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    Para a safra de 2018/19, levando em consideração a bienalidade negativa, a Conab projeta queda na produção. O total deve ficar entre 50,4 e 54,48 milhões de sacas beneficiadas; a área também deve apresentar recuo no período, cerca de 1,2% a menos que na temporada passada. De um lado, o arábica, responsável pela maior parte da produção, deve recuar entre 23,9% e 19,6%; já o conilon tem redução estimada entre 13% e 15,2%.

    Além disso, estima-se que a produtividade alcance entre 27,4 e 29,58 sacas por hectare, o que significa uma redução de 17,1% a 10,6% em relação à safra passada. Estima-se que a queda deve ocorrer em boa parte das regiões produtoras. Nos locais onde predomina o cultivo de conilon, a expectativa é de produtividades próximas à da safra passada em virtude das boas condições climáticas, enquanto nas áreas da espécie arábica, a produtividade deverá ser menor que no último ano devido à bienalidade negativa.

    O clima quente entre dezembro e janeiro é outro fator preocupante para o setor. A própria Cooxupé, maior cooperativa do setor, estima queda na produção do arábica em torno de 15% para o próximo ciclo (2019/20).  

    Já no mundo, de acordo com o relatório de maio da International Coffee Organization (OIC), a produção para safra atual está estimada em 168,05 milhões de sacas, cerca de 1,5% acima da safra anterior. O consumo deverá continuar crescendo, de acordo com esta estimativa, cerca de 2% neste ano; o Brasil, principal player neste mercado, certamente será beneficiado. As vendas externas do país, nos primeiros 7 meses do ano cafeeiro (2018-19), tiveram alta de 26,3%, atingindo 24,2 milhões de sacas.

    Especialista do Setor Marcos Henrique.

    O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) confirmou a redução dos impostos para importação de café Conillon, de 10% para 2%, com a medida valendo até maio de 2017.

    A principal razão desta medida é aumentar os estoques públicos de café Conillon, que se encontram bem abaixo do esperado para a época. Esta medida é emergencial visando não comprometer a possibilidade de reação do governo à crises de abastecimento. A medida não deverá comprometer o faturamento do setor, ainda mais que o tipo Conillon é o menos representativo na produção geral de café no Brasil, mas deverá ser um fôlego de emergência caso ocorram problemas de abastecimento deste tipo de café.

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino.


    Mantendo a lógica da bianualidade da produção das culturas de café, o tipo conilon deverá apresentar queda na sua produção em 2016, após aumento/crescimento no ano de 2015. 

    A queda já era esperada, mas deverá apresentar intensidade maior que o esperado no começo do ano, especialmente no maior estado produtor do Brasil, o estado de Espiríto Santo, que corresponde por volta de 60% da produção deste tipo.

    Assim, o faturamento deverá ser impactado, de forma parcial, já que o tipo Arábica, que é mais de 70% da produção total, deverá crescer em 2016. Todavia, o faturamento deverá ficar menor que o estimado no começo de 2016. 

    Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


    A indústria cafeeira é um dos setores mais tradicionais e bem sucedido na história da agricultura brasileira, sendo, inclusive, um dos principais motores do crescimento da agroindústria por diversos anos. No entanto, recentemente a cultura passou a enfrentar sérios problemas de rentabilidade, o que vem prejudicando o setor.

    O setor vem enfrentando diversos problemas, como o aumento dos custos da produção, dado o encarecimento da mão de obra – observado na agricultura como um todo - , os preços de fertilizantes e da renovação dos  cafezais; outro fator crucial é a proliferação de pragas mais resistentes, como a broca em diversas regiões produtoras do País, como em Minas Gerais.  O setor vem enfrentando diversos problemas climáticos nos últimos dois anos, o que, inclusive, acarretou na quebra do ciclo bianual do café no ano passado. Por fim, um fator mais relacionado com a demanda brasileira por café, que vem se mostrando mais estável mas com uma leve tendência de queda, muito em vista a competição de outros tipos de bebidas, como refrigerantes e outros, e mudanças nos costumes de consumo.

    Assim, apesar de ser um setor muito importante e dinâmico da agricultura brasileira, o setor vem enfrentando problemas que estão reduzindo consideravelmente a rentabilidade do café. As perspectivas não são muito boas, especialmente em termos do aumento de custos envolvendo fertilizantes – com a tendência de desvalorização do real, que encarecerá ainda mais a importação dos mesmos - , das flutuações do clima e da demanda interna mais contida.

    Portanto, o faturamento do setor deverá continuar enfrentando limitações, e até mesmo cair em alguns anos posteriores à 2015. 

    Analista do Setor: Ricardo Quirino


    Foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) novas medidas de apoio ao setor cafeeiro. Dentre as medidas, está a prorrogação e a renegociação de dívidas vencidas e a vencer entre 1º de julho deste ano a 30 de junho de 2014, prorrogando automaticamente o passivo de custeio e comercialização com início de pagamento previsto para julho de 2015 e parcelamento por mais 5 anos. Em relação às dívidas de investimento, as parcelas que vencem este ano serão transferidas para o fim do contrato.

    Com a renegociação das dívidas, que representará um custo de R$ 500 milhões para os cofres públicos, o governo espera aliviar o nível de endividamento do setor, favorecendo o fluxo de caixa dos cafeicultores que tem lidado com problemas relacionados à persistente queda dos preços do grão no mercado internacional.

    O Ministério da Agricultura sinalizou que caso a medida não surta o efeito esperado, novas ações poderão ser adotadas em prol da recuperação do setor. O governo tem apoiado a cafeicultura por meio de leilões de contratos de opção de venda. Através desse mecanismo, é permitido aos cafeicultores venderem ao governo um total de 3 milhões de sacas de café, caso o valor de mercado se mantenham abaixo dos preços de referência (R$ 343/saca).


    Os cafeicultores tem enfrentado tempos difíceis desde, pelo menos, meados de 2011. As margens mais favoráveis observadas entre 2002 e 2010 estimularam o aumento da produção de café, depreciando as cotações do arábica em âmbito global nos anos subsequentes. Em função do cenário econômico débil nos principais mercados do setor, houve queda expressiva das exportações; as receitas externas do setor chegaram a cair 26,0% em 2012 e 12,6% no primeiro semestre deste ano. Agravando essa questão, a taxa de câmbio se manteve sobrevalorizada ao longo 2012 e nos primeiros meses de 2013.

    Nessa conjuntura, o setor vinha cobrando apoio do governo, principalmente, via políticas de estocagem e de renda, via contratos de opção. Segundo representantes do setor, a adoção de tais políticas dariam ao produtor a possibilidade de favorecer as condições de comercialização do produto a preços superiores aos custos de produção.

    Depois do aumento dos preços mínimos abaixo do esperado pelo setor em maio, aumentaram as pressões sobre o governo para deliberar uma política de apoio ao setor. Enfim, na última quarta-feira, a presidente Dilma autorizou o lançamento de contratos de opção de venda para 3 milhões de sacas de café com preços de R$ 346/saca e vencimento em março de 2014, como forma de incentivar a cultura.  Além disso, a presidente anunciou que o governo financiará a estocagem com compras garantidas pelo preço mínimo, de R$ 307/saca. A CNA avaliou que as medidas anunciadas pelo governo atendem as reivindicações do setor, ao menos em caráter emergencial.

    O Governo Federal aprovou nessa semana o aumento do preço mínimo do café arábica. Pela decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), os valores passarão de R$ 261,69 (em vigor desde 2009) para R$ 307 a saca de 60 kg, o que representa  incremento de 17,3%. O novo valor já vale para a safra que está sendo colhida.

    A decisão do governo contrariou expectativas do setor. Diversas entidades, como a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e a Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo), consideraram o novo preço mínimo "irreal" diante das necessidades da cafeicultura brasileira. Diante disso, há uma pressão crescente por medidas de apoio à produção, como a antecipação dos financiamentos da safra 2013, a realização de opções de venda ou de PEPRO (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor).

    Segundo a CNA, os novos preços situam-se ainda abaixo dos custos de produção, os quais chegam a R$ 336,13. Para cobrir os custos de produção do cafeicultor, a CNA defendeu novo preço mínimo, em torno de R$ 340,00, além de maior intervenção direta do governo. De fato, o setor tem passado por um momento difícil: 2013 é um ano de produtividade baixa no ciclo de bienalidade do café, em um cenário de demanda externa deprimida e preços fracos.


    A norte-americana Sara Lee, líder no mercado de cafés no Brasil, adquiriu a brasileira Expresso.Coffee por valor não divulgado. A empresa nacional possui forte atuação nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e é especializada no comércio de café expresso.

    A multinacional comercializa diversas marcas tradicionais de café como a Pilão, Caboclo, café do Ponto, Damasco dentre outras. A aquisição da empresa visa uma consolidação da sua posição de liderança tanto da indústria cafeeira nacional como nos dois estados, que apresentam bons potenciais de crescimento além de boa rentabilidade.

    O Brasil se mantém como País bastante atrativo para investimentos no setor cafeeiro. Maior produtor mundial e segundo maior consumidor, com potencial para se tornar o primeiro em breve, o país tende a se manter em posição de destaque quanto ao destino de aportes para o setor.


    A Nestlé do Brasil está investindo cerca de R$ 25 milhões (metade do montante  já dispendido em investimentos em 2012) em campanhas publicitárias para a divulgação do seu novo produto. O Nescafé Duogrão é um café em pó solúvel com sabor de café torrado e moído e que possui rendimento igual ao tradicional.

    O entrada do novo produto tem como objetivo principal duplicar o consumo do segmento Nescafé (solúvel) que vem apresentando taxas médias de expansão de aproximadamente 6% ao ano. Contudo, inicialmente a distribuição do novo produto ficará restrita apenas ao mercado paulista.

    O Brasil é o maior produtor do mundo de café e o segundo maior mercado consumidor do produto. Inovações como esta promovida pela Nestlé buscam ampliar o consumo no País, oferecendo mesma qualidade do produto a preços competitivos e maior praticidade no preparo.


    Na busca por ampliação do volume de produção e consolidação como um dos maiores atores do segmento de café especial, a Ipanema Coffees vendeu a participação de 36,5% do seu negócio a duas holdings internacionais. Desta parcela, 20% foi comprado pela Misubishi Corporation do Japão e o restante (16,5%) pela Tchibo da Alemanha. O valor do negócio não foi revelado.

    A empresa brasileira possui três fazendas no estado de Minas Gerais com produção anual média entre 120 a 150 mil sacas distribuídas em aproximadamente 5,5 mil hectares. Do montante de R$ 25 milhões em investimentos, anunciados para os próximos quatro anos, 80% devem ser destinados à ampliação da irrigação e o restante em equipamentos, o que pode levar a produção para 160 a 200 mil sacas.

    O mercado de café especial encontra expansão na demanda no mercado internacional principalmente nos Estados Unidos, Japão e Europa. O Brasil ainda não se apresenta como mercado relevante para este tipo de produto. Investimentos neste segmento tendem a consolidar o Brasil como grande fornecedor mundial deste produto beneficiando o setor no país dado o maior valor agregado do mesmo.


     O grupo 3Corações, joint-venture formada pela São Miguel Holding e a israelense Strauss, anunciou a aquisição por R$ 50 milhões do grupo mineiro Café Fino Grão. Este valor contempla além da aquisição, investimentos em ampliação industrial, marketing e na parte de logística. O crescimento do grupo vem sendo pautado em dois fronts principais: crescimento orgânico através das próprias marcas e produtos e através de oportunidades de compras de outras empresas.

     A compra do grupo mineiro faz parte de uma estratégia importante: a Café Fino Grão é a segunda marca mais consumida no estado e é a décima maior indústria do setor no Brasil; com a aquisição a 3Corações se torna a principal indústria cafeeira do estado. Além disso, Minas Gerais consome aproximadamente 12% do total de café demandado no país e produz cerca de 50% do volume produzido no Brasil.  

     A aquisição do Grupo 3Corações fortalece a empresa como segunda maior indústria do Brasil no setor. Este movimento já vinha sendo percebido quando da compra da Café Damasco pela Sara Lee no final de 2010 e pode se tornar uma tendência entre as gigantes do setor. Ademais, grupos considerados pequenos ou até mesmo médios  podem se tornar alvos de disputas por estas companhias em virtude de estarem pouco capitalizados fruto das margens reduzidas que o setor vem apresentando nos últimos anos

     O grupo norte-americano Sara Lee, proprietário das marcas Pilão, café do Ponto e Seleto, concretizou a compra do grupo paranaense café Damasco por cerca de R$ 100 milhões. A aquisição envolve as marcas América (BA), Palheta (RS) além das fábricas locadas em Curitiba e em Salvador.

     A finalização do negócio faz parte da estratégia da Sara Lee para aumentar sua penetração nos mercados da região Sul e do Nordeste brasileiro. A empresa paranaense possui as marcas Maracanã e Negresco que tem mercado no Paraná e a Pacheco que tem visibilidade no Rio Grande do Sul. Soma-se a isso a aquisição da fábrica no Nordeste que deverá aumentar a competitividade visto que será possível produzir e distribuir na região.

     A aquisição da Sara Lee só veio confirmar a grande presença de empresas estrangeiras no segmento cafeeiro. Atualmente consolidada como a maior fatia do mercado (21%), a empresa vê de perto a segunda colocada no mercado, a 3Corações, joint-venture entre a brasileira Santa Clara e a israelense Strauss; no terceiro posto segue a alemã Melitta para só depois surgirem empresas nacionais como a café Maratá e a café Cacique. Existe a  possibilidade de que compras ou de fusões das gigantes com empresas menores direcionem a trajetória do setor no médio prazo, principalmente.