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Comentário Setorial

- 24 de junho de 2016



Seguros: Mesmo com crise econômica, setor de Seguros cresceu 7% em 2015
Apesar do mau momento que a economia brasileira vive, o setor de Seguros tem se mostrado resiliente diante das dificuldades. Em 2015, o faturamento total do mesmo cresceu 6,9% em termos nominais, de acordo com o estudo divulgado pelo Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP). 

Entre os segmentos, o destaque vai para Saúde, que apresentou aumento de 13% no faturamento e fechou o ano com R$ 32,4 bilhões em prêmios. O ramo de Pessoas teve um aumento nos prêmios de 6%, totalizando R$ 33,2 bilhões, enquanto o segmento de Automóveis contabilizou R$ 33,3 bilhões – crescimento de 3% e relação a 2014, impactado fortemente pela queda nas vendas de veículos novos. Não houve modificação no topo do ranking das maiores seguradoras em 2015. A Bradesco Seguros permanece como a maior empresa do setor, com 23% de market share, seguida pelo Banco do Brasil-Mapfre (12,75%) e SulAmérica (12,0%). 

O cenário em 2015, mesmo com uma queda real de 3,8% no faturamento – descontada a inflação medida pelo IPCA – é uma demonstração da força do setor em atuar de forma positiva para sustentar os indicadores dentro da margem esperada. Com a perspectiva de melhora nos indicadores econômicos para o próximo biênio 2016-2017, é esperado que setor de Seguros volte a crescer a taxas de dois dígitos, retomando assim a trajetória de expansão do mercado no Brasil – que ainda é bastante diminuto em comparação ao mercados desenvolvidos, como o europeu e norte-americano.

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto

Transporte Aéreo: Companhias aéreas comemoram a aprovação preliminar da MP 714/16 apostando no capital externo para aliviar a crise financeira do setor.
Ao que tudo parece, um antigo pleito do setor aéreo deu seu primeiro passo para se concretizar. A Câmara de Deputados aprovou uma emenda à Medida Provisória do Setor Aéreo (MP 714/16) que permite que empresas estrangeiras possam ter total controle do capital de companhias aéreas no Brasil. Inicialmente, o texto original previa que o percentual máximo do controle acionário com direito à voto das companhias aéreas seria de até 49%. Atualmente, esta participação é limitada a 20%. Agora, o Senado precisa aprovar o texto para que este entre em vigor.

Apesar do assunto não ser consensual entre as posições na Câmara (uma vez que algumas alas alegam que a irrestrição acaba por colocar em xeque a soberania do setor aéreo nacional), esta aprovação preliminar foi grandemente comemorada pelas companhias aéreas nacionais, uma vez que estas vem registrando significativos prejuízos operacionais desde 2011 (somente em 2015 as maiores companhias registraram juntas um prejuízo líquido de R$ 5,9 bilhões em 2015, o maior da história do setor) e que um provável aporte de capital poderia trazer um significativo alívio financeiro para estas.

Vale destacar que as maiores companhias aéreas já detém parte significativa de capital estrangeiro em seus aportes patrimoniais, como a GOL, a Azul e a Latam. No entanto, como a legislação limitava a participação estrangeira apenas no capital votante, a MP visa a adequação destes aportes à Lei 6.404 (Lei das Sociedades por Ações), tornando a realidade financeira observada à forma societária prevista pela Lei citada.

Analista Responsável pelo Setor: Felipe Souza

Cosméticos: Consumo de produtos relacionados a cuidados pessoais e beleza resistem a queda da renda
As vendas de produtos de beleza e higiene pessoal para o público feminino continuam em alta mesmo com a crise econômica. Dados da pesquisa Beauty Plan 2016, elaborada pela Glambox, mostram que mais de 60% das mulheres gastaram entre R$50 e R$200 em produtos do setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) em 2015, e cerca de 50% afirmam que pretendem manter esse nível de gasto em 2016.

A pesquisa revelou que mesmo com a queda na renda, agravamento do desemprego e perspectivas não tão boas para o curto prazo, mais de 83% das mulheres não pretendem reduzir gastos com produtos de higiene básica, como shampoo, condicionadores. Até mesmo produtos de beleza, como antirrugas e vitamínicos, foram apontados por 58% delas como essenciais e fora da lista de cortes.

Esses dados são um indicativo importante para a indústria de HPPC, pois ajudam a direcionar o esforço de vendas para segmentos específicos e com melhor perspectiva de saída. Em paralelo, pesquisas realizadas nos Estados Unidos mostram a importância dos supermercados como canal de vendas, devido a grande movimentação de pessoas e, em períodos de crise, se destacar como o principal ponto de venda para as famílias.

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto

Indústria Sucroalcooleira: Mudanças nos subsídios de Açúcar na Europa devem afetar mercado internacional
A Europa sempre foi autosuficiente em termos de oferta e  consumo de Açúcar, tendo em vista a boa produção de açúcar advindo da beterraba. No entanto, o bloco está mudando os incentivos para a produção interna, o que poderá mudar drasticamente o mercado internacional de Açúcar.

O mercado exportador internacional de açúcar é bem centralizado em países como Brasil, que é o maior exportador do planeta. A Europa não exporta muito da commodity, tendo em vista que o consumo interno é forte e políticas governamentais de preços mínimos/compras para estoques públicos mantém a produção sob o controle. No entanto, com o fim destes subsídios, o mercado internacional será inundado com o açúcar europeu excedente, o que deverá ter impactos substanciais para a estrutura do mercado internacional do Açúcar, principalmente em termos de preço.

Assim, mesmo com a melhora recente nos preços do Açúcar, esta mudança nos subsídios na Europa deverá ser um balde de água fria para o setor, já que os preços deverão despencar e prejudicar o faturamento do setor sucroalcooleiro.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


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