senha

login

SOLUÇÕES

DNA LAFIS
DNA Lafis

COMENTÁRIOS

Comentário Setorial

- 22 de julho de 2016



Comércio Varejista: Mesmo com crise, e-commerce mantém crescimento
De acordo com a pesquisa Webshoppers, divulgada pela Ebit em parceria com o Buscapé, as vendas no e-commerce cresceram 3,3% em 2015, na contramão do varejo restrito tradicional que acumulou queda de 4%. Tal resultado demonstra a ascensão do comércio eletrônico, principalmente no momento de crise econômica onde os consumidores encontram na internet uma vitrine para comparar preços e encontrar o melhor custo benefício.

O destaque alcança pelas vendas online foi acompanhado pela entrada cada vez maior de empresas no setor, gerando uma competição cada vez mais acirrada e elevando o nível do serviço oferecido – dado que para ganhar o cliente, serviços diferenciados são ofertados, como frete grátis, programas de fidelidade, pós-venda especializado, entre outros. Tal empenho se justifica diante do tamanho do mercado, que em 2015 alcançou nada menos que 39,1 milhões de consumidores, com um tíquete médio de R$ 388 – 12% maior que o registrado em 2014.

Essa evolução, contudo, também tem chamada a atenção de criminosos que visam lucrar com o aumento das operações online. Segundo um levantamento elaborado pela Fcontrol, empresa especializada em soluções antifraude no comércio eletrônico, no primeiro trimestre de 2016 as fraudes em compras na internet aumentaram 1,32% em comparação ao mesmo período de 2015, mesmo diante de uma redução de 11% no volume de transações no acumulado do ano. De acordo com o relatório, o crime mais comum é a utilização de cartões de crédito e débito falsos para efetivar o pagamento online, sendo que as categorias-alvo costumam ser telefonia (smartphones), eletrônicos em geral e jogos.

Esses dados – bons e ruins – somente ressaltam a efervescência que o e-commerce tem vivenciado nos últimos anos. A popularização do acesso à internet banda larga móvel, em paralelo a melhorias na eficiência da logística de entrega proporcionam ao consumidor boas experiências de compra, fidelizando-o e garantindo a expansão do mercado – que segundo estudos, tem potencial para alcançar R$ 1 trilhão/ano num futuro próximo.

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto

Fertilizantes: Preços altos de commodities garantem melhor rentabilidade de fertilizantes
Com a valorização recente das principais commidities negociadas no Brasil, a relação de troca entre  grãos e fertilizantes atingiu o melhor patamar da história, mesmo com o dólar acima de R$ 3,00 desde o ano de 2015.

Os preços de commodites como a soja e, especialmente, o milho, subiram a níveis que não eram observados a mais de dois anos no mercado interno, tendo em vista os problemas climáticos enfrentados nas principais regiões produtoras no Brasil. Já os fertilizantes enfrentam uma onda de super produção no mundo e de preços mais estáveis do petróleo, o que barateou bastante os preços dos fertilizantes no mercado internacional, o que tornou a relação de troca extremamente vantajosa em 2016.

Assim, com essa relação tão favorável ao longo de 2016, é esperado que o faturamento dos setores ligados à agricultura apresentem um resultado mais favorável, ainda mais com a queda considerável da produção devido ao clima.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino

Papel e Celulose: Setor vive bom momento devido ao cenário internacional.
Se existem alguns setores que não ressentiram a crise econômica interna, certamente o de papel e celulose deve estar entre eles. De janeiro à maio deste ano, as exportações de papel cresceram 8,2% quando comparados com o mesmo período do ano anterior, com destaque para os papeis de fins sanitários (+28,6) e embalagens (13,0%).

Em relação ao setor produtor de celulose, os resultados deste período são ainda mais expressivos: a produção total de celulose sofreu incremento de 10,4% quando comparada ao mesmo período de 2015 sobretudo para acompanhar as exportações que se elevaram significativos 17,7% no período destacado.

A explicação para tal desempenho reside na desvalorização que o Real sofreu em relação ao Dólar em fins de 2015 (continuando atualmente em um patamar relativamente desvalorizado), o que tornou a produção local relativamente mais barata em relação à internacional, portanto concorrencialmente mais competitiva. O efeito cambial ainda é mais intenso, uma vez que as cotações da celulose são dadas em Dólar, ao mesmo passo que os custos de produção das fábricas nacionais são, em sua maioria, dados em Real, o que eleva consideravelmente a margem operacional do setor neste momento em que o poder de compra da moeda norte-america se eleva em relação ao Real.

Por último, o setor também vive um bom momento da sua demanda. Tanto a Europa, quanto os Estados Unidos e a China passaram a demandar celulose nestes primeiros meses, o que reflete nos preços internacionais desta commodity. Os dados da Natural Resources Canada (NRC) indicam uma sólida tendência de aumento dos preços de celulose de fibra longa nos Estados Unidos, Europa e China. 

Analista Responsável pelo Setor: Felipe Souza

Agricultura Geral: La Niña chega ao Brasil com promessa de seca e chuvas.
No ano de 2015 o Brasil vivenciou um período de fortes chuvas na região Centro-Sul, dado o fenômeno do El Niño, o que acabou trazendo alívio para as culturas da região e para o abastecimento de água. Já na região Norte/Nordeste o fenômeno trouxe forte seca, piorando a situação hidrica das regiões. No entanto, com a La Niña é esperado que a situação se inverta em 2016, já que o fenômeno já se mostra como inevitável para este ano.

É esperado que ocorram secas na região Centro-Sul e fortes chuvas no Norte-Nordeste, o que deve prejudicar o desenvolvimento de algumas culturas, como soja, trigo e milho no Centro-Sul. Já na região Nordeste/Norte a forte chuva deve ajudar na colheita de Cana-de-Açúcar, mas deve prejudicar as culturas mais regionais.

Assim, o fenômeno deverá impactar negativamente a Agricultura em todo país, tendo em vista que este é o período em que diversas culturas estarão em desenvolvimento (Crescimento dos grãos), como a soja e milho. 

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


Deseja receber nossos comentários setoriais gratuitamente em seu e-mail ?

Clique e Cadastra-se!

linkedin   linkedin   linkedin   linkedin   linkedin