visa aumentar a capacidade instalada da fábrica da companhia, localizada em Guaíba (RS) e que deve ser concluido no segundo semestre de 2014.

    O objetivo do investimento é colocar em operação a nova linha de produção de celulose branqueada de eucalipto. A nova fábrica terá capacidade de produção de 1,3 milhão de toneladas anuais da matéria prima, três vezes mais do que as 450 mil toneladas por ano produzidas atualmente.

    Após ficar quase um semestre sem anunciar grandes investimentos, com a divulgação desse projeto da Celulose Riograndense concomitantemente com algumas outras grandes empresas, o setor de Papel e Celulose poderá gerar produção sem que haja um descompasso entre oferta e demanda, principalmente vindo da China. O país asiático é um dos principais destinos internacionais de papel e celulose produzidos no Brasil.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza

    Visando expandir sua participação no setor, com destaque ao segmento produtor de papelão ondulado, a MWV Rigesa anunciou um investimento no valor de US$ 480 milhões que elevará a produção da unidade de Três Barras (SC) das atuais 235 mil toneladas de papelão ondulado por ano, para 535 mil toneladas. A previsão é que este volume de produção se realize a partir da metade de 2012.

    A empresa alega que o investimento na unidade consumirá os ativos de sua reserva florestal na região que vinham sendo até então subutilizados, equacionando as dificuldades presenciadas pelas empresas que desejem expandir suas bases florestais. Isso se justifica pois os valores cobrados das terras no país não são, atualmente, favoráveis a novos investimentos neste sentido.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Cerca de US$ 2 bilhões serão investidos na expansão da fábrica da empresa Celulose Riograndense, em Guaíba, sendo US$ 1,1 para aquisição de equipamentos, dos quais US$ 700 milhões nacionais e o restante importados. Haverá, também, destinação de US$ 600 milhões para a outras áreas, inclusive construção civil e montagem.

    As operações da nova planta estão previstas para se iniciar no segundo semestre de 2014. A capacidade de produção poderia se elevar das atuais de 450 mil toneladas/ano de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto para até 1,8 milhão de toneladas/ano.

    Em 2008, o projeto foi suspenso devido à crise global da economia, porém com o cenário atual de crescimento, tanto da demanda interna por celulose, dado o bom desempenho do PIB e rendimento médio brasileiro, quanto da demanda externa, com destaque a crescente demanda chinesa, tal projeto tornou-se viável.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    A Suzano Celulose conseguiu a aprovação, junto ao BNDES, de uma linha de crédito no valor de R$ 1,2 bilhão. Com tal recurso, a empresa planeja lançar mão de um plano de investimentos, cujo valor total deve atingir R$ 2,2 bilhões, que se iniciará ainda neste ano, perdurando até o ano de 2015.

    As ações de investimento visam a formação da base florestal para o suprimento de madeira destinado às cinco unidades fabris da companhia localizadas nos estados de São Paulo e da Bahia, bem como para as novas unidades industriais que se localizarão uma no Maranhão e outra no Piauí com inauguração planejada para até 2014. Serão destinados recursos também nas operações correntes da empresa que visam a manutenção da capacidade de produção da empresa e a obtenção de melhorias operacionais.

    Tal recurso se dará em forma de um crédito pré-aprovado o qual permitirá que a empresa contrate parcelas do montante total, conforme seu cronograma de investimentos dispensando assim, a necessidade de apresentação de carta-consulta. Esse é o segundo empréstimo concedido pelo BNDES à Suzano na modalidade de limite de crédito. A primeira operação foi feita em 2009 e somou R$ 705 milhões.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    A Arauco do Brasil, subsidiária do grupo chileno Celulosa Arauco y Constitución, está finalizando o protocolo de intenções para anunciar ainda no mês de abril a ampliação da fábrica de Jaguariaíva, localizada no estado do Paraná. Os investimentos da Arauco deverão somar R$ 275 milhões, sendo que parte dos recursos provirão do governo do Estado, por meio do programa Paraná Competitivo.

    O governo paranaense ainda contemplará os segmentos de madeira e papéis com mais incentivos, um deles, já pronto, prevê o aproveitamento dos créditos do ICMS para fins diversos, pelas empresas produtoras de papel para a imprensa.

    A boa expectativa de vendas e de faturamento projetada para os próximos três anos no setor de Papel e Celulose estimulou grande parte das empresas do setor a lançarem mão de investimentos de ampliação e modernização da capacidade produtiva. Somente neste primeiro trimestre foram anunciados diversos projetos de investimentos que ultrapassam o montante de R$ 5 bilhões.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    O bom cenário conjuntural anima as expectativas do setor produtor de papel e celulose brasileiro quanto às perspectivas de faturamento para a próxima década. Com a produção de  mais de 14 milhões de toneladas de celulose e 9,8 milhões de toneladas de papel em todo ano de 2010 (produção 4,7% superior a de 2009), a indústria, que investiu US$ 12 bilhões nos últimos 10 anos, planeja acelerar o crescimento e elevar os investimentos para US$ 20 bilhões na próxima década.

    Assim, expectativa das empresas para os próximos 10 anos é de aumentar significativamente a área reflorestada, bem como a produção de papel e fabricação de celulose; e com isto aumentar o faturamento do setor a taxas superiores a 10%, no caso da celulose, e aproximadamente 6% para o subsetor produtor de papel, já nestes dois próximos anos.
    O Brasil tem as principais tecnologias do mundo para a produção de celulose e papel fibra longa - utilizado para fabricar embalagens de papelão.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2011
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Mais duas unidades fabris serão erguidas junto à usina produtora de papel e celulose da Eldorado Brasil em Três Lagoas (MG) - que em 2010, havia fechado contratos no valor total de R$ 2,5 bilhões para a implantação de sua primeira linha de celulose no município - elevando assim, a produção do complexo para 1,5 milhão de toneladas em celulose branqueada de eucalipto. As duas futuras fábricas, uma de dióxido de cloro e outra de clorato de sódio (matéria-prima para a produção de dióxido de sódio, largamente usada pelas empresas de papel e celulose), custarão ao investidor, o grupo químico holandês AkzoNobel, cerca de R$ 210 milhões (ou € 90 milhões).

    As duas novas fábricas deverão entrar em operação a partir de setembro de 2012, o empreendimento realizado pela AkzoNobel reforça a importância de mercados emergentes para o grupo, que tem a meta de obter um faturamento da ordem de R$ 3,4 bilhões em cinco anos no país. Apesar de a Eldorado ser o principal cliente, a planta também irá atender outras demandas: a produção da unidade de dióxido de sódio será totalmente absorvida pela Eldorado, já a de clorato de sódio, com uma produção estimada de 70 mil toneladas/ano, terá cerca de 35 mil toneladas destinadas à planta de dióxido de cloro para a Eldorado Brasil, as outras 35 mil toneladas serão destinadas as demais fabricantes independentes.

    Com esses investimentos, a Eldorado deverá reduzir as importações de tais produtos aumentando a autonomia de sua produção com relação aos fornecedores de insumos e matérias-primas, dependência esta que hoje é um dos principais entraves para o setor.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    A multinacional finlandesa Pöyry que atua em projetos e consultoria para o setor de celulose e papel pretende atuar no Brasil. Ela já adquiriu 60% da Silviconsult, empresa em ascensão na área de negócios florestais, em uma transação cujo valor não foi revelado, resultando em uma gigante nacional em consultoria para o setor de celulose e papel.

    Com a atenção voltada para a perspectiva do crescimento econômico brasileiro comparado ao baixo desempenho europeu, a Pöyry Silviconsult Engenharia trará ao Brasil a tecnologia implementada na Europa e que rendeu a Pöyry posição de destaque no âmbito internacional. A multinacional trará também seus atuais clientes - europeus e norte americanos - e especialistas na área, dobrando o número de funcionários da empresa.

    Devido ao clima brasileiro amplamente favorável ao plantio de Pinos, o setor de celulose consegue driblar as adversidades jurídicas para a compra de terras por estrangeiros (o limite está em 40%) e do atual câmbio valorizado - avaliado como um câmbio insustentável à longo prazo - já que a exportação é o destino de grande parte da produção nacional de celulose, cerca de 56%, conseguindo, assim, se manter competitivo no mercado internacional com um crescimento expressivo de 47,4% em 2010 segundo dados da BRACELPA. O setor ainda conta com barreiras à entrada à novas empresas devido, primeiro, ao alto custo de investimento inicial e, segundo, a dificuldade em adquirir as licenças necessárias. Já as empresas estabelecidas seguem com aquisições e expansões em andamento, o que eleva o markup delas a um bom patamar para os próximos anos e conseqüentemente atrairá capital externo oriundo de países em recessão.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza

    No último dia 16, a Fibria com investimento estimado em R$ 5,8 bilhões, anunciou a antecipação da operação de implantar a segunda linha de celulose em Três Lagoas (MS). No início do projeto, a produção estava planejada para começar em 2015 ou 2016 com capacidade de produzir 1,5 milhão de toneladas por ano. Agora, a meta é para 2014.

    Desses R$ 5,8 bilhões, R$ 1,8 bilhões serão investidos em florestas. Neste ano, a companhia deve investir R$ 42 milhões na estruturação de florestas na região de Três Lagoas. Em 2011, outros R$ 400 milhões. Em 2012 e 2013 o investimento vai atingir mais de R$ 1,4 bilhões.

    A boa conjuntura para o mercado de celulose em conjunto com o retorno positivo do mercado internacional são fatores que explicam as perspectivas de novos aportes para o setor. A maior disponibilidade de crédito e o fortalecimento da economia nacional são fatores que explicam esse horizonte de aportes com características de médio e longo prazo. Fato esse que dentro de um contexto anterior de instabilidade econômica, talvez, esses aportes não acontecessem devido ao alto risco envolvido.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza

    Na última reunião do Comitê Executivo da Gecex, realizada em 5 de agosto, foram aprovadas cinco resoluções que beneficiam o setor Aéreo, bens de capital, papel e celulose.

    A Resolução n° 55 modifica a tributação da tarifa externa comum relacionada a produtos importados do setor aéreo. Não há mais imposto de importação (alíquota do II) para aquisição de aeronaves, de peças destinadas a fabricação, manutenção, modificação ou industrialização das mesmas. Outra Resolução aprovada é a de n° 53, que reduz o imposto para importação de bens de capital - a alíquota que era de 14% cai para 2%. Houve também diminuição do imposto de importação para ex-tarifários - mecanismo de redução temporário de custo na aquisição de bens de capital - até 30 de junho de 2012. Dentre os setores que obtiveram maiores participações foram o gráfico, papel, celulose e petroquímico.

    As resoluções aprovadas beneficiam as importações de produtos essenciais para maiores desdobramentos econômicos. Se numa análise superficial entende-se que há um ônus para a indústria nacional, num raciocínio mais sistêmico fica evidente que a decisão da Camex beneficia a produção nacional, pois o crescimento da economia real demanda recursos que, muitas vezes, dependem da importação devido à oferta insuficiente.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2010
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza

    No dia 16, a KM papel anunciou investimento de R$ 42 milhões para expansão da unidade produtiva de Volta Grande (MG), que ainda possibilitaria o lançamento de uma linha própria de papel reciclado. O projeto é executado em fases e seu início foi em 2006 com o aporte de R$ 40milhões naquele ano na mesma fábrica. O financiamento deve ocorrer por fornecedores de equipamentos, pelo BNDES e pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

    A KM é a única fabricante de papel reciclado branco, para impressão de livros e cadernos, da América Latina. A empresa projeta dobrar o faturamento até 2012. Neste ano, projeta-se faturamento de R$ 107 milhões, dessa forma, a meta da empresa é alcançar R$ 252 milhões em dois anos.

    O cenário positivo para a conjuntura econômica nacional e de novos hábitos de consumo, de forma sustentável, faz com que o setor de Papel projete maior demanda do produto. O crescimento do rendimento médio aliado com a expansão dos serviços agrega ao mercado de papel novas perspectivas frente a possível ampliação do nicho de mercado, dado que o Brasil apresenta grande potencial, quando comparado ao consumo per capita de papel com outros países como Finlândia e Estados Unidos. Os investimentos anunciados pela KM convergem para a tendência de maior presença da indústria de papel tanto no mercado nacional quanto internacional.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2009
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza
    Foi anunciada em 21 de abril a venda do segmento de papel do Grupo Melhoramentos à empresa chilena CMPC. O valor da negociação foi de R$ 400 milhões, envolvendo o pagamento de R$ 120 milhões ao grupo brasileiro e a transferência de uma dívida de R$ 280 milhões à CMPC.
    No mercado brasileiro, a Melhoramentos possui alta representatividade no setor de papéis higiênicos (8%) e lenços (mais de 50%), tornando-se um importante investimento para a empresa chilena, com seus produtos sendo ainda importados para o atendimento do mercado doméstico.
    A perspectiva de desempenho brasileiro acima da média mundial em meio à crise econômica faz da compra da Melhoramentos mais uma aposta por parte do investidor estrangeiro sobre o desempenho do mercado interno no curto e médio prazo. O consumo de bens não duráveis responde à mudanças estruturais da economia, fazendo do Brasil um mercado com anos seguidos de melhora no poder de compra da população, trajetória que não parece se alterar após os abalos do difícil ano de 2009.

    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza

    A Klabin informou durante a semana passada a inauguração de seu projeto de expansão Klabin MA-1100 na Unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR). A fábrica recebeu investimentos da ordem de R$ 2,2 bilhões, elevando a capacidade de produção de papelcartão da unidade de 700 mil para 1,1 milhão de ton/ano, situando a empresa como a sexta maior fabricante global de cartões de fibras virgens.
    O mercado de papelcartão é comandado pela demanda de bens não-duráveis. Suas principais categorias são o tipo duplex, com um lado pardo e outro branco, utilizado para embaladagens de sabão em pó, medicamentos, cereais e uma série de pós que resultam em diversos alimentos. O tipo triplex, com frente e verso brancos e miolo escuro, é utilizado para caixas de bombons e bebidas, entre outros. Por fim, o tipo sólido, com todas as suas camadas brancas, é utilizado em maços de cigarros, capas de livros, cosméticos e no mercado de fast food.
    Um investimento desta magnitude demonstra que a Klabin firmou sua posição quanto sua expectativa de crescimento interno, fundamentado pelo aumento da renda média e queda no desemprego da população, que diretamente influenciam a demanda de bens não-duráveis. A modernidade de sua nova planta reforça a competitividade internacional da empresa, que aposta também em um crescimento significativo para os próximos anos, independente de oscilações de curto prazo. Com a MA-1100, a capacidade total de produção da Klabin passa de 1,6 milhão para 2,0 milhões de ton/ano, sendo a escala fundamental para o setor.


    • Autor
      Lafis
    • Ano
      2008
    • Categoria
    • Analista Responsável
      Felipe Souza

    Foi anunciado esta semana o plano de investimento da Suzano Papel e Celulose, que pretende implantar três novas unidades na Região Nordeste do país. O objetivo é ampliar a capacidade de sua produção de celulose dos atuais 2,9 milhões para 7,2 milhões de toneladas/ano, no intervalo de 2008-2015. Os Estados do Maranhão e Piauí foram os escolhidos para a implantação de duas unidades, estando em aberto a localização da terceira planta, mas que será também no Nordeste.
    A região vivencia expressivo crescimento da capacidade de consumo, favorecido por projetos de renda mínima, como o Bolsa Família. No entanto o investimento anunciado pela Suzano não visa o mercado interno, mas sim as vantagens comparativas da região como plataforma exportadora, sendo mais próxima de mercados do hemisfério norte e do Canal do Panamá, não apresentando externalidades negativas vindas da saturação dos portos, custo elevado da aquisição de área de plantio de eucalipto e altos fretes de transporte, todos presentes nas regiões Sul e Sudeste do país. A empresa terá como apoio o transporte ferroviário oferecido pela VALE, através da Estrada de Ferro Carajás, que ligará a fábrica às possibilidades portuárias do Nordeste, à um custo de frete cerca de 50% inferior ante a opção rodoviária.
    Remetendo aos princípios da colonização, o Nordeste reforça sua vocação exportadora, favorecido por sua localização geográfica e produtividade favorável das terras, entretanto, a região apresenta um déficit histórico em infra-estrutura, atualmente combatido através de investimentos logísticos integralizadores. À medida em que tal problema seja minimizado a região tornar-se-á destino de projetos com perfis semelhantes ao anunciado pela Suzano, sobretudo àqueles voltados à produção de commodities.