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    O tom liberalizante do governo federal tem trazido preocupação a setores importantes da economia, em especial aos setores dependentes de crédito público e subsídios, como o caso do leite já tratado aqui nesse espaço. Dessa vez, a preocupação maior é do setor produtor de máquinas agrícolas, cuja linha de crédito especial, a Moderfrota, tem juros de 7,5% a.a. e prazo de 7 anos para pagamento. De acordo com representantes dessa indústria, a mesma linha num banco comercial gira em torno de 11% a.a. e com prazo médio de 5 anos para quitação, o que para alguns empresários é “inviável” para o negócio.

    Nesse sentido, mais uma vez o embate político deve ser protagonizado entre Ministério da Economia (liberal) e Ministério da Agricultura que, ainda que seus influenciadores se digam a favor da concorrência, a retirada de subsídios e aumento de taxas de financiamento são difíceis de encontrar consenso. Na última disputa entre as duas pastas, venceu a agricultura, que não apenas manteve como aumentou as alíquotas sobre importação de leite; nesse caso, a cadeia mundial, especialmente na Europa, é fortemente subsidiada.

    Portanto, o Plano Safra 2019/20, que será divulgado em 12 de junho, de acordo com fontes oficiais do governo, protagonizará alguns conflitos entre os setores beneficiados e a necessidade de maior concorrência da economia brasileira. De tradição agrícola, o país sempre subsidiou o setor, seja pela necessidade de disputas com grandes players globais, ou até mesmo pela necessidade de apoio político. A missão de Paulo Guedes, todavia, tende a ser árdua na abertura do mercado nacional.


    Especialista do Setor Marcos Henrique.

    No último comentário sobre o tema, salientamos as perspectivas positivas quanto à exportação de soja, resultado de sobretaxação imposta pela China ao grão norte-americano. Mas os ganhos para a economia brasileira não param por aí, e podem ser até maiores em termos de valor agregado.

    A Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) espera aumento na produção de máquinas agrícolas, tendo em vista dois fatores principais: i) as altas produtividade e rentabilidade do produtor agrícola, resultado do ciclo positivo recorde no campo; e ii) a maior safra exige mais transporte, o que atua diretamente sobre a oferta de maquinário e veículos no setor. Dada a nova perspectiva, a ANFAVEA pretende revisar a projeção de crescimento dos atuais + 3,7% para máquinas agrícolas definida em janeiro, com expectativa também sobre o crescimento da produção de caminhões, item com grande correlação com o PIB.

    Em 2017, houve crescimento de 1,5% nas vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias, enquanto caminhões tiveram expansão de 2,9%. Do lado das exportações, entretanto, os resultados foram mais importantes, com máquinas tendo crescido 46,9% e caminhões 31,3%, ambos também em comparação a 2016. Assim, os números expressivos da balança comercial, somados ao novo evento externo (China x EUA), são mais que suficientes para convencer investidores do setor. 

    Contudo, soma-se a isso a expectativa de desvalorização cambial embutida no cenário básico da Lafis, fruto do cenário político conturbado, associado ao ano eleitoral que, tradicionalmente, torna o real mais volátil. Portanto, as perspectivas são positivas para o setor em diversos aspectos, o que contribui para projeções mais otimistas para a atividade econômica este ano.

    Especialista do Setor   Marcos Henrique.


    O setor de máquinas agrícolas era considerado com um dos maiores favorecidos pelo forte crescimento do setor agrícola. Com os recordes de produção e disponibilidade de crédito para o setor agrícola, o setor chegou a recordes de produção em 2013/14, inclusive em termos de vendas para o setor externo. O nível tecnológico das máquinas produzidas no Brasil também cresceu vertiginosamente. Porém, com o início da crise econômica e dado o alto nível de compra de máquinas nos anos anteriores, as vendas e produção despencaram, levando o setor a enfrentar uma forte crise.

    Dados recentes da Anfavea revelam que em agosto a produção de máquinas agrícolas cresceu, mantendo a tendência de recuperação observada desde abril deste ano, mesmo que em níveis de produção abaixo de 2015. A expectativa é de que setembro e outubro apresentem resultados positivos, tendo em vista que é a época de compra de máquinas pela agricultura brasileira. A melhora na renda dos produtores, tendo em vista os bons preços das principais commodities agrícolas produzidas no Brasil, somado a perspectiva da melhora no clima, devem impactar positivamente as vendas em 2016, mas deverá ser mais ainda mais forte em 2017.

    Assim, apesar da crise enfrentada pelo setor no momento, as estimativas é que o setor apresente melhoras já no fechamento de 2016, e um crescimento mais sólido em 2017. Com isso, o faturamento deverá apresentar melhoras já nos próximos meses. 

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    A Case New Holland, um dos maiores players do setor de máquinas agrícolas, está investindo R$ 400 milhões para ampliar e modernizar seu complexo fabril de Curitiba (PR), que aumentará sua capacidade instalada de 67 para 100 tratores por dia.

    Deste modo, é importante destacar que, embora o setor como um todo esteja apresentando uma redução das vendas, movimentos intrasetoriais, como este, podem alterar de forma significativa a participação dos participantes no mercado.

    Neste sentido, com o intuito de voltar a crescer e elevar a participação, além de ampliar a produção a companhia aumentará sua rede de revendas de 200 para 230, até 2014, para ter maior capilaridade e assim se aproximar de um maior número de clientes.


    A indiana Mahindra, uma das maiores produtoras de tratores do mundo terá sua primeira planta fora de seu país de origem. A empresa investirá cerca de R$ 100 milhões no projeto e pretender produzir, inicialmente, cerca de mil unidades por ano - a partir de 2013 - em Dois Irmãos (RS). É importante destacar, que a companhia já atua em território nacional; no entanto, somente via importações. 

    Deste modo, o setor de máquinas agrícolas, a partir de 2013, contará com mais um player com produção interna e que deve aos poucos ganhar mercado. Em uma segunda etapa a companhia tem perspectiva de produzir entre 5 mil e 8 mil unidades ao ano. Vale destacar que, atualmente, o setor passa por problemas de competitividade, que repercute no aumento das importações e redução das exportações - apesar das importações ainda representarem uma pequena fatia das vendas internas. 

    No entanto, o fato de existir um grande mercado consumidor, somado à incentivos por parte do Estado - neste caso, o Estado do Rio Grande do Sul -, contribui para que seja vantajoso a produção em território nacional.


    A economia brasileira vem apresentando nos últimos meses sinais de desaceleração generalizada (serviços, indústria e agropecuária), assim como vem ocorrendo com diversas economias no globo. O setor de máquinas agrícolas é caracterizado por deter alta correlação com a agricultura (segmento demante) e também com setor industrial (segmento ao qual faz parte). Deste modo, a queda da atividade agrária esperada em 2012 e a indústria, que segue crescendo pouco, deve refletir também no setor de máquinas agrícolas.

    Paralelamente a este movimento, as importações brasileiras de máquinas e implementos agrícolas vem crescendo significativamente nos últimos anos. Em 2010, o crescimento foi de 62,7%, quando saltaram de R$ 244,1 para R$ 397 milhões; em 2011, as importações alcançaram R$ 583,3 milhões, o que representou um avanço de 46,9% ante o ano anterior. Caso esse movimento continue, a tendência é que os produtos nacionais percam parcela significativa de mercado para os importados;

    O que vem ocorrendo com o setor de máquinas agrícolas faz parte de um movimento muito maior e que vem afetando de maneira ampla o setor industrial brasileiro; trata-se da perda de competitividade dos produtos nacionais frente aos importados devido a fatores que vão desde a taxa de câmbio valorizada até  alta carga tributária e falta de infraestrutura.


    Durante a semana, a divulgação da Sondagem Industrial, da balança comercial do setor de máquinas e do pacote de desoneração fiscal para empresas de São Paulo serviram como base para ilustrar o cenário dos setores de Siderurgia, Fundição e Bens de Capital.

    A CNI, no último dia 25, divulgou a Sondagem Industrial referente ao mês de Setembro. O relatório destacou a estratégia do setor industrial em reduzir a produção para estabilizar os estoques. Outro ponto levantado foi a satisfação dos industriais perante a margem de lucro e a situação financeira dos negócios. Segundo a CNI, as perspectivas para os próximos meses seis meses são de aumento na contratação de mão de obra e de matérias primas. A valorização do Real, a ausência de mão de obra qualificada, a carga tributária e a competição acirrada foram os principais problemas citados pelos empresários do setor industrial.

    Em concordância com o cenário traçado pela CNI, o resultado da balança comercial do setor de máquinas e equipamentos - divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) - mostram no acumulado de jan-set/2010 um déficit comercial de US$ 11,72 bilhões, ou seja, acréscimo de 43,4% no saldo em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do setor apresentar alta nas exportações de 27,4% ao ano, as importações cresceram 64,2% ao ano.

    A última notícia relevante para os setores foi o anúncio do Governo de São Paulo de incentivos e desonerações para empresas do estado. As principais medidas referem se a desoneração do ICMS na aquisição de bens de capital para mais de 50 setores e a isenção no ICMS do transporte de mercadorias destinadas à exportação.

    A Lafis acredita que essas medidas poderão beneficiar as indústrias de siderurgia, de fundição e de bens de capital, pois a desoneração do ICMS reduzirá os custos dessas indústrias e pode impactar de maneira positiva na elevação do mark up (diferença entre o preço do produto e o custo dele), no aumento do nível de competitividade e na elevação da reserva de capital para novos aportes. A siderurgia do estado de São Paulo poderá oferecer preços melhores frente aos concorrentes e elevar a sua demanda. A Fundição poderá consumir o aço produzido em SP e oferecer peças mais baratas a indústria de bens de capital e, essa, por sua vez, pode elevar a sua produção perante o possível aumento da demanda ocasionada pela redução de preços das máquinas e equipamentos. Ou seja, os setores em questão poderão se beneficiar tanto da ponta de custos tributários como da ponta da matéria prima. O aumento das importações, da desvalorização do câmbio e a competição internacional são os fatores de risco que essas medidas anunciadas visam balizar frente às deficiências da indústria paulista ao mercado mundial. Visto a Sondagem industrial e a balança da Abimaq, a Lafis defende que os efeitos dessa medida sobre a economia podem se multiplicar e trazer benefícios aos setores, dadas perspectivas de crescimento do PIB, do poder de consumo e dos investimentos públicos e privados.


    O grupo CNH (Case e New Holand ambos pertencentes a Fiat) reforça sua aposta no país com um grande projeto. O conglomerado italiano finalizou o investimento de R$ 1 bilhão em uma nova fábrica de máquinas agrícolas em Sorocaba, no interior de São Paulo. A unidade, com capacidade para produção de 8 mil unidades por ano, poderá ser base de exportação para a América Latina. Além da produção de máquinas agrícolas, a unidade será responsável também pela fabricação de conjunto de componentes que devem abastecer todas as outras unidades do grupo no Brasil e na América Latina. No mesmo terreno também foi erguido o maior centro de distribuição de peças da CNH na América Latina e um dos mais modernos do grupo no mundo, com 56 mil metros quadrados de área construída e capacidade de estocagem de 180 mil itens. A inauguração do novo complexo está prevista para o dia 2 de março.

    O mercado de máquinas agrícolas está se recuperando no Brasil. Depois de quase três anos em queda, as vendas de colheitadeiras seguem em alta e no ano passado fecharam em 3.816 unidades, tendo a CNH uma participação de 46,7%. As vendas ainda não alcançaram os níveis históricos que chegaram à cerca de 5,5 mil máquinas por ano entre 2002 a 2004, porém é possível notar um movimento de recuperação do setor.